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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Congresso, nesta quarta-feira, que finalize o trabalho e programe a votação sobre a reforma do sistema de saúde para as próximas semanas. Eu acredito que o Congresso dos Estados Unidos deve ao povo americano um voto final sobre a reforma do sistema de saúde, disse Obama em um encontro na Casa Branca.

AP
Obama durante discurso na Casa Branca
Obama durante discurso na Casa Branca

"Eu peço ao Congresso que termine seu trabalho e anseio em transformar essa reforma em lei", afirmou.

O projeto já foi votado na Câmara dos Representantes pela maioria e aprovada no Senado com uma maioria qualificada de 60 votos.

Mas a reforma está emperrada no Congresso desde a vitória de um republicano durante uma eleição em janeiro, fazendo com que os democratas perdessem uma cadeira e também a maioria folgada no Congresso em um momento em que as duas casas ainda não haviam chegado a uma versão final e unificada do texto da lei. Desde então, os democratas possuem apenas 54 cadeiras no Congresso.

Por essa razão, o presidente sinalizou que a reforma poderia ser aprovada com maioria simples, ou seja, com apenas 51 votos.

Segundo ele, a reforma de saúde "merece o mesmo voto final" das reformas do seu antecessor, George W. Bush, de assistência à doença de crianças e desempregados e da redução de impostos.

Esse tipo de prática usa o recurso parlamentar conhecido como "reconciliação", que permitiria a aprovação com maioria simples.

"O que está em jogo não é apenas nossa habilidade de resolver esse problema (da saúde), mas nossa habilidade de resolver qualquer problema", afirmou o presidente.

Durante o discurso, Obama ainda reforçou que estaria aberto a incluir propostas dos republicanos na reforma.

Batalha
Mas, de acordo com o correspondente da BBC em Washington Paul Adams, os republicanos se opõem à revisão proposta por Obama.

Segundo ele, mesmo que os democratas decidam usar a tática da reconciliação, "eles terão que lutar a cada passo do caminho".

Ainda nesta quarta-feira, o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, reafirmou a oposição aos planos de Obama.

"Os americanos não querem que coloquemos algumas boas idéias em um projeto que remodele um sexto da nossa economia, ampliando de maneira significativa o papel do governo e aumentando os impostos", disse.

Obama reforçou, no entanto, que a intenção da reforma não é aumentar o controle do Estado no sistema de saúde.

Na última semana, terminou em impasse a reunião entre democratas e republicanos promovida por Obama para conseguir a aprovação da reforma do sistema de saúde do país.

O presidente quer que milhões de americanos passem a ser cobertos pelo sistema público de saúde. No entanto, os representantes do partido Republicano não consideram a ideia aceitável e querem começar a reforma do zero.

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