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Contaminação teria ocorrido em viagem à Argentina, onde já foram confirmados três casos da doença

Após o registro de dois casos de sarampo no Rio Grande do Sul, o Ministério da Saúde investiga a possibilidade de novas infecções no estado, sobretudo na capital, Porto Alegre, onde duas crianças tiveram o diagnóstico confirmado por um laboratório local.

Por conta disso, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul pediu hoje (20) que a população atualize a carteira de vacinação de crianças, adolescentes e adultos.

De acordo com a pasta, os exames realizados, apesar do resultado positivo, são considerados preliminares, e as amostras colhidas das crianças foram enviadas para a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O resultado final está previsto para a próxima semana.

As duas crianças estiveram em Buenos Aires entre os dias 22 e 28 de julho. Nesse período, foram confirmados três casos de sarampo na capital argentina. De acordo com a família, as crianças não foram vacinadas por serem alérgicas a ovo.

Desde que os casos foram notificados, no dia 17 de agosto, as autoridades de saúde do Rio Grande do Sul buscam casos suspeitos de sarampo nos lugares frequentados pelas duas crianças. Técnicos da Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério ajudam nas investigações.

A circulação do vírus do sarampo no Brasil foi interrompida no ano 2000. Desde então, segundo a pasta, foram registrados cinco eventos (grupos de casos relacionados), todos de infecção em outros países. No início de agosto, foram confirmados três casos importados de sarampo no Pará, todos na mesma família.

A orientação é que as pessoas que apresentarem sintomas compatíveis como febre moderada ou alta, acompanhada de tosse produtiva, coriza, conjuntivite, fotofobia (intolerância à luz), cansaço e falta de apetite procurem atendimento no posto de saúde mais próximo.

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, transmitida de pessoa para pessoa por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, espirrar, falar ou mesmo respirar.

O período de incubação do vírus pode variar de sete a 18 dias. O período de transmissão varia de quatro a seis dias antes do aparecimento de manchas avermelhadas na pele até quatro dias depois.

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul alertou que, entre as doenças infectocontagiosas, o sarampo é uma das principais causas de adoecimento entre crianças menores de 5 anos – sobretudo entre as desnutridas e as que vivem em países subdesenvolvidos.

A vacina é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo. A dose está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade.

* Por Paula Laboissière

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