Tamanho do texto

O pai, Fernando, e os três filhos, Gisela, Gustavo e Danilo, são otorrinos. Estão sempre juntos e discutem casos até em casa

Danilo, Gisela, Fernando e Gustavo Gosling: em congressos ou fora deles, unidos pela profissão
Arquivo pessoal
Danilo, Gisela, Fernando e Gustavo Gosling: em congressos ou fora deles, unidos pela profissão

Sobrinho do ortopedista Hilton Gosling, médico da Seleção Brasileira de Futebol de 1958 – campeã mundial pela primeira vez na história –, Fernando Gosling adorava esporte e seu ideal era seguir o caminho do tio.

“Sempre quis ser médico. Não existia um plano B”, diz, categórico.

Em 1970, indo para o sexto ano da faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele trilhava o rumo que lhe parecia destinado. “Já havia feito cursos de ortopedia, tinha sido aceito na residência da especialidade... Estava tudo certo. Até que fui convidado a assistir a uma cirurgia de otorrinolaringologia”, conta. E gostou do que viu. “Fiquei fascinado com aquele universo de cuidados ‘micro’ e mudei minha opção”.

Mais adiante aproveitou uma oportunidade para estudar e trabalhar em Oklahoma City, nos Estados Unidos. “Aprendi muito sobre otorrinolaringologia por lá”. De volta ao Brasil, casado e com filhos, teve que se equilibrar em vários empregos até conseguir montar seu próprio consultório.

A escolha dos filhos

Desde cedo Fernando notou o interesse pela medicina por parte dos filhos Gisela (a mais velha) e Danilo (o caçula). Já Gustavo (o do meio), conta o médico, demonstrava jeito para a arquitetura, principalmente por sua habilidade com design e seu senso estético.

“Foi uma grata surpresa quando Gustavo anunciou que também faria medicina. E o segmento que acabou escolhendo foi o da cirurgia plástica facial. Ou seja, investiu seu talento natural na área da saúde”.

Gisela chegou a passar em primeiro lugar na faculdade de fonoaudiologia. Mas seu foco era mesmo a medicina. E Danilo esteve colado ao pai desde sempre. “Nunca pensei em fazer outra coisa. No início, simplesmente pelo fato de meu pai ser médico. Lembro que, ainda na época do colégio, comecei a acompanhá-lo, tanto no consultório, quanto no centro cirúrgico, e me identifiquei naturalmente”, conta o mais novo dos Gosling.

Um por todos, todos por um

Seguir a profissão do pai, ok. Mas tinha de ser também a especialidade dele? “Brinco que lá em casa medicina era opção; otorrino, obrigação”, diverte-se Danilo.

“Na hora de escolher a área, pesou muito o fato de poder trabalhar em família. Pensei que seria bom estar com meu pai e meus irmãos, fazendo a clínica crescer. Hoje trabalho com cirurgia plástica, unindo o útil ao agradável, e completamente realizado com minha opção”, afirma Gustavo.

Atualmente os Gosling têm três clínicas no Rio de Janeiro. “Uma para cada filho”, esclarece Fernando. A família está sempre junta: nos consultórios, nas salas de cirurgia, em congressos, em casa e até na hora de lazer. “Meus filhos pedem opiniões a respeito de alguns casos de pacientes. Eu me atualizo com as novidades que eles trazem. Trocamos informações o tempo todo”, diz o patriarca, que une os herdeiros também em torno do esporte – todos praticam corrida e jogam tênis.

E no meio dessa verdadeira “junta médica”, está Gracinha, mulher de Fernando e mãe dos três jovens médicos. Não se sentiria ela um peixe fora d’água? Nada disso.

“De tanto ouvir sobre medicina, minha mãe até dá opiniões. Nossa família é muito unida em todos os aspectos e ela é a grande responsável por fazer tudo dar certo”, conta Danilo. “Gracinha entende tudo de otorrinolaringologia. Tem até CRM. O número? "171”, brinca Fernando.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.