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Aos dois anos, Raziye Yildirim enfiou três agulhas na barriga, mas somente uma foi retirada na época; a turca desenvolveu doença por causa de objetos

As agulhas foram enfiadas na barriga há 66 anos e causaram uma condição chamada fístula enterocutânea
Reprodução/Daily Mail
As agulhas foram enfiadas na barriga há 66 anos e causaram uma condição chamada fístula enterocutânea

A turca Raziye Yildirim, de 68 anos, teve que ser operada às pressas após descobrir que havia duas agulhas dentro de seu estômago. Segundo informações do portal Daily Mail, ela foi ao hospital por sentir dores abdominais, porém, nunca imaginou que o motivo para a dor seria a presença de dois objetos estranhos em seu corpo.

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O caso aconteceu na cidade de Izmir, na Turquia, e foi descoberto no hospital Ataturk. Assim que os resultados dos exames de sangue e radiografia saíram, os médicos descobriram por que a senhora sentia tantas dores na região da barriga: ela possui uma conexão anormal entre o estômago e a pele, fazendo com que alguns conteúdos do primeiro órgão vazem. E tudo por causa das agulhas .

Os objetos estavam no corpo da mulher há 66 anos, já que, aos dois anos de idade, ela colocou três destes objetos pontiagudos na barriga. Na época, os médicos conseguiram retirar uma delas, deixando as outras duas, cada uma com cinco centímetros, dentro de seu estômago.

Mais de seis décadas depois, elas foram removidas pelos cirurgiões do Ataturk, enquanto a mulher foi diagnosticada com uma condição chamada fístula enterocutânea. Ela pode ser causada por machucados de punção, como no caso da mulher turca.

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Detalhes sobre a senhora com agulhas no estômago

A turca explicou que se lembra de quando colocou as agulhas em seu estômago, por mais fosse apenas uma criança
Reprodução/Daily Mail
A turca explicou que se lembra de quando colocou as agulhas em seu estômago, por mais fosse apenas uma criança

O médico responsável por Yildirim foi Ahmet Er, que explicou à mídia local que “a parte mais incrível é que os objetos ficaram lá por 66 anos”. “Encontramos que a paciente tinha mais de uma agulha no corpo desde que tinha dois anos de idade, pois não foram removidas na época”.

“Durante a operação, trabalhamos na fístula e retiramos os objetos estranhos. Havia dois deles, cada um com cinco centímetros de comprimento”, detalhou. “A condição dela é estável e não há mais nenhuma complicação. Ela já começou a se alimentar e deve ser liberada do hospital dentro de três ou quatro dias”.

Por mais que fosse apenas uma criança na época, Yildirim disse que se lembra de todos os momentos do acidente, que aconteceu enquanto seu tio cuidava dela. “Ele disse para a minha mãe que eu não parava de chorar, e quando ela observou meu corpo, viu as pontas saindo da minha barriga”.

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“Ela começou a gritar e, de alguma forma, eu as empurrei ainda mais para dentro”, contou para a mídia. “Minha mãe desmaiou e meus avós me levaram para o hospital. Apenas uma das agulhas foi removida, e as outras só saíram agora. Graças a Deus eu estou bem”.

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