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Medicamentos contra pressão alta podem ajudar pacientes cardíacos que não têm hipertensão

Hipertensão: um mal que afeta quase 25% dos brasileiros
Getty Images
Hipertensão: um mal que afeta quase 25% dos brasileiros
Uma nova análise sugere que os remédios para pressão sanguínea podem trazer benefícios a pacientes cardíacos, mesmo que eles não sofram de pressão alta .

O artigo, publicado na edição de 2 de março de “The Journal of the American Medical Association”, é uma análise de 25 estudos publicados, e os autores advertem que os resultados ainda devem ser confirmados por ensaios aleatórios controlados. Eles não relataram qualquer vínculo financeiro com companhias farmacêuticas.

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Os pacientes dos estudos foram acompanhados durante uma média de dois anos, e muitos tinham pressão sanguínea considerada normal ou levemente acima do normal. Em comparação com pacientes similares que tomaram placebos , aqueles que tomaram medicações contra hipertensão apresentaram uma redução no risco de derrames em 23%, de ataques cardíacos em 20%, de insuficiência cardíaca congestiva em 29% e de morte em 13%.

Segundo a principal autora do estudo, Angela M. Thompson, embora as atuais diretrizes recomendem tratamento quando a pressão atinge 14/9 ou mais, “sabemos por outros estudos que há uma relação gradual entre os riscos de doenças cardiovasculares e a pressão sanguínea” – começando quando o primeiro número, a leitura sistólica, está baixo como 115.

Mas Thompson, doutoranda em epidemiologia na Escola de Saúde Pública e Medicina Tropical da Universidade Tulane, em New Orleans, destacou que esses limites de corte haviam se alterado com o tempo.

“Então a pergunta é: este ainda é o melhor limite de corte? Ou, se o reduzirmos um pouco, as pessoas obterão mais benefícios?”

* Por Roni Caryn Rabin

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