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Luciana Panzetti venceu a rotina de dores incapacitantes acrescentando caminhadas ao tratamento médico

Luciana Panzetti: menos dor e maior disposição com atividade física
Yara Achôa
Luciana Panzetti: menos dor e maior disposição com atividade física
Com casos de enxaqueca na família, a dor sempre foi uma velha conhecida da empresária Luciana Panzetti Moliterno, de 40 anos. Mas, de repente, o quadro se intensificou. De episódios esporádicos, as dores passaram a ser diárias e incapacitantes.

“Foram quase três anos na cama, com uma dor desesperadora”, diz Luciana. Ela conta que passou por vários especialistas, entre eles otorrino, ortopedista, cirurgião buco-maxilar e neurologista.

“Não encontravam nada que justificasse tamanha dor, muito tempo depois diagnosticada como uma provável contração na região cervical da coluna”.

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Diante do incômodo físico e da dificuldade em obter tratamento, Luciana foi se afastando cada vez mais dos amigos e do convício social. “Você passa a não querer ver as pessoas, até porque muita gente não acredita, acha que é frescura ou que você só sabe reclamar”, desabafa. Ela conta que sentiu descaso até mesmo por parte de alguns médicos.

“Paciente com dor é discriminado. Um neurologista que não era especialista no tema dizia que eu tinha depressão ou síndrome do pânico e queria me internar”.Todo esse calvário durou até a empresária conhecer o trabalho da Sociedade Brasileira do Estudo da Dor (SBED). Com a orientação da entidade, passou por um tratamento multidisciplinar, que abordava aspectos físicos e emocionais da dor.

A caminhada no parque faz parte da campanha da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor
Yara Achôa
A caminhada no parque faz parte da campanha da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor
“Recebi um olhar global, que envolveu medicamento, terapia, meditação , fisioterapia entre outras coisas. Aos poucos fui reagindo e apresentando melhoras”.

A campanha “ A dor para a vida das pessoas. Pare a dor ”, da SBED, também contribuiu para Luciana dar a volta por cima: ela passou a participar de caminhadas em um parque em São Paulo.

"Há anos não conseguia praticar uma atividade física. Comecei aos poucos e logo senti bem-estar, o que deu força para continuar. Com o exercício, sinto uma grande melhora em relação às dores. Parei de falar só de dor”, comemora.

Conheça o programa de caminhada do iG Saúde

Segundo a Associação Internacional para o Estudo da Dor, a reação dolorosa é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo por meio de suas experiências anteriores e o limite de dor que cada um pode suportar é individual. Se você sente dor, os especialistas advertem: se ela aparece sem motivo ou não passa precisa ser avaliada por um especialista.

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