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Para evitar contágio por fungos ou bactérias, o ideal é que copos, escova de cabelo, rímel e batom sejam de uso exclusivo

Maquiagem: cada uma tem que ter a sua
Thinkstock/Getty Images
Maquiagem: cada uma tem que ter a sua
Você está no toalete, retocando a maquiagem, e uma amiga pede: “me empresta o batom?”

Seja o batom, o rímel, a sombra, o delineador, a escova de cabelo, melhor não emprestar. Nem se seja sua maior amiga.

Simplesmente pelo fato de que de uma boca à outra, de um olho ao outro, podem ser transmitidos fungos e bactérias responsáveis por irritações que variam de sensação de ardor e coceira persistente a reações mais sérias como infecções.

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“O ideal é utilizar a própria maquiagem. É como a escova de dente. É mais seguro e muito mais higiênico fazer uso exclusivo. Sabemos cientificamente que alguns microorganismos (vírus, bactérias, fungos) podem permanecer vivos fora do organismo e ser transmitidos quando há o contato inadvertido com um objeto contaminado”, diz o oftalmologista Leo Carvalho, membro da Academia Americana de Oftalmologia e diretor do setor de Oftalmologia da Clínica Dom Bosco, de São Paulo.

Entre os riscos de infecções oculares estão conjuntivites bacterianas ou virais , blefarites, herpes e tracoma (causado pela clamídia ).

Os riscos ocultos das lentes de contato

Pelo batom também há o risco de transmissão do vírus da herpes, além de inúmeras bactérias, que podem causar de mau hálito a doenças na gengiva e cáries , entre outros problemas.

“Compartilhar objetos que carreguem gotículas de saliva – como talheres, copos, escova de dente e batom – implica vários riscos”, alerta a dermatologista Suzy Rabello, do Hospital Bandeirantes, de São Paulo.

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Até a escova de cabelo pode transmitir doenças. “O compartilhamento desse objeto contaminado pode levar a uma infecção fúngica (micose) conhecida como pitiríase versicolor ou disseminar piolhos, por exemplo”, diz a dermatologista.

É ideal ainda que as toalhas – tanto de corpo quanto de rosto – sejam de uso pessoal e sejam trocadas e higienizadas com frequência.

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Da cabeça aos pés é preciso ter cuidado. “Nem os chinelos estão livres. Infecções fúngicas, conhecidas como pé de atleta , são facilmente transmitidas por meio de calçados emprestados”, completa a especialista.

No salão de beleza, o perigo está nos utensílios de manicure não esterilizados. “Há muitos salões que ainda utilizam estufas para limpeza dos instrumentos e não autoclave, o que não promove a desinfecção total.

Por meio de alicates e lixas contaminadas há a possibilidade de transmissão de micoses para as unhas e para a pele, além do grave risco de transmissão de hepatites B, C e até HIV. O ideal é que cada pessoa tenha seus próprios materiais”, alerta a médica do Hospital Bandeirantes.

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