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No dia mundial do Câncer, entidades se mobilizam pela prevenção contra a doença, a segunda causa de morte no País

O Dia Mundial do Câncer, celebrado nesta sexta-feira (4), tem uma pauta ampla. A ideia é mobilizar as 400 organizações espalhadas em 120 países, representados na União Internacional para o Controle do Câncer (UICC, na sigla em inglês), entre os quais o Brasil, a adotarem campanhas sistemáticas de prevenção.

O objetivo é combater o efeito considerado “catastrófico” das doenças crônicas não-transmissíveis sobre as populações e os sistemas públicos de saúde. Conforme o iG adiantou em setembro de 2010, a doença avança e já é a segunda causa de morte no País .

Anualmente, são internados cerca de meio milhão de pacientes em todo o país. Todos os meses, 235 mil procuram os ambulatórios para fazer quimioterapia; 100 mil para fazer radioterapia.

O câncer, o diabetes, as doenças cardiovasculares e respiratórias consomem mais de 70% dos gastos assistenciais do Sistema Único de Saúde (SUS) e respondem por 67% das mortes registradas no País. Os dados são do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

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Os efeitos dessas doenças sobre as populações e os sistemas públicos de saúde são tão devastadores que a Organização das Nações Unidas (ONU) incluiu na pauta da sua Assembleia Geral, marcada para setembro, em Nova Iorque, uma discussão sobre o tema.

Essa é a terceira vez que as Nações Unidas abrem espaço para discutir assuntos dessa natureza. Ocorreu com a poliomielite, em 1988, a partir de uma resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS) de erradicar a doença no mundo até o ano 2000; com a Aids, em 2001, e agora com as doenças crônicas não-transmissíveis.

“O objetivo é chamar a atenção dos países e dos gestores da saúde em todo o  mundo para a necessidade urgente de se adotar medidas de prevenção e controle dessas doenças”, afirma o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, porta-voz da UICC para a América Latina.

Segundo a OMS, as doenças crônicas não-transmissíveis são responsáveis por 58,5% de todas as mortes ocorridas no mundo. A UICC afirma que são 35 milhões de mortes por ano sendo que 9 milhões poderiam ser evitadas.

Estimativas

A cada ano no Brasil há 500 mil novos casos de câncer, segundo dados do INCA. Entre 2000 e 2007, os investimentos do Ministério da Saúde com a doença aumentaram em 20% ao ano, passando de R$ 200 mil para R$ 1,4 bilhão, em 2007.

Grande parte dos investimentos é direcionada na luta contra os tumores mais incidentes entre os brasileiros, como os da mama e do colo do útero.

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O câncer do colo do útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos. Segundo a UICC, o câncer custou US$ 1 trilhão à economia global em mortes prematuras e invalidez, sem considerar os custos médicos para o tratamento. O impacto econômico da doença é 20% maior do que o das cardiovasculares.

Estudo da ONG American Cancer Society, maior porta-voz da sociedade civil norte-americana para assuntos relativos a câncer, os tumores custam mais em produtividade do que a Aids, a malária, a gripe e outras doenças infecciosas.

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