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Na cidade de São Paulo, 38% das pessoas com mais de 50 anos nunca tomaram vacinas após essa idade

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Manter a caderneta de vacinas atualizada também é tarefa de gente grande. A imunização contra meningite, por exemplo, doença grave que costuma afetar sobretudo adultos jovens, deve ser feita a cada cinco anos.

Já no caso da coqueluche, que voltou com força a São Paulo em 2011, a vacina garante que a doença não seja transmitida aos bebês menores de seis meses, sem defesas contra ela. Mas grande parte dos paulistanos ainda não se deu conta dessa necessidade.

Na cidade de São Paulo, 38% das pessoas com mais de 50 anos nunca tomaram vacinas após essa idade, segundo um levantamento feito pelo instituto de pesquisa GfK Custom Research Brasil. A falta de adesão é maior que a taxa nacional, de 28%. Participaram do estudo 1.710 pessoas nessa faixa etária.

“De maneira geral, a vacinação ainda é tida como medida importante para crianças e bebês. É um conceito que deve ser mudado”, avalia Marco Aurélio Sáfadi, professor de Pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Parte do sucesso de adesão dos pais às campanhas de vacinação infantil tem a ver, segundo Sáfadi, com a memória do impacto que algumas doenças provocaram na infância de várias gerações, em termos de mortes e sequelas. É o caso do sarampo e da paralisia infantil.

“Por isso, hoje existe uma credibilidade muito grande no papel das vacinas para a saúde da criança”. Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o pediatra Renato Kfouri diz que só será possível atingir um nível ideal de vacinação em adultos com ações educativas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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