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Resolução do CFM limitou número de embriões implantados de acordo com faixa etária

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A decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) de reduzir o número de embriões durante a fertilização assistida de mulheres com menos de 40 anos não afetará os índices de eficácia da técnica, dizem médicos ouvidos pelo Estado. “No passado, quanto mais embriões implantados, maior a chance de gravidez. Mas hoje isso não é mais assim”, afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, Waldemar Amaral.

A nova resolução do CFM sobre fertilização assistida alterou as regras sobre limites para implante de embriões em pacientes que se submetem à técnica. O teto anterior de quatro embriões está mantido apenas para mulheres de 40 anos ou mais. Para as pacientes com menos de 35 anos, o máximo tolerado agora passa a ser de dois embriões. Em pacientes com idade entre 36 e 39 anos, o limite agora é de três.

O receio de pacientes é de que, com essa mudança, caia também o grau de eficiência da técnica. “Esse medo é infundado”, garantiu o urologista Jorge Haddad Filho, do Grupo de Reprodução Humana da Universidade Federal de São Paulo. Atualmente, as chances de sucesso de terapia nas clínicas de fertilização assistida no Brasil são de 40%. “Nos casos de mulheres com menos de 40 anos, esses índices se mantêm, seja implantando dois, três ou quatro embriões”, completou Amaral. Haddad Filho conta que muitos profissionais, sabendo dessa pouca interferência nos resultados, vinham reduzindo o número de embriões implantados em pacientes mais jovens.

A decisão do CFM tem como objetivo reduzir o índice de gravidez múltipla registrado no Brasil - de 30% -, considerado muito acima do aceitável. “Quanto maior o número de bebês, maior os riscos da gravidez”, informou o urologista da Unifesp. Bebês podem nascer com problemas ortopédicos, como luxação de quadril e problemas na formação dos pés. A gestante tem risco maior para aborto e ruptura do útero. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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