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Nos EUA, as mudanças já estão programadas. Especialistas ressaltam que não há risco comprovado do consumo por humanos

Um estudo feito por um Instituto de Defesa do Consumidor dos Estados Unidos (EUA) pode fazer com que a Coca-Cola e a Pepsi alterem suas fórmulas para evitar associação do produto a substâncias cancerígenas.

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Análises feitas pelo Center of Science in the Public Interest (CSPI, entidade independente) identificaram concentração de 4-metilimidazol (4-MI) no corante caramelo dos refrigerantes tipo cola (responsável pela coloração marrom). Em roedores, ela eleva o risco de câncer mas não há evidências de que o consumo, nas quantidades existentes hoje, seria arriscado aos humanos.

Aos jornais internacionais, como o londrino The Guardian , a agência nacional que regula o consumo de medicamentos e alimentos nos EUA (órgão chamado de FDA) já se posicionou dizendo que seria necessário “beber mil latinhas de refrigerante por dia para chegar às doses tóxicas”. Ainda assim, o FDA afirmou que a petição de proibição do 4-MI, solicitada pelo CSPI “está sendo revista”.

Em comunicado oficial, emitido no último dia 5, o diretor do CSPI, Michael F. Jacobson, disse que “ os produtores destes refrigerantes estão expondo desnecessariamente milhões de americanos a uma substância química que causa câncer" .

A Coca-Cola do Brasil informou, em nota oficial que o corante caramelo utilizado nos produtos é seguro e que “mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da Coca-Cola”. No mesmo documento, a empresa diz que, ao longo dos anos já implementou outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes sem, entretanto, ter alterado a fórmula secreta. "Continuamos a nos orientar por evidências científicas sólidas para garantir que nossos produtos sejam seguros.”

Na Califórnia (EUA), segundo o jornal The Guardian, uma lei determinou que os refrigerantes que utilizam o 4-MI em níveis elevados – acima de 29 microgramas precisam trazer uma mensagem de alerta na embalagem (as latas hoje comercializadas têm em média 150). Por isso, ainda de acordo com o jornal, as duas empresas já alteraram a forma como usam o corante caramelo na Califórnia e, para facilitar o processo de fabricação, a alteração deve ser estendida para todos os EUA.

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