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Médicos de mandatário do Paraguai descartam possibilidade de infecção e falam em alergia a medicamento

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, continuava hospitalizado nesta sexta-feira devido a uma aparente reação alérgica a um medicamento, mas seus médicos descartaram por enquanto a possibilidade de uma infecção, que seria contraproducente em meio a seu tratamento contra o câncer.

Lugo, que continua a exercer suas funções apesar da doença, foi internado inesperadamente em uma clínica de Assunção na tarde da quinta-feira para exames, depois de apresentar mal-estar, avermelhamento do rosto e um edema no pescoço -- este superado pouco depois.

"Ele está muito melhor. Hoje amanheceu bem, mas completaremos o tempo de avaliação", disse a jornalistas o hematologista Alfredo Boccia, um dos médicos da equipe que cuida do presidente e também atua como porta-voz para a imprensa.

"A possibilidade de infecção foi descartada, pelo menos por enquanto, mas os senhores sabem que os exames de sangue levam entre 24 e 48 horas para ficarem prontos, de modo que vamos aguardar um pouco mais para dar informações mais completas".

Na clínica, o presidente, que em agosto recebeu o diagnóstico de linfoma de Hodgkin em estado adiantado -- um tipo de câncer que afeta o sistema linfático -, foi submetido a um exame completo do sangue e a uma tomografia computadorizada.

O incidente ocorreu seis dias depois de Lugo ser submetido à terceira sessão de quimioterapia para tratar o linfoma e depois de seus assessores terem revelado, em tom otimista, que o câncer havia retrocedido, já que os nódulos detectados inicialmente desapareceram e não foram registradas novas lesões.