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O ar seco de São Paulo, fator que se agrava no inverno, representa risco real à saúde

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Análise feita a partir da onda de secura registrada em agosto de 2010 mostra que a baixa umidade do ar pode triplicar o risco de morte.

É a primeira vez que se consegue dimensionar a exata influência da baixa umidade relativa do ar na saúde. “A umidade relativa apareceu como principal variável nos problemas de saúde”, afirma a meteorologista Micheline Coelho, que realiza estudo na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

O risco de morte, de acordo com a pesquisa, aumentou de 0,26% para 0,64% quando a umidade relativa variou de 100% para níveis próximos de 10%. No estudo foram analisadas 1.252 autópsias feitas em agosto de 2010 pelo Serviço de Verificação de Óbitos da capital. Desse total, 17,7% das mortes - 212 pessoas - foram provocadas por doenças respiratórias, o escopo analisado. A maioria das vítimas é de idosos, segundo a autora.

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O estudo foi realizado com dados de agosto de 2010 por se tratar de um evento extremo vivido na cidade. Foi o mês mais seco desde 1961, quando as medições de umidade do ar começaram. A cidade enfrentou uma sequência de 11 dias com umidade abaixo de 20% e com picos de 12% - a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera seguro níveis acima de 60%.

De acordo com Micheline, os efeitos na saúde são medidos pela sequência de dias nessas condições. “Esses eventos extremos tendem a se repetir com as mudanças climáticas. E não estamos preparados.” A umidade relativa do ar é a relação entre a capacidade que o ar tem de reter vapor de água e a quantidade que ele, de fato, absorve. No organismo, essa condição favorece doenças respiratórias e agrava alergias. Quem mais sofre são crianças e idosos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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