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Como vive o coração pós incidente cardíaco e por quais motivos a maioria dos pacientes não muda o comportamento de risco

A reincidência de eventos trágicos, quando se trata de saúde, depende pouco da sorte ou do azar. A saúde individual, embora carregue heranças genéticas imutáveis, é formatada por atitudes. Depois de sofrer uma parada-cardíaca, porém, a grande maioria dos brasileiros não muda o comportamento de risco . Continua vinculada aos mesmos vilões que adoeceram o coração .

O comprometimento em manter uma alimentação saudável, controlar o diabetes , o colesterol e eliminar o sedentarismo dura, em média, um mês. É o que os médicos costumam chamar de postura reativa ou eufórica, que procede ao susto, mas se perde quando o paciente volta à rotina. O drama da "quase morte" fica limitado ao passado.

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Duas histórias mostram que a dificuldade em mudar de vida, quando o coração volta a bater tranquilamente, não representa apenas descompromisso ou negligência com a própria saúde. Especialistas avaliam que a falta de cuidado com o coração recuperado é responsabilidade também dos cardiologistas, hospitais e da família. A segunda chance para os cardíacos precisa ser um pacto que envolve bem mais do que o infartado e seu músculo cardíaco. Veja o especial:

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