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Algumas pessoas transpiram muito, faça calor ou frio. Pode ser ansiedade ou até problemas relacionados à saúde. Saiba mais

Falar em público, a reunião com o chefe, um encontro importante... Para algumas pessoas a ansiedade e o estresse podem provocar aumento de transpiração (principalmente nas axilas e nas mãos), independente de estar calor ou frio.

“É o sistema nervoso entrando em ação, estimulando as glândulas sudoríparas”, explica a dermatologista Samantha Kelmann.

Hiperidrose
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O suor excessivo também pode estar ligado a doenças de base como hipertireoidismo, distúrbios psiquiátricos ou obesidade e a alterações hormonais, como acontece na menopausa .

A transpiração é necessária para o controle da temperatura corpórea, especialmente durante o exercício ou sob temperaturas mais elevadas do ambiente. “A sudorese é regulada pelo sistema nervoso autônomo simpático. Porém, a hiperatividade das glândulas sudoríparas é conhecida como hiperidrose”, explica a dermatologista Samantha Kelmann.

Só que o problema incomoda e chega a constranger quem transpira demais. Estudos médicos levaram o Jornal Brasileiro de Pneumologia a destinar um editorial sobre o tema. Assinado pelos médicos Paulo Kauffman e José Ribas Milanez de Campos, professores das disciplinas de cirurgias vascular e torácica, respectivamente, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o texto destaca os sérios constrangimentos produzidos pela hiperidrose ao seu portador, dificultando as atividades do dia a dia e interferindo no trabalho, no lazer e nas atividades sociais.

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Segundo os autores, quando a hiperidrose chega a esse nível, existe um consenso de que essa transpiração excessiva afeta profundamente a qualidade de vida desses pacientes, sendo considerada uma condição capaz de incapacitá-los tanto nos planos social e profissional, quanto no plano psicológico.

Por isso é importante procurar um especialista – geralmente um dermatologista – para descobrir a origem do problema e determinar os rumos do tratamento. “Não se trata de uma doença, mas o problema afeta a qualidade de vida. Muitas vezes a situação pode ser amenizada com uma boa conversa e simples mudanças no cotidiano. Em outras, é necessário intervenção médica”, diz o cirurgião torácico Paulo Pêgo Fernandes, diretor científico adjunto da Associação Paulista de Medicina (APM).

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Dependendo da causa e da extensão do incômodo, podem ser indicados certos procedimentos. O uso da toxina botulínica é um deles. “A substância bloqueia o estímulo do suor junto às glândulas, reduzindo a produção de suor. Para o paciente que tem suor localizado, o resultado é muito bom”, diz a dermatologista Samantha. A aplicação é local e feita no próprio consultório médico. O resultado dura, em média, seis meses.

“Não envolve riscos como uma cirurgia, o que é uma vantagem. Mas são várias picadas, que podem ser doloridas, especialmente no pé”, diz Fernandes.

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Para o médico Fabio Jatene, presidente da Comissão de Cirurgia Torácica da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), quando a hiperidrose chega a um alto nível de desconforto, costuma-se indicar a simpatectomia torácica, uma técnica cirúrgica minimamente invasiva.

“Existem questionários de avaliação da qualidade de vida, bem como aparelhos sensíveis capazes de quantificar o suor – o sudorômetro. Entretanto, a indicação de realização da simpatectomia baseia-se especialmente nos transtornos que a hiperidrose causa ao paciente”, diz Jatene.

Os especialistas alertam que a seleção dos candidatos ao procedimento deve ser bastante criteriosa. “A sudorese tem de ser bem localizada e temos que investigar se não existem outros problemas envolvidos. Quem faz essa avaliação é o cirurgião torácico que, com o paciente, definirá o tratamento mais adequado e o melhor momento de realizá-lo”, diz Fernandes.

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A simpatectomia procura remover, cauterizar ou bloquear segmentos de gânglios responsáveis pelo envio dos impulsos responsáveis pelo suor excessivo. Uma vez que tais estímulos são bloqueados, o paciente deve ter sua vida normalizada, sem o incômodo de suar continuamente nas regiões afetadas.

Segundo estudos, a simpatectomia tem se mostrado eficaz, mas não está isenta de complicações. O efeito colateral de maior incidência e relevância é a sudorese compensatória ou suor reflexo.

“É uma situação em que o paciente passa a suar em outras regiões do corpo, principalmente no abdômen, dorso e pernas, buscando suprir as áreas que foram bloqueadas durante a cirurgia”, explica Jatene. Na maioria dos pacientes, a sudorese compensatória é leve, podendo desaparecer com o tempo.

Para portadores de hiperidrose secundária e outras condições, como hipertiroidismo, distúrbios psiquiátricos, menopausa ou obesidade, a cirurgia não está indicada.

“Além de ser responsável pela regulação da temperatura do corpo e ajudar na eliminação do excesso de sais minerais, o suor também é uma forma de extravasar sentimentos como tensão e insegurança. Portanto, muitas vezes, o acompanhamento psicológico é necessário e deve ser realizado associado ao tratamento cirúrgico”, completa Jatene.

O hatha-ioga não provoca suor e ajuda a melhorar a imunidade
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Dicas para amenizar o suor

• Prefira ambientes ventilados
• Busque medidas de relaxamento, com atividades como ioga
• Use roupas claras (que não retêm o calor) e de tecidos leves, que absorvem o suor e reduzem o desconforto
• Mantenha axilas bem limpas e depiladas para ajudar a evaporar o suor e a diminuir o odor causado pelas bactérias, cuja proliferação pode ser favorecida pela umidade retida nos pelos
• Embora seja uma medida paliativa, compressas com chá preto podem ajudar a diminuir o suor. A presença de ácido tânico no chá desaceleraria a produção da glândula sudorípara

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