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Demência

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Conteúdo exclusivo para o iG no Brasil e usado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos

Definição

A demência é a perda da função cerebral que ocorre com determinadas doenças. Ela afeta a memória, o raciocínio, a linguagem, o juízo e o comportamento.

Consulte também: Mal de Alzheimer

Nomes alternativos

Síndrome cerebral crônica; demência com corpos de Lewy; DCL; demência vascular; comprometimento cognitivo leve; MCI

Causas, incidência e fatores de risco

Foto: ADAM

O sistema nervoso central é formado pelo cérebro e pela medula espinhal. O sistema nervoso periférico inclui todos os nervos periféricos

A maioria dos tipos de demência é irreversível (degenerativa). Irreversível significa que as alterações no cérebro que estão provocando a demência não podem ser interrompidas ou desfeitas. O Mal de Alzheimer é o tipo mais comum de demência.

A doença com corpos de Lewy é a principal causa de demência em adultos idosos. As pessoas com essa doença têm estruturas proteicas anormais em certas regiões do cérebro.

A demência também pode ocorrer devido a vários derrames pequenos. Isso é chamado de demência vascular.

As seguintes doenças também podem levar à demência:

Algumas causas da demência podem ser interrompidas ou revertidas se forem detectadas a tempo, inclusive:

  • Tumores cerebrais
  • Alterações nos níveis de açúcar, sódio e cálcio no sangue (consulte: Demência devido a causas metabólicas)
  • Baixos níveis de vitamina B12
  • Hidrocefalia normotensiva
  • Uso de determinados medicamentos, incluindo a cimetadina e alguns medicamentos para diminuir o colesterol
  • Abuso crônico do álcool

Em geral, a demência ocorre em pessoas mais velhas. É rara em pessoas com menos de 60 anos. O risco de demência aumenta conforme a pessoa envelhece.

Sintomas

Entre os sintomas da demência estão dificuldade em muitas áreas da função mental, como:

  • Linguagem
  • Memória
  • Percepção
  • Comportamento emocional ou personalidade
  • Capacidades cognitivas (como cálculo, pensamento abstrato ou capacidade de julgamento)

Geralmente, a demência começa com esquecimento.

O comprometimento cognitivo leve é o estágio entre o esquecimento normal devido ao envelhecimento e o desenvolvimento da demência. As pessoas com MCI têm problemas leves com o raciocínio e a memória que não interferem nas atividades diárias. Muitas vezes, elas estão cientes do esquecimento. Nem todas as pessoas com MCI desenvolvem demência.

Os sintomas da MCI incluem:

  • Esquecer eventos ou conversas recentes
  • Dificuldade para realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo
  • Dificuldade para resolver problemas
  • Levar mais tempo para realizar atividades mentais mais complexas

Os primeiros sintomas da demência podem incluir:

  • Problemas de linguagem, como dificuldade para encontrar o nome familiar dos objetos
  • Perder itens
  • Perder-se em caminhos familiares
  • Alterações de personalidade e perda das habilidades sociais
  • Perda de interesse em coisas de que gostava antes, falta de ânimo
  • Dificuldade de realizar tarefas que exigem algum raciocínio, mas que antes eram feitas com facilidade, como conferir os gastos no talão de cheques, jogar (buraco ou outros jogos) e aprender novas informações ou rotinas

À medida que a demência avança, os sintomas se tornam mais óbvios e interferem com a capacidade da pessoa de cuidar de si mesma. Os sintomas podem incluir:

  • Esquecer detalhes de eventos recentes
  • Esquecer eventos da própria história de vida, perder consciência de quem a pessoa é
  • Alterações nos padrões de sono, acordando durante a noite frequentemente
  • Maior dificuldade de ler ou escrever
  • Capacidade de discernimento diminuída e perda da capacidade de reconhecer o perigo
  • Usar palavras erradas ou não pronunciar as palavras corretamente, falar em frases confusas
  • Evitar contato social
  • Ter alucinações, discussões, gestos e comportamentos violentos
  • Ter delírios, depressão ou agitação
  • Dificuldade de realizar tarefas básicas, como cozinhar, vestir-se adequadamente ou dirigir

As pessoas com demência severa não conseguem:

  • Compreender a linguagem
  • Reconhecer familiares
  • Realizar atividade básicas e cotidianas, como comer, vestir-se e tomar banho

Outros sintomas que podem ocorrer com a demência:

Exames e testes

Muitas vezes, a demência pode ser diagnosticada com base no histórico e exame físico por um médico ou enfermeiro habilidosos. O médico fará a anamnese, o exame físico (incluindo um exame neurológico) e realizará alguns testes de função mental denominados exame do estado mental.

O médico poderá solicitar testes para determinar se outros problemas estão causando ou piorando a demência.

Essas doenças incluem:

  • Doença da tireoide
  • Deficiência vitamínica
  • Tumor cerebral
  • Intoxicação de medicamentos
  • Infecção crônica
  • Anemia
  • Depressão severa

Os seguintes exames e procedimentos podem ser feitos:

  • Nível de vitamina B12
  • Nível de amônia no sangue
  • Perfil metabólico (Chem-20)
  • Gasometria arterial
  • Análise do líquido cefalorraquidiano (LCR)
  • Níveis de drogas e álcool (análise toxicológica)
  • Testes de exposição a metais como chumbo ou arsênico
  • Eletroencefalograma (EEG)
  • Teste de glicose
  • Tomografia computadorizada da cabeça
  • Exame da função hepática
  • Teste de estado mental
  • Ressonância magnética da cabeça
  • Cálcio sérico
  • Eletrólitos séricos
  • Exames de função da tireoide
  • Nível de hormônio estimulador da tireoide
  • Urinálise

Conheça o Guia de Exames

Tratamento

O objetivo do tratamento é controlar os sintomas da demência. O tratamento depende da doença que esteja causando a demência. Algumas pessoas necessitam ser internadas por um curto período.

Interromper ou alterar a medicação que piora a confusão pode melhorar a função cerebral.

Cada vez mais evidências apontam para os benefícios que alguns tipos de exercícios mentais podem trazer para melhorar a demência.

Muitas vezes, tratar as doenças que levam à confusão melhora significativamente o funcionamento mental. Essas doenças incluem:

Talvez seja necessário tomar medicamentos para controlar os problemas comportamentais causados pela perda da capacidade de julgamento, maior impulsividade e confusão.

Os possíveis medicamentos incluem:

  • Antipsicóticos
  • Estabilizadores de humor
  • Drogas que afetam a serotonina
  • Estimulantes
  • Algumas drogas podem ser usadas para diminuir a velocidade de piora dos sintomas. Geralmente, o benefício trazido por essas drogas é pequeno e os pacientes e suas famílias podem não perceber muita diferença.

Os olhos e os ouvidos de uma pessoa devem ser examinados regularmente. Talvez seja necessário usar aparelhos auditivos, óculos ou se submeter a cirurgia de catarata.

Geralmente, a psicoterapia ou a terapia de grupo não ajudam porque podem causar mais confusão.

Evolução (prognóstico)

As pessoas com comprometimento cognitivo leve nem sempre desenvolvem demência. Entretanto, quando a demência ocorre, ela geralmente piora e, muitas vezes, diminui a qualidade e a expectativa de vida.

Complicações

As complicações dependem da causa da demência, mas podem incluir o seguinte:

  • Abuso por um cuidador sobrecarregado
  • Aumento das infecções em qualquer parte do corpo
  • Perda da capacidade funcional ou de cuidar de si mesmo
  • Perda da capacidade de interagir
  • Menor expectativa de vida
  • Efeitos colaterais dos medicamentos para tratar a doença

Ligando para o médico

Ligue para seu médico se:

  • A demência se desenvolver ou houver uma mudança no estado mental
  • O estado de uma pessoa com demência piorar
  • Você não for capaz de cuidar em casa de uma pessoa com demência

Prevenção

A maioria das causas da demência não pode ser prevenida.

Você pode reduzir o risco de demência vascular, causada por uma série de pequenos derrames, parando de fumar e controlando a hipertensão arterial e o diabetes. Seguir uma dieta com pouca gordura e fazer exercícios regularmente também pode reduzir o risco de demência vascular.

Referências

Brewer JB, Gabrieli JDE, Preston AR, Vaidya CJ, Rosen AC. Memory. In: Goetz CG, ed. Textbook of Clinical Neurology. 3rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier;2007:chap 5.

Farlow MR, Cummings JL. Effective pharmacologic management of Alzheimer's disease. Am J Med, 2007;120:388-397.

Burns A, Iliffe S. Alzheimer's disease. BMJ. 2009;338:b158.doi:10.1136/bmj.b158.

Atualizado em 29/8/2009, por: Daniel B. Hoch, PhD, MD, Assistant Professor of Neurology, Harvard Medical School, Department of Neurology, Massachusetts General Hospital. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

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