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Câncer de fígado

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Conteúdo exclusivo para o iG no Brasil e usado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos

Definição

O câncer do fígado também é conhecido como carcinoma hepatocelular.

Nomes alternativos

Carcinoma primário do fígado; tumor – fígado; câncer de fígado; câncer – fígado

Causas, incidência e fatores de risco

Foto: ADAM

Câncer hepatocelular, tomografia computadorizada

O carcinoma hepatocelular é responsável pela maior incidência de câncer de fígado.

Este tipo de câncer ocorre com mais frequência em homens do que em mulheres. Geralmente, é observado em pessoas de 50 a 60 anos.

A doença é mais comum em regiões da África e da Ásia do que na América do Norte, América do Sul e Europa.

O carcinoma hepatocelular não é o mesmo que câncer de fígado metastático, o qual é originado em outro órgão (como os seios ou o cólon) e se dissemina para o fígado.

Na maioria dos casos, o câncer de fígado é causado pela escoriação do fígado (cirrose). A cirrose pode ser causada por:

  • Abuso de álcool (a causa mais comum nos Estados Unidos)
  • Determinadas doenças autoimunes do fígado
  • Doenças que causam inflamação do fígado por longo prazo
  • Infecção pelo vírus B ou C da hepatite
  • Excesso de ferro no corpo (hemocromatose)

Pacientes com hepatite B ou C estão em risco de desenvolver câncer de fígado, mesmo não apresentando cirrose.

Sintomas

  • Dor ou sensibilidade abdominal, principalmente na porção superior direita
  • Equimose ou sangramento fácil
  • Abdome aumentado
  • Pele ou olhos amarelados (icterícia)

Exames e testes

Foto: ADAM

Biópsia hepática

O exame físico pode mostrar um fígado aumentado e sensível.

Os exames incluem:

  • Tomografia computadorizada abdominal
  • Ultrassom abdominal
  • Biópsia do fígado
  • Enzimas do fígado (testes das funções do fígado)
  • Gramagrafia hepática
  • Alfa-fetoproteína do soro

Leia mais sobre o exame hepatograma

Alguns pacientes de alto risco podem realizar exames de sangue e ultrassons periódicos para verificar se os tumores estão se desenvolvendo.

Tratamento

Uma cirurgia agressiva ou um transplante de fígado pode tratar com sucesso os tumores pequenos ou em crescimento lento, se eles forem diagnosticados cedo. No entanto, poucos pacientes têm diagnóstico precoce.

Geralmente, os tratamentos com quimioterapia e radiação não são eficazes. Contudo, eles podem ser usados para reduzir tumores grandes para que a cirurgia tenha uma chance maior de sucesso.

O Nexavar (tosilato de sorafenibe), um medicamento oral que inibe o crescimento de tumores, agora está aprovado para pacientes com carcinoma hepatocelular avançado.

Evolução (prognóstico)

O resultado habitual é insuficiente, pois somente entre 10 e 20% dos carcinomas hepatocelulares podem ser totalmente removidos através de cirurgia.

Se o câncer não puder ser removido completamente, a doença costuma ser fatal dentro de 3 a 6 meses. No entanto, a sobrevivência pode variar e, ocasionalmente, as pessoas viverão muito mais do que 6 meses.

Complicações

  • Hemorragia gastrointestinal
  • Insuficiência hepática
  • Disseminação (metástase) do carcinoma

Ligando para seu médico

Procure seu médico se você desenvolver dor abdominal persistente, principalmente se tiver histórico de alguma doença hepática.

Leia mais sobre doença hepática alcoólica

Prevenção

Prevenir e tratar a hepatite viral pode ajudar a reduzir seu risco. A vacinação na infância contra hepatite B pode reduzir o risco de câncer de fígado no futuro.

Evite beber quantidades excessivas de álcool. Alguns pacientes podem se beneficiar do exame para hemocromatose.

Se você tiver hepatite crônica ou cirrose, o exame periódico de ultrassom do fígado ou a medição dos níveis de alfa-fetoproteína no sangue pode ajudar a detectar este câncer precocemente.

Referências

National Cancer Institute. Adult primary liver cancer treatment PDQ. Updated May 22, 2009.

Roberts LR. Liver and biliary tract tumors. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 206.

Atualizada em 24/8/2011: David C. Dugdale, III, MD, Professor of Medicine, Division of General Medicine, Department of Medicine, University of Washington School of Medicine; and Yi-Bin Chen, MD, Leukemia/Bone Marrow Transplant Program, Massachusetts General Hospital. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

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