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Bulimia

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Conteúdo exclusivo para o iG no Brasil e usado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos

Definição

A bulimia é uma doença na qual uma pessoa exagera na ingestão de alimentos ou tem episódios regulares em que come em excesso de maneira significativa e sente perda de controle. Dessa forma, a pessoa afetada usa vários métodos, como vômitos ou abuso de laxantes, para impedir o ganho de peso.

Muitas pessoas (não todas) com bulimia também têm anorexia nervosa.

Causas, incidência e fatores de risco

Muito mais mulheres do que homens têm bulimia, e o distúrbio é mais comum em meninas adolescentes do que em adultas jovens. A pessoa afetada geralmente está consciente de que seu padrão de alimentação é anormal e pode sentir medo ou ter sentimento de culpa associado aos episódios de comportamento bulímico.

A causa exata da bulimia é desconhecida. Fatores genéticos, psicológicos, traumáticos, familiares, sociais ou culturais podem contribuir para seu desenvolvimento. A bulimia provavelmente ocorre devido a mais de um fator.

Sintomas

Na bulimia, excessos na alimentação podem ocorrer até várias vezes por dia durante vários meses.

Em geral, pessoas com bulimia comem grandes quantidades de alimentos altamente calóricos, normalmente em segredo. A pessoa geralmente não tem controle sobre sua alimentação durante esses episódios.

Esses excessos na dieta causam uma sensação de desgosto por si mesmo, o que leva ao que é chamado purgação para impedir o ganho de peso. A purgação pode incluir: vômito autoinduzido, exercícios excessivos e uso de laxantes, enemas ou diuréticos. A purgação frequentemente traz uma sensação de alívio.

O peso corpóreo está geralmente na faixa normal, embora as pessoas com bulimia frequentemente se vejam com excesso de peso. Como o peso muitas vezes está normal, este distúrbio de alimentação pode não ser notado por outros.

Os sintomas ou comportamentos que podem ser observados incluem:

  • Exercícios compulsivos
  • Evidência de embalagens descartadas de laxantes, comprimidos para perda de peso, eméticos (medicamentos que provocam vômito) ou diuréticos (drogas que reduzem os líquidos)
  • Ir regularmente ao banheiro logo após as refeições
  • Comer rapidamente grandes quantidades de alimento que desaparecem imediatamente

Exames e testes

Foto: ADAM

Os órgãos gastrointestinais superiores incluem a boca, o esôfago e o estômago

Um exame dentário pode mostrar cáries dentárias ou infecções na gengiva (como gengivite). O esmalte dos dentes pode estar corroído ou furado devido à exposição excessiva ao ácido contido no vômito.

Um exame físico também pode revelar:

  • Vasos sanguíneos rompidos nos olhos (do esforço para vomitar)
  • Boca seca
  • Aparência em forma de bolsa nos cantos da boca devido às glândulas salivares inchadas
  • Erupções e espinhas
  • Pequenos cortes e calos na parte superior das articulações dos dedos das mãos devido ao vômito autoinduzido

O teste Chem-20 pode mostrar um desequilíbrio eletrolítico (como hipocalemia) ou desidratação.

Tratamento

Pessoas com bulimia raramente precisam ser hospitalizadas, exceto sob as seguintes circunstâncias:

  • Quando os ciclos de comportamento bulímico levaram à anorexia
  • Quando forem necessários medicamentos para a retirada da purgação
  • Quando uma grande depressão estiver presente

Com mais frequência, uma abordagem passo a passo é adotada para pacientes com bulimia.

Esta abordagem segue estágios específicos, dependendo da gravidade da bulimia e da resposta da pessoa aos tratamentos:

  • Grupos de apoio podem ser úteis para pacientes com condições brandas que não têm nenhum problema de saúde
  • A terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia nutricional são os melhores tratamentos para bulimia que não responde a grupos de apoio
  • As drogas usadas para bulimia geralmente são antidepressivos conhecidos como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs). Uma combinação de TCC e ISRSs é muito eficiente se a TCC não for eficaz sozinha

Os pacientes podem desistir dos programas se tiverem expectativas não realistas de serem "curados" somente com terapia.

Antes do início de um programa, deve-se esclarecer o seguinte:

  • Várias terapias provavelmente serão tentadas até o paciente conseguir superar este distúrbio grave
  • É comum a bulimia retornar (recaída), mas isso não é motivo para desespero
  • O processo é doloroso e exige trabalho árduo da parte do paciente e de sua família

Grupos de apoio

Grupos de autoajuda como os Comedores Compulsivos Anônimos podem ajudar algumas pessoas com bulimia. A American Anorexia/Bulimia Association é uma fonte de informações sobre esse distúrbio.

Consulte: Distúrbios alimentares – grupo de apoio

Evolução (prognóstico)

A bulimia é uma doença crônica, e várias pessoas continuam tendo alguns sintomas apesar do tratamento. Pessoas com menos complicações médicas de bulimia, e que têm vontade e podem participar da terapia, tendem a ter uma chance melhor de recuperação.

Complicações

A bulimia pode ser perigosa e levar a complicações médicas graves ao longo do tempo. Por exemplo, os vômitos frequentes colocam ácido gástrico no esôfago (o tubo que liga a boca ao estômago) que pode lesar permanentemente esta área.

Possíveis complicações incluem:

Ligando para o médico

Marque uma consulta com o médico se você (ou seu filho) apresentar sintomas de um distúrbio alimentar.

Prevenção

Menos ênfase social e cultural sobre a perfeição física pode eventualmente ajudar a reduzir a frequência desse distúrbio.

Referências

American Psychiatric Association. Treatment of patients with eating disorders, 3rd ed. American Psychiatric Association. Am J Psychiatry. 2006 Jul;163(7 Suppl):4-54.

Hall MN, Friedman RJ 2nd, Leach L. Treatment of bulimia nervosa. Am Fam Physician. 2008 Jun 1;77(11):1588, 1592.

Schmidt U, Lee S, Beecham J, et al. A randomized controlled trial of family therapy and cognitive behavior therapy guided self-care for adolescents with bulimia nervosa and related disorders. Am J Psychiatry. 2007 Apr;164(4):591-8.

Atualizado em 18/4/2011, por: Fred K. Berger, MD, Addiction and Forensic Psychiatrist, Scripps Memorial Hospital, Ja Jolla, California. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

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