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Pacientes de leucemia com células-tronco cancerígenas particularmente ativas têm um prognóstico menos favorável

Os pacientes de leucemia com células-tronco cancerígenas particularmente ativas têm um prognóstico menos favorável, revela uma pesquisa publicada esta semana no Journal of the American Medical Association (JAMA).

O trabalho confirma a hipótese de que as células-tronco cancerígenas têm papel na resistência de certos tipos de câncer a tratamentos, e também na reincidência.

Alguns tipos de câncer poderiam derivar desta pequena população de células cancerígenas particularmente pouco sensíveis aos tratamentos e capazes de se regenerar, destacam os autores do estudo, da Faculdade de Medicina da Universidade Stanford, na Califórnia (EUA). Estas células também poderiam ser utilizadas para prever a evolução de certos tipos de câncer, assim como para adaptar os tratamentos.

"As implicações clínicas deste conceito são enormes", disse Ash Alizadeh, professor de oncologia em Stanford e um dos autores do estudo.

"Se não conseguirmos conceber terapias que visem as células capazes de se regenerar e resistentes à quimioterapia, os pacientes continuarão a sofrer recaídas".

O estudo envolveu cerca de mil pacientes com leucemia mieloblástica aguda, o tipo de câncer de sangue mais agressivo, tratados na Grã-Bretanha, Alemanha, Japão e Estados Unidos.

Os pesquisadores compararam os níveis de atividade dos genes das células-tronco dos pacientes e constataram que quanto mais alto, menor era a chance de sobrevivência.

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