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Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde, Brasil e China tiveram os maiores avanços na luta contra a doença

Apesar de a tuberculose recuar pela primeira vez no mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que os países invistam na luta contra as formas da doença resistentes aos medicamentos.

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Segundo o relatório anual da OMS, 8,8 milhões de pessoas contraíram o bacilo no ano passado, contra 9,4 milhões no ano retrasado. O número de mortes caiu para 1,4 milhões, o menor nível em dez anos depois de atingir seu pico com 1,8 milhões de mortes em 2003.

Os maiores avanços na luta contra a doença se concentram no Brasil e na China, onde o número de mortos passou de 200.000 para 50.000 por ano no período de 20 anos. Ao mesmo tempo, a prevalência da doença nos países passou de 215 para 108 casos por 100.000 habitantes.

Contudo, a luta contra a doença precisa de um bilhão de dólares suplementares em 2012, segundo a OMS. Os esforços contra a tuberculose multirresistente recebem particularmente pouco financiamento.

Em 2012, aproximadamente 46.000 pessoas no mundo foram tratadas por casos de tuberculose multirresistente, 16% do total da população atingida. Estes pacientes são vítimas de uma bactéria que não responde ao tratamento comum de seis meses e precisam de um tratamento com medicamentos menos fortes e mais caros por dois anos.

Os progressos mais notáveis foram realizados no Quênia e na Tanzânia, onde os casos de tuberculose caíram depois de ter aumentado ao mesmo tempo em que a epidemia de AIDS.

"A tuberculose mata cada vez menos e menos gente contrai a doença. É um progresso grande, mas não podemos relaxar nos esforços", comentou o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.

"Milhões de pessoas continuam a contrair a doença todos os anos e muita gente morre. Rogo esforços sérios para a prevenção e tratamento contra a tuberculose, sobretudo com os mais pobres e mais vulneráveis do planeta", acrescentou Ban.

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