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Diante de uma crise de credibilidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) prepara um plano gradual e uma fase de transição com o objetivo de decretar o fim da pandemia de gripe suína. A entidade reúne hoje, em Genebra, seus maiores especialistas em influenza para determinar se a doença já superou a fase mais aguda.

Se isso for constatado, será o primeiro passo para a declaração do fim da pandemia do vírus H1N1.

Segundo a OMS, o fim da pandemia não será decretado neste encontro. Ou ficaremos no nível 6 de alerta ou iremos para uma fase pós-pico da pandemia. Essas são as únicas duas possibilidades, afirmou o porta-voz da OMS, Gregory Hartl. O resultado da reunião deve ser divulgado amanhã.

A fase pós-pico seria uma transição entre a pandemia e uma fase em que o vírus teria um comportamento parecido com o da gripe sazonal. Isso significa que muitos países já teriam experimentado o auge da gripe, apesar de ela ainda não ter sido superada em todos os países. Poderíamos ter ainda novas ondas de infecções.

Para especialistas da OMS, a estratégia da organização é reconstruir sua credibilidade, abalada pela necessidade de rever as regras para a declaração de pandemias e investigações, por parte de parlamentares europeus, de suspeitas de influência indevida de farmacêuticas na organização. Milhões de doses de vacinas compradas pelos países ricos encalharam, enquanto o vírus acabou se mostrando mais suave que o previsto.

Por isso, dizem os especialistas, a OMS não poderia simplesmente decretar o fim da pandemia. Todo o esforço agora é para que a base científica da OMS não perca sua face diante dessa polêmica. Declarar o fim da pandemia de um dia para o outro mostraria simplesmente a falta de critério da entidade. A opção, portanto, é garantir uma transição suave e evitar críticas, admitiu um funcionário da agência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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