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Tecnologia foi desenvolvida pela NASA para criar plantas no espaço e agora pode ajudar na saúde

Dispositivo emite luz contra efeitos colaterais da quimioterapia
Divulgação: NASA
Dispositivo emite luz contra efeitos colaterais da quimioterapia
Um método experimental tem mostrado bons resultados no combate aos efeitos colaterais da quimioterapia e dos transplantes de células-tronco contra tumores na medula óssea.

Tais tratamentos costumam provocar reações adversas muito desagradáveis aos pacientes como dor na garganta, dificuldade para engolir e mucosite (inflamação da mucosa oral).

Para aliviar os sintomas, um dispositivo que emite luz infravermelha é usado após as sessões de quimioterapia e consegue reduzir a dor em 96% dos casos.

A tecnologia foi originalmente desenvolvida pela NASA (Agência Espacial Americana) para cultivar plantas em missões espaciais.

Para testar a eficácia do método, o Hospital Birmingham, da Universidade de Alabama (EUA), realizou um estudo clínico por dois anos. Os pacientes com este câncer relataram alívio nos efeitos colaterais da quimioterapia e do transplante de células-tronco, especialmente com relação à dor.

Isso permitiu ao hospital administrar menos medicações e reduzir a permanência dos pacientes no hospital, diminuindo o risco de infecções. O uso desta tecnologia foi considerado “fenomenal” por Donna Salzman, diretora da unidade de tratamento da medula óssea do hospital e uma das responsáveis pelo estudo.

Poder do Sol

Para viabilizar o uso clínico da luz infravermelha, a NASA firmou uma parceria com a empresa Quantum Devices. Ela criou um dispositivo chamado Warp 75, com 288 LEDs para emitir a luz infravermelha.

Diferente dos dispositivos anteriores, neste a luz é livre de calor. Essa inovação da agência espacial permite irradiação elevada de luz, que adquire potencial terapêutico.

De acordo com a NASA, cada LED do dispositivo emite uma energia de luz equivalente a 12 Sóis. Sem o mecanismo livre de calor, essa luz jamais poderia ser aproximada da pele humana.

Segundo os médicos envolvidos no estudo, o dispositivo também seria financeiramente vantajoso. Seu custo é inferior a um dia de internação hospitalar. O aparelho já foi submetido à aprovação do FDA, órgão que regula o setor nos Estados Unidos.

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