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As quedas são cada vez mais frequentes entre as pessoas que apresentam os primeiros sinais biológicos do Mal de Alzheimer

As quedas são cada vez mais frequentes entre as pessoas que apresentam os primeiros sinais biológicos do Mal de Alzheimer, de acordo com um estudo apresentado neste domingo em Paris em ocasião da Conferência Internacional da Associação Alzheimer (AAIC).

"Pelo que sabemos, este é o primeiro estudo a identificar um risco maior de quedas ligado ao diagnóstico pré-clinico do Mal de Alzheimer", afirmou a responsável pela pesquisa, a Dra Susan Stark, especialista em Ergoterapia e Neurologia da Washington University em Saint Louis (Estados Unidos).

Este estudo de 8 meses acompanhou 125 idosos sem problemas cognitivos, recrutados nos estudos longitudinais da memória e do envelhecimento do Alzheimer's Disease Research Center (ADRC) da Washington University.

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Todos os participantes foram submetidos principalmente a um exame de imagens cerebrais, o TEP ou Pet Scan (Tomografia por Emissão de Pósitrons) com o marcador PiB, uma molécula fluorescente que permite visualizar a presença de placas amilóides associadas ao Alzheimer.

Os pesquisadores descobriram que uma imagem com PiB positivo representava um risco de queda 2,7 vezes superior para cada unidade de aumento da placa."Os resultados deste estudo ilustram o fato de que, entre algumas pessoas, as alterações que afetam o andar e o equilíbrio podem ocorrer antes da deterioração das funções cognitivas", declarou Maria Carrillo, diretora de Relações Médicas e Científicas da Associação Alzheimer.

"Segundo este estudo, a queda de um idoso que não tem predisposição a cair, poderia ser um fator para levar a uma avaliação de diagnóstico do Mal de Alzheimer", acrescentou a Dra Carrillo, citada em um comunicado da AAIC.Segundo os pesquisadores, o resultado "concorda com os estudos anteriores sobre os problemas de mobilidade entre as pessoas que apresentam os sintomas precoces do Mal de Alzheimer ou pequenos problemas de cognição"."É urgente dar prosseguimento às pesquisas, principalmente para aprofundar o estudo da relação entre os déficits motores e as quedas como sinais precoces do Mal de Alzheimer", considerou a Dra Carrillo.

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