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Acidentes de trânsito e infartos lideram os atendimentos de emergência no ano-novo

A médica Nicole Coser trabalha no Hospital São Luiz
Fabio Guinalz / Fotoarena
A médica Nicole Coser trabalha no Hospital São Luiz
Não existe atendimento simples nos plantões de Natal e ano-novo. "Quando o paciente procura um pronto-socorro no meio das festas, é porque ele realmente precisa", afirma a médica Nicole Daher Coser.

Neste final de ano, ela deve enfrentar nas duas festas, turnos na emergência do Hospital São Luiz, no Morumbi, zona Oeste de São Paulo. Para a médica, de 28 anos, é complicado passar as festas longe da família. A grande força vem do pai, também médico, que compreende como a fase profissional – início de carreira – exige esse tipo de esforço.

“Tenho outros médicos na família e eles também passaram por isso quando eram mais novos”, conta ela.

Nicole está fazendo residência em cirurgia plástica. Mas, conta ela, também adora os atendimentos de emergência e urgência no pronto-socorro.

“Deve ser por causa da adrenalina. Cada minuto do atendimento pode fazer toda a diferença para o resto da vida do paciente.”

Se o plantão for calmo, acredita Nicole, o hospital deve acabar entrando em clima de festa. “As pessoas levam comidas, conversam mais, ficam mais próximas porque estão longe de suas famílias”, diz.

A expectativa, no entanto, não é das melhores. Os acidentes de trânsito, às vezes com várias vítimas, lideram o ranking do PS. Há também casos de infartos e acidentes vasculares cerebrais.

“Há muitos casos complexos e cerca de 90% dos atendimentos são realmente urgentes.”

Assim que a madrugada de ano-novo tiver

acabado, Nicole contará à reportagem do iG Saúde como foi a experiência de passar as festas de plantão dentro de um hospital. Os atendimentos, a hora da virada, os casos mais urgentes e o contato com as famílias dos pacientes. Sua experiência toda será publicada aqui, na seção Histórias de Médico.

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