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Objetivo do governo britânico é aumentar o diagnóstico precoce e retardar a evolução do problema

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O governo da Grã-Bretanha está fazendo uma campanha para que britânicos em visita a parentes idosos neste Natal fiquem atentos aos primeiros sintomas de demência em seus familiares.

A campanha é parte de um programa para incentivar o diagnóstico de condições como o Alzheimer mais cedo. Segundo dados do Departamento de Saúde da Grã-Bretanha, seis em cada dez casos de demência na Inglaterra não são diagnosticados.

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As autoridades acreditam que o período das festas – quando muitos britânicos visitam seus familiares – oferece uma boa oportunidade para que os primeiros sinais de demência sejam identificados. Caso haja indícios de algum problema, os parentes são aconselhados a tomar medidas o quanto antes, procurando orientação de um médico.

Embora não exista uma cura para a demência, serviços de apoio e o tratamento certo podem retardar a evolução da condição, permitindo que o paciente viva bem durante mais tempo.

Propaganda de TV

A campanha britânica inclui um anúncio de TV que mostra um homem, aparentemente apresentando sintomas iniciais de demência, e sua filha, que teme estar perdendo o pai. A ideia é conscientizar a população sobre sintomas comuns e a importância de se procurar o médico.

O Departamento de Saúde divulgou uma lista com nove sinais básicos, como dificuldade de lembrar eventos recentes (embora acontecimentos ocorridos há mais tempo sejam lembrados com facilidade), dificuldade em acompanhar conversas ou programas de TV ou problemas para lembrar nomes de amigos ou objetos comuns.

Outros sintomas incluídos na lista são dificuldade em reproduzir coisas que você ouviu, viu ou leu, tendência a repetir coisas que você já disse ou a perder o raciocínio quando você diz algo, problemas para pensar e raciocinar, sentimentos de ansiedade, depressão ou raiva por conta da perda de memória, sensação de confusão, mesmo quando você está em ambientes familiares e, finalmente, comentários de outras pessoas a respeito de sua perda de memória.

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Calcula-se que somente na Inglaterra haja 400 mil pessoas sofrendo de demência, porém sem diagnóstico.

"Conseguir o diagnóstico na hora certa é vital", disse o médico Alistair Burns, responsável pelo tratamento de demência em nível nacional na Grã-Bretanha.

"Saber sobre a condição ajuda o paciente a assumir o controle e permite que ele e sua família procurem o apoio e os serviços necessários".

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