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Uma simples massagem pode agravar o quadro de gripe. Conheça esta e outras contraindicações dos procedimentos

Procedimentos no rosto podem comprometer a expressão facil
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Procedimentos no rosto podem comprometer a expressão facil
Mais variado do que o de um rodízio de pizza, o cardápio das clínicas estéticas promete auxiliar todo e qualquer tipo de descontentamento estético.

Antes de escolher e farta-se deles, porém, vale conhecer os riscos à saúde e as inúmeras contraindicações. Não são poucos os paliativos da beleza que podem provocar prejuízos maiores do que o motivo inicial para procurá-los.

Seja a razão da infelicidade localizada no rosto ou no corpo, é indispensável uma avaliação clínica, que deve ser feita por um médico dermatologista. É ele o responsável por investigar o histórico de doenças de cada paciente e prever possíveis complicações.

A anamnese garante o sucesso – ou, ao menos, minimiza os riscos – dos tratamentos, sejam eles faciais ou corporais, endossa o dermatologista Reinaldo Tovo, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

“Não há tratamento sem riscos. É preciso avaliar o perfil e o histórico de cada paciente e investigar possíveis doenças antes de submetê-los a qualquer procedimento. Uma falha no começo pode provocar complicações mais sérias e irreversíveis.”

Os limites

A recomendação não é mau agouro ou excesso e zelo. Pessoas com doenças infecciosas ou autoimunes , como o vitiligo ou a psoríase , podem ter o quadro agravado por conta de um procedimento estético. Dependendo do tipo de pele do paciente, o uso de ácidos ou laser, luz pulsada, pode desencadear uma cicatrização com queloide – estrutura fibrosa e elevada que deixa marcas na pele.

"Pele com tendência a manchas também é alvo fácil de complicações. Um tratamento que supostamente suavizaria o desconforto estético é capaz estimular a pigmentação em vez de clarear", relata Tovo.

O drama pode ir muito além. O uso incorreto do laser e da luz pulsada, por exemplo, provoca feridas na córnea e até a cegueira . Sem os óculos de proteção, o procedimento não pode ser realizado em nenhum paciente, alertam os especialistas.

No corpo

Uma simples gripe já é motivo suficiente para adiar a drenagem linfática pré-agendada. Todas as massagens que aceleram a circulação sanguínea, como a drenagem e a modeladora, quando feitas durante um quadro infeccioso, seja provocado por vírus, bactéria ou fungos, agravam a doença ou retardam a cura.

Drenagem ou massagem modeladora estão vetadas durante quadros infecciosos
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Drenagem ou massagem modeladora estão vetadas durante quadros infecciosos
Em casos mais graves, o procedimento ainda é capaz de alastrar o problema, conduzindo as bactérias ou os vírus para outros órgãos. Inflamação na garganta, infecção na urina também inviabilizam o procedimento.

“Infecção exige repouso e cuidados. Além de não se submeter ao tratamento estético é preciso esperar o vírus ou bactéria serem eliminados do organismo. A massagem feita no finalzinho de uma infecção em processo de cura pode provocar o retorno da doença”, pondera Roseli Andrade, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Saúde da mulher

Em casos de suspeita de câncer ou de tratamento com quimioterapia, a drenagem passa a ser um procedimento de alto risco, podendo até estimular a proliferação de células tumorais para outras partes do corpo (metastáse).

Mulheres que enfrentaram um câncer de mama devem evitar a massagem na região do braço, próximo ao seio onde estava o tumor.

“Uma célula adormecida, se conduzida para a corrente sanguínea, possivelmente acarretará em problemas futuros.”

A especialista acrescenta: a drenagem só é recomendada durante o tratamento contra o câncer em casos específicos, quando a paciente retém muito líquido, geralmente nos braços, após a mastectomia (retirada da mama). Para esse grupo de mulheres, o tratamento é diferenciado do tradicional e deve ser feito por fisioterapeutas, sempre após recomendação médica.

Risco de gravidez?

Pacientes que usam o Dispositivos Intra Uterinos (DIU) feitos de cobre não devem recorrer à procedimentos que prometem reduzir medidas por meio de equipamentos de radiofrequência ou ondas de calor.

Tais métodos usam o calor para estimular a queima de gordura abdominal. Ao elevar a temperatura da região pélvica, o cobre é aquecido cauterizando o útero. O procedimento, porém, não é capaz de mudar o DIU de lugar e inutilizar sua função contraceptiva, pontua Mônica Azulay, coordenadora do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro.

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Embora esse tipo de problema não seja recorrente, requer cuidados. O metal não está em contato direto com a parede do útero. Se por algum motivo estiver encostado, pode queimá-lo.

"O risco é baixo, mas não inexistente. Por isso, contraindicamos", assevera Roseli Andrade.

O uso de marca-passo no coração também inviabiliza tais tratamentos. "A radiofrequência pode alterar os batimentos cardíacos e provocar complicações à saúde do paciente", explica Mônica.

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