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Uso de plasma sanguíneo no tratamento de lesões nos ligamentos do joelho pode melhorar a cicatrização em até 50%

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Um estudo desenvolvido no Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a utilização de plasma sanguíneo no tratamento de lesões nos ligamentos do joelho pode melhorar a cicatrização em até 50% e tornar o tendão mais resistente a novas lesões. As informações são da Agência Brasil.

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Para analisar a nova técnica, um grupo de 27 atletas, com idades entre 15 e 44 anos, foi acompanhado durante seis meses.

“Todos apresentavam lesões no ligamento cruzado do joelho, cujo tratamento é feito com o enxerto de parte do tendão patelar”, disse o ortopedista do IOT Adriano Almeida.

O novo método consiste na retirada de sangue do próprio paciente, que é enriquecido com plaquetas, por meio de um processo no laboratório, e injetado no local de onde foi retirado o material para enxerto. O plasma foi aplicado durante o procedimento cirúrgico em 12 atletas. Nos demais, foi utilizado o sistema tradicional. Seis meses após as cirurgias, todos eles passaram por novos exames.

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Os pesquisadores constataram que, nos pacientes em que foi utilizado o plasma, houve uma cicatrização 50% melhor do que a dos demais, o que torna o tendão mais resistente e menos suscetível a lesões.

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