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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, encerrou na noite desta quinta-feira a reunião bipartidária sobre a reforma da saúde, que durou mais de sete horas e foi transmitida pela TV americana. O encontro terminou sem que democratas e republicanos entrassem em um acordo.


Obama apresentou seu projeto, mas os republicanos não o aceitaram e pediram que as conversas comecem do zero. Como os dois lados não entraram em acordo, a Casa Branca sinalizou que pode tentar aprovar uma lei usando um procedimento chamado "reconciliação orçamentária", que requer apenas uma maioria simples de 51 votos no Senado.

"Nós não podemos ter mais um ano de debate sobre isso", afirmou Obama, no fim da reunião, quando pediu que os republicanos refletissem sobre o que foi discutido.

Ao abrir o encontro, Obama fez um apelo para que os parlamentares democratas e republicanos atuassem com urgência na discussão da reforma da saúde. "Não nos concentremos no que nos separa, mas nas coisas sobre as quais estamos de acordo", afirmou. "Vamos tentar resolver os problemas. É isso que o povo americano espera".

Acompanhado do vice-presidente, Joe Biden, e da secretária da Saúde americana, Kathleen Sebelius, Obama declarou que a reforma do setor é "urgente" mas no ano passado "se transformou em uma batalha ideológica e partidária". "Acho que a política acabou se impondo sobre o bom senso", opinou.

AFP
Participantes reúnem-se em encontro bipartidário

Participantes reúnem-se em encontro bipartidário

Vinte congressistas republicanos e 22 democratas participaram do debate. A reforma é a grande prioridade legislativa do presidente americano e está estagnada no Congresso desde janeiro, quando os democratas perderam a maioria absoluta no Senado.

Para tentar dar um novo impulso a essa iniciativa, na terça-feira Obama apresentou uma nova proposta, que combina os dois projetos de lei já aprovados pelas duas casas do Congresso americano.

Os republicanos se opõem aos dois projetos de lei por considerar, principalmente, que a reforma de Obama custará muito caro.

Com AFP e EFE

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