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Chamado de Paratest, o exame foi criado pelo pesquisador José Carlos Lapenna

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Um kit para exames parasitológicos desenvolvido no Brasil foi escolhido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma das oito tecnologias mais inovadoras existentes no mercado mundial. Outras sete invenções ainda em fase de desenvolvimento também foram selecionadas.

Com o objetivo de identificar dispositivos de saúde inovadores e acessíveis a países de média e baixa renda, a OMS realizou no início do ano uma espécie de concorrência mundial. Uma equipe de especialistas internacionais avaliou 84 produtos, enviados por 29 países.

O brasileiro Paratest foi o único representante da América do Sul entre os escolhidos. O inventor do kit, o pesquisador José Carlos Lapenna, explica que sua estrutura compacta permite realizar os testes nos locais mais remotos, como uma tribo indígena, por exemplo, e a um preço relativamente baixo: cerca de R$ 1,70.

Enquanto um exame parasitológico convencional tem em média 12 etapas, o Paratest sintetiza vários passos em praticamente um só. O laboratorista precisa apenas dissolver a amostra no próprio frasco, por agitação, e verter algumas gotas na lâmina para o exame microscópico. O método evita o mau cheiro, possíveis contaminações durante a manipulação das fezes e facilita o descarte de material biológico. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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