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Especialistas afirmam que não é necessário parar com a droga, mas recomendam que os médicos atentem para qualquer alteração

Um medicamento contra a osteoporose que é administrado regularmente no Reino Unido a mais de um milhão de pessoas pode dobrar o risco de desenvolver câncer de esôfago, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira pelo "British Medical Journal".

As pessoas que tomaram bisfosfonatos orais têm 30% mais chances de desenvolver este tipo de câncer, e para aqueles que usaram os remédios por pelo menos cinco anos as possibilidades de contrair a doença podem ser até o dobro daqueles que não os fizeram, segundo a pesquisa.

Três milhões de britânicos, em sua maioria mulheres, sofrem osteoporose, doença dos ossos que aumenta o risco de fraturas, e o número de pacientes está crescendo, devido ao envelhecimento progressivo da população.

Os bisfosfonatos orais são receitados geralmente como medida preventiva a pessoas que têm risco elevado de desenvolver osteoporose, sobretudo mulheres depois da menopausa. Os médicos sabem que esses remédios têm efeitos colaterais, como dificuldades de respiração, dores na região peitoral e ardência no estômago.

A entidade britânica responsável pela regulação dos remédios assinalou, após a publicação do estudo que "não é necessário" que as pessoas sofrem de osteoporose deixem de tomar os remédios, mas aconselhou a informarem seus médicos o mais rápido possível caso sintam qualquer problema relacionado com o esôfago, como irritações ou ardores.

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