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Novo tratamento vai cuidar das famílias com TOC para evitar a doença em crianças

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André Giorgi
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Quem tem parentes de primeiro grau com transtorno obsessivo compulsivo (TOC) apresenta um risco maior de desenvolver a doença. O motivo está relacionado não apenas à herança genética, mas sobretudo à influência comportamental que os pacientes podem exercer sobre seus familiares. Por isso, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) está recrutando famílias para testar um método de treinamento com o objetivo de prevenir o surgimento do problema em crianças que tenham parentes diagnosticados.

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Se na população em geral a prevalência do TOC é de 2,5%, entre os familiares de primeiro grau de um paciente essa taxa chega a 17%, de acordo com os especialistas. Entre os sintomas mais conhecidos estão o excesso de higiene, o hábito de alinhar objetos a e a adoção de alguns rituais - situações que trazem prejuízo significativo na vida dessas pessoas, chegando a atrapalhar as atividades de rotina, a escola, o trabalho e os relacionamentos.

Coordenadora da pesquisa do HC, a psicóloga Priscila Chacon afirma que atualmente existe um grande esforço acadêmico e clínico para identificar sinais precoces do TOC. “Boa parte das pessoas com TOC já apresentava sinais desde a infância e adolescência”, diz. Quanto mais cedo ocorrer a intervenção terapêutica, maiores as chances de sucesso do tratamento.

Para o estudo, a instituição está recrutando crianças e adolescentes de 2 a 17 anos que tenham pais ou irmãos com TOC. Em metade das famílias, os pais receberão orientações de estratégias para minimizar os sintomas e diminuir a probabilidade de a criança vir a ter a doença. Os filhos serão avaliados periodicamente durante um ano. No final do período, os pesquisadores vão comparar o desenvolvimento dessas crianças com as do grupo no qual os pais não receberam o treino. Interessados devem ligar para 0XX11 2661-7594, deixar recado com nome, telefone e melhor horário para contato, ou enviar um e-mail (priscilachacon@usp.br). Inscrições apenas por telefone ou e-mail.

As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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