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Esse é o público-alvo da atual campanha. Há postos de vacinação espalhados por toda São Paulo, incluindo estações de trem e metro, além das UBS

Desde 2017, a Organização Mundial de Saúde (OMS) identificou surtos de sarampo em 170 países. Este ano, dados indicam que, em todo o mundo, houve um aumento de 300% na comparação com 2018 . No Brasil, São Paulo é o estado que mais impressiona: até o momento, são 484 casos, sendo 363 ocorrências na capital, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.

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Com dados alarmantes na capital paulista, as entidades estão fazendo esforços para vacinar o público-alvo contra o sarampo

Diante de números alarmantes, as autoridades passaram a intensificar as campanhas de vacinação contra o sarampo com ações que acontecem nas  Unidades Básicas de Saúde (UBS), em postos volantes, além de escolas públicas. Em  estações de metrô, CPTM e EMTU também é possível receber a vacina. 

Na cidade de São Paulo, o objetivo é vacinar a população com idade entre 15 e 29 anos  - estimada em 2,9 milhões de pessoas - para barrar o avanço da doença, segundo as autoridades de saúde. Quem se enquadra nessa faixa etária deve tomar a vacina novamente, mesmo que já tenha se imunizado antes.

De acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde, esses jovens correspondem a cerca de metade dos casos no estado de São Paulo. Além disso, essa faixa etária é considerada mais vulnerável a infecções porque muitos não tomaram a segunda dose da vacina. Não é necessário levar a carteira de vacinação para ser imunizado agora na campanha. 

Desde 10 de junho, quando a campanha teve início, apenas 6% do público-alvo foi vacinado. Bruno Covas, prefeito de São Paulo, diz que o aumento da doença aconteceu porque as pessoas decidiram não tomar a vacina. Segundo ele, isso se deve, em grande parte, às fake news que correm pela internet. “Esse não é um problema da Prefeitura, é um problema de saúde pública”, aponta. 

Por que é importante se vacinar contra o sarampo?

Vacinar-se contra o sarampo é essencial para não espalhar a condição, uma vez que uma pessoa com a doença pode contaminar outras 18. “É uma doença que tem um risco de transmissão bastante facilitado”, alerta Alberto Chebado, infectologista do Delboni Auriemo, laboratório da Dasa. 

Os principais sintomas são manchas avermelhadas, febre, tosse, coriza e lacrimejamento, de acordo com Chebado. Vale ressaltar que não existe um tratamento específico para a doença, transmitida por tosse e espirro. “É importante que fique claro à população: sarampo não é uma gripe. Sarampo mata”, alerta Edson Aparecido, secretário Municipal de Saúde.

A proteção contra a doença deve começar na infância. A primeira dose acontece aos 12 meses (tríplice viral) e a segunda aos 15 meses (tetra viral). A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo , caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente durante todo o ano pelo Sistema Único de Saúde (SUS), não sendo necessário esperar por campanhas para se imunizar. 

A vacina tríplice não é indicada para gestantes , pessoas com doenças relativas à deficiência da imunidade e bebês com menos de seis meses. As crianças entre seis meses e um ano devem ser vacinadas apenas em situações de bloqueio vacinal. Em caso de dúvidas, você pode acessar o  site da prefeitura ou procurar um posto de vacinação para esclarecimentos.