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Pesquisa mostrou que as mães, em particular, eram até 10 vezes mais propensas a morrer ou enviuvar após a perda

Tristeza: casais que perderam um bebê são mais propensos a morrer ou enviuvar precocemente
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Tristeza: casais que perderam um bebê são mais propensos a morrer ou enviuvar precocemente
Pais que perdem um filho pequeno correm um risco elevado de morrer prematuramente, revelou um estudo publicado esta quinta-feira(8).

Cientistas analisaram uma amostra aleatória de registros nacionais de óbitos entre 1971 e 2006. Eles compararam as mortes de pais que tiveram um filho natimorto ou que sofreram a perda de seu bebê no primeiro ano de vida com as mortes de pais cujo filho sobreviveu ao primeiro ano.

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Os pais que sofreram tais perdas demonstraram ser de duas a 10 vezes mais propensos a morrer ou enviuvar nos primeiros 10 anos após a morte do filho em comparação com aqueles que não viveram essa experiência. As mães, em particular, demonstraram correr mais riscos.

Mães com este histórico na Inglaterra e no País de Gales tinham um risco quatro vezes maior de morrer prematuramente, e na Escócia, seis vezes maior, em comparação com mulheres cujos filhos sobreviveram ao primeiro ano de vida.

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O risco para as mães diminuiu suavemente com o passar do tempo, mas ainda demonstrou ser significativo – 50% maior – após 25 anos. Depois de 35 anos, foi 20% maior.

As razões para esta mortalidade não estão claras porque os dados não fornecem detalhes. Os autores especulam que pode existir um vínculo entre abuso de álcool entre pais nesta situação, e que o suicídio seria também um fator a ser considerado. O nascimento de natimortos e a morte de bebês pode ser mais comum entre pais que têm uma saúde precária, concluíram.

A pesquisa, chefiada por Mairi Harper, da Universidade de York, norte da Inglaterra, está publicada na revista especializada BMJ Supportive and Palliative Care.

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