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Em 2010, foram 3.141 óbitos mostra novo boletim paulista e aumenta proporção de casos entre gays

A Secretaria de Estado da Saúde  de São Paulo divulgou nesta segunda-feira, dia 28, o novo boletim epidemiológico d e Doenças Sexualmente Transmissíveis  (DST) e Aids. Segundo os números, em 2010, foram registrados 3.141 óbitos por causa da doença, uma média de 9 mortes por dia. 

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A taxa de mortalidade, informa a Secretaria, ficou em 7,6 mortes por 100 mil habitantes. O coeficiente mostra ligeira queda em relação a 2009, quando o índice de mortalidade por Aids foi de 7,9. Já a comparação com 1995 mostra um aumento expressivo da sobrevida dos portadores do vírus HIV  - de 67% - já que, naquele ano, foram computadas 7.739 mortes por aids. 

Perfil

O boletim aponta também que, apesar da redução no número absoluto de casos desde a segunda metade da década de 1990, a proporção de infecções em homens que fazem sexo com homens cresceu 52,4% entre 2000 e 2010. Entre os heterossexuais esse crescimento foi de 30,5%, enquanto entre os usuários de drogas injetáveis houve queda de 73,2%.

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A razão de casos vem se mantendo em dois masculinos para cada um feminino. A faixa etária predominante dos casos da doença é a de 30 a 39 anos, com incidência de 32 por 100 mil habitantes.

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“Embora a epidemia de Aids tenha mudado seu perfil desde o seu início, ainda há forte concentração de casos notificados entre homens que fazem sexo com homens, além de aumento proporcional de infecção entre os heterossexuais. O sexo seguro, com uso de preservativo, ainda é a melhor forma de proteção contra o vírus”, diz no material de divulgação do boletim estadual Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids.

Nesta segunda-feira também está prevista a divulgação dos casos nacionais de aids. No dia 1 de dezembro é celebrado, em todo mundo, o Dia Mundial de Combate à doença.

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