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Especialista esclarece: medida não é eficaz em todas as doenças

Máscara: ela não protege contra todas as doenças transmitidas pelas vias aéreas
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Máscara: ela não protege contra todas as doenças transmitidas pelas vias aéreas
“À vezes. Vários estudos mostraram que as máscaras podem reduzir a quantidade de partículas infecciosas emitidas no ar enquanto tossimos, falamos e respiramos quando se tem uma infecção respiratória”, explica David P. Calfee, epidemiologista chefe do hospital NewYork-Presbyterian/Weill Cornell Medical Center.

Mas o especialista afirma que as máscaras são apenas um dos elementos da higiene respiratória, que também inclui cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirar, lavar as mãos com frequência e ficar a um metro de distância das outras pessoas, quando possível.

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Embora as evidências sugiram que a máscara possa proteger os outros daquele que a usa, a máscara pode proteger o usuário? Calfee diz que depende daquilo de que se está tentando proteger.

As máscaras impedem que gotículas respiratórias grandes atinjam as mucosas e por isso elas têm sido usadas por pessoas que tratam de pacientes com as doenças infecciosas transmitidas por tais gotas, como gripe e coqueluche. Mas partículas aéreas menores transportadas pelo ar e associadas a doenças como tuberculose e sarampo podem atravessar ou circundar as máscaras.

Alguns estudos mostram taxas de infecção menores nos contatos entre pessoas da mesma casa com infecções virais respiratórias quando elas estão usando máscaras, segundo Calfee. Porém, estudos constataram que a maioria das pessoas não as usaria por períodos longos. Assim, mesmo que a eficácia esteja comprovada, usar máscara para prevenir a difusão de determinadas doenças pode não ser muito prático.

* Por C. Claiborne Ray

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