<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><lastBuildDate>Fri, 16 Oct 2026 12:50:14 +0000</lastBuildDate><title>iG Saúde - bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios</title><description>Saiba como cuidar ter um corpo saudável, com dicas de dietas eficazes, alimentação saudável, guia de plantas medicinais, primeiros socorros e mais.</description><link>https://saude.ig.com.br</link><atom:link href="https://saude.ig.com.br/rss/v1/feed" rel="self" type="application/rss+xml" /><item><guid isPermaLink="false">6ad12abdadd6d0820f8f5346</guid><pubDate>Fri, 16 Oct 2026 07:00:00 +0000</pubDate><title>Exame de sangue confirma diagnóstico de câncer? Entenda limites</title><description>Testes sanguíneos auxiliam na investigação de tumores, mas não fecham o diagnóstico sozinhos, exigindo exames como biópsia e imagem</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/86/g3/i9/86g3i9i7y6467otv4vxnz96lu.jpg"><figcaption>exame de sangue<span class="copyright">FreePick/Divulgação </span></figcaption></figure><p>Exames de sangue dificilmente confirmam o <a href="https://saude.ig.com.br/2026-10-08/exame-de-sangue-detecta-mais-de-50-tipos-de-cancer.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">diagnóstico de câncer</a> isoladamente, pois a maioria dos tumores <strong>não provoca alterações específicas</strong> que possam ser identificadas nesses testes de rotina. Embora ajudem a indicar alterações associadas à doença e auxiliem na investigação ou no acompanhamento de tumores malignos, na maioria dos casos <strong>eles não são suficientes</strong> para fechar um diagnóstico definitivo sem exames adicionais.</p><p>Certos tipos de câncer que afetam o sangue e o sistema imunológico, como <strong>leucemias, linfomas e mieloma múltiplo</strong>, podem provocar alterações importantes nas células sanguíneas e levantar a suspeita da doença. No entanto, exames complementares <strong>ainda se fazem necessários</strong> para a confirmação. Por outro lado, tumores de órgãos sólidos, como mama, pulmão ou cólon, não são identificados em exames sanguíneos de rotina.</p><p>Por essa razão, a confirmação diagnóstica costuma exigir procedimentos complementares, como a biópsia, que retira amostras de células ou tecidos para análise, e exames de imagem, como tomografia computadorizada, ressonância magnética, radiografia ou PET-CT.</p><p>Ainda assim, diferentes exames de sangue cumprem papéis bem definidos na investigação e no monitoramento do paciente:</p><p><strong>Hemograma completo:</strong> Avalia a quantidade e as características das células do sangue. Pode sugerir neoplasias hematológicas e acompanhar os impactos da doença e do tratamento.</p><p><strong>Marcadores tumorais:</strong> Medem substâncias liberadas pelo tumor ou pelo organismo, como o PSA para próstata e o CA-125 para ovário. Como também podem se elevar em condições benignas, não confirmam o diagnóstico sozinhos.</p><p><strong>Análise de proteínas:</strong> Exame como a eletroforese de proteínas e a imunofixação auxiliam na investigação do mieloma múltiplo.</p><p><strong>Biópsia líquida:</strong> Pesquisa células tumorais circulantes ou fragmentos genéticos no sangue para identificar alterações moleculares, guiar o tratamento ou acompanhar a evolução do quadro.</p><p>Além disso, vale ressaltar que um resultado dentro dos limites normais não exclui a presença de um tumor, assim como uma alteração <strong>nem sempre significa uma doença grave</strong>. A interpretação dos resultados deve ser feita sempre por um médico, levando em conta o histórico, os sintomas e o contexto clínico do paciente.</p><p>O prazo para a liberação dos laudos varia conforme o exame realizado e o laboratório. Com os resultados em mãos, o mais indicado é <strong>retornar ao médico solicitante</strong> para que os achados sejam interpretados em conjunto com o quadro clínico do paciente.</p><p>Por mais tentador que possa ser buscar respostas na internet, interpretar os resultados sem orientação profissional pode levar a conclusões equivocadas. Isso ocorre porque os valores de referência podem variar entre laboratórios, e a avaliação de qualquer alteração<strong> exige um contexto</strong> individual amplo, que engloba idade, sintomas presentes, histórico pessoal e familiar, doenças preexistentes e medicamentos em uso.</p><p class="       ">Dessa forma, um resultado fora da faixa de referência nem sempre indica uma doença, da mesma maneira que um valor dentro do esperado não garante a ausência de um problema de saúde. Por fim, <strong>interpretar os exames sem acompanhamento médico pode gerar ansiedade desnecessária e induzir a condutas perigosas</strong>, como a automedicação ou a busca por tratamentos inadequados.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/cancer/2026-10-16/exame-de-sangue-confirma-diagnostico-de-cancer--entenda-limites.html</link><dc:creator>Letícia Rodrigues</dc:creator><media:credit>FreePick/Divulgação </media:credit><author>Letícia Rodrigues</author><keywords>Saúde, Câncer, Exames</keywords><internationalize>false</internationalize><section>56fc4bc4f7632a0e5adec727</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ad139253be4ae4773c4e7a7</guid><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 20:35:52 +0000</pubDate><title>Perda auditiva: 6 sinais que podem passar despercebidos</title><description>Dificuldade para entender conversas e aumento do volume da TV estão entre os alertas destacados por especialista</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/37/ju/gu/37jugu1r9sd87mpy06rosghov.jpg"><figcaption>Dra. Ariane Bonucci<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>A perda auditiva nem sempre começa com a incapacidade de ouvir sons.</p><p> Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem de maneira discreta, como dificuldade para compreender palavras, necessidade de aumentar o volume da televisão ou esforço excessivo para acompanhar conversas.</p><p> Por serem graduais, essas mudanças podem passar despercebidas e atrasar a procura por avaliação especializada.</p><p>A fonoaudióloga <strong>Dra. Ariane Bonucci</strong>, mestre em Ciências Médicas e especialista do Espaço da Audição, explica que uma pessoa pode continuar ouvindo vozes e sons do ambiente, mas apresentar dificuldades para interpretar determinadas palavras, principalmente em locais movimentados, restaurantes e reuniões familiares.</p><p>Segundo a profissional, reconhecer essas alterações precocemente é importante para preservar a comunicação, a autonomia e a qualidade de vida, especialmente durante o envelhecimento.</p><h2>Seis sinais que merecem atenção</h2><p>Entre os principais indícios de possíveis alterações auditivas estão a dificuldade para entender palavras, os pedidos frequentes para repetir frases, o aumento do volume da televisão, a dificuldade para acompanhar conversas em ambientes ruidosos, as respostas que não correspondem às perguntas e o afastamento de situações sociais.</p><p>Ariane explica que essas mudanças podem ocorrer lentamente, fazendo com que a pessoa desenvolva estratégias para compensar a dificuldade sem perceber que sua audição está comprometida.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">A expressão "eu escuto, mas não entendo" exemplifica uma situação comum: o indivíduo consegue perceber que alguém está falando, mas não compreende todas as informações transmitidas.</a></p><p>Isso acontece porque determinadas alterações auditivas comprometem a percepção de frequências importantes para a compreensão da fala, especialmente de alguns sons consonantais.</p><h2>Familiares podem identificar o problema primeiro</h2><p>Em diversas situações, familiares e pessoas próximas percebem as mudanças antes de quem apresenta a dificuldade auditiva.</p><p>Pedidos constantes de repetição, respostas inadequadas durante conversas e a necessidade de utilizar aparelhos eletrônicos em volumes elevados são comportamentos que merecem atenção.</p><p>Outro aspecto importante é o isolamento social. </p><p>Quando acompanhar conversas se torna cansativo ou constrangedor, algumas pessoas passam a evitar encontros familiares, reuniões e atividades coletivas.</p><p>De acordo com a fonoaudióloga, esse afastamento nem sempre é reconhecido como consequência de uma possível dificuldade para ouvir.</p><h2>Perda auditiva e envelhecimento exigem acompanhamento</h2><p>A saúde auditiva merece atenção em todas as fases da vida, especialmente entre pessoas expostas frequentemente a ruídos intensos e durante o envelhecimento.</p><p>A avaliação com um otorrinolaringologista e a realização de exames, como a audiometria, permitem investigar alterações e identificar possíveis comprometimentos da audição.</p><p>A periodicidade dos exames deve considerar fatores individuais, histórico de exposição ao ruído, sintomas e orientação profissional.</p><p>Além dos impactos na comunicação, estudos associam a perda auditiva não tratada a um maior risco de declínio cognitivo. </p><p>Essa associação não significa que toda pessoa com dificuldade auditiva desenvolverá demência, mas reforça a importância do diagnóstico e do acompanhamento.</p><h2>Diagnóstico precoce amplia possibilidades de tratamento</h2><p>Identificar alterações auditivas no início permite investigar suas causas e definir a conduta mais adequada para cada paciente.</p><p>Dependendo do diagnóstico, o tratamento pode envolver acompanhamento médico, intervenções específicas ou utilização de aparelhos auditivos.</p><p>Quando indicados, esses dispositivos podem melhorar o acesso aos sons da fala, favorecer a comunicação e contribuir para a participação em atividades sociais.</p><p>A especialista ressalta que o cuidado deve considerar não apenas os resultados dos exames, mas também as dificuldades enfrentadas no cotidiano.</p><h2>Perda repentina de audição exige atendimento urgente</h2><p>Diferentemente das alterações graduais, a redução súbita da capacidade auditiva deve ser tratada como uma situação que exige avaliação médica urgente, principalmente quando ocorre em apenas um ouvido.</p><p>Nesses casos, não é recomendado aguardar uma melhora espontânea ou deixar a investigação para uma consulta de rotina. </p><p>O início rápido do tratamento pode influenciar as possibilidades de recuperação, dependendo da causa.</p><p>Para Ariane Bonucci, a prevenção e a atenção aos primeiros sintomas são fundamentais para preservar aspectos importantes da vida cotidiana.</p><p>“Cuidar da audição é cuidar da comunicação, das relações, da independência e também da forma como queremos envelhecer”, afirma.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-15/perda-auditiva--6-sinais-que-podem-passar-despercebidos.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Entenda, Dra. Ariane Bonucci</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6acfb2e0bacb72d94f74042f</guid><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 16:50:41 +0000</pubDate><title>Câncer de próstata tem novas opções de diagnóstico e tratamento</title><description>Dra. Cristina Matushita explica como a medicina nuclear ajuda a identificar tumores e tratar pacientes selecionados</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cb/2x/4y/cb2x4yw2ef8o44ict4n898x80.jpg"><figcaption>Câncer de próstata tem novas opções de diagnóstico e tratamento<span class="copyright">Banco de Imagem </span></figcaption></figure><p>O câncer de próstata está entre os principais desafios da saúde masculina no Brasil. </p><p>Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença é uma das mais frequentes entre os homens, desconsiderando os tumores de pele não melanoma. </p><p>Embora o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico continuem fundamentais, os avanços tecnológicos têm permitido identificar a extensão da doença com maior precisão e ampliar as possibilidades terapêuticas em situações específicas.</p><p>Entre essas mudanças está o desenvolvimento da medicina nuclear, especialidade que utiliza pequenas quantidades de substâncias radioativas para obter imagens do funcionamento do organismo e, em determinadas situações, tratar doenças. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">No câncer de próstata, a área tem contribuído tanto para a avaliação de tumores quanto para o tratamento de pacientes com doença avançada.</a></p><p>Um dos principais recursos é o PET/CT com PSMA, exame que combina imagens metabólicas e anatômicas para identificar regiões com maior expressão do antígeno de membrana específico da próstata, conhecido pela sigla PSMA. </p><p>Essa proteína está presente em níveis elevados na maioria dos tumores prostáticos, permitindo que substâncias desenvolvidas para reconhecer esse alvo ajudem a localizar possíveis focos da doença.</p><p>Na prática, o exame pode auxiliar os médicos a identificar a localização e a extensão do câncer, especialmente em situações como a investigação de recidivas, quando há suspeita de retorno da doença após o tratamento e no estadiamento de pacientes selecionados.</p><p>A médica nuclear <strong>Dra. Cristina Matushita</strong> acompanha essa evolução há anos. </p><p>Em 2018, concluiu na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) sua dissertação de mestrado sobre o uso do PET/CT com PSMA no câncer de próstata. </p><p>Também participou de trabalhos científicos relacionados ao tema, incluindo uma revisão sistemática e meta-análise com dados de milhares de pacientes.</p><p>“Quando começamos a trabalhar com PET/CT com PSMA, o grande ganho foi perceber o quanto a imagem molecular poderia acrescentar às informações que já tínhamos sobre a doença. Hoje conseguimos localizar melhor onde ela está e avaliar sua extensão em situações clínicas específicas. Isso pode mudar a forma como aquele paciente será conduz”, explica Cristina.</p><h2>Quando o diagnóstico também orienta o tratamento</h2><p>O PSMA também está relacionado a uma das abordagens mais relevantes da medicina nuclear moderna, conhecida como teranóstico. </p><p>O conceito combina diagnóstico e terapia a partir de um mesmo alvo molecular, permitindo identificar determinadas características do tumor e avaliar a possibilidade de utilizar um tratamento direcionado a elas.</p><p>É o caso das terapias com lutécio-177, um elemento radioativo que pode ser ligado a moléculas capazes de reconhecer o PSMA. </p><p>Após a administração, o radiofármaco circula pelo organismo e se concentra em regiões que expressam esse alvo, emitindo radiação que pode danificar as células tumorais.</p><p>O PET/CT com PSMA tem uma função importante nesse processo, pois ajuda a verificar se o tumor apresenta expressão suficiente do alvo para que a terapia seja considerada.</p><p>“Essa é uma das coisas mais interessantes do teranóstico. Nós conseguimos primeiro enxergar o alvo e, a partir dessa informação, avaliar se faz sentido utilizar uma terapia dirigida a ele. Não significa que todos os pacientes com câncer de próstata terão indicação, mas nos dá uma ferramenta a mais para escolher melhor o tratamento para determinados pacientes”, afirma Cristina.</p><p>Entre os medicamentos desenvolvidos com esse princípio está o Pluvicto (lutécio-177 vipivotida tetraxetana, também conhecido como ¹⁷⁷Lu-PSMA-617), indicado em contextos específicos do câncer de próstata metastático resistente à castração e com expressão de PSMA.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ca/e0/k0/cae0k0awq5hb7wsc6i35a0hn7.jpg"><figcaption>Dra. Cristina Matushita<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p class="  ">Em abril de 2025, o Instituto do Cérebro (InsCer), da PUCRS, realizou sua primeira administração do medicamento. Cristina participou da implementação da terapia na instituição e acompanhou o primeiro paciente tratado.</p><p>Para a especialista, a incorporação dessas tecnologias exige conhecimento técnico, infraestrutura adequada e integração entre profissionais de diferentes especialidades.</p><p>“Não basta ter um novo radiofármaco disponível. É preciso selecionar corretamente o paciente, avaliar os exames, conhecer os tratamentos que ele já recebeu e discutir o caso com a equipe que o acompanha. A medicina nuclear passa a participar cada vez mais dessa decisão terapêutica junto com a oncologia e a urologia”, explica.</p><p>Avanços não significam indicação para todos os pacientes Apesar dos resultados promissores, nem todos os homens diagnosticados com câncer de próstata precisam realizar PET/CT com PSMA ou receber tratamentos com radiofármacos. </p><p>A indicação depende de fatores como estágio da doença, extensão do tumor, tratamentos anteriores, condições clínicas e características identificadas nos exames.</p><p>O PET/CT com PSMA também não substitui os métodos habituais de avaliação inicial, como o PSA, o exame clínico e a biópsia quando indicada. </p><p>Seu papel é complementar a investigação em situações nas quais as informações obtidas podem modificar a conduta médica.</p><p>No caso das terapias com lutécio-177, também é necessário considerar possíveis efeitos adversos, como fadiga, náuseas, alterações nas células sanguíneas e comprometimento de glândulas salivares ou da função renal. </p><p>Por isso, o acompanhamento especializado é indispensável.</p><p>“Estamos vivendo uma fase muito interessante da medicina nuclear. Durante muito tempo, ela foi lembrada principalmente pelos exames diagnósticos. Hoje continuamos fazendo diagnóstico, mas também participamos diretamente do tratamento. E acredito que essa integração entre imagem e terapia ainda vai crescer muito nos próximos anos”, conclui Cristina.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-14/cancer-de-prostata-tem-novas-opcoes-de-diagnostico-e-tratamento.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Banco de Imagem </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Entenda, Dra. Cristina Matushita</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6acf7fc66353dd1270e20812</guid><pubDate>Wed, 14 Oct 2026 13:31:26 +0000</pubDate><title>TOC: o transtorno que transforma o medo em rotina</title><description>Desliguei o fogão? Sou capaz de machucar meu filho? Pensamentos e comportamentos obsessivos-compulsivos podem ser angustiantes</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/by/z3/a0/byz3a0kgloaxthvoo5hma8n2w.jpg"><figcaption>Imagens proibidas para quem tem TOC<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>Aos 13 anos, Alex começou a desenvolver comportamentos que não conseguia controlar. Precisava carregar exatamente sete objetos consigo. No celular, ela mantinha precisamente 400 contatos. Alex, que prefere não divulgar seu nome completo, se descreve como uma "obsessiva por rituais" e alguém que precisa verificar tudo repetidamente.</p><p>Com o passar do tempo, já não se tratava mais apenas de contar objetos ou contatos. Ela passou a ter medo de tocar em maçanetas. Depois, tarefas cotidianas como fazer compras, receber visitas em casa ou viver sua sexualidade se transformaram em desafios quase impossíveis.</p><p>Hoje, aos 36 anos, ela sente a necessidade de tomar banho após cada ida ao banheiro e lava constantemente as mãos. Talheres usados não são lavados: ela os joga no lixo. O transtorno passou a ditar a vida de Alex.</p><p>A mulher diz se envergonhar da situação. "Você assiste a si mesmo enlouquecendo", resume.</p><h2>Quando pensamentos viram ameaça</h2><p>Alex é uma das mais de 2 milhões de pessoas na Alemanha que vivem com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), segundo a Sociedade Alemã de Transtornos Obsessivos-Compulsivos. Cientistas estimam que 2% a 3% da população mundial é afetada pelo transtorno.</p><p>O psicólogo britânico Paul Salkovskis explica o TOC por meio de um modelo cognitivo. Tudo começa com um pensamento intrusivo, o que pode acontecer com qualquer pessoa: "Esqueci o fogão ligado".</p><p>A maioria das pessoas faz uma rápida verificação mental e conclui que não, o fogão está desligado. O pensamento desaparece. Mas, para quem sofre de TOC, ele permanece. E passa a ser interpretado como uma ameaça real: "Se eu deixei o fogão ligado, a casa pode pegar fogo e pessoas podem morrer".</p><p>O resultado é uma sensação muito forte de medo, culpa ou responsabilidade. Segundo Katharina Bey, psicoterapeuta e responsável pelo ambulatório especializado em TOC do Hospital Universitário de Bonn, na Alemanha, os comportamentos compulsivos surgem como uma tentativa de neutralizar essas emoções.</p><p>"Até pode haver um alívio momentâneo da ansiedade, mas isso reforça a ideia de que aquele pensamento era realmente importante ou perigoso", explica à DW. Trata-se de um mecanismo que se alimenta de si mesmo.</p><h2>Medos incompatíveis com o jeito de ser</h2><p>Entre os pensamentos obsessivos mais angustiantes estão aqueles de conteúdo agressivo ou sexual, diz Bey. Alguns pacientes desenvolvem medo de ferir alguém com uma faca, empurrar o próprio filho escada abaixo ou até de serem pedófilos.</p><p>"São pensamentos totalmente incompatíveis com os valores e a personalidade dessas pessoas", afirma. Justamente por parecerem tão absurdos e inaceitáveis, acabam sendo vivenciados como ameaçadores.</p><h2>Por trás do transtorno obsessivo-compulsivo</h2><p>Um estudo recente publicado na revista científica Nature Neuroscience trouxe novas pistas sobre as origens do TOC. Os pesquisadores identificaram 36 variantes genéticas associadas a um risco mais alto de desenvolver o transtorno.</p><p>Para Katharina Bey, descobertas como essa podem ajudar pacientes a reduzir a sensação de culpa e vergonha. "Existe uma base biológica real para a minha doença", resume.</p><p>Mas a genética não explica tudo. Segundo a especialista, aproximadamente metade do risco está relacionada aos genes, enquanto a outra metade depende de fatores ambientais. Complicações durante o nascimento, por exemplo, parecem estar associadas a uma maior incidência do transtorno, embora a interpretação desses dados exija cautela.</p><p>Experiências de perda de controle também podem desempenhar um papel importante, diz Bey. A morte de uma pessoa querida ou a separação dos pais, especialmente quando não são devidamente explicadas à criança, podem contribuir para o desenvolvimento dos sintomas.</p><p>Nesse contexto, os comportamentos obsessivos-compulsivos funcionariam como uma tentativa disfuncional de recuperar uma sensação de controle ou estabelecer limites em relação ao mundo externo.</p><h2>Enfrentar a ansiedade em vez de neutralizá-la</h2><p>Jessica Teitz também vive com TOC. Mas para ela, descobrir a origem do transtorno nunca foi o mais importante. "Saber de onde ele veio não me ajuda a lidar com ele", afirma. O que realmente fez a diferença para ela foram os antidepressivos e o tratamento baseado na Terapia de Exposição e Prevenção de Resposta (conhecida como EPR ou ERP).  Considerada o tratamento mais eficaz para o TOC, essa abordagem terapêutica coloca o paciente diante das situações que despertam seus medos e compulsões, mas sem permitir que ele recorra aos rituais habituais para aliviar a ansiedade.</p><p>O transtorno de Jessica começou na infância e permaneceu sem diagnóstico durante anos, algo comum entre pessoas com TOC. A situação se agravou a ponto de ela não conseguir mais conviver com outras pessoas.</p><p>Somente após iniciar o tratamento com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), um tipo de antidepressivo, ela conseguiu voltar a sair de casa e começar a terapia.</p><p>Durante o tratamento, Jessica foi incentivada a enfrentar os pensamentos e as situações que desencadeavam suas compulsões de frente. A ansiedade precisava ser sentida e tolerada, em vez de neutralizada por meio dos comportamentos repetitivos.</p><p>Segundo Bey, é justamente assim que os pacientes aprendem, na prática, que conseguem lidar com emoções desagradáveis e que nenhuma catástrofe acontece quando deixam de obedecer aos impulsos compulsivos. "Paradoxalmente, os pensamentos e sentimentos só perdem força quando recebem espaço para existir", afirma.</p><p>Com o tempo, a pessoa aprende uma lição fundamental: ter um pensamento ou sentir algo não significa que será obrigada a agir de acordo com isso.</p><h2>Reaprender a viver</h2><p>Graças a esse tipo de terapia, Alex e Jessica conseguiram recuperar o controle sobre grande parte de suas vidas. As obsessões e compulsões não desapareceram completamente, mas elas aprenderam a conviver com elas.</p><p>Quando surge um impulso compulsivo, ambas procuram aceitá-lo sem reagir automaticamente.</p><p>"Quero viver. Quero fazer as coisas que são importantes para mim. E então passa", conta Alex. Hoje, ela diz que a experiência a tornou uma pessoa mais grata, capaz de valorizar pequenas alegrias depois de passar anos aprisionada pelos sintomas.</p><p>Jessica, por sua vez, formou-se instrutora de ioga e atualmente oferece aulas voltadas para pessoas que convivem com pensamentos obsessivos e inquietação constante.</p><p>As duas atuam como voluntárias na Sociedade Alemã de Transtornos Obsessivos-Compulsivos. E aconselham quem enfrenta sintomas semelhantes a buscar ajuda o mais rápido possível.</p><p>"Quanto mais tempo você convive com isso, mais difícil fica sair desse ciclo e mais longo tende a ser o tratamento”, diz Jessica. "Existe ajuda. Procure por ela."</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-10-14/toc--o-transtorno-que-transforma-o-medo-em-rotina.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>Ciencia e Saude</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ace74a0f39b5eb331f7e3fc</guid><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 18:20:17 +0000</pubDate><title>Linfoma não Hodgkin: entenda o câncer enfrentado por Netinho</title><description>Cantor enfrentou o diagnóstico em 2025, entrou em remissão, mas sofreu uma recaída agressiva no ano seguinte</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4m/uk/zp/4mukzpee6h9uplmlhg7uwe5q2.jpg"><figcaption>Cantor Netinho é internado<span class="copyright">Reprodução/Instagram/@netinhooficialbrasileiro </span></figcaption></figure><p><strong>A morte do cantor <a href="https://gente.ig.com.br/celebridades/2026-10-13/netinho--icone-do-axe-music--morre-aos-60-anos.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Netinho</a></strong>, aos 59 anos, no Hospital Aliança Star, em Salvador, ocorreu em decorrência do reaparecimento de um linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer que <strong>afeta as células do sistema linfático</strong>. O histórico da doença teve início <strong>em março de 2025</strong>, quando o artista começou o tratamento e <strong>passou a compartilhar sua rotina de recuperação em vídeos.</strong></p><p>Ainda em 2025, <strong>o quadro entrou em remissão</strong>, mas, em maio de 2026, Netinho revelou aos fãs que <strong>o tumor havia retornado de maneira mais agressiva.</strong> Embora tenha anunciado alta do tratamento em junho de 2026, o reaparecimento subsequente da enfermidade exigiu sua internação e <strong>culminou em seu falecimento.</strong>    O linfoma não Hodgkin não é uma enfermidade única, mas um grupo heterogêneo de <strong>mais de 40 subtipos de tumores</strong> que surgem na rede de defesa do organismo e <strong>podem atingir órgãos </strong>fora do sistema linfático.</p><p>A distinção em relação ao <strong>linfoma de Hodgkin</strong> <strong>é feita por biópsia</strong>, exame que busca identificar as chamadas <strong>células de Reed-Sternberg</strong>, uma assinatura do tipo Hodgkin, cuja disseminação costuma ser previsível e contígua entre os gânglios.</p><p>Já no linfoma não Hodgkin, <strong>a progressão pode ser lenta ou rápida e espalhar-se de forma desordenada pelo corpo.</strong> Entre os principais sintomas da doença estão o aumento dos gânglios <strong>(caroços no pescoço, axilas e virilha)</strong>, febre, suores noturnos, tosse, coceiras na pele, perda de peso não explicada, fraqueza e cansaço constante.    <strong>A confirmação do subtipo exato guia a escolha do tratamento</strong>, que pode incluir quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, transplante de medula óssea, terapias-alvo e a tecnologia CAR T-cell, na qual <strong>células T do próprio paciente são modificadas para combater o câncer.</strong></p><p class="         ">As chances médias de cura ficam entre <strong>60% e 70%</strong>, variando conforme a extensão da doença e o tempo de remissão alcançado. Além disso, <strong>a boa condição física do paciente influencia diretamente a capacidade de tolerar terapias mais intensivas e com maior potencial de resposta. </strong></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/cancer/2026-10-13/linfoma-nao-hodgkin--entenda-o-cancer-enfrentado-por-netinho.html</link><dc:creator>Letícia Rodrigues</dc:creator><media:credit>Reprodução/Instagram/@netinhooficialbrasileiro </media:credit><author>Letícia Rodrigues</author><keywords>tumor, Hodgkin, Netinho</keywords><internationalize>false</internationalize><section>56fc4bc4f7632a0e5adec727</section></item><item><guid isPermaLink="false">6acd21b1082a9a7e7a536c78</guid><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 19:02:31 +0000</pubDate><title>Capacitismo atinge 76% das pessoas no mercado de trabalho</title><description>Dados da pesquisa &quot;Radar da Inclusão 2026&quot; revela barreiras à contratação, à promoção e ao acesso à liderança de pessoas com alguma deficiência</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/a8/mo/5h/a8mo5hyvxduscj5x7pi8c68ep.jpg"><figcaption>Carolina Ignarra, CEO da Talento Incluir e a Pesquisa 'Radar da Inclusão 2026'<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Pesquisa <strong>"Radar da Inclusão 2026",</strong> realizada pelo <strong>Instituto Locomotiva</strong> e lançada pela<strong> Talento Incluir</strong>, empresa de consultoria que, há de 17 anos, ajuda empresas a construírem ambientes de trabalho mais diversos, em parceria com o <strong>Pacto Global da ONU,</strong> mostra a percepção de pessoas com deficiência ou neurodivergência sobre inclusão no mercado de trabalho. Para Carolina Ignarra , CEO da Talento Incluir, o desafio é transformar oportunidades de emprego em carreiras</p><p>Contratar pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes é apenas o primeiro passo para construir um ambiente de trabalho inclusivo. A permanência, o reconhecimento profissional, a acessibilidade e as oportunidades de crescimento ainda representam obstáculos para uma parcela expressiva desses trabalhadores.<strong> É o que revelou a terceira edição da pesquisa que teve abrangêcia nacional e foi lançada no dia 29 de setembro, mês que tem o "Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência". </strong></p><p>O levantamento ouviu 2.526 pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes, com 16 anos ou mais, em todo o país, entre 13 de julho e 14 de agosto de 2026. Entre os participantes que integram a força de trabalho, <strong> 76% afirmaram já ter vivenciado pelo menos uma das situações de capacitismo investigadas, como comentários discriminatórios, preconceito por parte de colegas ou gestores, desqualificação profissional ou perda de oportunidades de promoção.</strong></p><p><strong>Para Carolina Ignarra, CEO da Talento Incluir, os números reforçam a necessidade de rever a maneira como as organizações compreendem a inclusão profissional:</strong> “O mais urgente é transformar os dados em decisões concretas. Não basta ampliar a contratação de pessoas com deficiência e neurodivergentes no mercado de trabalho. Precisamos acompanhar toda a jornada profissional: permanência, remuneração, desenvolvimento, promoção e acesso à liderança”, afirma.</p><h2>Os obstáculos não desaparecem com a conquista do emprego. Entre os participantes da força de trabalho, 53% relataram preconceito ou discriminação por parte de gestores, e 52% mencionaram situações envolvendo colegas da própria equipe.</h2><p>Os dados apontam para um desafio que ultrapassa a criação de políticas institucionais. É preciso que os trabalhadores confiem nos mecanismos de denúncia e encontrem um ambiente seguro para relatar situações de discriminação. Entre quem recorreu aos canais internos, 47% não se sentiram respeitados ou acolhidos, e 35% avaliaram que o acolhimento foi parcial e apenas 18% consideraram ter recebido acolhimento integral. </p><p>Outro resultado expressivo diz respeito à progressão profissional. <strong>Entre os profissionais empregados há mais de três anos na empresa atual, 44% nunca foram promovidos.</strong> Entre as pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes que estão na força de trabalho, 78% percebem que as empresas contratam esses profissionais principalmente para cargos de entrada. A presença em posições de liderança também é reduzida: 84% dos participantes não ocupam cargos de liderança, enquanto 11% estão em posições de média liderança e apenas 1% chegou à alta liderança.</p><p>Par<strong>a Carolina Ignarra, esses números mostram que a limitação não está necessariamente na capacidade dos profissionais, mas nas condições oferecidas pelas organizações:</strong> “Quando 78% das pessoas pesquisadas percebem que profissionais com deficiência são contratados principalmente para cargos de entrada, e apenas 1% chega à alta liderança, como mostra a pesquisa, fica evidente que o problema não é falta de talento. O problema está nas barreiras, nos vieses e nos processos que continuam limitando essas carreiras”, afirma.</p><p>A executiva defende que as empresas revisem seus critérios de avaliação e promoção, preparem suas lideranças, garantam acessibilidade e ofereçam programas efetivos de desenvolvimento profissional. <strong>A pesquisa reforça essa necessidade ao mostrar que 59% dos participantes empregados afirmam que suas empresas não oferecem programas de mentoria, aconselhamento ou orientação de carreira voltados especificamente a pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes.</strong></p><p>A CEO conta que também vivenciou situações de capacitismo ao longo de sua trajetória profissional. A experiência, segundo Carolina, revelou uma realidade que ainda afeta pessoas com deficiência no mercado de trabalho: a necessidade constante de demonstrar que são capazes de ocupar os espaços profissionais que conquistaram:<strong> “O capacitismo nem sempre aparece como uma ofensa explícita. Ele também está na desconfiança sobre nossa competência, na superproteção, na baixa expectativa, na falta de acessibilidade e nas oportunidades que deixam de ser oferecidas”,</strong> afirma.</p><p>Para Carolina, o caminho passa por deixar de tratar a inclusão como uma obrigação pontual e incorporá-la à estratégia das empresas, com metas e indicadores que acompanhem não apenas as contratações, mas também a permanência, o desenvolvimento e o acesso a posições de decisão: “Contratar é só a primeira etapa. <strong>Incluir significa assegurar acessibilidade, reconhecimento, desenvolvimento, promoção e acesso aos espaços de decisão.</strong> A empresa precisa parar de perguntar como a pessoa com deficiência pode se adaptar ao ambiente e começar a perguntar quais barreiras deve eliminar para que cada profissional desenvolva plenamente seu potencial”, conclui.</p><p>O Radar da Inclusão 2026 apresenta um retrato das experiências relatadas pelos participantes e reforça uma questão central para o mundo do trabalho, que é <strong>não medir a inclusão apenas pela presença de profissionais diversos nas empresas, mas também pelas condições</strong> que encontram para permanecer, crescer e participar das decisões.  </p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/carla-brandao/2026-10-12/capacitismo-atinge-76--das-pessoas-no-mercado-de-trabalho.html</link><dc:creator>Carla Brandão</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Carla Brandão</author><keywords>Pesquisa, Inclusão, Talento Incluir, Radar da Inclusão, Instituto Locomotiva, Pacto Global ONU</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68b0bcbb8deafbbe06b44927</section></item><item><guid isPermaLink="false">6accf59e4d0f588063582105</guid><pubDate>Mon, 12 Oct 2026 15:05:34 +0000</pubDate><title>Entenda as novas regras estabelecidas para doação de sangue</title><description>Fundação Pró-Sangue passou a adotar critérios da Portaria GM/MS nº 11.685 em outubro; agora, idosos com mais de 70 anos também podem doar</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1n/e3/nk/1ne3nkrj5c7qywctbx0ivhcje.jpg"><figcaption>Doação de sangue<span class="copyright">Divulgação/Governo de São Paulo </span></figcaption></figure><p>A <a href="https://saude.ig.com.br/2026-09-17/pro-sangue-alerta-para-baixo-estoque-e-faz-apelo-a-doadores.html">Fundação Pró-Sangue</a> passou a adotar os <strong>novos critérios</strong> para a <strong>doação de sangue</strong> neste mês de outubro. As regras, que foram estabelecidas pela Portaria GM/MS nº 11.685, em 2 de julho de 2026, reveem os critérios de <strong>aptidão dos doadores</strong> e atualizam a antiga Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017.</p><h2>Principais mudanças</h2><p>Uma das principais novidades diz respeito à idade, agora, <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-09-24/sao-paulo-tem-um-idoso-para-cada-crianca-ou-adolescente-no-estado.html">pessoas com mais de 70 anos</a> poderão se candidatar à doação, desde que sejam doadores de repetição da Pró-Sangue, ou seja, aqueles que habitualmente já realizavam doações na instituição. Nesses casos, o candidato passará por avaliação médica no local antes de ser considerado apto.</p><p>Os <strong>procedimentos estéticos</strong> e <strong>terapêuticos</strong> também tiveram os prazos revistos. Para quem fez<strong> tatuagem</strong>, <strong>maquiagem definitiva</strong>, <strong>micropigmentação</strong> ou <strong>acupuntura</strong>, o período de espera estipulado é de <strong>sete dias</strong>, desde que o procedimento tenha sido realizado em estabelecimento apropriado e seguro, com assepsia correta e material descartável. Se essas condições não forem cumpridas, o prazo aumenta para <strong>quatro meses</strong>.</p><p>A regra é semelhante para <strong>piercings</strong> e <strong>brincos</strong>: em locais sem mucosa, com material descartável e em estabelecimento adequado, o intervalo é de sete dias; caso contrário, é de quatro meses. Quando a perfuração for em região<strong> com mucosa</strong>, a doação só poderá ser feita quatro meses após a retirada da peça.</p><p>Exames como<strong> endoscopia</strong>, <strong>colonoscopia</strong> e outros procedimentos que envolvem a visualização interior do corpo, o período de espera passa a ser de quatro meses.</p><p>Em relação a <strong>quadros respiratórios</strong>, quem teve resfriado comum deve aguardar três dias após o desaparecimento dos sintomas; no caso da gripe associada à <strong>febre</strong>, com temperatura corporal acima de 38ºC, o candidato fica inapto por duas semanas depois que os sintomas desaparecem.</p><p>Os procedimentos <strong>odontológicos</strong> também foram contemplados. Para extração dentária ou tratamento de canal, o prazo é de sete dias, podendo variar conforme o medicamento utilizado pelo candidato. Já nas <strong>cirurgias</strong> odontológicas com anestesia geral, é preciso aguardar quatro semanas.</p><p>As regras para <strong>vacinação</strong> variam de acordo com o imunizante: quem recebeu a vacina contra <a href="https://saude.ig.com.br/2026-10-01/sarampo--sp-atinge-a-marca-de-40-casos--com-36-deles-na-capital.html">sarampo</a> ou <strong>dengue</strong> deve esperar quatro semanas para poder doar. No caso da vacina contra a <strong>gripe</strong>, o intervalo é de 48 horas, e, para a vacina contra a <strong>Covid-19</strong>, de sete dias.</p><p>Viajantes que retornam de regiões com surto de <strong>febre amarela</strong> ou alta prevalência de <strong>malária</strong> podem doar após 30 dias da volta.</p><p>Em relação a doenças, candidatos com<strong> câncer</strong> do sistema hematopoiético, como<strong> leucemias e linfomas</strong>, ou com <strong>melanoma</strong> permanecem impedidos de doar. Para os demais tipos de câncer, é possível se candidatar cinco anos após a cura ou a remissão, com avaliação médica no local.</p><p>Além desses pontos, a nova regulamentação atualiza critérios relacionados ao uso de medicamentos e a doenças infecciosas, entre outros aspectos, que serão avaliados durante a triagem clínica no momento da doação.</p><h2>Triagem clínica</h2><p>Por mais que exista uma atualização dos critérios, que integram o processo de adequação das normas brasileiras de hemoterapia, a avaliação pessoal dos candidatos continua sendo feita de forma individual, na etapa da doação chamada Triagem Clínica.</p><p>Durante a avaliação, o profissional de saúde levará em conta as condições de saúde e o histórico informado por cada pessoa no momento da doação. </p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-10-12/http---saudeigcombr--datainicio--entenda-novas-regras-para-doacao-sanguehtml.html</link><dc:creator>Micaela Wentz</dc:creator><media:credit>Divulgação/Governo de São Paulo </media:credit><author>Micaela Wentz</author><keywords>Mudanças, sangue, doação, Prósangue, triagem, regras, doadores</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac95a6a888364d97148ac1b</guid><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 21:19:39 +0000</pubDate><title>Bumbum no pós-parto: o que muda e quais tratamentos ajudam?</title><description>Flacidez, celulite e mudanças no contorno podem surgir após a gravidez; cirurgiã plástica explica os cuidados indicados</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/09/46/bv/0946bvq34bw1oq53zxx35n5d8.jpg"><figcaption>Bumbum no pós-parto: o que muda e quais tratamentos ajudam?<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>A gravidez transforma o corpo feminino de diferentes maneiras e nem todas as mudanças desaparecem após o nascimento do bebê. </p><p>Embora a atenção costume se concentrar na região abdominal, o bumbum também pode apresentar alterações na firmeza, na textura da pele e no contorno. </p><p>Flacidez, celulite e perda de volume estão entre as queixas que podem se tornar mais perceptíveis no pós-parto, levantando dúvidas sobre o que é natural desse período e quando vale considerar algum tratamento.</p><p>As oscilações hormonais, as mudanças na distribuição de gordura e as variações de peso durante a gestação podem influenciar a aparência da região glútea. </p><p>Entretanto, essas alterações não acontecem da mesma forma em todas as mulheres. </p><p>Fatores como genética, idade, características da pele e composição corporal também interferem na maneira como o organismo responde à gravidez.</p><p>Segundo a cirurgiã plástica<strong> Carine Barreto</strong>, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), identificar a origem de cada alteração é fundamental antes de indicar qualquer procedimento.</p><p>“A pele e os tecidos passam por mudanças importantes durante a gestação. Por isso, antes de indicar qualquer procedimento, é necessário avaliar se a principal queixa está relacionada à flacidez da pele, à celulite, às alterações de volume ou a características estruturais da região. Cada situação exige uma abordagem diferente”, explica.</p><h2>Por que a celulite pode ficar mais evidente?</h2><p>A celulite está relacionada à interação entre a gordura subcutânea, as estruturas fibrosas que sustentam a pele e as características individuais dos tecidos. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Durante e após a gravidez, mudanças hormonais e na composição corporal podem influenciar sua aparência, tornando algumas irregularidades mais perceptíveis.</a></p><p>Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a celulite não está necessariamente associada ao excesso de peso. </p><p>Mulheres magras também podem apresentar a condição, e o emagrecimento isolado nem sempre é suficiente para reduzir as depressões na pele.</p><p>A flacidez, por sua vez, envolve outros mecanismos. </p><p>Variações de peso, mudanças no volume de gordura e características da elasticidade cutânea podem contribuir para a perda de firmeza. </p><p>Em determinadas situações, depressões e irregularidades que já existiam antes da gestação também passam a chamar mais atenção.</p><p>“É importante diferenciar celulite, gordura localizada e flacidez. São alterações distintas e, portanto, não existe um único procedimento capaz de tratar todas elas da mesma maneira. A indicação depende da avaliação individual da paciente”, afirma Carine.</p><h2>Quais tratamentos podem ser considerados?</h2><p>As possibilidades variam conforme o tipo de alteração identificada.</p><p> Quando existem depressões provocadas por traves fibrosas, técnicas específicas podem ser utilizadas para liberar essas estruturas e suavizar determinadas irregularidades. </p><p>Já nos casos de perda de firmeza, procedimentos voltados ao estímulo de colágeno podem ser avaliados, considerando as características da pele e os resultados esperados.</p><p>Entretanto, nenhum tratamento apresenta resultados iguais para todas as pacientes. </p><p>A escolha também deve levar em conta os riscos, as limitações de cada técnica e a possibilidade de associação entre diferentes abordagens.</p><p>Outro ponto importante é o momento de iniciar os procedimentos. </p><p>O pós-parto envolve recuperação física, adaptações hormonais e, em muitos casos, amamentação. </p><p>Por isso, não existe um prazo único que seja adequado para todas as mulheres.</p><p>“A busca por um resultado rápido não deve se sobrepor à segurança. O planejamento precisa considerar o tempo necessário para recuperação, a indicação do procedimento e as condições clínicas da paciente”, reforça a cirurgiã.</p><p>Além dos tratamentos médicos, a retomada gradual da atividade física, após liberação profissional, pode contribuir para o fortalecimento muscular e a melhora da composição corporal. </p><p>Alimentação equilibrada e hábitos saudáveis também fazem parte desse processo, embora não eliminem necessariamente a celulite ou revertam alterações estruturais da pele.</p><p>Para Carine Barreto, a decisão de realizar um procedimento deve respeitar as particularidades de cada mulher, sem transformar as mudanças naturais da maternidade em uma obrigação estética. </p><p>O acompanhamento individualizado ajuda a compreender quais alterações podem melhorar com o tempo e quando uma intervenção pode ser considerada de maneira segura.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-09/bumbum-no-pos-parto--o-que-muda-e-quais-tratamentos-ajudam-.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Entenda</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac94fb3888364d97148ac10</guid><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 20:33:57 +0000</pubDate><title>Implantes e scanners mudam tratamentos dentários; entenda</title><description>Paulo Henrique Pergher explica como novas tecnologias transformam a odontologia e por que avaliação clínica continua essencial para o tratamento</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0i/wl/eq/0iwleq71if1iczinp14a1s6qa.jpg"><figcaption>Paulo Henrique Pergher<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Scanners capazes de criar modelos digitais da boca, softwares utilizados no planejamento e avanços nos implantes estão modificando diferentes etapas dos tratamentos odontológicos. </p><p>Os novos recursos podem reduzir procedimentos, ampliar informações disponíveis ao dentista e contribuir para o planejamento, mas não eliminam a necessidade de avaliação clínica.</p><p>A transformação ocorre em um cenário no qual os problemas de saúde bucal ainda atingem uma parcela expressiva da população. </p><p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que doenças orais afetem cerca de 3,5 bilhões de pessoas no mundo.</p><p>Para o dentista <strong>Paulo Henrique Pergher</strong>, com cerca de 20 anos de atuação, a chegada de novas ferramentas trouxe possibilidades importantes, mas também aumentou a necessidade de entender quando cada tecnologia realmente oferece benefícios ao paciente.</p><p>“A odontologia mudou muito em duas décadas. Hoje temos mais recursos de diagnóstico, planejamento, materiais e fluxos digitais, mas isso também aumenta a responsabilidade de saber interpretar evidências e entender onde cada tecnologia realmente agrega valor”, afirma Paulo.</p><h2>O que os scanners mudaram no tratamento?</h2><p>Uma das transformações mais visíveis ocorreu na digitalização de etapas que tradicionalmente dependiam de procedimentos manuais.</p><p>O escaneamento intraoral permite registrar digitalmente estruturas da boca e produzir informações que podem ser utilizadas no planejamento de determinados tratamentos. </p><p>Dependendo do caso, esses dados também podem ser integrados a outras ferramentas e etapas de produção.</p><p>Estudos apontam vantagens dos fluxos digitais em determinadas situações. </p><p>Uma revisão publicada em 2023 identificou, nos trabalhos analisados, redução média de 8,59 minutos no procedimento de impressões digitais de implantes em arco completo em comparação às impressões convencionais.</p><p>Isso não significa, entretanto, que o método digital seja automaticamente superior em qualquer situação. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Fatores como extensão do arco, estratégia utilizada durante o escaneamento, posição dos implantes e características do equipamento podem interferir na precisão.</a></p><p>“O digital é uma ferramenta extraordinária quando bem indicado. O risco é imaginar que o software tomou a decisão clínica pelo profissional. A qualidade continua dependendo da aquisição dos dados, do planejamento e da capacidade de reconhecer os limites do método”, diz Paulo.</p><h2>Quanto tempo pode durar um implante?</h2><p>Os implantes dentários também estão entre os recursos que ganharam espaço na reabilitação oral. </p><p>Uma dúvida recorrente dos pacientes, porém, envolve a durabilidade do tratamento.</p><p>Revisões científicas citadas no material apontam índices elevados de sobrevida. </p><p>Uma delas estimou taxa de 96,4% para implantes acompanhados por dez anos. </p><p>Outra análise de próteses fixas implanto-suportadas encontrou sobrevida estimada dos implantes de 95,6% em cinco anos e 93,1% em dez anos.</p><h2>Os números precisam ser interpretados com cautela.</h2><p>A permanência do implante em função não significa necessariamente ausência de intercorrências durante todo o período. </p><p>Complicações técnicas ou biológicas podem surgir e exigir acompanhamento e manutenção.</p><p>“Quando se fala em taxa de sucesso, é importante explicar o que está sendo medido. Sobrevida do implante, saúde dos tecidos, integridade da prótese e satisfação do paciente são resultados diferentes. Formação de qualidade precisa ensinar o profissional a ler esses números com contexto.”</p><h2>Tecnologia substitui a avaliação do dentista?</h2><p>Apesar da evolução de scanners, softwares e materiais, as ferramentas digitais não substituem o diagnóstico e o planejamento realizados pelo profissional.</p><p>Informações obtidas por diferentes métodos precisam ser interpretadas considerando as condições de saúde bucal, necessidades e características de cada paciente.</p><p>A rapidez com que novas tecnologias chegam ao mercado também cria um desafio. </p><p>Enquanto equipamentos e softwares podem ganhar novas versões em períodos relativamente curtos, estudos capazes de avaliar resultados clínicos de longo prazo precisam acompanhar pacientes durante anos.</p><p>Essa diferença de velocidade torna importante separar novidade tecnológica de benefício clínico comprovado.</p><p>Para Paulo, incorporar uma ferramenta à rotina não deve depender apenas de ela ser mais recente, mas da existência de indicação e conhecimento sobre suas possibilidades e limitações.</p><h2>Saúde bucal ainda representa desafio</h2><p>Os avanços tecnológicos convivem com problemas básicos de saúde bucal que permanecem frequentes.</p><p>Além da estimativa global da OMS, dados do CDC citados no material apontam que aproximadamente 21% dos adultos de 20 a 64 anos nos Estados Unidos apresentam ao menos uma cárie não tratada.</p><p>Ao mesmo tempo, o setor odontológico norte-americano movimenta valores expressivos. </p><p>Em 2024, os gastos odontológicos chegaram a US$ 189 bilhões nos Estados Unidos, equivalentes a 3,6% das despesas nacionais com saúde, segundo análise do Health Policy Institute da American Dental Association com dados federais.</p><p>O cenário reúne, portanto, duas realidades: tecnologias cada vez mais sofisticadas e uma demanda ainda significativa por prevenção e tratamento de doenças bucais.</p><h2>Atualização também interfere no atendimento</h2><p>Graduado em Odontologia em 2005, Paulo possui formação em Prótese Dentária e Ortodontia e, em 2026, iniciou formação em Implantodontia.</p><p>Para ele, a integração entre diferentes áreas se torna relevante principalmente em tratamentos mais complexos, nos quais posição dos dentes, planejamento protético, condições dos tecidos e possibilidades de reabilitação precisam ser avaliados em conjunto.</p><p>O dentista também estrutura nos Estados Unidos uma atuação não clínica voltada à educação continuada, com produção técnica, cursos teóricos e compartilhamento de conhecimento com profissionais e instituições.</p><p>“Conhecimento clínico ganha alcance quando deixa de ficar restrito à experiência individual e passa a ser documentado, discutido e ensinado de forma responsável”, conclui Paulo.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-09/implantes-e-scanners-mudam-tratamentos-dentarios--entenda.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Entenda, Paulo Henrique Pergher</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac94005888364d97148abfa</guid><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 19:27:03 +0000</pubDate><title>Siso dói, mas nem sempre precisa ser extraído, explica dentista</title><description>Flávio Pinheiro esclarece quando a cirurgia é necessária, quais sinais exigem atenção e os cuidados durante a recuperação</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1i/py/7s/1ipy7sbflqsx3q8lmt92zg42h.jpg"><figcaption>Siso dói, mas nem sempre precisa ser extraído, explica dentista<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Dor no fundo da boca, gengiva inchada e dificuldade para mastigar costumam levantar uma suspeita: <strong>será que chegou a hora de arrancar o siso? </strong></p><p>Apesar de ser uma associação comum, sentir dor não significa necessariamente que o terceiro molar precise ser retirado. </p><p>A decisão depende da posição do dente, da origem dos sintomas e das condições de saúde bucal de cada paciente.</p><p>Segundo o cirurgião-dentista <strong>Flávio Pinheiro</strong>, a extração costuma ser indicada quando o siso apresenta complicações ou risco elevado de desenvolvê-las. </p><p>Entre as situações estão falta de espaço para nascer corretamente, dentes inclusos ou parcialmente erupcionados, infecções recorrentes, cáries, doenças periodontais, formação de cistos e danos aos dentes vizinhos.</p><p>A avaliação odontológica pode incluir exames de imagem para verificar a posição do dente, o formato das raízes e sua proximidade com estruturas importantes da boca.</p><h2>Por que o siso pode doer mesmo sem ter nascido?</h2><p>O siso não precisa estar totalmente visível para causar desconforto.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/"> Quando nasce apenas parcialmente, parte de sua superfície pode permanecer coberta pela gengiva, favorecendo o acúmulo de alimentos e bactérias.</a> </p><p>Essa situação pode provocar uma inflamação chamada pericoronarite.</p><p>Dentes inclusos, que permanecem dentro do osso ou sob a gengiva, também podem estar associados a alterações que exigem investigação.</p><p> Por isso, a intensidade da dor não deve ser o único critério para decidir pela cirurgia.</p><p>Em determinadas situações, é possível tratar o problema sem remover o dente. </p><p>Em outras, a extração pode ser necessária para evitar a repetição das complicações.</p><h2>É necessário retirar os quatro sisos?</h2><p>Não existe uma regra que determine a retirada obrigatória dos quatro terceiros molares. </p><p>Quando o siso está bem posicionado, nasceu completamente, participa adequadamente da mastigação, não apresenta doenças e permite uma boa higienização, ele pode permanecer na boca.</p><p>Mesmo nesses casos, o acompanhamento odontológico continua importante para identificar possíveis mudanças ao longo do tempo.</p><p>A avaliação pode começar ainda na adolescência ou no início da vida adulta, período em que o desenvolvimento dos terceiros molares costuma ser acompanhado. </p><p>Entretanto, a idade não determina sozinha a necessidade da extração.</p><h2>A posição do dente interfere na cirurgia?</h2><p>A complexidade do procedimento varia de acordo com as características de cada siso. </p><p>Um dente totalmente erupcionado e de fácil acesso pode ter uma remoção relativamente simples, enquanto dentes inclusos, inclinados ou próximos de nervos exigem planejamento mais cuidadoso.</p><p>Exames de imagem ajudam o cirurgião-dentista a avaliar essas condições e identificar possíveis riscos antes da intervenção.</p><p>Também é possível retirar os quatro sisos em um único procedimento, dependendo da saúde do paciente e da complexidade das extrações.</p><p> Embora essa escolha possa concentrar a recuperação em um único período, ela não é indicada automaticamente para todas as pessoas.</p><h2>Quais sintomas exigem atenção após a extração?</h2><p>Dor, inchaço e dificuldade para abrir a boca ou mastigar podem ocorrer nos primeiros dias depois da cirurgia. </p><p>A intensidade depende de fatores como a posição do dente, a manipulação dos tecidos e a existência de inflamação anterior.</p><p>O principal ponto de atenção é a evolução dos sintomas. </p><p>Quando a dor aumenta depois de alguns dias, especialmente acompanhada de mau cheiro, gosto desagradável, febre, secreção, sangramento persistente ou piora do inchaço, é necessário procurar avaliação odontológica.</p><p>Uma das possíveis complicações é a alveolite, condição que pode provocar dor intensa após a extração.</p><h2>Os cuidados nas primeiras 72 horas</h2><p>O período inicial de recuperação exige atenção às orientações do profissional. </p><p>Esforços físicos, bochechos vigorosos e o hábito de cuspir repetidamente devem ser evitados, pois podem prejudicar a formação e a manutenção do coágulo que protege o local operado.</p><p>A alimentação geralmente precisa ser adaptada, com preferência por alimentos macios e temperaturas adequadas à orientação recebida. </p><p>A higiene bucal deve continuar, respeitando os cuidados necessários na região da cirurgia.</p><p>O cigarro também deve ser evitado, já que pode comprometer a cicatrização e aumentar o risco de complicações.</p><h2>E quando o siso está inflamado?</h2><p>A presença de inflamação ou infecção pode modificar o planejamento da extração. </p><p>Dependendo da intensidade do quadro, o dentista pode recomendar o controle inicial do problema antes de realizar a cirurgia.</p><p>Em outras situações, a própria remoção do dente pode integrar o tratamento, desde que existam condições clínicas adequadas.</p><p>Para Flávio Pinheiro, o ponto principal é que a decisão não deve ser automática. </p><p>Um siso dolorido nem sempre precisa ser extraído, assim como a ausência de sintomas não garante que esteja livre de problemas. </p><p>A avaliação individualizada permite identificar a causa das alterações e escolher a conduta mais adequada, evitando tanto procedimentos desnecessários quanto o adiamento de tratamentos importantes.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-09/siso-doi--mas-nem-sempre-precisa-ser-extraido--explica-dentista.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Entenda</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac91bcad9f7a81e2533251b</guid><pubDate>Fri, 09 Oct 2026 16:52:32 +0000</pubDate><title>Burnout pode virar depressão? Veja os sinais de alerta</title><description>Cansaço persistente, irritabilidade e perda de prazer podem indicar que o sofrimento ultrapassou o ambiente profissional</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6z/ch/hm/6zchhmgeps73nmm0x5cjuzbj1.jpg"><figcaption>Embora apresentem sintomas semelhantes, burnout e depressão são condições diferentes<span class="copyright">Imagem criada por IA </span></figcaption></figure><p>A <strong>exaustão</strong> no <strong>fim do expediente</strong>, a <strong>falta de motivação e a irritabilidade podem ser sinais de burnout</strong>. No entanto, quando o <strong>sofrimento continua mesmo longe do trabalho</strong> e começa a afetar os relacionamentos, os momentos de lazer e a autoestima, é <strong>importante investigar a possibilidade de depressão</strong>.</p><p>Embora apresentem sintomas semelhantes, burnout e depressão são condições diferentes. Elas também podem ocorrer simultaneamente. Por isso, identificar o que está por trás do esgotamento é fundamental para buscar o acompanhamento adequado.</p><p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o burnout como um fenômeno ocupacional associado ao estresse crônico no trabalho que não foi administrado com sucesso. </p><p>Entre suas características estão a exaustão, o distanciamento mental ou a negatividade em relação à atividade profissional e a redução da eficácia no trabalho.</p><p>De acordo com a médica especialista em saúde mental Dra. Luana Carvalho, um dos principais sinais de alerta é quando os sintomas deixam de se restringir à rotina profissional.</p><p>“No burnout, inicialmente, o sofrimento costuma estar muito relacionado ao contexto profissional. A pessoa está esgotada, irritada, desmotivada e sente que não consegue mais dar conta das demandas do trabalho. O sinal de alerta aparece quando esse sofrimento começa a ocupar todos os espaços da vida, inclusive os momentos que antes eram fonte de prazer e descanso”, explica.</p><h2>Quando o burnout começa a afetar a vida pessoal?</h2><p>Uma pessoa com burnout pode terminar o expediente sem energia, mas ainda encontrar momentos de bem-estar quando está longe das demandas profissionais. Quando nem o afastamento do trabalho proporciona alívio, é importante observar a evolução dos sintomas.</p><p>“Se a pessoa vai para casa e continua sem energia, perde o interesse pela família, pelos amigos, pelos hobbies, deixa de sentir prazer nas atividades que antes gostava e começa a ter uma visão muito negativa de si mesma e do futuro, precisamos investigar se existe um quadro depressivo associado”, afirma a médica.</p><p>A depressão pode envolver tristeza persistente ou sensação de vazio, perda de interesse ou prazer, alterações no sono e no apetite, fadiga, dificuldade de concentração e sentimentos de culpa ou inutilidade. O isolamento social também pode fazer parte do quadro.</p><p>Esses sinais, porém, não permitem estabelecer um diagnóstico por conta própria. A avaliação profissional é necessária para compreender os sintomas, sua duração e seus impactos na vida cotidiana.</p><p><strong>Burnout pode causar depressão?</strong></p><p>Não é correto afirmar que todo caso de burnout evoluirá para depressão. As condições são distintas, embora possam estar associadas.</p><p>“Não podemos estabelecer uma relação automática de causa e efeito. Burnout não é sinônimo de depressão e nem significa que a pessoa obrigatoriamente desenvolverá depressão. Porém, um estado prolongado de estresse e esgotamento pode contribuir para o agravamento da saúde mental e aumentar a vulnerabilidade para outros transtornos”, esclarece Dra. Luana.</p><p>Pesquisas científicas identificam associações entre burnout e depressão, além de uma sobreposição de sintomas. Isso não significa, entretanto, que os dois quadros sejam equivalentes ou que um necessariamente provoque o outro.</p><p><strong>O que diferencia burnout de depressão?</strong></p><p>A principal diferença está na relação dos sintomas com o trabalho e na extensão dos impactos sobre a vida da pessoa.</p><p>No burnout, a exaustão, o distanciamento e a sensação de baixa eficácia estão ligados ao contexto profissional. Já a depressão pode afetar diferentes áreas da vida, incluindo relacionamentos, atividades de lazer e a maneira como a pessoa percebe a si mesma e o futuro.</p><p>“Uma pergunta que pode ajudar é: ‘Quando estou longe do trabalho, consigo descansar emocionalmente e sentir prazer em alguma coisa?’. Se a resposta passa a ser não de forma persistente, precisamos olhar para além do burnout”, orienta a especialista.</p><p>Isso não significa que seja necessário esperar os sintomas atingirem outras áreas para procurar ajuda.</p><p>“Não é necessário chegar ao limite para buscar atendimento. Quanto mais cedo identificamos o esgotamento, maiores são as possibilidades de interromper esse ciclo antes que ele se agrave”, destaca.</p><p><strong>Por que descansar no fim de semana nem sempre resolve?</strong></p><p>Tirar algumas horas de folga ou descansar durante o fim de semana pode não ser suficiente quando as condições que provocam o estresse permanecem.</p><p>A American Psychological Association aponta fatores associados ao burnout, como excesso de demandas, pouca autonomia, falta de suporte e reconhecimento, além de ambientes profissionais tóxicos ou injustos.</p><p>“Se a pessoa passa a semana inteira submetida a uma rotina que ultrapassa seus limites e tenta compensar tudo dormindo ou descansando no fim de semana, mas retorna para o mesmo cenário na segunda-feira, o problema tende a se repetir. É preciso olhar não apenas para o indivíduo, mas também para aquilo que está produzindo o adoecimento”, explica a médica.</p><p>Por isso, a prevenção não depende apenas de estratégias individuais. Também é necessário avaliar as condições de trabalho, a carga de tarefas, o suporte disponível e a possibilidade de mudanças na rotina profissional.</p><p><strong>Irritabilidade também pode ser sinal de depressão?</strong></p><p>Sim. O sofrimento psíquico nem sempre se manifesta inicialmente como tristeza ou choro frequente.</p><p>“Muitas pessoas imaginam que depressão significa necessariamente estar chorando o tempo todo. Mas irritabilidade, impaciência, dificuldade de concentração, alterações no sono, falta de energia e perda de interesse também podem fazer parte do quadro”, explica Dra. Luana.</p><p>Mudanças persistentes no comportamento merecem atenção, especialmente quando a pessoa percebe que perdeu o interesse por atividades habituais ou encontra dificuldade para manter sua rotina.</p><p class="         "><strong>Quais sinais indicam que é hora de procurar ajuda?</strong></p><p class="   ">Segundo a especialista, alguns sinais merecem atenção quando persistem ou prejudicam o cotidiano:</p><p class="  ">- Cansaço que continua mesmo após períodos de descanso; - Perda de interesse por atividades que antes davam prazer; - Irritabilidade frequente ou isolamento social; - Alterações importantes no sono; - Dificuldade de concentração; - Sensação constante de incapacidade ou fracasso; - Sentimentos excessivos de culpa; - Desesperança em relação ao futuro; - Queda significativa no rendimento profissional e pessoal; - Sintomas que continuam mesmo durante o afastamento do trabalho. - A presença de um ou mais desses sinais não confirma, por si só, um quadro depressivo. O que importa é observar as mudanças, sua persistência e os prejuízos causados.</p><p>“O sofrimento não precisa ser incapacitante para ser legítimo. Se a pessoa percebe uma mudança persistente na maneira como pensa, sente e se relaciona com a própria vida, já existe motivo suficiente para buscar avaliação profissional”, ressalta a médica.</p><p><strong>Como é feito o tratamento?</strong></p><p>Quando existe depressão associada ao burnout, férias ou afastamento temporário do trabalho podem não ser suficientes. O acompanhamento depende de uma avaliação individualizada, capaz de identificar os fatores envolvidos e as necessidades de cada pessoa.</p><p>“Precisamos entender o que está acontecendo: se é um esgotamento relacionado exclusivamente ao trabalho, se existe ansiedade, depressão, alteração do sono ou uma combinação desses fatores. O tratamento depende dessa avaliação e pode envolver mudanças na rotina, psicoterapia, acompanhamento médico e, quando indicado, medicação”, afirma Dra. Luana.</p><p>A médica reforça que reconhecer os primeiros sinais e procurar atendimento não deve ser encarado como demonstração de fraqueza.</p><p>“Cuidar da saúde mental antes de chegar ao limite não é sinal de fragilidade. É uma forma de prevenção. O objetivo não deve ser descobrir quanto uma pessoa consegue suportar, mas identificar quando os limites foram ultrapassados e agir antes que o sofrimento se torne ainda maior”, conclui.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-10-09/burnout-pode-virar-depressao--veja-os-sinais-de-alerta.html</link><dc:creator>PH Lopes</dc:creator><media:credit>Imagem criada por IA </media:credit><author>PH Lopes</author><keywords>saúde mental, burnout, depressão, esgotamento profissional, qualidade de vida</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac8018faa9574ca5cbf1916</guid><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 21:44:30 +0000</pubDate><title>Aedes aegypti: El Niño coloca 49% das cidades em alerta</title><description>Levantamento aponta risco em quase metade dos municípios e maior concentração de focos nos lares</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cq/v9/by/cqv9byobastqcvtyj1gp0rdxf.jpg"><figcaption>A colaboração da população é fundamental para reduzir a proliferação do mosquito Aedes aegypti<span class="copyright">Imagem criada por IA </span></figcaption></figure><p>Com o objetivo de orientar ações antecipadas de vigilância antes do período de maior risco sazonal e diante do fenômeno <a href="https://www.google.com/goto?url=CAESpwEB6zswFW3jP2mjQ6SkM5imcFAZG3BeCP3892Ji1Mw3yVh81MXIU8tQ7j9_Y_yzo8pXKTl_R3OwTSR0FOfeZb7NQQ_fH7_lJvKgzHsd5CHdP3vwF9boa5EymM5gIxlVi9lWl_SR7Kx89vT6Q72Q9NHzL-u8JVOkcPimmi95zwBTaoozMSSAbfjAFsHyx54fiL2PFo1GTWXa6LFFYt3l1b9NYv8A3P2npA" target="_blank" rel="noopener nofollow">El Niño</a>, o Ministério da Saúde revelou que quase metade <strong>(49,2%) dos 3.732 municípios</strong> analisados no 2º ciclo do LIRAa de 2026 está em situação de alerta ou risco para a infestação pelo Aedes aegypti.</p><p>Realizado entre maio e agosto de 2026, o levantamento identifica os <strong>principais focos</strong> do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, levando um diagnóstico estratégico para que os gestores de saúde estabeleçam ações de prevenção voltadas à realidade da comunidade.</p><p>A maior parte dos criadouros identificados <strong>(42,3%)</strong> concentra-se em <strong>recipientes domésticos</strong>, como vasos, pratos de plantas e garrafas. Os reservatórios de armazenamento de água representam <strong>26,1%</strong> dos focos, enquanto pneus e resíduos sólidos equivalem a <strong>23%</strong>.</p><p>O perfil dos focos varia regionalmente: <strong>na Região Norte</strong> predominam pneus e entulhos; <strong>no Nordeste</strong> sobressaem-se os reservatórios de água; e <strong>nas Regiões Sudeste,</strong> <strong>Sul e Centro-Oeste</strong> a principal concentração está nos recipientes de plantas e garrafas.</p><p class="     ">Diante do período de maior risco com a aproximação do verão e o fenômeno El Niño, para combater o mosquito, os agentes de saúde e de combate às endemias trabalham lado a lado no atendimento à população. Essa união conta com a <strong>capacitação de 300 mil profissionais</strong> e o uso de recursos modernos, <strong>como armadilhas de ovos</strong> (ovitrampas), <strong>aplicação de inseticidas</strong> em locais públicos, <strong>estações que espalham larvicida e o método Wolbachia.</strong></p><p class="      ">Essas estratégias e os cuidados diários da população refletiram em <strong>uma queda de aproximadamente 70%</strong> nos casos prováveis de dengue em 2026, sendo <strong>470,5 mil</strong> casos até setembro contra 1,5 milhão no mesmo período de 2025, acompanhada por reduções de <strong>43%</strong> nos registros de chikungunya e <strong>35%</strong> nos de zika.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-10-08/aedes-aegypti--el-nio-coloca-49--das-cidades-em-alerta.html</link><dc:creator>Letícia Rodrigues</dc:creator><media:credit>Imagem criada por IA </media:credit><author>Letícia Rodrigues</author><keywords>Mosquito, Aedes Aegypti, Proliferação, Dengue</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac7ea1d3746b0de50c3bb96</guid><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 20:00:00 +0000</pubDate><title>Exame de sangue detecta mais de 50 tipos de câncer</title><description>Teste Galleri chega ao Brasil pelo Einstein para adultos a partir de 50 anos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ej/4w/v6/ej4wv6wdv2dnet182na8vw1kh.jpg"><figcaption>Brasil registrou 29 casos da doença<span class="copyright">Pixabay </span></figcaption></figure><p><strong>O Hospital Israelita Albert Einstein</strong> disponibilizou no Brasil o teste Galleri, o primeiro exame de sangue de detecção precoce multicâncer do país.</p><p>Desenvolvido pela empresa norte-americana GRAIL, o teste foi trazido pela <strong>Gênesis Genomics</strong>, uma parceria do Einstein com o <strong>Grupo Fleury</strong>. A partir de uma única coleta de sangue, a tecnologia consegue identificar sinais específicos de <strong>mais de 50 tipos de câncer antes do aparecimento de sintomas.</strong></p><p>O exame é indicado para pacientes assintomáticos com 50 anos ou mais como um complemento às estratégias tradicionais de rastreamento. Sua chegada ao país ocorre em um momento crítico, visto que o Instituto Nacional de Câncer <strong>(INCA)</strong> <strong>projeta que o Brasil registrará 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028.</strong> Nesse contexto, o diagnóstico precoce se mostra fundamental, pois quanto antes a doença é identificada, maiores tendem a ser as chances de tratamento e cura.</p><p>Diferente dos exames genéticos hereditários, que <strong>avaliam predisposições genéticas ou riscos futuros</strong>, essa biópsia líquida busca por alterações moleculares no momento exato da coleta. O Galleri analisa fragmentos de DNA livre circulante e padrões de metilação (marcadores químicos naturais) para indicar a presença e a provável origem das células tumorais, <strong>alcançando inclusive cânceres sem métodos habituais de rastreamento</strong>, como pâncreas, fígado e ovário.</p><p class="  "> Especialistas ressaltam que o exame atua como <strong>uma ferramenta complementar e não substitui exames consolidados de rotina</strong>, como mamografia e colonoscopia.</p><p><strong>Caso o teste detecte um sinal de câncer</strong>, o paciente deve realizar exames confirmatórios direcionados à origem indicada; se o resultado for negativo, <strong>a orientação é manter apenas o acompanhamento médico de rotina pré-existente.</strong></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-10-08/exame-de-sangue-detecta-mais-de-50-tipos-de-cancer.html</link><dc:creator>Letícia Rodrigues</dc:creator><media:credit>Pixabay </media:credit><author>Letícia Rodrigues</author><keywords>Coleta de Sangue, Albert Einstein, Grupo Fleury, Câncer</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac539000edbd31c6150f443</guid><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 10:00:00 +0000</pubDate><title>Mamas densas: estudo aponta ganho no diagnóstico com ultrassom</title><description>Pesquisa realizada com mais de 60 mil mulheres mostra que a combinação de exames melhora o diagnóstico</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/at/jt/z3/atjtz3czequf4okusgyghz55x.jpg"><figcaption>Prótese de mama<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Uma pesquisa divulgada em maio de 2026 na <strong>revista científica Cancers</strong> demonstrou que associar a ultrassonografia à mamografia melhora expressivamente a identificação do <a href="https://saude.ig.com.br/colunas/carla-brandao/2026-10-06/outubro-rosa-traz-conscientizacao-e-incentiva-a-solidariedade.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">câncer de mama</a> em pacientes com elevada densidade mamária. O levantamento, que acompanhou 63.870 voluntárias em 16 unidades de saúde na Alemanha, apontou 10,7 diagnósticos a cada mil mulheres que realizaram ambas as modalidades de exame, frente a 7,2 por mil entre as que fizeram unicamente a mamografia.</p><p><strong>O que são mamas densas?</strong>  Mamas densas representam apenas uma variação anatômica normal, e não uma doença ou anomalia. As mamas são compostas por três tipos principais de tecidos:  <strong>Tecido glandular</strong>: responsável pela produção de leite durante a lactação.  <strong>Tecido fibroso</strong>: oferece sustentação e forma à mama.  <strong>Tecido adiposo</strong> <strong>(gordura)</strong>: preenche o restante da estrutura mamária.  Ter "mamas densas" significa que existe uma proporção maior de tecido fibroglandular (glandular e fibroso) em comparação ao tecido adiposo, ou seja, a mama possui mais estrutura e menos gordura. Na mamografia, o tecido fibroglandular aparece em tom claro (branco), enquanto a gordura aparece em tom escuro (cinza).  Para a <strong>médica radiologista Lorena Amaral</strong>, do Laboratório Exame, empresa do grupo Dasa no Distrito Federal, a complicação deriva da própria visualização do exame: "O tecido mamário denso e muitos tumores <strong>aparecem em tons claros na mamografia</strong>. É como procurar algo branco em um fundo também branco. Isso pode dificultar a identificação de lesões, mesmo quando o exame é realizado corretamente. Por isso, uma mamografia sem alterações suspeitas não descarta completamente a presença de câncer, especialmente em mulheres com mamas densas", afirma.</p><p><strong>O papel da mamografia e a indicação de exames complementares</strong>  Apesar da necessidade de exames complementares em mamas densas, a mamografia continua sendo o único exame de rastreamento populacional comprovadamente <strong>capaz de reduzir a mortalidade</strong> <strong>por câncer de mama</strong>, pois detecta microcalcificações que outros exames não conseguem identificar. No entanto, para mulheres com mamas densas, a mamografia funciona como um primeiro filtro. Como tanto o tecido fibroglandular quanto eventuais lesões surgem em tons claros no exame, diferenciar visualmente torna-se mais complexo, sendo necessário associar exames como a ultrassonografia para identificar possíveis alterações ocultas.  Nesse contexto, a indicação de exames adicionais é individualizada e <strong>não significa suspeita de câncer</strong>. Além do ultrassom, a tomossíntese pode substituir a mamografia no rastreio quando disponível, e a ressonância magnética pode integrar a investigação em casos de risco elevado. <strong>A escolha depende da idade, do histórico familiar e da densidade mamária</strong>, lembrando que no estudo alemão a adição do ultrassom elevou a taxa de biópsias de <strong>1,5% para 3,2%</strong>. A compreensão clara do laudo traz tranquilidade, pois os exames complementares <strong>são solicitados para</strong> <strong>garantir a precisão do rastreamento</strong>, e não por haver uma anormalidade prévia. </p><p>De acordo com a <strong>médica Fernanda Philadelpho</strong>, coordenadora do Núcleo de Mama do Alta Diagnósticos e da CDPI (RJ), a indicação dos exames deve ser personalizada conforme as particularidades de cada mulher: “A mamografia continua sendo o único exame de rastreamento populacional comprovadamente capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama, pois detecta microcalcificações que outros exames não veem. A diferença é que, <strong>para pacientes com mamas densas, ela atua como um primeiro filtro e precisa ser associada a exames complementares</strong>, como a ultrassonografia mamária, que ajuda a diferenciar a anatomia glandular de uma lesão oculta. Vale destacar que a tomossíntese também pode ser usada no rastreio no lugar da mamografia, quando disponível. Em casos específicos, recursos como a ressonância magnética também podem integrar a investigação individualizada”, destaca.</p><p><strong>Fatores de prevenção e estilo de vida</strong>  Além do rastreamento e do acompanhamento médico regular, <strong>existem hábitos e fatores do dia a dia que ajudam a reduzir o risco geral de desenvolvimento do câncer de mama</strong>:</p><p>Manter o peso corporal saudável, praticar atividade física regularmente, seguir uma alimentação balanceada e nutritiva, evitar o tabagismo, limitar o consumo de álcool e gerenciar adequadamente o estresse.</p><p class="  "> <strong>Diretrizes do SUS e acompanhamento regular</strong></p><p class="  ">No Brasil, o cuidado com a saúde das mamas envolve <strong>diretrizes atualizadas do SUS</strong> e a conscientização reforçada pelo Outubro Rosa. Desde setembro de 2025, mulheres de 40 a 49 anos têm acesso à mamografia no SUS mediante decisão compartilhada com o profissional de saúde, e a faixa prioritária para o rastreamento bienal abrange de 50 a 74 anos. Mais do que realizar os exames na frequência recomendada, a prevenção passa por <strong>integrar hábitos saudáveis, conhecer os próprios fatores de risco, compreender as informações presentes no laudo e manter o acompanhamento médico sempre em dia.</strong></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/cancer/2026-10-08/mamas-densas--estudo-aponta-ganho-no-diagnostico-com-ultrassom.html</link><dc:creator>Letícia Rodrigues</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Letícia Rodrigues</author><keywords>Outubro Rosa, Exame de Mama, Densidade Mamária</keywords><internationalize>false</internationalize><section>56fc4bc4f7632a0e5adec727</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac4753e1024ec82347aa7ec</guid><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 10:44:27 +0000</pubDate><title>Outubro Rosa traz conscientização e incentiva a solidariedade</title><description>Campanha amplia conscientização sobre câncer de mama e iniciativas incentivam doação de cabelos para ajudar a resgatar autoestima durante o tratamento</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/00/xb/2g/00xb2gajmh70tc5dlj07plznb.jpg"><figcaption>Mariana Robrahn - Presidente da ONG Cabelegria<span class="copyright">Arquivo pessoal </span></figcaption></figure><p>Outubro chega acompanhado da cor rosa, por conta da campanha anual realizada, durante todo o mês, para conscientizar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero.</p><p>Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama feminina a cada ano no triênio 2026-2028. O tumor representa cerca de 30% dos casos novos de câncer entre as mulheres, excluindo os tumores de pele não melanoma.</p><p>A doença também produz impactos que vão além do tratamento clínico. Para muitas pacientes, a queda dos cabelos provocada pela quimioterapia representa uma mudança visível na própria imagem e pode afetar autoestima, identidade e a maneira como a pessoa se reconhece diante do espelho.</p><p>É nesse espaço que iniciativas de solidariedade merecem destaque. A Cabelegria, ONG fundada em 2013 por Mariana Robrahn e Mylene Duarte, arrecada cabelos, transforma as doações em perucas e as distribui gratuitamente a pacientes oncológicos. A organização conta já ter recebido mais de 420 mil doações de cabelo e confeccionado e doado mais de 14 mil perucas.</p><p>“Eu acho muito bonito perceber o quanto as pessoas estão dispostas a doar quando entendem o impacto que aquele gesto pode ter. E não são só mulheres: recebemos cabelos de homens, mulheres e crianças de todas as idades", conta Mariana Robrahn, fundadora e presidente da Cabelegria.</p><h2>Os cabelos chegam à ONG por diferentes caminhos: diretamente na sede, pelos Correios, por pontos de coleta e por ações realizadas em empresas, hospitais, shoppings e outros espaços. A Cabelegria também mantém um Banco de Perucas Móvel. “Muitas vezes existe uma história por trás daquele corte”, explica Mariana. “Uma pessoa que teve alguém próximo que passou pelo câncer, uma criança que deixou o cabelo crescer especialmente para doar, uma família que resolveu fazer isso junto. E também existem pessoas que simplesmente conheceram o trabalho e decidiram ajudar.”</h2><p>A transformação da mecha em uma peruca envolve várias etapas. Os cabelos recebidos passam por organização e triagem, sendo separados segundo características como cor, comprimento e tipo. “Uma peruca não necessariamente é feita com o cabelo de uma única pessoa”, explica Mariana. “Podemos precisar reunir cabelos de diferentes doadores até termos quantidade e características suficientes para produzir uma peça.”</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/55/ug/c3/55ugc3u955ojwymt8linzri8w.jpg"><figcaption>Luana Aguiar incentiva e desmistifica a doação de cabelos <span class="copyright">Arquivo pessoal </span></figcaption></figure><p>A história de Luana Aguiar como doadora começou cedo. Hoje com 20 anos, ela fez sua primeira doação de cabelo aos 10, depois de conhecer a Cabelegria por meio de uma prima que havia enfrentado um câncer e perdido os cabelos durante o tratamento. “Por ter acompanhado de perto o que ela passou, comecei a entender como uma peruca poderia fazer diferença para quem está enfrentando esse momento”, conta.</p><p>Luana cortou o cabelo no salão que frequentava desde criança. Depois, colocou a mecha em um pacote e enviou pelos Correios para a ONG. O que ela não esperava era receber, algum tempo depois, uma fotografia que mostrava uma menina usando uma peruca confeccionada com seu cabelo. “Foi muito emocionante ver que aquele cabelo que era meu tinha se transformado em algo tão importante para outra pessoa”, lembra.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bc/cg/a3/bccga3x8pnnhx7yn9untqfmx5.jpg"><figcaption>Glaucia Mitsue Daizem - 'Eu usei muita touca por conta do calor, mas de peruca era como me ver no espelho e não lembrar que estava doente'<span class="copyright">Arquivo pessoal </span></figcaption></figure><p>A trajetória de  Glaucia Mitsue Daizem reúne as duas pontas dessa corrente. Ela conheceu o trabalho da Cabelegria depois de uma reportagem exibida em um programa de televisão e passou a doar cabelos regularmente. Sempre que atingia o comprimento necessário, fazia uma nova doação. Anos depois, foi ela quem precisou, quando teve câncer de mama: "Durante meu tratamento em 2025, quando começou a cair meu cabelo, usei a peruca”, conta.  </p><h2>“Eu usei muita touca por conta do calor, mas de peruca era como me ver no espelho e não lembrar que estava doente.”</h2><p>Durante o tratamento, Glaucia contou com acompanhamento psicológico e descreve a perda dos pelos do corpo como uma experiência difícil. “Mesmo sabendo que ia ficar sem cabelo, a sensação de perdê-lo é devastadora”, afirma.</p><p><strong>Outubro Rosa</strong> mobiliza, mas a necessidade permanece o ano inteiro Para Mariana, o mês de outubro tem um papel importante justamente por ampliar a visibilidade da causa. <strong>Empresas, hospitais, shoppings, salões de beleza e outras instituições procuram a Cabelegria para organizar campanhas, cortes solidários e arrecadações. “Outubro é, sem dúvida, um período de mobilização muito maior”, afirma.</strong></p><h2>“O Outubro Rosa é extremamente importante para conscientizar e mobilizar, mas um dos nossos objetivos é justamente fazer com que essa solidariedade e esse olhar para quem está em tratamento continuem depois que outubro termina”, completa Mariana.</h2><p>Clica para conhecer: <a href="https://www.cabelegria.org/">https://www.cabelegria.org/</a></p><p><strong>ATENÇÃO:</strong>  A Cabelegria informa que aceita cabelos de diferentes tipos, inclusive com química e coloração, e estabelece 15 cm como comprimento mínimo para doação.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/carla-brandao/2026-10-06/outubro-rosa-traz-conscientizacao-e-incentiva-a-solidariedade.html</link><dc:creator>Carla Brandão</dc:creator><media:credit>Arquivo pessoal </media:credit><author>Carla Brandão</author><keywords>outubro rosa, cabelegria, câncer de mama, doação</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68b0bcbb8deafbbe06b44927</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac38852b29a5ddb32b8b953</guid><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 13:34:41 +0000</pubDate><title>Anvisa: lista de cosméticos que podem ter fabricação artesanal</title><description>Norma define categorias autorizadas, limita alegações sobre os produtos e estabelece advertências obrigatórias de segurança nos rótulos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6f/k4/bf/6fk4bfx0go43synutyppw5fl3.jpg"><figcaption>Creme cosmético<span class="copyright">Gerada por IA </span></figcaption></figure><p>A <strong>Agência Nacional de Vigilância Sanitária</strong> (<strong>Anvisa</strong>) publicou nesta segunda-feira (5) a <strong>lista de produtos</strong> de higiene pessoal, cosméticos e perfumes que <strong>poderão ser produzidos de forma artesanal</strong> no país.</p><p>A medida define sete categorias de produtos autorizados, além de regras para rotulagem, publicidade e segurança. Veja a seguir:</p><ul><li>produtos de perfumaria com base alcoólica, como perfumes, colônias e águas perfumadas;</li><li>odorizantes de ambiente, incluindo velas aromáticas, sachês perfumados, difusores e sprays;</li><li>produtos sólidos para banho e imersão, como sais e bombas de banho;</li><li>dabonetes sólidos para o corpo;</li><li>xampus e condicionadores sólidos;</li><li>óleos, manteigas corporais e bálsamos;</li><li>desodorantes axilares em barra sem sais de alumínio.</li></ul><p>A norma entra em vigor 60 dias e busca orientar os produtores artesanais sobre os tipos de produtos permitidos, as alegações que podem ser feitas aos consumidores e as advertências obrigatórias que devem constar nos rótulos.</p><p>Segundo a Anvisa, os produtores deverão observar critérios específicos para cada categoria na formulação, apresentação e rotulagem dos produtos.</p><h2>Limites </h2><p>A instrução normativa também estabelece restrições às informações que podem ser associadas aos produtos artesanais.</p><p>Perfumes e colônias, por exemplo, poderão informar que perfumam a pele e proporcionam sensação de frescor, mas não poderão ser divulgados como antitranspirantes, antissépticos ou hidratantes.</p><p>Da mesma forma, sabonetes artesanais poderão indicar funções de limpeza e higiene da pele, mas não poderão prometer efeitos terapêuticos, antiacne, clareadores ou antibacterianos.</p><p>Nos xampus e condicionadores sólidos, serão permitidas alegações relacionadas à limpeza, condicionamento e brilho dos cabelos. Já promessas de combate à queda, tratamento da caspa ou estímulo ao crescimento capilar ficam proibidas.</p><p>A norma também veda a atribuição de efeitos terapêuticos, anti-inflamatórios, antienvelhecimento ou de proteção solar a produtos como óleos e manteigas corporais produzidos artesanalmente.</p><h2>Advertências </h2><p>Todos os grupos deverão trazer alertas mínimos de segurança: uso externo, suspensão do uso em caso de irritação e evitar contato com os olhos e mucosas.</p><p>Alguns produtos também deverão apresentar avisos específicos, no caso de serem inflamáveis, por exemplo.</p><p>A Anvisa ainda determina que diversos desses produtos não sejam destinados ao uso por bebês, crianças, gestantes e idosos, informação que deverá estar expressa na rotulagem.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-10-05/anvisa--lista-de-cosmeticos-que-podem-ter-fabricacao-artesanal.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Gerada por IA </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, Anvisa, Cosmeticos, Diario Oficial da Uniao</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac11115ad4a0dfa72ca73c9</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 15:01:39 +0000</pubDate><title>Campanha busca engajamento para reduzir desperdício de alimento</title><description>Iniciativa atenta para a disparidade entre o desperdício de 30% da produção e as 55 milhões de pessoas em algum nível de insegurança alimentar</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ad/d6/mj/add6mj9xpxaz3i6jc7mdh5q4m.jpg"><figcaption>Campanha busca engajamento para reduzir desperdício de alimento<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>A <strong>campanha #FazAXepa</strong> chega às redes sociais de restaurantes, empresas e às feiras e mercados com o objetivo de <strong>reduzir</strong> o <strong>desperdício de alimentos</strong> e transformar a forma como as pessoas percebem os alimentos que estão fora dos padrões estéticos, por causa de desafios logísticos ou falhas operacionais.</p><p>A iniciativa do programa <strong>Brasil Sem Desperdício</strong>, uma cooperação das organizações sociais WWF-Brasil e o Waste & Resources Action Programme (Wrap), chama a atenção para a disparidade entre o desperdício de <strong>30%</strong> do que é produzido pelo Brasil e a existência de 55 milhões de brasileiras e brasileiros, que vivem algum nível de insegurança alimentar, segundo dados do IBGE.</p><p>“A iniciativa parte da compreensão de que o desperdício não acontece apenas por falta de planejamento, mas também por padrões culturais que nos levam a rejeitar alimentos perfeitamente próprios para consumo por questões estéticas ou pela ideia equivocada de abundância”, destaca Luiza Soares, líder do programa Brasil Sem Desperdício.</p><p>Para aproximar o conceito do dia a dia das pessoas, a campanha faz uso do termo xepa, aplicado às sobras do fim da feira, para propor uma mudança de comportamento em que o que está fora de padrão ganha o valor de ingrediente fundamental na alimentação e nos negócios de todo o país.</p><p>Ao longo de todo o mês de outubro, marcado pelo Dia Mundial da Alimentação, dia 16, a campanha terá ações com a atriz Laila Zaid e a chef Bel Coelho em feiras e restaurantes populares para debater o assunto.</p><p>Também serão veiculados nas redes sociais do programa das empresas parceiras vídeos com entrevistas, declarações e receitas com alimentos maduros, rejeitados, fora do padrão estético ou próximos do descarte.</p><p>De acordo com Luiza Soares, a expectativa é estimular uma reflexão coletiva sobre a forma como atribuímos valor aos alimentos e incentivar mudanças concretas de comportamento. “Queremos que mais pessoas passem a enxergar o aproveitamento dos alimentos como uma prática simples, possível e desejável”, diz.</p><p>Para os organizadores da campanha, além da segurança alimentar, o desperdício de alimento também significa desperdício de recursos naturais e energéticos empregados na produção e descarte, que causam impactos ambientais e climáticos.</p><p>“O desperdício de alimentos é, ao mesmo tempo, uma ineficiência econômica, uma pressão ambiental e uma injustiça social”, reforça Luiza.</p><p>Para responder a essa ineficiência, a campanha busca o engajamento de todos os setores da sociedade, desde o consumidor até as grandes empresas que comercializam alimentos e as organizações sociais e pesquisadores que possam propor inovações e soluções para estancar o desperdício.</p><p>“A transformação não virá de iniciativas isoladas, ela depende da capacidade de empresas, governos, academia e sociedade colaborarem em torno de um objetivo comum, compartilhando aprendizados e definindo novos padrões”, avalia Luiza Soares.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-10-03/campanha-busca-engajamento-para-reduzir-desperdicio-de-alimento.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Geral, alimentacao, desperdicio de alimentos, FazAXepa, Xepa, Brasil sem desperdicio, campanha</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac10d3fd5091e146709413c</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 14:39:23 +0000</pubDate><title>Creatina ajuda a ganhar músculos mesmo sem exercícios?</title><description>Estudo mostra que substância gera massa magra e pode beneficiar funções cognitivas em pessoas sedentárias; entenda em que situações ela pode ajudar</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/c6/ez/zt/c6ezzto51buvvlhmxoy3faftz.jpg"><figcaption>Creatina e proteína realmente ajudam na massa muscular?<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Os <strong>benefícios</strong> da <strong>creatina</strong> podem ir além da academia. A <strong>substância</strong> é um dos <strong>suplementos</strong> mais populares para ganhar <strong>massa muscular</strong>, melhorar o desempenho esportivo e favorecer um envelhecimento saudável.</p><p>Agora, um estudo publicado na revista Journal of the International Society of Sports Nutrition revela que a creatina não beneficiou apenas pessoas que praticavam exercícios, mas também aquelas que não se exercitavam.</p><h2>Resultados para pessoas ativas e sedentárias</h2><p>Os autores acompanharam, durante 12 semanas, 64 participantes saudáveis entre 45 e 65 anos. Os voluntários puderam escolher entre um programa estruturado de exercícios e perda de peso com dieta ou integrar o grupo sem atividade física. Cada participante recebeu aleatoriamente 10 gramas diárias de creatina monohidratada ou placebo.</p><p>Ao final do período, os participantes que não fizeram exercícios, mas tomaram o suplemento, ganharam cerca de 1,1 kg de massa magra em 12 semanas e apresentaram melhora na força em exercícios como leg press e supino.</p><p>Já os participantes do grupo ativo, que realizaram três sessões semanais de exercícios, registraram aumentos significativos de força e resistência até a exaustão, além de ganharem 1,35 kg de massa magra e reduzirem a gordura corporal.</p><p>Por outro lado, a creatina não trouxe melhorias na capacidade aeróbica, confirmando que sua principal função está relacionada ao aumento da força e da potência muscular.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4z/yi/le/4zyiley01lmgbe1vg61c4tkxr.jpg"><figcaption>Creatina ajuda a ganhar músculos mesmo sem exercícios<span class="copyright">Conteúdo gerado por IA </span></figcaption></figure><h2>Por que a alimentação comum não é suficiente</h2><p>A creatina é um composto natural que ajuda a repor a energia das células e potencializa a força e o desempenho muscular. O organismo a produz naturalmente, e ela também está presente em carnes e peixes. No entanto, a alimentação comum não fornece quantidades suficientes para atingir os níveis utilizados no estudo.</p><p>Em comunicado da Universidade Texas A&M, o pesquisador principal Richard Kreider afirmou que seria necessário consumir entre 2,2 e 4,5 kg de carne ou peixe por dia para alcançar 10 gramas de creatina. Por isso, a suplementação é considerada uma alternativa mais prática e viável.</p><h2>Efeitos sobre a perda de peso</h2><p>O estudo também apontou um benefício importante para programas de emagrecimento: a possibilidade de perder gordura preservando a massa muscular.</p><p>Segundo os autores, esta é a primeira pesquisa a demonstrar que a adição de creatina a um programa de dieta e exercícios gera uma redução maior do percentual de gordura corporal do que dieta e atividade física isoladamente.</p><h2>Proteção cognitiva e envelhecimento saudável</h2><p>Os resultados têm implicações relevantes para o combate à perda de massa muscular associada ao envelhecimento e também sugerem possíveis benefícios para a memória e a função cognitiva.</p><p>Em entrevista ao podcast Simple Questions, Kreider afirmou que "a creatina por si só, sem qualquer treinamento, proporcionou alguns benefícios cognitivos" e que os participantes também demonstraram maior resistência muscular mesmo sem praticar exercícios.</p><h2>Ainda faltam mais evidências científicas</h2><p>Apesar do entusiasmo em torno dos resultados, especialistas destacam limitações importantes.</p><p>No início deste ano, em entrevista ao podcast Health vs Hype, o diretor médico da empresa de saúde Geisinger, Jason Mitchell, alertou para expectativas exageradas. Segundo ele, muitos influenciadores afirmam que a creatina, por si só, promove perda de gordura, mas isso não corresponde às evidências científicas.</p><p>"Você ouve influenciadores dizendo: ‘Tome creatina e perderá gordura', mas isso não é verdade. Ela funciona porque, quando associada ao treinamento de força, aumenta a massa magra e, consequentemente, reduz a proporção de gordura corporal”, explicou Mitchell.</p><p>Além disso, um estudo realizado em 2019 com 200 mulheres idosas não encontrou mudanças conclusivas na massa magra nem na força em participantes que não realizavam treinamento físico.</p><p>Mitchell acrescentou que, embora existam dados preliminares considerados "interessantes" sobre possíveis efeitos da creatina na memória, as evidências ainda não são conclusivas. Segundo ele, também não há comprovação de benefícios para casos de demência ou condições semelhantes.</p><p>A questão central é saber se um suplemento caro e amplamente divulgado nas redes sociais realmente oferece os mesmos benefícios para todas as pessoas. Por enquanto, a creatina pode ser utilizada como complemento à prática de exercícios físicos, mas não deve ser vista como substituta da atividade física regular</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/alimentacao-bemestar/2026-10-03/creatina-ajuda-a-ganhar-musculos-mesmo-sem-exercicios-.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>Ciencia e Saude, creatina, massa muscular, massa magra</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4fbfd5a11d5c65be63001381</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac0089a2d3829c93f771dfb</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 11:00:00 +0000</pubDate><title>Quais os efeitos colaterais das canetas emagrecedoras ?</title><description>Entenda as reações no estômago e na boca trazidas pelo tratamento e saiba como se proteger com o acompanhamento correto</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/c0/hb/jf/c0hbjfyfmisni3l4rm4mo4cob.jpg"><figcaption>Anvisa proíbe as canetas emagrecedoras, a fim de proteger a saúde da população<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>As chamadas "<a href="https://saude.ig.com.br/2026-06-02/caneta-emagrecedora-feita-no-brasil-chega-as-farmacias.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">canetas emagrecedoras</a>" agem desacelerando a digestão e aumentando a sensação de saciedade. Contudo, esse processo de adaptação do estômago e a rápida perda de peso <strong>podem desencadear reações adversas</strong>, que vão desde desconfortos simples e frequentes até complicações mais sérias.</p><p><strong>Alterações na saúde bucal:</strong> A menor ingestão de alimentos e líquidos durante o tratamento reduz o fluxo de saliva e <strong>afeta diretamente a saúde bucal</strong>. Essa falta de saliva provoca a boca seca e desencadeia a mau hálito, causada tanto pelo acúmulo de placa branca na língua (que solta gases de cheiro forte) quanto pela queima rápida de gordura ao comer menos. Para completar, como a saliva funciona como um protetor natural que neutraliza os ácidos dos alimentos, o ressecamento constante desgasta o esmalte dos dentes, <strong>aumentando o risco de cáries</strong>.</p><p><strong>Alterações no metabolismo e gastrointestinais:</strong> Como o remédio <strong>desacelera a digestão</strong>, no começo do tratamento ou ao subir a dosagem é frequente ter problemas digestivos como enjoo, vômito, diarreia, prisão de ventre, azia e estômago cheio. O medicamento também pode <strong>provocar mudanças no metabolismo</strong>, sendo a hipoglicemia (açúcar baixo no sangue) o principal alerta, especialmente para quem tem diabetes e toma insulina ou remédios parecidos.</p><p><strong>Reações incomuns ou complicações graves:</strong> Embora menos frequentes, também podem ocorrer <strong>sintomas mais raros</strong> <strong>ou graves</strong> que exigem atendimento médico imediato. Entre elas estão as reações alérgicas severas (como anafilaxia e inchaço grave), a pancreatite (dor forte e contínua na barriga que pode ir para as costas, acompanhada de vômitos), pedras na vesícula (associadas à perda de peso muito rápida) e a insuficiência renal.</p><p><strong>Acompanhamento e prevenção:</strong> Para usar esses medicamentos com segurança, o <strong>acompanhamento médico é essencial</strong> e as visitas ao dentista devem ocorrer a cada 3 a 6 meses. Além disso, hábitos simples no dia a dia, como beber bastante água, usar estimulantes de saliva e pastas com flúor, garantem um emagrecimento saudável e sem descuidar da sua boca.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/alimentacao-bemestar/2026-10-03/quais-os-efeitos-colaterais-das-canetas-emagrecedoras--.html</link><dc:creator>Letícia Rodrigues</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Letícia Rodrigues</author><keywords>GLP1, Canetas Emagrecedoras, Efeito Colateral</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4fbfd5a11d5c65be63001381</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac00eec033dd269232e9fe9</guid><pubDate>Sat, 03 Oct 2026 04:15:15 +0000</pubDate><title>Renan Bastos explica por que descanso também é produtividade</title><description>À frente da RC Crown, Renan inclui saúde, descanso e bem-estar na rotina e defende uma relação mais equilibrada com a alta performance</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1a/yp/1b/1ayp1b57xb2f8ema3lymlkb8t.jpg"><figcaption>Renan Bastos especialista em relógios de luxo e CEO da RC Cronw<span class="copyright">Acervo Pessoal / Divulgação </span></figcaption></figure><p>Durante muito tempo, a alta performance no mundo dos negócios esteve associada a agendas lotadas, jornadas extensas e poucas horas de sono. Estar constantemente ocupado chegou a ser tratado como sinal de produtividade e até de sucesso.</p><p>Para <strong>Renan Bastos</strong>, fundador e CEO da RC Crown, essa lógica começou a dar espaço a uma visão diferente: desempenho sustentável depende não apenas da intensidade do trabalho, mas também da capacidade de preservar energia, concentração e saúde ao longo do tempo.</p><p>“Por muito tempo, criou-se essa ideia de que, para empreender, você precisa estar disponível o tempo inteiro, dormir pouco e fazer do trabalho a sua vida. Hoje eu penso diferente. Não adianta construir um negócio e, no processo, deixar a própria saúde de lado”, afirma.</p><p>Na prática,<a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow"> Renan diz que passou a observar não somente quantas horas dedica ao trabalho</a>, mas a qualidade dessas horas.</p><p>Para ele, uma agenda cheia não necessariamente representa produtividade. A capacidade de tomar boas decisões, manter concentração e executar com consistência também depende de como o empresário administra o próprio corpo e os períodos de recuperação.</p><p><strong>Alta performance além das horas trabalhadas</strong></p><p>Popularizado nos últimos anos, o conceito de wellness costuma aparecer associado a exercícios, alimentação, descanso e autocuidado. No ambiente empresarial, no entanto, a discussão começa a ganhar outra dimensão: como manter um nível elevado de desempenho sem transformar excesso de trabalho em método permanente de gestão.</p><p>Renan afirma que deixou de enxergar esses cuidados apenas como atividades paralelas à rotina profissional.</p><p>“Eu não vejo wellness como uma questão puramente estética. É conseguir acordar bem, ter disposição, cuidar do corpo, descansar e também entender que existem momentos em que você precisa sair do modo trabalho. Isso interfere diretamente na maneira como eu tomo decisões e encaro o meu dia”, conta.</p><p>A mudança também alterou sua percepção sobre produtividade.</p><p>“Trabalhar 12 ou 14 horas não significa necessariamente produzir mais. Às vezes você está trabalhando há muitas horas, mas sua capacidade de decisão e concentração já caiu muito. Para mim, alta performance não é simplesmente trabalhar mais. É conseguir estar realmente bem quando você precisa performar”, afirma.</p><p>Nesse sentido, descanso e recuperação deixam de ser vistos como o oposto da produtividade e passam a fazer parte dela.</p><p><strong>Saúde precisa entrar na agenda</strong></p><p>Para empresários e executivos, um dos principais obstáculos é justamente a ausência de uma rotina previsível. Compromissos, decisões, problemas operacionais e oportunidades surgem constantemente.</p><p>Renan afirma que, por isso, deixou de esperar por períodos menos movimentados para cuidar da própria saúde.</p><p>“Quem empreende sempre vai ter alguma coisa para resolver. Se você esperar a agenda ficar vazia para cuidar de você, provavelmente nunca vai acontecer. Em algum momento, precisa entender que saúde e bem-estar também ocupam espaço na agenda.”</p><p>A lógica, segundo ele, é semelhante à utilizada na administração de uma empresa: aquilo que é considerado prioridade precisa receber tempo e atenção de forma intencional.</p><p><strong>Performance como projeto de longo prazo</strong></p><p>Mais do que utilizar hábitos de wellness como uma ferramenta para aumentar produtividade imediatamente, Renan afirma que o objetivo é construir uma relação sustentável com o trabalho.</p><p>Essa perspectiva também questiona uma cultura empresarial que, durante anos, valorizou jornadas excessivas como demonstração de comprometimento.</p><p>“Eu continuo extremamente focado e gosto de trabalhar. O que mudou foi entender que viver permanentemente no limite não é necessariamente sinal de alta performance.”</p><p>Para ele, existe uma diferença importante entre intensidade e consistência.</p><p>“Você pode operar no limite durante alguns meses. O desafio é conseguir continuar tomando boas decisões, liderando, crescendo e mantendo energia durante dez ou vinte anos. Para mim, alta performance de verdade tem muito mais relação com consistência do que com exaustão”, afirma.</p><p>A busca passa, portanto, menos por fazer o máximo possível todos os dias e mais por construir uma rotina que permita manter elevado nível de execução ao longo dos anos.</p><p>“Eu quero fazer o que faço bem e continuar fazendo isso por muito tempo. Crescer profissionalmente não deveria exigir destruir outras áreas da vida no processo. Para mim, esse equilíbrio também faz parte do que significa ter sucesso”, conclui.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-03/renan-bastos-explica-por-que-descanso-tambem-e-produtividade.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo Pessoal / Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>SAÚDE, Renan Bastos, RC Crown</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac011aa033dd269232e9feb</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 22:00:00 +0000</pubDate><title>O que interfere na qualidade do ultrassom? Especialista explica</title><description>Dr. Vinicius Majdalani, cirurgião vascular, explica por que tecnologia, experiência e execução técnica precisam caminhar juntas durante o exame</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/a9/wp/0g/a9wp0g039l8xo78yq6sq4im35.jpg"><figcaption>Dr. Vinicius Majdalani explica quais fatores podem interferir na qualidade de um ultrassom vascular.<span class="copyright">Acervo Pessoal / Divulgação </span></figcaption></figure><p>A evolução dos aparelhos de ultrassom trouxe imagens mais detalhadas, maior capacidade de processamento e novos recursos para auxiliar diagnósticos. Mas, na ecografia vascular, contar com equipamentos modernos não é, sozinho, garantia de um exame de qualidade.</p><p>Parte importante do resultado depende das decisões tomadas pelo profissional durante a própria investigação. Posicionamento e angulação do transdutor, ajustes do equipamento, reconhecimento da anatomia, escolha dos segmentos examinados e interpretação dos padrões encontrados interferem diretamente na informação que chegará ao médico.</p><p>“O aparelho entrega informação, mas é o profissional que precisa saber como procurá-la. Você pode ter uma tecnologia excelente à disposição e ainda assim não aproveitar tudo o que ela oferece se não houver domínio da técnica, da anatomia e da fisiologia vascular”, afirma o cirurgião vascular <strong>Dr. Vinicius Cruz Majdalani</strong>.</p><p>Formado em Medicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Majdalani concluiu residências em Cirurgia Geral e Cirurgia Vascular e obteve certificação de atuação em Ecografia Vascular com Doppler. Ao longo de mais de 17 anos de atuação profissional na área vascular, passou a combinar o atendimento aos pacientes com a formação de outros profissionais.</p><p>O médico participou da implantação do primeiro curso de Ultrassonografia Vascular da Bahia, no qual permaneceu durante sete anos como coordenador e instrutor. Nesse período, o desafio deixou de ser apenas executar exames e passou a envolver também a transformação da experiência prática em conhecimento que pudesse ser compreendido e reproduzido por outros profissionais.</p><p><strong>Por que o ultrassom depende do profissional?</strong> Diferentemente do que pode parecer para quem observa apenas a imagem pronta no monitor, a <a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow">ultrassonografia é construída</a> durante sua execução. O profissional precisa localizar estruturas, obter imagens adequadas, realizar medidas, reconhecer alterações, modificar parâmetros quando necessário e decidir quando um achado exige investigação adicional.</p><p>Isso ajuda a explicar por que Majdalani passou a dedicar parte de sua trajetória à formação prática. A experiência acumulada entre a realização de exames e o ensino levou o médico a organizar o treinamento em torno da aproximação progressiva entre conhecimento teórico, observação, execução supervisionada e interpretação.</p><p>“Eu não acredito que alguém aprenda ecografia vascular apenas memorizando um protocolo. O protocolo é indispensável, mas o profissional precisa entender o que está vendo e saber o que fazer quando o exame não se apresenta exatamente como estava no livro”, diz.</p><p>Durante os anos em que esteve à frente da formação em ultrassonografia vascular, Majdalani realizou também centenas de exames em contexto de ensino. A experiência ajudou a transformar situações encontradas na rotina clínica em material de treinamento, aproximando a formação técnica das decisões que surgem diante de um paciente real.</p><p>“Existe uma diferença entre repetir etapas e compreender o exame. Quando ensino, quero que o profissional consiga justificar por que fez determinada manobra, por que mudou um parâmetro e por que decidiu investigar um segmento com mais atenção. É isso que transforma a execução em raciocínio clínico”, explica Majdalani.</p><p><strong>Da experiência individual à formação de outros médicos</strong> A transferência de conhecimento não ficou restrita à ultrassonografia. Majdalani também acumulou experiência na disseminação de procedimentos vasculares, incluindo atividades de treinamento e acompanhamento técnico de cirurgiões vasculares na Bahia, em Sergipe e no Rio Grande do Sul.</p><p>Esse tipo de atuação ajudou a definir uma característica de sua trajetória: utilizar a experiência adquirida na prática não apenas no atendimento individual, mas também na capacitação de outros profissionais.</p><p>“Quando uma técnica nova chega, o impacto não deveria terminar no primeiro médico que aprendeu a utilizá-la. Existe uma responsabilidade de transmitir conhecimento, discutir indicação, mostrar limites e acompanhar os primeiros casos. É assim que uma inovação deixa de ser pontual e passa a fazer parte de uma prática médica mais consistente”, afirma.</p><p>O cirurgião também levou parte dessa experiência para a produção acadêmica. É coautor de capítulos médicos relacionados ao uso de plugs e coils em embolização, técnicas de ablação térmica para doença das veias safenas e critérios de acompanhamento por Duplex Scan após procedimentos de ablação térmica.</p><p>A combinação entre assistência, incorporação de técnicas e formação de profissionais fez com que o ensino deixasse de ocupar um espaço paralelo em sua carreira e passasse a funcionar como uma forma de ampliar o alcance do conhecimento acumulado na atividade clínica.</p><p><strong>Qual é o papel dos protocolos?</strong> Na ecografia vascular, protocolos ajudam a estabelecer uma sequência de investigação, padronizar etapas e reduzir o risco de omissões. Entidades especializadas, como a Society for Vascular Ultrasound, publicam recomendações de desempenho para diferentes exames vasculares que servem de referência para profissionais e serviços.</p><p>Padronizar, entretanto, não significa transformar o exame em uma operação automática. Características anatômicas, condições clínicas, limitações técnicas e achados identificados durante a investigação podem exigir adaptações.</p><p>Para Majdalani, essa é uma das diferenças entre conhecer um protocolo e dominar a técnica.</p><p>“O aluno percebe quando aquilo que está sendo explicado vem de uma situação que o professor já precisou resolver na prática. Os casos reais trazem nuances que dificilmente cabem integralmente em uma apresentação. Meu objetivo é fazer com que o profissional desenvolva segurança sem perder o senso crítico”, diz.</p><p><strong>Equipamentos modernos resolvem tudo?</strong> A evolução tecnológica ampliou as possibilidades da ultrassonografia, mas não eliminou a participação humana na qualidade da aquisição. Características do paciente, limitações de janela acústica, configurações do aparelho e decisões realizadas durante a investigação continuam interferindo no resultado.</p><p>“Quanto melhor fica a tecnologia, maior é a tentação de acreditar que ela resolve tudo sozinha. Não resolve. Um equipamento moderno amplia possibilidades, mas ainda precisamos formar pessoas capazes de reconhecer um exame tecnicamente inadequado, corrigir a aquisição e relacionar a imagem com o quadro do paciente”, afirma Majdalani.</p><p>A discussão se torna especialmente relevante à medida que novos equipamentos e recursos passam a fazer parte da rotina médica. Para o cirurgião, a incorporação tecnológica precisa ser acompanhada pela qualificação de quem utilizará essas ferramentas.</p><p>Depois de mais de 17 anos de atuação na área vascular, conciliando cirurgia, ecografia e formação de profissionais, Majdalani começa a levar parte dessa experiência para os Estados Unidos. Em Connecticut, estrutura a M4USA, iniciativa voltada à educação continuada, com cursos, treinamentos e atividades relacionadas à ecografia vascular e ao diagnóstico por imagem.</p><p>O projeto dá continuidade à vertente de ensino desenvolvida pelo médico no Brasil, agora direcionada à formação e ao intercâmbio de conhecimento entre profissionais de saúde.</p><p>“Mudar de país não muda o princípio. O conhecimento médico precisa circular. Se a experiência acumulada durante anos puder ajudar outro profissional a executar um exame melhor, tomar uma decisão mais segura ou compreender algo que antes parecia difícil, ela deixa de pertencer apenas à trajetória de uma pessoa”, conclui.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-02/o-que-interfere-na-qualidade-do-ultrassom--especialista-explica.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo Pessoal / Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>ENTENDA, Dr. Vinicius Cruz Majdalani, ultrassom, saúde</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac025eb033dd269232e9ffc</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 21:45:20 +0000</pubDate><title>Por que cada pessoa reage de um jeito? Psiquiatra explica</title><description>Rodolfo Fischer Morelli aborda diferenças individuais e propõe diálogo entre neurociência, comportamento, filosofia e espiritualidade</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4z/g6/sr/4zg6sr3in869xifqqoewb0efl.jpg"><figcaption>Por que pensamos e agimos de formas diferentes? Psiquiatra explica<span class="copyright">Acervo pessoal </span></figcaption></figure><p>Por que algumas pessoas são mais intuitivas, enquanto outras tendem a analisar cada detalhe antes de tomar uma decisão? E por que há quem tenha mais facilidade para agir rapidamente, enquanto outras pessoas precisam de mais tempo para avaliar uma situação?</p><p>As diferenças de comportamento, percepção e sensibilidade fazem parte da experiência humana e são estudadas por diferentes áreas do conhecimento. O tema também está no centro do trabalho do psiquiatra <strong>Rodolfo Fischer Morelli</strong>, de Joinville (SC), que propõe uma reflexão sobre as relações entre cérebro, comportamento e espiritualidade.</p><p>No livro “Sinapses da Alma — Manual do Diagnóstico Neurocientífico e Espiritual”, o médico apresenta o conceito de “valência cerebral”, utilizado em sua abordagem para discutir possíveis relações entre características individuais, potencialidades e vulnerabilidades.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow">A proposta considera aspectos da atividade cerebral, além da história pessoal e da dimensão subjetiva de cada indivíduo.</a></p><p><strong>Por que as pessoas se comportam de maneiras diferentes?</strong> Entre os conceitos apresentados por Morelli está a divisão dos comportamentos em três perfis: acomodadores, analíticos e incisivos.</p><p>Na classificação proposta pelo autor, os acomodadores são associados à sensibilidade interpessoal, à empatia e à valorização dos vínculos. Os analíticos são descritos como pessoas que tendem a privilegiar planejamento, reflexão e busca por informações antes de tomar decisões.</p><p>Já os incisivos são relacionados à iniciativa, criatividade e orientação para resultados.</p><p>Dentro do modelo apresentado no livro, cada perfil reúne características que podem favorecer determinadas situações, mas também apresentar desafios quando aparecem de maneira desequilibrada.</p><p>A classificação, entretanto, faz parte da abordagem desenvolvida pelo autor e não corresponde a uma tipologia clínica validada ou a um método estabelecido de diagnóstico neurocientífico.</p><p><strong>Potencialidades também podem trazer desafios</strong> A relação entre habilidades e vulnerabilidades é outro ponto explorado em “Sinapses da Alma”.</p><p>Uma pessoa muito sensível, por exemplo, pode apresentar facilidade para perceber e compreender emoções de outras pessoas, mas também encontrar maior dificuldade diante de situações emocionalmente intensas.</p><p>Da mesma maneira, o planejamento pode contribuir para decisões mais cuidadosas, enquanto a preocupação excessiva pode interferir na rotina. A iniciativa pode favorecer a realização de projetos, mas decisões precipitadas também podem produzir consequências indesejadas.</p><p>Na saúde mental, porém, compreender essas diferenças exige considerar diferentes fatores, entre eles experiências de vida, ambiente, relações sociais e condições psicológicas.</p><p>Personalidade e sofrimento psíquico não podem ser explicados somente por uma característica cerebral isolada. A neurociência investiga justamente relações complexas entre atividade cerebral, comunicação química, circuitos neurais, ambiente e experiências individuais.</p><p><strong>Onde entra a espiritualidade?</strong> Além dos aspectos biológicos e comportamentais, Morelli incorpora a espiritualidade à sua proposta de compreensão do indivíduo.</p><p>Nesse contexto, o tema aparece relacionado a propósito, valores pessoais, identidade e significado atribuído à própria existência.</p><p>A espiritualidade pode assumir diferentes significados para cada pessoa. Pode envolver religião, práticas contemplativas, relações humanas ou simplesmente reflexões sobre propósito e sentido da vida.</p><p>Na assistência em saúde mental, essas questões podem fazer parte da escuta clínica quando são relevantes para o paciente e suas convicções são respeitadas.</p><p>Abordagens espirituais, entretanto, não substituem avaliação médica, acompanhamento psicológico ou tratamentos indicados com base em evidências científicas.</p><p><strong>Filosofia e física quântica</strong> O diálogo entre diferentes campos aparece também em outra obra de Rodolfo Fischer Morelli, “Estoicismo Quântico — A Filosofia Subatômica”.</p><p>No livro, o autor aproxima reflexões da filosofia estoica de referências à física quântica para abordar equilíbrio, aceitação, propósito e escolhas pessoais.</p><p>O estoicismo discute questões como autocontrole, responsabilidade individual e a distinção entre acontecimentos que estão ou não sob nosso controle. A física quântica, por outro lado, é um campo científico dedicado ao estudo de fenômenos físicos em escalas microscópicas.</p><p>A aproximação entre os dois assuntos na obra tem caráter filosófico e reflexivo. Conceitos da física quântica, isoladamente, não constituem comprovação científica para teorias sobre comportamento, espiritualidade ou saúde mental.</p><p><strong>Saúde mental além dos sintomas</strong> As reflexões apresentadas por Morelli chegam a uma questão mais ampla: até que ponto é possível compreender uma pessoa olhando somente para seus sintomas?</p><p>Embora os avanços científicos permitam investigar cada vez mais aspectos do funcionamento cerebral, a saúde mental envolve também experiências pessoais e fatores sociais, emocionais e culturais.</p><p>A avaliação de cada paciente, portanto, depende de uma compreensão individualizada de sua história, contexto e necessidades.</p><p>Ao colocar neurociência, comportamento, filosofia e espiritualidade em diálogo, Morelli propõe em seus livros uma reflexão sobre essas diferentes dimensões da experiência humana, preservando a distinção entre conceitos científicos e interpretações filosóficas apresentadas nas obras.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-02/por-que-cada-pessoa-reage-de-um-jeito--psiquiatra-explica.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo pessoal </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>SAIBA MAIS, Rodolfo Fischer Morelli</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac024142d3829c93f771e2a</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 21:38:11 +0000</pubDate><title>Gravidez saudável começa antes do teste positivo; veja cuidados</title><description>Dra. Márcia Tapigliani explica por que álcool, medicamentos, vacinas e hábitos de vida merecem atenção desde o planejamento da gestação</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ds/hq/r9/dshqr93mwaag85y6hv8ctsu3p.jpg"><figcaption>Álcool, medicamentos, vacinação e hábitos de vida estão entre os pontos que merecem atenção durante o planejamento da gestação.<span class="copyright">Acervo Pessoal / Divulgação </span></figcaption></figure><p>Os cuidados para uma gravidez saudável podem começar antes mesmo do teste positivo. Para quem planeja engravidar, o período anterior à concepção é uma oportunidade para avaliar a saúde da mulher, revisar medicamentos, atualizar vacinas, controlar doenças preexistentes e adotar hábitos que contribuam para uma gestação mais segura.</p><p>Esse acompanhamento permite identificar fatores que merecem atenção antes da gravidez e preparar a mulher para as mudanças que acontecem durante a gestação.</p><p>Entre os cuidados, o consumo de álcool merece atenção especial. Durante a gravidez, a <a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow">substância atravessa a placenta </a>e chega ao feto. Como o desenvolvimento cerebral acontece durante toda a gestação, a exposição pode afetar o bebê em diferentes fases.</p><p>Atualmente, não é possível estabelecer uma quantidade de álcool que seja comprovadamente segura durante a gravidez. Por isso, vinho, cerveja e bebidas destiladas não devem ser considerados alternativas seguras. A recomendação de evitar o consumo também vale para quem está tentando engravidar.</p><p><strong>Bebeu antes de descobrir a gravidez?</strong> Descobrir uma gestação depois de ter consumido bebida alcoólica é uma situação que pode gerar preocupação e ansiedade. Nesses casos, a orientação deve partir do cuidado, e não da culpa.</p><p>Ao descobrir a gravidez, a mulher deve interromper o consumo de álcool e informar ao obstetra sobre o que ocorreu. O acompanhamento permite avaliar cada situação individualmente e orientar os próximos passos.</p><p>Mesmo quando houve exposição ao álcool no início da gestação, interromper o consumo posteriormente continua sendo importante. O pré-natal também deve ser mantido regularmente.</p><p><strong>Pré-natal vai além dos exames</strong> O acompanhamento de uma gestação não se resume à realização de exames. Durante as consultas, o ginecologista e obstetra pode avaliar pressão arterial, peso, alimentação, doenças preexistentes, vacinação, saúde mental e uso de álcool, tabaco e outras substâncias.</p><p><strong>Os medicamentos também merecem atenção.</strong></p><p>A gestante não deve iniciar ou interromper tratamentos por conta própria. Alguns medicamentos podem precisar de ajustes antes mesmo da concepção, enquanto outros podem ser utilizados durante a gravidez quando existe indicação médica.</p><p>Por isso, mulheres que fazem uso contínuo de medicamentos e planejam engravidar devem conversar com o profissional responsável pelo acompanhamento.</p><p><strong>Cuidados podem começar antes da concepção</strong> Planejar uma gravidez não significa buscar uma gestação perfeita. O objetivo é criar condições mais favoráveis para que a saúde da mulher e o desenvolvimento do bebê sejam acompanhados desde o início.</p><p>Nesse processo, informação também faz parte da prevenção. Conhecer hábitos que devem ser evitados, manter o acompanhamento médico e esclarecer dúvidas permite que decisões sejam tomadas com mais segurança.</p><p>“A prevenção começa antes mesmo da gravidez. Orientar, acompanhar e acolher a mulher são partes fundamentais do cuidado ginecológico e obstétrico”, afirma a ginecologista e obstetra Dra. Márcia Tapigliani.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-02/gravidez-saudavel-comeca-antes-do-teste-positivo--veja-cuidados.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo Pessoal / Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>GRAVIDEZ, Dra. Márcia Tapigliani.</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ac00bfe033dd269232e9fd9</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 19:55:21 +0000</pubDate><title>IA brasileira protege dados de pacientes em laudos médicos</title><description>Método desenvolvido por Dasa e Sauter Digital remove informações sensíveis de exames e foi selecionado para congresso internacional de radiologia</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6x/i4/6a/6xi46ai1xjeubbztgubjvqfi4.jpg"><figcaption>Emerson de Lima, CEO da Sauter Digital.<span class="copyright">Acervo Pessoal / Divulgação </span></figcaption></figure><p>Nome, data de nascimento, documentos e outras informações pessoais podem aparecer em documentos médicos e transformar o uso desses registros em pesquisas em um desafio de privacidade. No Brasil, pesquisadores estão utilizando inteligência artificial para tentar resolver justamente esse problema.</p><p>Um método desenvolvido pela Dasa e pela Sauter Digital foi criado para identificar e remover dados que possam revelar a identidade de pacientes em laudos radiológicos escritos em português. A proposta é permitir que esses documentos sejam utilizados em pesquisas preservando as informações sensíveis e respeitando as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow">O trabalho foi selecionado para o encontro anual</a> da Radiological Society of North America (RSNA), que acontece entre 29 de novembro e 3 de dezembro de 2026, em Chicago, nos Estados Unidos.</p><p>A questão ganha dimensão diante da quantidade de informações produzidas pela medicina brasileira. Em 2023, foram realizados 169,6 milhões de exames de diagnóstico por imagem no país, sendo 101,8 milhões, cerca de 60%, pelo SUS, segundo o Atlas da Radiologia no Brasil 2025, do Colégio Brasileiro de Radiologia.</p><p>Cada exame pode gerar informações clínicas importantes. Para que esses dados sejam reutilizados em pesquisas, porém, é necessário impedir que o paciente possa ser identificado.</p><p><strong>Por que simplesmente apagar o nome não é suficiente?</strong> A anonimização de um laudo médico é mais complexa do que retirar o nome escrito no cabeçalho.</p><p>Informações capazes de identificar uma pessoa podem aparecer em diferentes trechos do documento, incluindo nomes compostos, datas, números de documentos e outras referências. Ao mesmo tempo, o processo não pode retirar informações clínicas necessárias para a pesquisa.</p><p>Outro problema está no idioma. Segundo os responsáveis pelo projeto, ferramentas utilizadas para esse tipo de tarefa foram desenvolvidas principalmente em inglês e seguindo padrões norte-americanos.</p><p>Aplicadas diretamente aos documentos brasileiros, podem encontrar dificuldades com nomes, abreviações e formas de registro utilizadas no sistema de saúde nacional.</p><p>"O Brasil produz um dos maiores volumes de laudos em língua portuguesa do mundo, mas esse conhecimento fica parado porque não havia como usá-lo com segurança. Enquanto isso não muda, o país segue importando algoritmos treinados com pacientes que não são os nossos", afirma Emerson de Lima, CEO da Sauter Digital.</p><p><strong>Como funciona a tecnologia</strong> Para enfrentar o problema, as equipes adaptaram para o português um modelo de inteligência artificial utilizado como referência para anonimização.</p><p>A tecnologia foi combinada com um sistema de regras e um dicionário de termos médicos. Dessa maneira, cada laudo é analisado por dois mecanismos paralelamente.</p><p>As informações identificadas são posteriormente consolidadas e os dados considerados sensíveis são substituídos por marcadores anônimos.</p><p>"Quando o assunto é dado de paciente, nenhum método isolado é suficiente. As regras pegam o que é previsível, como documentos e formatos de data, e o modelo pega o que depende de contexto, como um nome escrito no meio de uma frase clínica. Uma abordagem cobre o ponto cego da outra", explica Emerson.</p><p>Segundo os desenvolvedores, houve informações identificadas simultaneamente pelos dois métodos, enquanto outras foram encontradas somente por um deles. O resultado reforçou a utilização das duas abordagens de maneira complementar.</p><p>"Já tínhamos um pipeline extenso de anonimização, que precisava ganhar escala. Foi daí que surgiu o projeto, em que adaptamos ao nosso universo em português um pipeline americano muito bem construído para termos em inglês. E o resultado foi a grata notícia da aprovação no maior congresso de radiologia do mundo", afirma Raphael Federicci Haddad, head de solução de dados e pesquisa de mundo real da Dasa.</p><p>O que isso pode mudar para a pesquisa médica? Um dos objetivos da anonimização é permitir que grandes volumes de informações clínicas possam ser utilizados em estudos sem revelar quem são os pacientes presentes nos documentos.</p><p>Isso também pode ter impacto no desenvolvimento de inteligência artificial aplicada à medicina.</p><p>Até março de 2026, a FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, havia autorizado 1.524 algoritmos de inteligência artificial na área médica, dos quais 1.163, aproximadamente 76%, estavam relacionados à radiologia, segundo os dados apresentados pelos responsáveis pelo projeto.</p><p>A possibilidade de trabalhar com bases brasileiras abre caminho para desenvolver e avaliar ferramentas considerando a linguagem clínica, os protocolos e as características dos pacientes atendidos no país.</p><p>"Adaptar a anonimização de laudos para o português não é um ajuste simples em uma ferramenta pronta. É refazer, com rigor científico, um processo pensado para outra língua e outro sistema de saúde", diz Emerson.</p><p><strong>Proteção dos dados também entra na discussão</strong> O uso de informações de saúde exige cuidados específicos porque esses dados são considerados sensíveis pela LGPD.</p><p>A preocupação não é apenas teórica. Segundo o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, o custo médio de uma violação de dados no setor de saúde chegou a R$ 11,43 milhões no Brasil, o maior entre os setores analisados.</p><p>A anonimização busca diminuir a exposição de informações identificáveis quando bases clínicas são utilizadas em projetos de pesquisa.</p><p>O desafio está em encontrar equilíbrio entre duas necessidades: proteger a privacidade dos pacientes e permitir que informações produzidas durante milhões de atendimentos possam contribuir para novos estudos.</p><p><strong>Pesquisa brasileira chega a congresso internacional</strong> O método será apresentado na 112ª edição do encontro anual da RSNA, que reúne trabalhos e especialistas internacionais em radiologia.</p><p>Para os responsáveis pelo projeto, a seleção também coloca em discussão a possibilidade de desenvolver soluções de inteligência artificial adaptadas às particularidades do sistema de saúde brasileiro, em vez de depender exclusivamente de tecnologias treinadas com bases estrangeiras.</p><p>"Levar esse trabalho ao RSNA mostra que o Brasil pode produzir IA em saúde, e não só consumir. O caminho passa por respeitar a nossa língua, a nossa regulação e o nosso sistema de saúde", conclui Emerson.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-02/ia-brasileira-protege-dados-de-pacientes-em-laudos-medicos.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo Pessoal / Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>SAÚDE, IA, LAUDOS MÉDICOS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abfbf59033dd269232e9f70</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 14:27:46 +0000</pubDate><title>Hairstylist soma 25 anos de experiência no mercado da beleza</title><description>Vanir Freitas dos Santos une especialização em extensão capilar, gestão e formação de profissionais em Belo Horizonte</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/f0/9b/b8/f09bb8igw3pi6kc7iyu1c1upj.jpg"><figcaption>Beleza Capilar<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>O mercado da beleza passou por mudanças importantes nas últimas décadas, impulsionado pelo surgimento de novas técnicas, produtos e pela busca crescente por serviços personalizados. </p><p>Acompanhar essas transformações exige atualização constante dos profissionais. </p><p>Com mais de 25 anos de atuação, o hairstylist <strong>Vanir Freitas dos Santos</strong> construiu sua trajetória entre o atendimento ao público, a especialização técnica, a gestão e a formação de outros profissionais.</p><p>Fundador e diretor criativo do Spaco Hair, em Belo Horizonte, Vanir atua em diferentes áreas dos cuidados com os cabelos, com experiência em corte, coloração, tratamentos e extensão capilar. </p><p>O conhecimento adquirido ao longo da carreira também passou a ser utilizado no treinamento e desenvolvimento de equipes.</p><h2>Uma trajetória construída no salão</h2><p>Antes de assumir a direção do próprio negócio, Vanir passou pelo Clean Centro de Estética e pelo Charbel Visage, ambos em Belo Horizonte. </p><p>As experiências permitiram contato com diferentes perfis de clientes e rotinas de atendimento, além do aperfeiçoamento das técnicas utilizadas nos serviços de salão.</p><p>Essa vivência também contribuiu para uma característica que acompanharia as etapas seguintes de sua carreira: a combinação entre conhecimento técnico e relacionamento com o público. </p><p>Com o passar dos anos, as funções deixaram de estar concentradas apenas na execução dos procedimentos e passaram a incluir responsabilidades ligadas à gestão e ao desenvolvimento profissional.</p><p>Em 2014, Vanir fundou o Spaco Hair e assumiu também a direção criativa do espaço. </p><p>Desde então, passou a conciliar os atendimentos com a gestão do salão, organização das equipes e realização de treinamentos.</p><h2>Extensão capilar entre as especializações</h2><p>Uma das áreas de destaque em sua atuação é a extensão capilar. </p><p>Vanir trabalha com o método de Mega Hair strand-by-strand, realizado mecha por mecha. </p><p>A técnica passou a integrar um repertório que já inclui corte, coloração e tratamentos capilares.</p><p>A especialização acompanha uma mudança percebida no próprio setor de beleza. </p><p>Cada vez mais, procedimentos capilares exigem conhecimento específico sobre técnicas, características dos fios e resultados pretendidos pelo cliente, tornando a capacitação uma etapa importante para quem trabalha diretamente com transformações no cabelo.</p><p>Ao mesmo tempo, a experiência adquirida no atendimento passou a ser compartilhada com outros profissionais. </p><p>Vanir participa de treinamentos e atividades de desenvolvimento, levando para a formação das equipes conhecimentos construídos durante mais de duas décadas de trabalho.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0z/ad/ch/0zadchpaq60w6549i6ywc6oz0.jpg"><figcaption>Vanir Freitas dos Santos<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><h2>Atualização acompanha as mudanças do mercado</h2><p>Mesmo depois de anos de experiência, a formação contínua permanece presente em sua trajetória. </p><p>O hairstylist realizou capacitações em centros técnicos ligados a marcas como L’Oréal, Wella e Schwarzkopf.</p><p>Seu percurso inclui ainda participação em congressos, feiras e encontros profissionais relacionados à Intercoiffure Brasil, Beauty Fair, Hair Brasil, Estética in Rio e Sul Beleza. </p><p>A presença nesses ambientes permite acompanhar técnicas, tendências e discussões que influenciam o trabalho realizado nos salões.</p><p>A experiência acumulada também mostra como a carreira de um profissional da beleza pode assumir diferentes caminhos. </p><p>Além do domínio dos procedimentos, gestão, direção criativa e capacidade de formar equipes passaram a fazer parte da atuação de Vanir.</p><p>Com mais de 25 anos dedicados ao segmento, o hairstylist reúne hoje diferentes frentes de uma mesma profissão. </p><p>Entre atendimento, especialização em cabelos, administração e treinamento, sua trajetória acompanha as próprias transformações de um mercado em que experiência e atualização precisam caminhar juntas.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-02/hairstylist-soma-25-anos-de-experiencia-no-mercado-da-beleza.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Beleza Capilar</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abf8e3b033dd269232e9f38</guid><pubDate>Fri, 02 Oct 2026 11:03:51 +0000</pubDate><title>Brasil confirmou 547 casos de doença que matou Lito Sousa</title><description>Levantamento do Ministério da Saúde identificou 1.576 notificações suspeitas entre 2005 e 2021; São Paulo concentra 37% dos diagnósticos confirmados</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/a0/bp/91/a0bp911qs5fjjdht8iaf1p09j.jpg"><figcaption>Lito Sousa <span class="copyright">Reprodução YouTube </span></figcaption></figure><p>A <a href="https://saude.ig.com.br/2026-08-23/o-que-e-creutzfeldt-jakob--doenca-que-acomete-lito-sousa.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">doença de <strong>Creutzfeldt-Jakob (DCJ)</strong></a>, que causou a morte do influenciador<strong> <a href="https://www.google.com/goto?url=CAESlwEB6zswFeiSlryZ-sXpZAj9G4EhWSHqsNcO2ekSBPz1iw8LIkjznm0p7sXNHodIAvZbDykC3C8gc6CpLWDCSORwLSZW0nAjs0OOkA-clILBe3ZTSaKrTD6DO6rRBHh0PWlsm31blLCHsdrrWnM1gKzp3F5GA8ybdbS3IVvNMIHzL_kLrrn3hF-RWzc_w-u4X07nZWcuZhK1" target="_blank" rel="noopener nofollow">Lito Sousa</a></strong>, do canal "Aviões e Música", teve <strong>547 casos confirmados no Brasil</strong> entre 2005 e 2021. No período, o <strong>Ministério da Saúde</strong> recebeu 1.576 notificações suspeitas da enfermidade, mas pouco mais de um terço dos registros teve o diagnóstico confirmado.</p><p>Os dados fazem parte de um levantamento do <strong>Ministério da Saúde</strong> que reúne os primeiros 17 anos desde que a doença passou a integrar a lista de notificação compulsória no país. O estudo também aponta que <strong>São Paulo</strong> concentra a maior parcela dos diagnósticos e que a enfermidade atinge principalmente pessoas entre 55 e 74 anos.</p><p>Lito Sousa morreu na quinta-feira (1º), após enfrentar a doença. Em agosto, a esposa do influenciador, Mila, havia revelado o diagnóstico em um vídeo publicado nas redes sociais. Ela também relatou que a confirmação demorou e que, nas semanas anteriores, ele havia perdido parte da capacidade motora.</p><p>A DCJ é uma doença rara, progressiva e sem cura conhecida. O quadro pode provocar alterações cognitivas, mudanças de comportamento e dificuldades motoras, com uma evolução mais rápida do que a observada em outras doenças neurodegenerativas.</p><h2>São Paulo concentra 37% dos casos confirmados</h2><p>Entre os 547 diagnósticos registrados no país de 2005 a 2021, <strong>São Paulo</strong> aparece na primeira posição, com <strong>202 casos</strong>, o equivalente a aproximadamente 37% do total nacional.</p><p><strong>Minas Gerais</strong> ocupa o segundo lugar, com <strong>57 confirmações</strong>, seguido pelo <strong>Paraná</strong>, com <strong>44</strong>; <strong>Rio de Janeiro</strong>, com <strong>38</strong>; e <strong>Rio Grande do Sul</strong>, com<strong> 35</strong>.</p><p>Juntos, os cinco estados somam 376 casos, cerca de 69% das confirmações brasileiras no período analisado. As regiões Sul, Sudeste e Nordeste concentraram os registros identificados pelo levantamento.</p><p>É importante considerar que esses números correspondem aos diagnósticos confirmados e às notificações disponíveis até 2021. Portanto, não representam necessariamente o total de pessoas que desenvolveram a doença no país desde então.</p><h2>Doença afeta principalmente pessoas mais velhas</h2><p>A faixa etária entre <strong>55 e 74 anos</strong> concentrou 60,2% das notificações analisadas pelo <strong>Ministério da Saúde</strong>. A idade média dos pacientes com suspeita da doença foi de <strong>66 anos</strong>.</p><p>Esse perfil é compatível com a forma esporádica da DCJ, considerada a mais frequente, que é quando surge espontaneamente, sem uma causa conhecida. Ela costuma aparecer entre os 60 e 80 anos, embora a enfermidade possa ocorrer em outras idades.</p><p>A evolução é uma das principais características da doença. De acordo com a literatura científica utilizada pelo Ministério da Saúde, aproximadamente 90% dos pacientes morrem entre seis meses e um ano após o início dos sintomas. A <strong>sobrevida média estimada é de cinco meses</strong>.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ej/up/56/ejup56k3sk4k9m0w18vm7jund.jpg"><figcaption>Ressonância magnética mostra diferentes cortes do cérebro de um paciente com doença de Creutzfeldt-Jakob<span class="copyright">Peter Rudge et al./Wikimedia Commons </span></figcaption></figure><p>O boletim contabilizou 290 óbitos entre as notificações analisadas. Contudo, o próprio documento ressalta que existem limitações no preenchimento e no acompanhamento das informações, o que exige cautela na interpretação dos dados.</p><h2>O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob</h2><p>A DCJ faz parte do grupo das <strong>doenças priônicas</strong>, enfermidades associadas a alterações no formato de determinadas proteínas presentes no organismo.</p><p>Os príons são proteínas que assumem uma conformação anormal e podem induzir outras proteínas saudáveis a adquirir o mesmo formato. Esse processo se propaga e provoca o acúmulo de proteínas alteradas, causando danos progressivos às células do cérebro.</p><p>Com a deterioração do tecido cerebral, o paciente pode apresentar perda de memória, mudanças de comportamento, dificuldades de coordenação, problemas para caminhar e movimentos involuntários. Os sintomas podem se intensificar em um intervalo relativamente curto.</p><p>Na forma esporádica, a mais comum, os cientistas ainda não sabem exatamente o que desencadeia a primeira alteração das proteínas. A doença não é necessariamente resultado de herança genética, contato com outra pessoa doente ou consumo de determinados alimentos.</p><p>Estimativas utilizadas por instituições de saúde internacionais, como o <strong>Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS)</strong>, indicam que a <strong>DCJ ocorre em aproximadamente um a dois casos por milhão de habitantes por ano</strong>.</p><h2>Quais são os primeiros sintomas?</h2><p>A doença não apresenta um sintoma inicial exclusivo. Os primeiros sinais podem ser semelhantes aos de outras condições neurológicas, o que dificulta a identificação nas etapas iniciais.</p><p>Entre as manifestações possíveis estão:</p><ul><li>Perda de memória e dificuldades cognitivas;</li><li>Alterações de comportamento e personalidade;</li><li>Dificuldade para caminhar e manter o equilíbrio;</li><li>Problemas de coordenação motora;</li><li>Movimentos involuntários.</li></ul><p>A velocidade de progressão é uma característica importante para a investigação médica. Enquanto a doença de <strong>Alzheimer</strong> costuma evoluir ao longo de anos, a DCJ pode provocar um declínio cognitivo e motor significativo em poucos meses.</p><p>Entretanto, a evolução acelerada não confirma o diagnóstico. Outras condições, como encefalites, doenças autoimunes e alterações metabólicas, também podem causar demência rapidamente progressiva. Algumas delas têm tratamento, o que torna necessário investigar e descartar essas possibilidades.</p><h2>Como é feito o diagnóstico</h2><p>Não existe um único exame capaz de confirmar todos os casos de DCJ. A investigação combina avaliação clínica, histórico do paciente e exames complementares.</p><p>Entre os procedimentos utilizados estão a ressonância magnética do cérebro, o eletroencefalograma e a punção lombar, que permite analisar o líquido cefalorraquidiano, também conhecido como líquor. Exames adicionais podem ser necessários para descartar outras doenças.</p><p>Um dos avanços na investigação é o RT-QuIC, sigla em inglês para conversão induzida por tremor em tempo real. O teste analisa indiretamente a atividade característica dos príons em uma amostra de líquor.</p><p>Em estudos científicos, o método apresentou especificidade próxima de 100%, o que indica uma capacidade elevada de identificar corretamente resultados negativos entre pessoas que não têm a doença. A sensibilidade varia, e alguns pacientes podem apresentar resultado negativo mesmo quando estão doentes.</p><p>Esse exame contribui para a confirmação diagnóstica na maior parte dos casos, mas ainda não está amplamente disponível no Brasil.</p><h2>Doença da vaca louca é diferente da forma mais comum</h2><p>A doença de Creutzfeldt-Jakob costuma ser associada à chamada <strong>doença da vaca louca</strong>, mas as duas condições não são equivalentes.</p><p>A variante da DCJ foi relacionada à exposição ao agente causador da encefalopatia espongiforme bovina, conhecida popularmente como doença da vaca louca, por meio do consumo de carne contaminada. Essa variante é diferente da forma esporádica, que responde pela maior parte dos casos.</p><p>Segundo o levantamento do <strong>Ministério da Saúde</strong>, nenhum caso ou morte pela variante associada à doença da vaca louca havia sido registrado no Brasil desde 2005, período abrangido pela análise.</p><p>Portanto, a confirmação de um caso de DCJ não significa que o paciente tenha contraído a doença por meio da alimentação. Na forma esporádica, a origem da alteração das proteínas permanece desconhecida.</p><h2>Por que os números brasileiros podem estar incompletos?</h2><p>Apesar das 547 confirmações, o levantamento mostra limitações importantes no acompanhamento da doença no país.</p><p>Das 1.576 notificações suspeitas registradas entre 2005 e 2021, 457 foram descartadas e 572, o equivalente a 36,3%, permaneceram sem classificação final informada.</p><p>O boletim também não apresenta a evolução clínica de mais da metade das notificações analisadas. Por isso, os dados não permitem determinar quantos casos deixaram de ser diagnosticados nem estabelecer com precisão a frequência real da enfermidade no Brasil.</p><p>A raridade da doença pode dificultar seu reconhecimento. Como os profissionais de saúde encontram poucos casos ao longo da carreira, a hipótese pode não ser considerada inicialmente durante a investigação de sintomas neurológicos.</p><p>Além disso, a realização de exames específicos pode depender de centros com maior estrutura diagnóstica, disponíveis principalmente no Centro-Sul do Brasil.</p><p>O levantamento termina em 2021 e, por isso, não permite avaliar se o crescimento das notificações observado nos anos anteriores se manteve depois da pandemia de Covid-19.</p><h2>Aumento nas notificações não significa necessariamente mais casos</h2><p>O número de registros cresceu ao longo da série histórica, com uma elevação mais expressiva a partir de 2012. O pico ocorreu em 2019, quando foram contabilizadas 174 notificações, cerca de 11% do total analisado.</p><p>Em 2020 e 2021, os registros diminuíram, período que coincide com a pandemia de Covid-19.</p><p>O Ministério da Saúde ressalta que o aumento das notificações pode estar relacionado à melhoria da vigilância epidemiológica, com maior capacidade de identificar e registrar casos suspeitos, e não necessariamente a um crescimento real da incidência da doença.</p><p>A diferença entre notificações suspeitas e diagnósticos confirmados é fundamental para interpretar os números. Os registros representam os casos investigados pelos serviços de saúde, mas as limitações no acompanhamento impedem uma conclusão definitiva sobre a dimensão da DCJ no Brasil.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-10-02/brasil-confirmou-547-casos-de-doenca-que-matou-lito-sousa.html</link><dc:creator>Nathália Fontes</dc:creator><media:credit>Reprodução YouTube </media:credit><author>Nathália Fontes</author><keywords>doença priônica, Lito Sousa, CreutzfeldtJakob DCJ, São Paulo, dados, Ministério da Saúde</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abe9bf757ded4bc5892484f</guid><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:49:09 +0000</pubDate><title>Sarampo: SP atinge a marca de 40 casos, com 36 deles na capital</title><description>Novo balanço indica aumento de ocorrências no estado e aponta quatro novas contaminações, com três delas registradas na metrópole</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3n/bn/cs/3nbncs0ln7wxoxluwaz9opeip.jpg"><figcaption>Vacinação na UBS Chácara Santana<span class="copyright">Ciete Silvério/ Prefeitura de São Paulo </span></figcaption></figure><p><strong>Quatro</strong> novos casos de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-08-08/vacina-do-sarampo--filas-passam-de-uma-hora-com-novos-casos-em-sp.html">sarampo</a> foram registrados no estado de <strong>São Paulo</strong>, totalizando <strong>40 contaminações</strong> somente no ano de 2026. Dentre as quatro novas ocorrências confirmadas pela <strong>Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP)</strong>, três delas foram registradas na capital paulista.</p><p>De acordo com as informações divulgadas pelo <strong>Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP)</strong>, na última terça-feira (28), entre os três pacientes diagnosticados na metrópole estão dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano; os novos casos fazem parte de <strong>cadeias de transmissão já identificadas</strong>, que recebem acompanhamento desde junho.</p><p>No total, o município de <strong>São Bernardo do Campo</strong>, no ABC Paulista, teve dois casos registrados; <strong>Santo André</strong>, também no ABC, e <strong>Guarulhos</strong>, na Região Metropolitana, tiveram um caso cada. <strong>A cidade de São Paulo</strong> registrou os outros <strong>36</strong>. Com as contaminações recentes, a capital paulista concentra <strong>90% dos casos</strong> no estado.</p><p>Cerca de 30 dos 40 pacientes infectados não possuíam nenhum registro de vacinação contra a doença ou o esquema vacinal dos mesmos estava incompleto.</p><h2>Quem deve se vacinar</h2><p>Após os primeiros casos de sarampo neste ano no estado, a recomendação era de que crianças com menos de 12 meses tomassem a Dose Zero, vacina que servia como reforço inicial do Calendário Nacional de Vacinação e não substitui as doses previstas no mesmo.</p><p>Quando os casos aumentaram e adultos começaram a ser atingidos, o Ministério da Saúde mudou as recomendações e, agora, qualquer pessoa com idade entre seis meses e 59 anos deve se vacinar. </p><p>Mesmo que o indivíduo já tenha tomado as duas doses padrão, que são recomendadas nos primeiros anos de vida, é necessário tomar uma dose extra da vacina, para que a prevenção seja ainda mais eficaz.</p><h2>Importância da vacinação</h2><p>O Sarampo é uma doença infecciosa com um alto nível de contaminação e já foi uma das maiores causas de mortalidade infantil através do globo. A transmissão do vírus ocorre através de vias aéreas, e um portador pode transmitir a doença para cerca de 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.</p><p>A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação é a principal estratégia de prevenção contra o sarampo e outras doenças imunopreveníveis. A orientação é que pessoas de todas as idades procurem uma unidade de saúde para verificar se há alguma aplicação pendente, conforme as recomendações do calendário vacinal.</p><p>Duas das três vacinas para o sarampo estão disponíveis no sistema público de saúde: a tríplice viral (para sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (para sarampo, caxumba, rubéola e varicela).</p><p>Para evitar erros, é recomendado conferir a disponibilidade da vacina nos postos através da plataforma De Olho na Fila, que auxilia os usuários na escolha do local mais próximo para vacinação. A consulta pode ser feita diretamente pelo site, que apresenta as unidades com doses disponíveis e é atualizado durante o horário de funcionamento das UBSs, das 7h às 19h. </p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-10-01/sarampo--sp-atinge-a-marca-de-40-casos--com-36-deles-na-capital.html</link><dc:creator>Micaela Wentz</dc:creator><media:credit>Ciete Silvério/ Prefeitura de São Paulo </media:credit><author>Micaela Wentz</author><keywords>Contaminação, Sarampo, São Paulo, São Bernardo, Santo André, Guarulhos, Vacina</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abe802a064909c51ef69af2</guid><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 15:45:50 +0000</pubDate><title>Fralda geriátrica no lixo pode esconder riscos à saúde</title><description>Estudos identificam bactérias resistentes em materiais usados por idosos e levantam debate sobre o destino desses resíduos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/5r/0x/e2/5r0xe2f75mnav0bqb37ihj1y0.jpg"><figcaption>Fralda geriátrica no lixo pode esconder riscos à saúde<span class="copyright">Pexel </span></figcaption></figure><p>O aumento da expectativa de vida traz uma consequência que raramente aparece nas discussões sobre envelhecimento: a quantidade crescente de resíduos produzidos pelos cuidados diários com idosos.</p><p> Entre eles estão as fraldas geriátricas e outros produtos absorventes utilizados por pessoas com incontinência urinária ou fecal. </p><p>Depois do uso, esses materiais reúnem plástico, fibras, polímeros, urina, fezes e microrganismos, combinação que transforma o descarte em uma questão que envolve saúde e meio ambiente.</p><p>O assunto chama ainda mais atenção quando entra em cena a resistência aos antibióticos. </p><p>Bactérias presentes no organismo humano podem ser eliminadas pelas fezes e pela urina, inclusive aquelas que já desenvolveram resistência a determinados medicamentos.</p><p>Um estudo realizado em 23 instituições de longa permanência na França analisou produtos para incontinência utilizados por 547 moradores. </p><p>Entre os participantes, 88 eram portadores de enterobactérias multirresistentes. </p><p>Os pesquisadores conseguiram identificar esses microrganismos também a partir de amostras coletadas nos produtos absorventes utilizados pelos idosos.</p><h2>O que uma fralda usada pode carregar?</h2><p>Entre as bactérias que podem estar presentes em materiais biológicos estão Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae. </p><p>Ambas podem fazer parte de quadros infecciosos e algumas cepas apresentam resistência a antibióticos, dificultando o tratamento de determinadas infecções.</p><p>Uma pesquisa realizada em 111 instituições de longa permanência na Holanda analisou mais de 5,3 mil amostras obtidas de urina e de produtos para incontinência. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">A E. coli apareceu em 55% das amostras e os pesquisadores também identificaram bactérias produtoras de ESBL, enzimas capazes de tornar determinados antibióticos menos eficazes.</a></p><p>Isso não transforma a fralda geriátrica em responsável pelo surgimento da resistência antimicrobiana. </p><p>O que os estudos demonstram é que produtos utilizados por pessoas colonizadas podem conter esses microrganismos depois do uso.</p><p>A diferença é importante: o risco está relacionado ao material biológico presente no resíduo e à maneira como ele é manipulado e destinado.</p><h2>Um resíduo que tende a aumentar</h2><p>A composição das fraldas também torna o problema ambiental mais complexo. </p><p>Ao contrário de resíduos formados por um único material, os produtos absorventes descartáveis combinam diferentes componentes e chegam ao lixo contendo material orgânico.</p><p>Um estudo australiano estimou que urina e fezes podem corresponder a aproximadamente 60% do peso de um produto para incontinência depois do uso. </p><p>Os pesquisadores também projetaram que, com o envelhecimento da população, a geração de resíduos de produtos absorventes utilizados por adultos poderá superar de quatro a dez vezes a quantidade proveniente de fraldas infantis no país até 2030.</p><p>Uma revisão internacional sobre produtos higiênicos absorventes estimou ainda que as fraldas para adultos correspondem, em peso, a aproximadamente 4,8% dos resíduos municipais nos países da OCDE e 3,3% nos países latino-americanos analisados.</p><p>Os números mostram que a discussão não envolve apenas o que existe dentro de uma fralda usada, mas também a quantidade desse material que precisa ser coletada e receber uma destinação adequada.</p><h2>Resistência aos antibióticos também é questão ambiental</h2><p>A resistência antimicrobiana deixou de ser uma preocupação restrita a hospitais. </p><p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que bactérias resistentes e genes relacionados à resistência podem circular por resíduos fecais, águas residuais e outros ambientes, principalmente quando existem deficiências de saneamento e tratamento.</p><p>Em 2025, a organização publicou orientações específicas para a vigilância da resistência antimicrobiana em águas residuais e no ambiente. </p><p>A proposta é ampliar a capacidade de acompanhar como esses microrganismos e seus genes circulam fora dos serviços de saúde.</p><p>Isso não significa que uma fralda colocada no lixo necessariamente terminará em um rio ou sistema de esgoto. </p><p>A preocupação surge quando resíduos com material biológico são descartados ou manejados inadequadamente e passam a integrar uma cadeia ambiental já relacionada à circulação de microrganismos resistentes.</p><h2>O envelhecimento coloca o tema em evidência</h2><p>Para famílias e cuidadores, trocar uma fralda faz parte de uma rotina muito mais ampla, que pode incluir banho, alimentação, medicamentos e acompanhamento médico. </p><p>Depois que o material é fechado e colocado no lixo, dificilmente seu destino continua sendo uma preocupação de quem realizou o cuidado.</p><p>Em instituições de longa permanência, onde dezenas ou centenas de trocas podem acontecer diariamente, o volume torna essa questão ainda mais evidente.</p><p>O envelhecimento populacional tende a aumentar a utilização desses produtos e, consequentemente, a quantidade de resíduos gerados.</p><p> Estudos sobre o ciclo de vida das fraldas para adultos já relacionam esse crescimento ao maior consumo de matérias-primas e energia, geração de resíduos e impactos ambientais associados à produção e ao descarte.</p><p>A fralda geriátrica, portanto, ocupa uma posição pouco percebida entre duas questões que desafiam diferentes países: como lidar com os resíduos produzidos por uma população cada vez mais longeva e como reduzir a circulação de bactérias resistentes aos medicamentos disponíveis.</p><p>O descarte de uma única fralda pode parecer um gesto pequeno dentro da rotina doméstica. </p><p>Quando multiplicado pelo consumo diário de milhares de idosos em casas, hospitais e instituições, porém, o destino desse material passa a fazer parte de uma discussão muito maior sobre envelhecimento, saneamento, resíduos e saúde pública.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-01/fralda-geriatrica-no-lixo-pode-esconder-riscos-a-saude.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Pexel </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Atenção</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abe675457ded4bc58924802</guid><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:38:30 +0000</pubDate><title>Anvisa aprova regularização de cosméticos artesanais</title><description>Norma estabelece regras simplificadas de fabricação, rotulagem e comercialização para cosméticos artesanais e limita validade dos produtos a 12 meses</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2l/zk/fm/2lzkfmq5rj4sgj3v3rbtm2tku.jpg"><figcaption>Anvisa libera cosméticos artesanais<span class="copyright">Rafa Neddermeyer/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>A <strong>Agência Nacional de Vigilância Sanitária</strong> (<strong>Anvisa</strong>) aprovou a regularização de <strong>produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes produzidos de maneira artesanal</strong> no país. Os itens não precisam de regularização junto à Anvisa, mas devem seguir regras e limites específicos.</p><p>A atuação regulatória sobre o tema se fez necessária após a sanção da Lei 15.154, em julho de 2025, que estabelece isenção de registro e observância de regras simplificadas para cosméticos, produtos de higiene pessoal, perfumes e outros produtos de finalidade congênere, quando produzidos de maneira artesanal.</p><p>Em nota, a Anvisa informou que, em agosto do ano passado, deu início à regularização.</p><p>“Todo o processo, que inclui duas consultas públicas com ampla participação de diversos segmentos da sociedade, buscou alinhar a simplificação burocrática à segurança sanitária”, informou a agência.</p><h2>Regras para o setor </h2><p>A instrução normativa aprovada apresenta um lista de grupos de produtos que podem ser produzidos e comercializados artesanalmente: artigos de perfumaria com base alcoólica, odorizantes de ambiente, produtos sólidos para banho e/ou imersão, sabonetes sólidos para o corpo, xampus e condicionadores sólidos, óleos e manteigas corporais e desodorante axilar em barra.</p><p>A resolução aprovada pela diretoria colegiada da Anvisa regulamenta requisitos técnico-sanitários e procedimentos simplificados para a produção e a comercialização dos produtos.</p><p>Entre outros pontos, a norma define boas práticas de fabricação (BPF) simplificadas por meio de regras básicas de higiene e controle para garantir a segurança, prevê a rotulagem obrigatória e estipula prazo de validade máximo de até 12 meses a partir da fabricação</p><p>A regulação determina ainda que sejam utilizadas alegações simples, puramente sensoriais ou funcionais básicas (limpeza, hidratação e perfumação), sem apelos terapêuticos ou exigência de testes complexos de eficácia.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-10-01/anvisa-aprova-regularizacao-de-cosmeticos-artesanais.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Rafa Neddermeyer/Agência Brasil </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, Anvisa, cosmeticos artesanais</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abe63ac57ded4bc589247fe</guid><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:10:44 +0000</pubDate><title>Comprimidos emagrecem mais que canetas, diz estudo</title><description>Pesquisa mostrou que uso de medicamento em pílula faz com que as pessoas percam mais peso em comparação ao uso de remédios injetáveis</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ce/dh/8b/cedh8bh859dlebuun7gj7u486.jpg"><figcaption>Wegovy<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>Um estudo mostrou que <strong>um comprimido</strong> faz com que as pessoas percam mais peso em comparação com o uso das <a href="https://saude.ig.com.br/2026-06-02/caneta-emagrecedora-feita-no-brasil-chega-as-farmacias.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">canetas emagrecedoras.</a> A pesquisa é da farmacêutica <strong>Novo Nordisk</strong>, desenvolvedora do novo medicamento.</p><p>Os dados foram divulgados durante o <strong>Congresso da Associação Europeia</strong> para o <strong>Estudo do Diabetes</strong>, em Milão, na Itália, que aconteceu nesta última quarta-feira (30).</p><p>De acordo com a pesquisa, os pacientes que trocaram as injeções das canetas emagrecedoras para o novo <strong>comprimido diário Wegovy</strong> perderam mais peso.</p><p>Os números mostram que, em média, os participantes dos estudos perderam cerca de <strong>4,1% do peso corporal</strong> ao longo de três meses. Eles perderam quatro quilos a partir de um peso inicial de 100,5 quilos.</p><p>Outro dado do estudo é que a proporção de participantes classificados como <strong>clinicamente obesos</strong> caiu de 87,1% para 65,5% após os três meses. Além disso, cerca de 41% dos pacientes perderam pelo menos 5% do peso corporal.</p><p>Cerca de 82,4% dos pacientes ainda relataram pelo menos uma melhoria no tratamento, como roupas com melhor caimento e alimentação mais saudável.</p><p>A pesquisa mostrou que a perda de peso ocorreu após a transição de terapias injetáveis para a <strong>semaglutida</strong> oral, o princípio ativo do Wegovy. <a href="https://saude.ig.com.br/2026-03-16/fim-da-patente-da-semaglutida-pode-baratear-remedios-no-brasil.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">A substância é a mesma usada no Ozempic.</a></p><p>Segundo a <strong>Novo Nordisk</strong>, esta análise representa a primeira de uma colaboração para examinar os resultados no mundo real de usuários de medicamentos para perda de peso.</p><p>O comprimido <strong>Wegovy</strong> já foi lançado nos Estados Unidos, nos Emirados Árabes Unidos, no Reino Unido e na Alemanha. A previsão é de que o medicamento chegue em outros mercados selecionados no próximo trimestre.</p><h2>Efeitos colaterais</h2><p>Ainda de acordo com a <strong>Novo Nordisk</strong>, em um comunicado à imprensa, a injeção de semaglutida 2,4 mg e os comprimidos de semaglutida 25 mg contêm um alerta para a <strong>possibilidade de tumores</strong> da tireoide, incluindo câncer.</p><p>Por isso, eles não devem ser usados ​​por pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide, que é um <strong>tipo raro de câncer</strong> que se origina nas células parafoliculares da glândula tireoide.</p><p>Também não devem ser usados por pessoas com histórico pessoal ou familiar de síndrome de <strong>neoplasia endócrina</strong> múltipla tipo 2, conhecida como uma condição genética hereditária que frequentemente inclui o mesmo câncer de tireoide, porém associado a tumores em outras glândulas endócrinas.</p><p>A farmacêutica também informou que os <strong>efeitos colaterais</strong> mais comuns do uso do medicamento são:</p><ul><li>náuseas;</li><li>diarreia;</li><li>vômitos;</li><li>constipação;</li><li>dor abdominal;</li><li>alterações na sensibilidade da pele;</li><li>dor de cabeça;</li><li>cansaço;</li><li>desconforto estomacal;</li><li>tontura;</li><li>sensação de inchaço;</li><li>hipoglicemia em pessoas com diabetes tipo 2;</li><li>gastroenterite;</li><li>azia;</li><li>queda de cabelo.</li></ul><p>Ainda não há previsão de o comprimido chegar ao Brasil. O medicamento é disponibilizado no país apenas em versão injetável. </p><p>A versão em comprimido foi submetida à análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). </p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-10-01/comprimidos-emagrecem-mais-que-canetas--diz-estudo.html</link><dc:creator>Pedro Boaventura</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Pedro Boaventura</author><keywords>pesquisa, remédios, canetas emagrecedoras, wegovy, ozempic</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abe684b57ded4bc5892480a</guid><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:03:57 +0000</pubDate><title>Dra. Walkyria Fernandes leva liderança na fisioterapia ao CIF</title><description>Especialista palestra em Recife sobre como fazer uma clínica crescer sem depender exclusivamente da presença do proprietário</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0r/js/qs/0rjsqsm0e5cteeg3i0t2xu44m.jpg"><figcaption>Dra. Walkyria Fernandes<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Transformar conhecimento técnico em uma clínica estruturada, capaz de crescer sem manter toda a operação concentrada na atuação de uma única pessoa, será um dos assuntos levados pela <strong>Dra. Walkyria Fernandes</strong> ao 16º Congresso Internacional de Fisioterapia (CIF), realizado entre os dias 1º e 4 de outubro, no Recife Expo Center, em Pernambuco.</p><p>Considerado pela organização o maior congresso de Fisioterapia da América Latina, o encontro reúne profissionais, estudantes, pesquisadores e especialistas nacionais e internacionais para discutir ciência, prática clínica e os diferentes desafios que fazem parte da atuação profissional.</p><p>Convidada para integrar a programação, <strong>Dra. Walkyria Fernandes</strong> apresentará a palestra “Liderança na fisioterapia: como fazer a sua clínica crescer sem depender apenas de você?”. </p><p>O tema aborda uma realidade vivenciada por fisioterapeutas que já estão à frente de suas clínicas e enfrentam o desafio de conciliar a atuação profissional com a liderança e o crescimento do negócio.</p><p>À medida que a clínica cresce, o fisioterapeuta também precisa desenvolver sua atuação como líder. </p><p>Além da assistência aos pacientes, entram na rotina desafios relacionados à formação da equipe, acompanhamento dos profissionais, manutenção da qualidade dos serviços e organização de uma estrutura preparada para crescer.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Para a Dra. Walkyria Fernandes, o crescimento de uma clínica precisa ser acompanhado pela estruturação do negócio.</a> </p><p>Isso envolve estabelecer processos, treinar e desenvolver profissionais e construir uma equipe preparada para sustentar a qualidade dos atendimentos e o crescimento da clínica.</p><p>A discussão também acompanha uma mudança na própria carreira do fisioterapeuta. </p><p>O conhecimento técnico permanece fundamental, mas o profissional que também ocupa uma posição de liderança precisa desenvolver outras competências, como gestão de pessoas, formação de equipe, experiência do paciente e visão sobre o desenvolvimento do negócio.</p><p>É justamente o desenvolvimento dessa liderança e a preparação de uma equipe capaz de acompanhar o crescimento da clínica que estarão no centro da participação da Dra. Walkyria Fernandes no congresso.</p><p>O assunto está diretamente relacionado ao trabalho desenvolvido atualmente pela especialista na formação e mentoria de fisioterapeutas empresários. </p><p>Sua atuação aborda questões como organização de processos internos, treinamento de equipes, desenvolvimento de lideranças e construção de clínicas que consigam manter suas atividades sem depender exclusivamente da presença do proprietário.</p><p>Durante os quatro dias de programação, o 16º CIF terá palestras nacionais e internacionais, mesas-redondas, práticas clínicas simuladas, painéis, meetings e apresentação de trabalhos científicos. </p><p>O congresso contempla diferentes áreas da Fisioterapia e também abre espaço para discussões relacionadas à carreira, gestão e empreendedorismo.</p><p>Ao levar o tema da liderança para um dos principais encontros da área na América Latina, Dra. Walkyria Fernandes também propõe uma reflexão sobre um desafio enfrentado por profissionais que já possuem suas clínicas e buscam avançar para uma nova etapa de crescimento. </p><p>A experiência técnica continua sendo parte essencial desse processo, mas liderar pessoas e desenvolver uma equipe exige habilidades que vão além da atuação assistencial.</p><p>A proposta da palestra é mostrar que fazer uma clínica funcionar sem depender exclusivamente do dono não significa se afastar dos pacientes ou perder o controle do negócio. </p><p>O caminho passa pelo desenvolvimento da liderança, pela formação de uma equipe preparada e pela construção de processos que sustentem o padrão de atendimento e o crescimento da clínica, permitindo que o fisioterapeuta deixe de ser o único responsável por fazer a operação acontecer.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-01/dra-walkyria-fernandes-leva-lideranca-na-fisioterapia-ao-cif.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Evento, Dra. Walkyria Fernandes</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abdc5bbc6ecf98c06149cee</guid><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 02:30:21 +0000</pubDate><title>Cidade de SP suspende aulas após lesões de pele desconhecida</title><description>Casos atingem alunos e funcionários da rede municipal; prefeitura suspendeu as aulas enquanto autoridades investigam a origem das lesões</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7f/3y/6t/7f3y6tzhs2k8lrgajvvj084c4.jpg"><figcaption>Imagem ilustrativa mostra lesões de pele semelhantes às investigadas; casos registrados em Brodowski ainda não têm diagnóstico confirmado<span class="copyright">Conteúdo gerado por IA </span></figcaption></figure><p>Uma<strong> cidade</strong> do <strong>interior</strong> de<strong> São Paulo suspendeu</strong> as<strong> aulas</strong> de toda a<strong> rede municipal</strong> após <strong>crianças e adultos</strong> apresentarem<strong> manchas vermelhas</strong> e <strong>coceira</strong> <strong>sem causa identificada.</strong> Em <strong>Brodowski (SP),</strong> 75 pessoas já procuraram atendimento com suspeita de alterações na pele. Deste total, 42 são crianças.</p><p>A medida deixou cerca de 3,5 mil alunos fora das escolas. Ainda não há diagnóstico confirmado. Amostras foram encaminhadas ao<strong> Instituto Adolfo Lutz,</strong> que deverá ajudar a identificar o que está provocando os sintomas. A previsão é que os estudantes retornem às aulas na terça-feira (06).</p><p>A suspensão começou em parte das escolas e foi ampliada para toda a rede municipal diante do aumento dos relatos. A prefeitura afirma que a decisão é preventiva e que, até agora, não há elementos suficientes para classificar os casos como um surto.</p><p>Creches e escolas passaram por limpeza e higienização nesta quarta-feira (30). As autoridades municipais também criaram uma <strong>Sala de Situação</strong> e aumentaram o número de médicos responsáveis pela avaliação dos pacientes e pelo acompanhamento dos casos.</p><h2>Médicos ainda investigam causa das lesões</h2><p>A principal dúvida ainda está sem resposta: o que está causando as manchas e a coceira.</p><p>A <strong>coordenadora da Vigilância Sanitária de Brodowski, Letícia Mayra de Oliveira Manoel,</strong> afirmou à EPTV que os médicos trabalham com a hipótese de uma doença exantemática. O termo abrange quadros que provocam manchas ou outras lesões avermelhadas na pele e pode estar associado a diferentes causas. A hipótese, portanto, ainda não representa um diagnóstico.</p><p>Segundo a coordenadora, os registros avaliados pela equipe de saúde mostram principalmente manchas avermelhadas pelo corpo, que podem aparecer como pequenos pontos e frequentemente vêm acompanhadas de coceira.</p><p>Relatos de pais também mencionam febre, além das manchas e da coceira. Nas redes sociais, moradores levantaram hipóteses sobre possíveis doenças e até sobre picadas de insetos. Nenhuma dessas versões foi confirmada pelas autoridades sanitárias.</p><p>O caso passou a ser acompanhado também pela <strong>Secretaria de Estado da Saúde,</strong> junto ao <strong>Grupo de Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto.</strong> As análises do Instituto Adolfo Lutz devem ajudar a definir os próximos passos da investigação.</p><p class="    ">As aulas serão repostas posteriormente, segundo a prefeitura. Até a retomada, as unidades permanecem sem estudantes enquanto os trabalhos de limpeza e a investigação de saúde cotinuam.</p><h2>Prefeitura se manifesta pelo Instagram</h2><p>Em publicação feita no Instagram, a <strong>Prefeitura de Brodowski</strong> afirmou que os primeiros casos estavam sendo investigados pelas secretarias municipais de Saúde e Educação.</p><p>O comunicado mais recente foi publicado nesta quarta-feira (30). </p><p><strong>Leia a nota na íntegra:</strong></p><p><em>"</em><em>A Prefeitura Municipal de Brodowski informa que, como medida preventiva, as aulas foram suspensas em toda a rede municipal para reforçar os cuidados e realizar procedimentos de dedetização e higienização nas unidades escolares. 🏫</em></p><p><em>A situação não está relacionada ao ambiente ou às instalações das escolas. A preocupação está no contato entre os próprios alunos, que pode favorecer a transmissão. A DRS foi consultada e informou que, naquele momento, não havia motivo para a suspensão, mas a Prefeitura manteve a medida preventiva para tranquilizar a comunidade escolar. 🧼</em></p><p><em>A eleição do próximo domingo acontecerá normalmente, sem alterações. 🗳️</em></p><p><em>Até o momento, não há diagnóstico oficial. Amostras foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz para análise, e somente após os resultados será possível confirmar a causa do problema. 🔬</em></p><p><em>Informações sobre possíveis doenças que circulam nas redes sociais ainda não foram confirmadas oficialmente. A orientação é aguardar os resultados e os comunicados dos órgãos responsáveis. 📢</em></p><p><em>A Secretaria Municipal de Educação reforça que a carteira de vacinação é solicitada nas matrículas e rematrículas. Durante as férias, todas as escolas também passam por dedetização e higienização. 📚"</em></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-09-30/cidade-sp-suspende-aulas-lesoes-pele-desconhecida.html</link><dc:creator>Pedro Emerenciano</dc:creator><media:credit>Conteúdo gerado por IA </media:credit><author>Pedro Emerenciano</author><keywords>Maioria é criança, São Paulo, Brodowski, Saúde, Doença</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abd4f9571562f8b6ed5d792</guid><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 18:06:36 +0000</pubDate><title>Ginecologista explica sinais de alerta da endometriose</title><description>Dra. Ana Comin aborda sintomas, desafios no diagnóstico e quando a cirurgia pode fazer parte do tratamento</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2b/ol/0m/2bol0mgm887q6810g6yh2i7i4.jpg"><figcaption>Dra. Ana Comin falou sobre endometriose durante participação no Ver Mais Itajaí.<span class="copyright">Acervo Pessoal / Divulgação </span></figcaption></figure><p>Cólicas intensas, dores pélvicas, alterações intestinais e dificuldade para engravidar podem estar entre os sinais da endometriose. Apesar de atingir mulheres em idade reprodutiva, a doença nem sempre é identificada rapidamente e pode exigir uma investigação especializada.</p><p>O assunto foi abordado pela ginecologista, obstetra e especialista em menopausa <strong>Dra. Ana Comin</strong> durante participação no programa Ver Mais Itajaí, exibido pela NDTV, afiliada da Record em Santa Catarina. Durante a conversa com a apresentadora Thayná Costa, a médica explicou como a doença se manifesta e quais sinais merecem atenção.</p><p>“A endometriose é aquele tecido do endométrio que descama todo mês e que, ao invés de estar apenas ali, vai para fora. Está principalmente na pelve, mas pode estar em outros lugares”, afirma.</p><p>A endometriose é caracterizada pela presença de tecido semelhante ao que reveste internamente o útero fora da cavidade uterina. As lesões podem atingir diferentes regiões e estar associadas a processos inflamatórios e dor.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow">De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência estimada da doença está entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva.</a></p><h4><strong>Diagnóstico pode ser um desafio</strong></h4><p> Um dos pontos abordados por Ana Comin foi a dificuldade que algumas pacientes enfrentam até chegar ao diagnóstico. Segundo a especialista, a investigação depende tanto da avaliação médica quanto da realização e interpretação adequada dos exames de imagem.</p><p>“Tem poucos profissionais hoje que realmente conseguem identificar e trabalham com isso. Então, tem uma diversidade muito grande hoje no nosso país”, pontua.</p><p>A médica também destacou a influência da genética e comentou sobre a chamada menstruação retrógrada, uma das teorias utilizadas para explicar o desenvolvimento da endometriose. Ainda existem, porém, aspectos da doença que não estão completamente esclarecidos.</p><p>Outra preocupação frequente é a fertilidade. A endometriose pode estar associada à dificuldade para engravidar, mas o diagnóstico não significa necessariamente que a mulher será infértil.</p><p>“A endometriose pode causar infertilidade. Esse é o principal medo das pacientes que esperam para engravidar mais tarde”, conta.</p><p>A extensão das lesões também não determina, sozinha, a capacidade reprodutiva.</p><p>“Mas isso não é uma certeza. E também não é tamanho da endometriose. A gente tem pacientes com muita endometriose que engravidam facilmente.”</p><h4><strong>Quando a cirurgia pode ser indicada?</strong></h4><p> O tratamento depende das características de cada paciente, da intensidade dos sintomas e de questões como o desejo de engravidar. Segundo Ana Comin, inicialmente podem ser adotadas estratégias para controlar a menstruação e a dor.</p><p>“O que interessa é que a paciente não menstrue e que ela não sinta mais dor. A primeira atitude é essa”, destaca.</p><p>Quando a dor persiste apesar do tratamento ou quando uma paciente com endometriose conhecida encontra dificuldades para engravidar, a possibilidade de intervenção cirúrgica pode ser avaliada.</p><p>Entre as técnicas utilizadas estão procedimentos minimamente invasivos, como a videolaparoscopia e a cirurgia robótica.</p><p>“Hoje a gente opera endometriose por videolaparoscopia e robótica. É muito difícil, não tem como você fazer uma cirurgia realmente de sucesso sem ser dessa forma”, relata.</p><p>A participação de Ana Comin no Ver Mais Itajaí reforçou a importância de não normalizar sintomas que interferem na rotina. Dores intensas, alterações persistentes e dificuldades reprodutivas devem ser discutidas com um ginecologista para que a necessidade de investigação seja avaliada individualmente.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-30/ginecologista-explica-sinais-de-alerta-da-endometriose.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo Pessoal / Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>ENDOMETRIOSE, Dra. Ana Comin</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abd4e9c4814768377efdb3f</guid><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 18:02:06 +0000</pubDate><title>Anvisa investiga casos de perda de visão ligados a canetas</title><description>Dra. Nubia Vanessa explica condição rara que pode causar perda súbita da visão e sua possível relação com a semaglutida</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2r/rw/66/2rrw66irh1uhge4sdju5lwcmm.jpg"><figcaption>Anvisa investiga casos de perda de visão ligados a canetas<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>A <strong>Anvisa</strong> investiga notificações de <strong>neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA)</strong>, uma condição rara que pode provocar perda súbita da visão e deixar sequelas permanentes. </p><p>Os casos chamaram atenção pela possível associação com o uso de canetas emagrecedoras, especialmente medicamentos à base de semaglutida, embora a relação de causa e efeito ainda seja investigada.</p><p>A condição ocorre quando há redução do fluxo sanguíneo para a porção anterior do nervo óptico. </p><p>Segundo a oftalmologista <strong>Dra. Nubia Vanessa</strong>, do CBV-Hospital de Olhos, uma das características da doença é justamente o aparecimento repentino das alterações visuais, geralmente sem dor.</p><p>“A NOIA é uma lesão do nervo óptico causada pela redução do fluxo sanguíneo em sua porção anterior. Geralmente provoca perda visual súbita, indolor e em um olho. Nos casos associados à semaglutida, foram observados edema do disco óptico e, posteriormente, atrofia das fibras nervosas, mas ainda não há um padrão específico comprovado nem relação causal estabelecida”, explica.</p><h2>Quais são os sinais de alerta?</h2><p>A perda de visão relacionada à NOIA pode ser percebida de maneira repentina, principalmente em um dos olhos. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Entre os sinais estão visão borrada, alteração no campo visual e redução da percepção das cores.</a></p><p>A oftalmologista explica que alguns sintomas merecem atenção especial entre pessoas que utilizam medicamentos à base de semaglutida.</p><p>“Os principais sinais são visão borrada ou perda visual em um olho, sombra ou ‘cortina’ no campo visual, defeitos na metade superior ou inferior da visão, redução da percepção de cores e diferença importante entre os olhos. A perda costuma ser súbita, frequentemente percebida ao acordar, mas também pode piorar ao longo de horas ou alguns dias. Esses sintomas exigem avaliação oftalmológica urgente”, alerta.</p><h2>Como é feito o diagnóstico?</h2><p>A investigação começa com uma avaliação oftalmológica detalhada. </p><p>O médico pode realizar exames para verificar a acuidade visual, o funcionamento das pupilas, o fundo de olho e o campo visual, além de utilizar exames de imagem para analisar o nervo óptico.</p><p>“O diagnóstico é feito por avaliação oftalmológica, incluindo acuidade visual, exame das pupilas, fundo de olho, campo visual e tomografia de coerência óptica. Exames laboratoriais e de imagem podem ser solicitados para excluir outras causas, especialmente a forma arterítica da doença. Não existe tratamento comprovado que reverta o dano; é necessário controlar os fatores de risco e discutir o uso da semaglutida com o médico. Pode haver alguma recuperação, mas defeitos de campo visual e outras sequelas permanentes são frequentes”, ressalta.</p><h2>Relação com as canetas ainda é investigada</h2><p>A possível associação entre a semaglutida e a NOIA vem sendo analisada a partir de notificações, relatos de casos e estudos observacionais. </p><p>Até o momento, os dados não permitem estabelecer de maneira definitiva que o medicamento seja a causa da doença.</p><p>“Há relatos de casos e estudos observacionais que sugerem uma possível associação entre semaglutida e NOIA, mas os resultados ainda são conflitantes. A relação de causa e efeito não foi comprovada. Diabetes, hipertensão, apneia do sono, doença cardiovascular, hipotensão noturna e características anatômicas do nervo óptico também podem contribuir. Por isso, a Anvisa e pesquisadores continuam investigando o sinal de segurança”, explica Dra. Nubia Vanessa.</p><p>A existência das notificações não significa que todas as pessoas que utilizam esses medicamentos estejam sob o mesmo risco. </p><p>O principal alerta é para o surgimento de alterações repentinas na visão.</p><p> Diante de perda visual súbita, visão borrada importante ou mudanças no campo visual, a orientação é procurar atendimento oftalmológico com urgência.</p><p>Quem utiliza semaglutida também não deve interromper o tratamento por conta própria. </p><p>A decisão sobre manutenção, substituição ou suspensão do medicamento deve ser discutida com o médico responsável, considerando os benefícios do tratamento, os fatores de risco individuais e qualquer alteração apresentada durante o uso.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-30/anvisa-investiga-casos-de-perda-de-visao-ligados-a-canetas.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Canetas Emagrecedoras</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abd3cbb71562f8b6ed5d77c</guid><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 17:04:30 +0000</pubDate><title>Portaria libera doação de sangue de pessoas com mais de 70 anos</title><description>Novas regras ampliam critérios para doadores, reduzem prazos de impedimento e adotam medidas para reforçar a segurança e a rastreabilidade do sangue</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9i/45/4g/9i454gdqzfbt4yrnmk2prs829.jpg"><figcaption>Portaria libera doação de pessoas com mais de 70 anos<span class="copyright">Pixabay </span></figcaption></figure><p class="    "><strong>Pessoas com 70 anos ou mais</strong> que permaneçam saudáveis <strong>poderão ser doadoras de sangue</strong>, segundo o novo <strong>regulamento técnico da hemoterapia</strong> no Brasil. A mudança foi estabelecida na Portaria GM/MS 11.685/2026, do <strong>Ministério da Saúde</strong>, que foi publicada em julho e passa a valer a partir desta quarta-feira (30).</p><p>Para doar, a pessoa precisa ser considerada apta na avaliação clínica realizada pelo serviço de hemoterapia e respeitar os intervalos e a frequência de doações definidos para essa faixa etária.</p><p>“O novo regulamento atualiza os critérios de aptidão para doadores voluntários, reforça a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue e orienta os serviços de hemoterapia de acordo com os avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico atual”, explica o Ministério da Saúde.</p><p>De acordo com o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, as novas regras permitem que mais pessoas doem sangue e reforçam a segurança de quem doa e de quem recebe a transfusão.</p><p>“Incentivamos a população brasileira a procurar os serviços de hemoterapia, com a certeza de que será acolhida com todo o cuidado e a segurança necessários e de que cada doação será utilizada de forma responsável e cientificamente adequada para ajudar a salvar vidas em todo o país”, afirma.</p><h2>Novos prazos </h2><p>O novo regulamento também reduz o tempo de espera para que pessoas interessadas em doar e que tenham passado por exames, utilizado medicamentos ou mesmo feito procedimentos estéticos com microagulhamento, como tatuagem, maquiagem definitiva, preenchimentos e aplicação de botox.</p><p>Nesses casos, a doação poderá ser realizada após sete dias, desde que o procedimento tenha sido feito em um local que cumpra as normas de segurança. Quando essa avaliação não for possível, o prazo será de quatro meses. Para piercing na boca ou na região genital, a doação poderá ser feita quatro meses após a retirada.</p><p>Além disso, o MS destaca medidas para garantir maior segurança nas transfusões de sangue, sendo o Brasil o primeiro país a implantar de forma obrigatória o teste de malária em 100% dos exames de triagem.</p><p>“O NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, já é utilizado para identificar HIV e hepatites B e C e passa a detectar também o parasita causador da malária. Assim, o período de impedimento para pessoas que se deslocaram para municípios de áreas endêmicas ou tiveram exposição em regiões de mata, bosque ou floresta passa a ser de 30 dias. Antes, o prazo poderia chegar a 12 meses”, diz o MS.</p><p>Também foi adotado o padrão internacional ISBT 128 para identificação de bolsas e amostras, o que reforça a rastreabilidade em todas as etapas, desde a coleta até a transfusão ou o encaminhamento do plasma para a produção de medicamentos, reduzindo o risco de erros de identificação.</p><p>Para reduzir perdas e aumentar a disponibilidade das plaquetas, o prazo de validade do concentrado pode passar de cinco para sete dias, desde que as medidas de controle de qualidade exigidas sejam adotadas.</p><p>“A mudança contribui para reduzir perdas desse hemocomponente, utilizado principalmente no atendimento a pessoas com câncer, pacientes submetidos à quimioterapia, pessoas com doenças hematológicas e outras condições que exigem transfusões frequentes.”</p><h2>Doação de sangue no Brasil </h2><p>Segundo o MS, em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 3,26 milhões de coletas de sangue, com uma taxa de 15,29 doações por mil habitantes, a maior desde o período da pandemia. Os dados mostram a recuperação gradual das doações, após a redução registrada em 2020.</p><p>Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar documento oficial com foto, que também poderá ser apresentado em formato digital. Adolescentes a partir de 16 anos podem se candidatar, desde que tenham autorização do responsável.</p><p>Os interessados devem procurar o hemocentro mais próximo para consultar os horários de atendimento e passar pela triagem, etapa em que são avaliadas as condições de saúde e a aptidão para a doação.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-09-30/portaria-libera-doacao-de-sangue-de-pessoas-com-mais-de-70-anos.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Pixabay </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, doacao de sangue, Ministerio da Saude, hemocentro, idoso</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abd220d4814768377efdb02</guid><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 16:35:43 +0000</pubDate><title>Anvisa aprova medicamento para tratar esquistossomose em crianças</title><description>Medicamento age sobre os parasitas da doença, considerada problema de saúde pública, e foi autorizado para uso em crianças de 3 meses a 6 anos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bk/z8/am/bkz8amnc9berst0wtjpnnqria.jpg"><figcaption>Anvisa aprova novo medicamento<span class="copyright">Foto: Reprodução Freepik </span></figcaption></figure><p class="   ">A <strong>Agência Nacional de Vigilância Sanitária</strong> (<strong>Anvisa</strong>) aprovou nesta quarta-feira (30) o registro do m<strong>edicamento Farmanguinhos Arpraziquantel</strong>, indicado para o <strong>tratamento da esquistossomose</strong> causada pelo <strong>parasita Schistosoma mansoni ou Schistosoma haematobium</strong> em crianças de 3 meses a 6 anos. A resolução foi publicada no <strong>Diário Oficial da União</strong>.</p><p class="   ">Em nota, a Anvisa destacou que <strong>a doença é considerada problema de saúde pública</strong> em regiões tropicais e subtropicais da África, da Ásia, do Caribe e da América do Sul.</p><p>“É uma <strong>doença tropical negligenciada</strong>, um grupo diversificado de condições que afeta predominantemente populações de baixa renda em todo o mundo e pode evoluir de formas assintomáticas a quadros clínicos extremamente graves.”</p><h2>Ação do medicamento </h2><p>De acordo com a agência, quando ingerido, o arpraziquantel é absorvido pelos vermes nos vasos sanguíneos do paciente e causa espasmos musculares e paralisia nos parasitas, o que interrompe sua fixação aos vasos sanguíneos.</p><p>“O medicamento também danifica o tegumento, uma barreira que protege o parasita do sistema imunológico. Com isso, o corpo consegue destruir os vermes.”</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-09-30/anvisa-aprova-medicamento-para-tratar-esquistossomose-em-criancas.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Foto: Reprodução Freepik </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, Anvisa, criancas, Esquistossomose</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abc2deea28744ed39d8a7e7</guid><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 21:30:36 +0000</pubDate><title>Édina Vendrame alerta para cuidados com odontologia digital</title><description>Especialista explica como scanners, imagens 3D e novos sistemas estão mudando tratamentos e quais são os limites dessas ferramentas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0g/y5/eu/0gy5eu9qca9u95zbvwflss9po.jpg"><figcaption>Especialista em Endodontia, Édina Vendrame destaca que a odontologia digital exige tecnologia, capacitação e critérios clínicos.<span class="copyright">Acervo Pessoal / Divulgação </span></figcaption></figure><p>As doenças bucais atingem <a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow">quase 3,7 bilhões de pessoas</a>, segundo a Organização Mundial da Saúde. Além do impacto sobre a qualidade de vida, o problema movimenta recursos expressivos: em 2019, os gastos diretos com saúde bucal chegaram a US$ 387 bilhões, equivalentes a aproximadamente 4,8% das despesas globais em saúde. As perdas de produtividade foram estimadas em outros US$ 323 bilhões.</p><p>Parte da estrutura assistencial passa por uma transformação tecnológica. Escaneamentos intraorais, tomografias de feixe cônico, programas de modelagem tridimensional, sistemas CAD/CAM e impressão 3D vêm alterando a maneira como informações são registradas, compartilhadas e utilizadas no planejamento odontológico.</p><p>O fluxo digital permite substituir determinadas etapas manuais, integrar exames e preparar modelos ou dispositivos personalizados. A tecnologia já aparece na fabricação de próteses, coroas, alinhadores, guias e outros produtos odontológicos. Documentos da Food and Drug Administration (FDA) mostram sistemas que reúnem escaneamento, software de desenho, impressão e pós-processamento em uma mesma cadeia de produção.</p><p>A incorporação, porém, ainda é desigual. Pesquisa do painel Clinical Evaluators da American Dental Association, realizada com 369 dentistas, mostrou que 53% utilizavam scanner intraoral. Entre os usuários, 70% apontaram a eficiência clínica como principal razão para a aquisição; entre os que não utilizavam a tecnologia, 66% indicaram o investimento financeiro como a maior barreira.</p><p>Com 11 anos de atuação clínica e acadêmica, <strong>Édina Vendrame</strong> passou pela University of Manitoba, no Canadá, onde participou de pesquisa em Materiais Dentários, e construiu uma trajetória reconhecida e respeitada no meio acadêmico. Especialista em Endodontia e mestre em Odontologia com concentração em Saúde Coletiva, ela acompanha a digitalização a partir da prática clínica, da pesquisa e da gestão da Amici Odontologia, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.</p><p>Para a especialista, a aquisição de equipamentos representa apenas uma parte da mudança. “A odontologia digital não se resume à substituição de procedimentos convencionais por equipamentos mais recentes. O avanço acontece quando imagens, escaneamentos e informações clínicas são integrados com critérios técnicos e utilizados para responder a uma necessidade real do tratamento”, afirma Édina.</p><h4><strong>Limitações</strong></h4><p>As limitações são especialmente relevantes nas imagens tridimensionais. Na Endodontia, a American Association of Endodontists reconhece que a tomografia de feixe cônico pode acrescentar informações em casos complexos, mas sustenta que o exame não deve ser empregado rotineiramente sem sinais, sintomas ou justificativa clínica.</p><p>A responsabilidade pela decisão permanece com o cirurgião-dentista. Programas de modelagem e serviços de processamento podem auxiliar na organização dos dados, sem substituir diagnóstico, prescrição ou avaliação do paciente. “Uma imagem tridimensional pode oferecer informações valiosas, mas sua utilidade depende da qualidade da aquisição, da integração correta dos arquivos e da interpretação do profissional responsável. Quando não há protocolo e treinamento, a tecnologia pode aumentar a complexidade sem necessariamente melhorar o cuidado”, acrescenta Édina.</p><p>A digitalização pode trazer ganhos de organização e previsibilidade, mas não garante redução de custos nem melhores resultados em qualquer procedimento. O retorno depende do volume de utilização, da capacitação, da compatibilidade entre sistemas e da seleção dos casos nos quais a ferramenta oferece benefício real.</p><h4><strong>Experiência</strong></h4><p>Essa experiência inspira e orienta um novo projeto profissional de Édina. A dentista planeja estabelecer em Orlando a Amici Digital Services, voltada ao processamento tridimensional, à organização de fluxos digitais e ao treinamento de profissionais e clínicas licenciadas. “A empresa atuará exclusivamente como provedora de serviços técnicos e tecnológicos para profissionais licenciados”, registra o plano do negócio, que não prevê diagnóstico, prescrição ou atendimento direto a pacientes.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-29/edina-vendrame-alerta-para-cuidados-com-odontologia-digital.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo Pessoal / Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>SAIBA MAIS, Édina Vendrame</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abc2c42a28744ed39d8a7e6</guid><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 21:23:18 +0000</pubDate><title>Infarto nem sempre começa com dor no peito; veja os sinais</title><description>Cardiologista Marianna Andrade explica sintomas que podem indicar uma emergência e alerta para a importância de buscar atendimento rapidamente</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bq/f1/80/bqf180zpgxgswuicmgdbzkezi.jpg"><figcaption>A cardiologista Marianna Andrade alerta que o infarto pode apresentar sintomas além da clássica dor no peito.<span class="copyright">Acervo Pessoal / Divulgação </span></figcaption></figure><p>Dor ou pressão no peito é um dos sinais mais conhecidos de infarto, mas não é o único. Falta de ar repentina, suor frio, palidez, náusea, coração acelerado e sensação de desmaio também podem aparecer em uma emergência cardiovascular.</p><p>Durante o <a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow">Setembro Vermelho</a>, campanha de conscientização sobre a saúde do coração, a cardiologista <strong>Marianna Andrade</strong> chama atenção para a importância de reconhecer esses sintomas e procurar atendimento rapidamente.</p><p>“Não é preciso ter certeza de que se trata de um infarto para pedir ajuda. Se o sintoma surgiu de repente ou sugere uma emergência, esperar para ver se melhora pode custar um tempo precioso”, afirma a médica, coordenadora da Cardiologia do Hospital Mater Dei Salvador.</p><p>Diante da suspeita de uma emergência cardiovascular, a orientação é acionar o Samu pelo telefone 192.</p><p><strong>Sintomas podem ser diferentes</strong> O desconforto provocado por um infarto pode se espalhar para regiões como braços, costas ou mandíbula. Também pode ser acompanhado por falta de ar, náusea e outros sinais.</p><p>“Quando falamos em infarto, muita gente imagina apenas uma dor intensa no peito e no braço esquerdo. Conhecer outras formas de apresentação ajuda a levar a sério sinais que poderiam ser confundidos com um mal-estar passageiro”, explica Marianna.</p><p>Em mulheres, os sintomas também podem se apresentar de maneira menos típica, o que pode dificultar o reconhecimento do quadro.</p><p>Outro dado importante para a equipe médica é saber quando os sintomas começaram. Essa informação pode contribuir para a avaliação e a definição da conduta.</p><p><strong>Prevenção começa antes dos sintomas</strong> A cardiologista reforça que os cuidados com o coração não devem começar apenas quando aparece algum desconforto.</p><p>Acompanhar pressão arterial, glicemia e colesterol, não fumar, praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação equilibrada estão entre as medidas relacionadas à redução dos fatores de risco cardiovascular.</p><p>“Muita gente só procura o cardiologista depois de sentir algo. A avaliação preventiva permite identificar fatores de risco e definir, para cada pessoa, quais cuidados e exames são necessários”, afirma.</p><p>Em casos de sintomas súbitos ou intensos compatíveis com uma emergência cardiovascular, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-29/infarto-nem-sempre-comeca-com-dor-no-peito--veja-os-sinais.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo Pessoal / Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>ENTENDA, Infarto, Cardiologista Marianna Andrade</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abc2a1ba28744ed39d8a7e1</guid><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 21:14:11 +0000</pubDate><title>Treino, sono e alimentação: como manter a saúde na rotina corrida</title><description>Lucas Congo conta como musculação, alimentação, descanso e acompanhamento preventivo entraram na rotina após anos conciliando negócios e família</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0t/oh/p3/0tohp3x92uoks9cnbbj23nv8f.jpg"><figcaption>Lucas Congo incluiu musculação, alimentação, sono e acompanhamento da saúde na rotina.<span class="copyright">Acervo Pessoal / Divulgação </span></figcaption></figure><p>Entre trabalho, compromissos pessoais e responsabilidades familiares, os cuidados com a saúde podem acabar ficando para depois. Para o empresário <strong>Lucas Congo</strong>, com mais de 15 anos de atuação no comércio exterior, a saída foi transformar treino, alimentação e sono em partes fixas da rotina.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow">A musculação faz parte do dia a dia, assim como a atenção à alimentação e ao descanso.</a> Congo também procura manter exames periódicos como forma de acompanhar a saúde antes do aparecimento de problemas.</p><p>“Eu gosto de treinar, gosto de cuidar da alimentação e procuro cuidar do meu sono. Não vejo isso como uma obrigação ou como algo que faço apenas por estética. Virou um hábito e faz parte da minha rotina”, afirma.</p><p><strong>Constância em vez de motivação</strong> Para conseguir conciliar os cuidados pessoais com a agenda profissional, Congo diz apostar na regularidade. A lógica é não depender apenas da disposição daquele dia para manter os hábitos.</p><p>“Nem todo dia você está com vontade de treinar, assim como nem todo dia no trabalho as coisas acontecem da maneira que você gostaria. A disciplina é justamente fazer o que precisa ser feito mesmo nesses dias. Acho que essa mentalidade acaba se refletindo em várias áreas da vida.”</p><p>A prevenção também entrou nessa organização. O empresário procura manter exames de rotina em dia e compara esse acompanhamento, guardadas as diferenças, ao hábito de observar indicadores de um negócio.</p><p>“Fazer os exames e acompanhar como as coisas estão é uma maneira de não olhar para a saúde somente quando alguma coisa estiver errada.”</p><p><strong>Saúde pensando no futuro</strong> Com o passar dos anos, o cuidado deixou de estar relacionado somente à disposição para trabalhar. A vida familiar também passou a pesar nessa decisão.</p><p>Congo conta que a chegada da filha, Maria Clara, mudou sua percepção sobre o futuro.</p><p>“Minha filha é o meu maior presente. Foi por ela que amadureci e passei a ter uma visão de mundo completamente diferente. Ela é o meu propósito de tudo que faço.”</p><p>Hoje, ele associa os hábitos à possibilidade de manter qualidade de vida para acompanhar tanto a carreira quanto a família nos próximos anos.</p><p>“Quero continuar trabalhando, empreendendo, acompanhando minha filha crescer, estando com a minha família e fazendo as coisas de que gosto. Para isso, não adianta cuidar apenas da empresa. Também preciso cuidar de mim.”</p><p>Para Congo, a proposta não é alcançar uma rotina perfeita, mas encontrar hábitos que possam ser mantidos no longo prazo.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-29/treino--sono-e-alimentacao--como-manter-a-saude-na-rotina-corrida.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo Pessoal / Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>BONS HÁBITOS, Lucas Congo, saúde, qualidade de vida, bem estar</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abb95adb943d909489d9a36</guid><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 11:06:17 +0000</pubDate><title>Saneamento: 20% dos principais candidatos têm planos abrangentes</title><description>Entre as propostas mais específicas, universalização é a que mais aparece, seguida por drenagem, ações no meio rural e investimentos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/8a/w5/i5/8aw5i5gcd4s82r1q6k6c7vrf0.jpg"><figcaption>Saneamento: 20% dos principais candidatos têm planos abrangentes<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p class="  ">Levantamento feito pelo <strong>Instituto Trata Brasil</strong> com <strong>62</strong> principais <strong>candidatos</strong> a <strong>governos estaduais</strong> constatou que apenas <strong>13</strong> deles têm <strong>planos</strong> abrangentes para a <strong>área de saneamento</strong>. A pesquisa foi feita a partir da análise dos planos de governo daqueles que tinham maior probabilidade de serem eleitos ou disputarem o segundo turno, de acordo com pesquisas de intenção de voto, divulgadas entre 22 de agosto e 4 de setembro deste ano.</p><p>O Trata Brasil, uma organização da sociedade civil de interesse público voltada para a conscientização da sociedade sobre a importância do saneamento, analisou <strong>quatro eixos</strong> desta política pública: <strong>planejamento, regionalização</strong> e <strong>coordenação</strong> para a <strong>universalização</strong>; <strong>viabilização de investimentos</strong> e <strong>superação de gargalos</strong> para a universalização; governança e regulação do saneamento básico; e metas tangíveis.</p><h2>Níveis </h2><p>A partir dessa análise, foram atribuídos níveis a cada candidato, com base no número de eixos abordados em seus planos de governo.</p><p>Os níveis são: <strong>ausente</strong>, quando o candidato não menciona saneamento em nenhum trecho da proposta; <strong>superficial</strong>, quando envolve apenas um eixo com profundidade suficiente; <strong>transversal</strong>, quando desenvolve dois ou três eixos; e <strong>abrangente</strong>, quando a proposta abrange os quatro eixos analisados.</p><p>O Trata Brasil constatou que todos os 62 candidatos abordaram pelo menos um eixo em seu plano. Cinco propostas foram consideradas superficiais. Classificadas como transversais são 44 propostas, das quais 15 abordam dois eixos e 29, três. Treze planos incluem os quatro eixos.</p><p>Segundo a presidente executiva do instituto, Luana Pretto, de modo geral, os planos de governo dos candidatos citam o tema saneamento básico, ainda que transversalmente.</p><h2>Universalização sem metas</h2><p>Entre as propostas mais específicas, universalização é a que mais aparece entre os planos dos candidatos (87%), seguida por drenagem (76%), saneamento rural (66%), investimentos (58%), regionalização (45%), população vulnerável (35%), regulação (32%), metas tangíveis (26%) e governança de dados (24%).</p><p>“Oitenta e sete porcento dos candidatos falam de universalização, só que apenas 26% colocam metas. Então, eu falo de universalização, mas eu não me comprometo com meta. E isso é um problema", avalia Luana.</p><p>"Eu falo de universalização, mas eu não falo de regulação, que é um tema muito importante quando a gente olha que as agências reguladoras têm que ser técnicas, independentes e fortalecidas para cobrar tanto a expansão dos serviços quanto a operação eficiente desses serviços”, acrescenta.</p><p>Para o Instituto Trata Brasil, a presença do assunto saneamento em todos os planos de governo não significa, necessariamente, compromisso estruturado dos candidatos. Além disso, a pesquisa mostra que a pauta entrou no debate eleitoral, mas ainda precisa ganhar maior profundidade, metas verificáveis e instrumentos de acompanhamento.</p><p>“Acre, Maranhão e Amazonas, que são estados com indicadores bastante ruins, ainda têm candidato praticamente não citando o saneamento básico", observa a presidente executiva do Trata Brasil.</p><p>"O que seria o ideal é que, em estados onde a gente tem um indicador muito ruim de saneamento, a gente deveria ter os candidatos comprometidos com o tema, porque faltam sete anos para universalizar o saneamento e, se ele não se comprometer agora, coloca em risco o atingimento dessa meta”, completa Luana Pretto.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-09-29/saneamento--20--dos-principais-candidatos-tem-planos-abrangentes.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Meio Ambiente, eleicoes 2026, saneamento basico, Instituto Trata Brasil</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abb3f9c84ca008a7a14859c</guid><pubDate>Tue, 29 Sep 2026 04:33:38 +0000</pubDate><title>Ludomania: o que é, quais os sinais e como buscar ajuda</title><description>Fim das bets reacende alerta sobre transtorno do jogo; psicanalista Carla Brandão explica sinais, riscos e caminhos para buscar tratamento</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7c/fb/3d/7cfb3dsr3i49mnw9a7w6d8nd0.jpg"><figcaption>Apostas esportivas<span class="copyright">Joédson Alves/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>O<strong> fim das bets</strong> no<strong> Brasil</strong> interrompe o acesso às plataformas legalizadas, mas deixa uma questão que não desaparece junto com os aplicativos: o que acontece com quem perdeu o controle sobre as apostas?</p><p>A <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-06-25/ludopatia--apostas-levaram-empresario-a-perder-r--100-mil-em-72h.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">ludomania,</a> também chamada de <strong>ludopatia,</strong> é associada ao que as classificações médicas chamam de transtorno do jogo. A condição é marcada pela dificuldade de controlar o impulso de apostar, mesmo quando o comportamento já provoca prejuízos financeiros, familiares, profissionais ou emocionais.</p><p>O <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-25/governo-federal-anuncia-fim-das-bets.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">assunto ganhou novo peso após o governo federal proibir as bets no <strong>Brasil.</strong></a> A medida impede novas apostas e determinou a retirada dos sites e aplicativos do ar.</p><p>Para quem desenvolveu uma relação compulsiva com o jogo, porém, simplesmente retirar o acesso pode não ser suficiente. É o que explica a psicanalista e colunista do<strong> iG</strong><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/carla-brandao/" target="_blank" rel="noopener nofollow"> Carla Brandão. </a></p><p>Segundo ela, a interrupção pode ser acompanhada de ansiedade, irritabilidade e desejo de voltar a jogar, inclusive por outros meios.</p><p>"Mais do que perguntar apenas 'como parar de apostar?', é importante compreender o que aquela aposta representava para o sujeito e que sofrimento ela ajudava a encobrir", explica.</p><h2>Quando apostar deixa de ser diversão?</h2><p>Nem toda pessoa que faz uma aposta desenvolve ludomania. O sinal mais importante aparece quando o jogador perde a capacidade de controlar o comportamento.</p><p>O<strong> Ministério da Saúde</strong> classifica o <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-09-28/apos-mp-das-bets--500-sites-saem-do-ar-e-500-sao-criados-ilegalmente.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">transtorno do jogo como um problema mental e comportamental.</a> Entre suas características estão a dificuldade de interromper as apostas, mesmo quando a pessoa deseja parar, e a continuidade do comportamento apesar dos prejuízos.</p><p>Carla aponta alguns sinais que podem aparecer antes ou junto dessa perda de controle: dívidas, esconder quanto dinheiro e tempo são gastos, aumentar os valores apostados e tentar repetidamente recuperar aquilo que já foi perdido.</p><p>A rotina também começa a mudar. Trabalho, família e outras atividades podem perder espaço para o jogo. Alterações no sono e no humor, culpa, ansiedade e irritabilidade quando a pessoa não está apostando também estão entre os sinais de alerta apontados pelo Ministério da Saúde.</p><h2>Por que é tão difícil parar?</h2><p>A repetição das apostas também está ligada ao sistema cerebral de recompensa.</p><p>"A neurociência ajuda a entender o mecanismo da aposta em bets, que tem relação com a expectativa de recompensa e o resultado da aposta, que ativam circuitos cerebrais relacionados à recompensa, com participação da dopamina", explica Carla.</p><p>Segundo a psicanalista, esse sistema de reforço pode contribuir para que a pessoa continue apostando mesmo quando já acumula perdas.</p><p>É justamente por isso que o fim das plataformas regulamentadas não encerra sozinho o problema. Depois da proibição, mais de 500 sites irregulares foram retirados do ar, enquanto outros endereços clandestinos surgiram.</p><h2>Onde buscar ajuda</h2><p>O transtorno do jogo tem tratamento. Pelo<strong> Sistema Único de Saúde (SUS),</strong> pessoas com problemas relacionados às apostas podem procurar uma <strong>Unidade Básica de Saúde (UBS)</strong> ou um <strong>Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).</strong> O Ministério da Saúde também disponibiliza atendimento remoto e um autoteste pelo Meu SUS Digital.</p><p class="    ">O acompanhamento pode envolver diferentes profissionais e atendimentos individuais ou em grupo. A avaliação de cada caso define qual tipo de cuidado será necessário.</p><p>Para Carla, esse atendimento também precisa olhar para aquilo que está por trás do comportamento compulsivo.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-09-29/ludomania-o-que-e-quais-os-sinais-e-como-buscar-ajuda.html</link><dc:creator>Pedro Emerenciano</dc:creator><media:credit>Joédson Alves/Agência Brasil </media:credit><author>Pedro Emerenciano</author><keywords>Apostas e saúde, ludomania, ludopatia, bets</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abac1af84ca008a7a148543</guid><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 19:36:16 +0000</pubDate><title>Fortalecer as pernas se torna ainda mais importante após os 50</title><description>Cirurgião vascular Herik Oliveira explica como exercícios e pequenas mudanças na rotina ajudam na mobilidade e na circulação</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ar/90/bs/ar90bs15pt2p1r8d143gcd2ce.jpg"><figcaption>Por que fortalecer as pernas se torna ainda mais importante após os 50?<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Com o passar dos anos, manter as pernas fortes deixa de ser apenas uma questão relacionada à prática de exercícios. </p><p>A musculatura dos membros inferiores participa diretamente de atividades cotidianas como caminhar, levantar de uma cadeira e subir escadas, além de ter papel importante na mobilidade e no retorno venoso. </p><p>Depois dos 50 anos, quando a perda gradual de massa muscular tende a se tornar uma preocupação maior, preservar essa força pode contribuir para a autonomia ao longo do envelhecimento.</p><p>O cirurgião vascular <strong>Dr. Herik Oliveira</strong> explica que o fortalecimento das pernas pode atuar em diferentes aspectos da saúde.</p><p>“Fortalecer as pernas após 50 anos tem vários motivos: combate a sarcopenia, que é a perda natural de massa muscular; melhora o equilíbrio e a mobilidade, garantindo mais autonomia e independência, com prevenção de quedas e fraturas; fortalece os ossos e músculos e previne a osteoporose”, afirma.</p><p>Além dos benefícios relacionados à mobilidade, manter-se fisicamente ativo também pode contribuir para a saúde cardiovascular e metabólica.</p><p>“Ajuda no controle de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, melhora a oxigenação cerebral, ajuda no tratamento de demência, aumenta o retorno venoso de sangue das pernas para o coração, reduz o inchaço nas pernas e auxilia na prevenção de varizes”, explica o médico.</p><h2>Caminhada pode ser um primeiro passo</h2><p>Uma das formas mais acessíveis de manter o corpo em movimento é caminhar. </p><p>A atividade pode ser incorporada à rotina de acordo com o condicionamento e as condições de saúde de cada pessoa.</p><p>“A caminhada melhora a mobilidade, o equilíbrio, reduz a sensação de rigidez e mantém o corpo ativo. Aumenta a disposição e a energia, diminui a ansiedade, melhora a qualidade do sono e combate o estresse”, ressalta Herik.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">O movimento das pernas também auxilia o retorno venoso, já que a contração da musculatura da panturrilha participa do bombeamento do sangue em direção ao coração.</a></p><p>“Ela estimula a circulação, melhora a oxigenação dos tecidos, ativa a musculatura das pernas e fortalece os ossos”, acrescenta.</p><h2>Exercícios simples também entram na rotina</h2><p>Para aumentar o nível de atividade física, nem sempre é necessário começar por exercícios complexos. </p><p>Movimentos realizados no cotidiano podem ajudar a reduzir períodos de inatividade.</p><p>“Alguns hábitos fazem muita diferença: caminhar regularmente, mesmo que por 20 a 30 minutos por dia; evitar ficar muito tempo parado na mesma posição; fazer exercícios simples, como subir escadas, sentar e levantar da cadeira e fazer elevação de panturrilhas com apoio na ponta dos dedos”, afirma o cirurgião vascular.</p><p>Alongamentos, alimentação equilibrada e hidratação também fazem parte dos cuidados apontados pelo especialista.</p><p>“É importante fazer alongamento de costas, quadril, braços e pernas, preferir escadas ao elevador, manter uma alimentação equilibrada e uma boa hidratação e manter uma frequência de exercícios físicos de, no mínimo, três vezes por semana”, ressalta.</p><p>A intensidade e o tipo de exercício, porém, precisam respeitar as condições individuais, principalmente entre pessoas que apresentam doenças cardiovasculares, limitações articulares ou histórico de quedas.</p><h2>Horas sentado também merecem atenção</h2><p>Não é apenas a prática de exercícios que importa. </p><p>Passar longos períodos sentado e sem movimentar as pernas também pode interferir na circulação.</p><p>“Ficar muito tempo sentado diminui o retorno de sangue das pernas para o coração, aumenta o inchaço e o risco de doenças vasculares, como varizes. A postura prolongada também pode causar dores e fadiga muscular”, afirma Herik.</p><p>A postura adotada durante o dia também influencia a maneira como o corpo distribui o peso e utiliza a musculatura.</p><p>“Uma postura inadequada pode sobrecarregar articulações, prejudicar o equilíbrio e até dificultar a circulação. Com o passar dos anos, manter uma boa postura ajuda a prevenir dores e melhora a mobilidade”, explica.</p><p>Para quem passa boa parte do dia trabalhando sentado, pequenas pausas podem ser uma maneira simples de colocar as pernas em movimento. </p><p>“Recomenda-se levantar e se movimentar por cinco minutos a cada hora para evitar essas situações”, orienta o médico.</p><p>Depois dos 50 anos, portanto, preservar a força das pernas envolve tanto exercícios regulares quanto reduzir os períodos prolongados de inatividade. </p><p>Caminhar, movimentar a panturrilha e incluir exercícios de força na rotina são medidas que podem contribuir para preservar mobilidade e autonomia, sempre respeitando as condições de saúde e as orientações dos profissionais que acompanham cada pessoa.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-28/fortalecer-as-pernas-se-torna-ainda-mais-importante-apos-os-50.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Atenção</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6abac05d84ca008a7a148542</guid><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 19:30:43 +0000</pubDate><title>IA e robôs avançam nas cirurgias e podem mudar tratamentos</title><description>Coloproctologista Gustavo Becker explica como novas tecnologias podem aumentar precisão e segurança em procedimentos colorretais</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0e/qi/zp/0eqizpayrzhcw6pdlw3v7kiwf.jpg"><figcaption>O coloproctologista Gustavo Becker explica como inteligência artificial e robótica estão chegando à prática médica.<span class="copyright">Acervo Pessoal / Divulgação </span></figcaption></figure><p>Inteligência artificial, robôs e técnicas menos invasivas estão deixando de ser apenas projeções sobre o futuro da medicina e ganhando espaço na prática de diferentes especialidades.<a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow"> Na cirurgia colorretal</a>, essas tecnologias já são discutidas como ferramentas capazes de auxiliar médicos no planejamento e na realização de procedimentos.</p><p>O tema esteve entre os destaques do <strong>74º Congresso Brasileiro de Coloproctologia</strong>, realizado entre 24 e 26 de setembro, em Balneário Camboriú (SC). Presidido pelo coloproctologista Gustavo Pereira Becker, o encontro reuniu especialistas brasileiros e cerca de 20 professores internacionais.</p><p>“A inteligência artificial deixou de ser apenas uma perspectiva futura. Ela já está presente na medicina, seja no auxílio à análise de exames e imagens, na endoscopia, na organização de dados clínicos, na pesquisa científica, na educação médica e até no planejamento e suporte à tomada de decisão”, explica <strong>Gustavo</strong> <strong>Becker</strong>.</p><p><strong>Cirurgias mais precisas</strong> Outra transformação discutida no congresso envolve a cirurgia robótica e os procedimentos minimamente invasivos.</p><p>Segundo <strong>Gustavo</strong> <strong>Becker</strong>, laparoscopia e cirurgia robótica já são utilizadas em diferentes situações dentro da cirurgia colorretal. A expectativa é que o avanço tecnológico permita ampliar a precisão e auxiliar o cirurgião em diferentes etapas.</p><p>“O próximo passo provavelmente não será apenas operar por incisões menores, mas utilizar tecnologia para aumentar precisão, previsibilidade e segurança”, afirma.</p><p>Durante o evento, profissionais também puderam acompanhar 12 cirurgias ao vivo. A proposta foi mostrar não somente as técnicas, mas decisões, dificuldades e adaptações que podem ocorrer durante procedimentos reais.</p><p><strong>Tecnologia não substitui o cuidado</strong> Apesar dos avanços, <strong>Gustavo</strong> ressalta que incorporar novas ferramentas não significa colocar a tecnologia acima das necessidades individuais de cada paciente.</p><p>“Porque a coloproctologia é muito maior do que a cirurgia. O nosso paciente não pode ser reduzido a uma técnica ou a uma plataforma tecnológica”, destaca.</p><p>Além de IA e robótica, o congresso abordou câncer colorretal, doenças inflamatórias intestinais, alterações do assoalho pélvico e outras condições tratadas pela especialidade.</p><p>Para <strong>Gustavo Becker</strong>, o desafio agora é fazer com que os avanços tecnológicos se traduzam em melhorias concretas na assistência.</p><p>“Gostaria que cada participante retornasse para casa com pelo menos uma ideia capaz de melhorar efetivamente o cuidado de seus pacientes”, conclui.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-28/ia-e-robos-avancam-nas-cirurgias-e-podem-mudar-tratamentos.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo Pessoal / Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>ENTENDA, Gustavo Becker, coloproctologista, Coloproctologista Gustavo Becker</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ababe5ca4bcac8675df4ba2</guid><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 19:22:06 +0000</pubDate><title>Check-up digestivo pode revelar problemas antes dos sintomas?</title><description>Gerson Santos explica quando endoscopia e colonoscopia podem ser indicadas e por que a prevenção deve ser individualizada</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6f/dz/1l/6fdz1lf4kjiqovuxxyu77ho3o.jpg"><figcaption>Gerson Santos<span class="copyright">Acervo pessoal </span></figcaption></figure><p>Quando o assunto é prevenção, muita gente já sabe que é importante acompanhar colesterol, glicemia, pressão arterial e saúde do coração. </p><p>O sistema digestivo, porém, nem sempre recebe a mesma atenção, principalmente quando não existem sintomas intensos. </p><p>Alterações no esôfago, estômago e intestino podem começar de maneira silenciosa ou apresentar sinais que acabam incorporados à rotina, como azia frequente, refluxo, sensação de estômago pesado, náuseas, dor abdominal e mudanças persistentes no funcionamento intestinal.</p><p>É por isso que a avaliação da saúde digestiva não precisa começar somente quando alguma coisa está errada. </p><p>O acompanhamento considera idade, histórico familiar, hábitos, sintomas, antecedentes pessoais e fatores de risco. </p><p>A partir dessas informações, o médico pode avaliar se existe indicação para exames e quais procedimentos são adequados para cada pessoa.</p><p>Para <strong>Gerson Santos</strong>, diretor do Artur Parada Medicina Diagnóstica e executivo que atua há anos no setor de saúde, mudar a forma como a população enxerga a prevenção é um dos pontos importantes desse cuidado.</p><p>“Durante muito tempo, criou-se o hábito de procurar o serviço de saúde principalmente quando aparece uma dor ou quando algum sintoma começa a interferir na rotina. A prevenção propõe justamente o contrário: acompanhar a saúde e investigar quando necessário antes que um problema se torne mais complexo. Na área digestiva, essa conscientização também é muito importante”.</p><h2>Check-up não significa fazer todos os exames</h2><p>Entre os procedimentos que podem fazer parte da investigação estão a endoscopia digestiva alta, utilizada para avaliar o esôfago, o estômago e o início do intestino delgado, e a colonoscopia, que permite examinar o intestino grosso e pode ter papel importante no rastreamento e na prevenção do câncer colorretal. </p><p>Exames laboratoriais também podem ser solicitados conforme cada caso.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Isso não significa, porém, que todas as pessoas devam realizar os mesmos procedimentos ou seguir uma lista fixa de exames.</a></p><p>“Prevenção não significa fazer todos os exames disponíveis. Significa ter acompanhamento, entender os próprios fatores de risco e realizar os procedimentos indicados no momento adequado. Quando existe essa orientação, o paciente deixa de olhar para o exame apenas como algo que acontece depois do problema e passa a entendê-lo como uma ferramenta de cuidado”, explica Santos.</p><p>Azia recorrente, refluxo, dor abdominal, náuseas frequentes, sensação constante de estufamento ou peso no estômago e alterações persistentes do hábito intestinal merecem avaliação médica, principalmente quando se repetem, persistem ou pioram.</p><p>“Mesmo quem não apresenta sintomas pode precisar de acompanhamento preventivo, dependendo da idade, dos antecedentes pessoais e do histórico familiar. Os exames são importantes ferramentas de prevenção quando corretamente indicados pelo médico”, detalha.</p><h2>Segurança também faz parte do exame</h2><p>Além da indicação adequada, Santos chama atenção para aspectos que nem sempre são percebidos pelo paciente durante a realização de procedimentos. </p><p>Protocolos de esterilização, rastreabilidade dos equipamentos, tecnologia e capacitação da equipe fazem parte da estrutura necessária para a medicina diagnóstica.</p><p>“Quando falamos em medicina diagnóstica, existe todo um trabalho que acontece nos bastidores. Segurança, rastreabilidade, processos bem definidos, tecnologia e uma equipe preparada são tão importantes quanto o acolhimento de quem chega para fazer o exame. O paciente precisa sentir confiança em todas as etapas”, destaca.</p><p>No Artur Parada Medicina Diagnóstica, segundo a instituição, os exames gastrointestinais são realizados com protocolos de esterilização, recursos de rastreabilidade e tecnologias voltadas à segurança e à precisão dos procedimentos.</p><p>“Somos uma clínica especializada em saúde gastrointestinal, com tecnologia, protocolos de segurança, equipe capacitada e uma trajetória de décadas dedicada à medicina diagnóstica”, afirma Santos.</p><p>O cuidado com a saúde digestiva também passa pelos hábitos cotidianos e pela atenção aos sinais do próprio organismo. </p><p>Sintomas recorrentes não devem ser normalizados, mas a ausência deles também não elimina, por si só, a necessidade de acompanhamento preventivo em pessoas que apresentam indicação por idade, antecedentes ou outros fatores de risco.</p><p>“O ideal é que as pessoas não tenham medo de investigar a própria saúde. Quanto mais informação de qualidade o paciente recebe, mais condições ele tem de conversar com seu médico, compreender por que determinado exame foi indicado e participar das decisões sobre o próprio cuidado”, afirma.</p><p>O check-up digestivo, portanto, não deve ser encarado como uma bateria anual e padronizada de exames. </p><p>A avaliação precisa ser individualizada e pode ajudar tanto na investigação de sintomas quanto na definição do rastreamento adequado para cada paciente. </p><p>A prevenção começa justamente por entender quais cuidados fazem sentido para cada pessoa e em qual momento eles devem ser realizados.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-28/check-up-digestivo-pode-revelar-problemas-antes-dos-sintomas-.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo pessoal </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Entenda</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ab40b4ab76d4ef256e41e80</guid><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 14:57:09 +0000</pubDate><title>Viver sem glúten: os desafios de quem tem doença celíaca</title><description>Estima-se que 1,4% da população mundial tenha a patologia. Nutricionista conta como diagnóstico mudou sua rotina e médica explica sintomas e cuidados</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ck/xt/ab/ckxtabot2ds0fa3gtj43zrwhj.jpg"><figcaption>Michely Bessa descobriu a doença celíaca durante a faculdade de nutrição<span class="copyright">Michely Bessa/Arquivo pessoal </span></figcaption></figure><p>Gases, distensão abdominal, muco nas fezes, anemia recorrente e um cansaço que não melhorava mesmo com suplementação. Esses eram alguns dos sinais que acompanhavam a nutricionista Michely Bessa antes de ela descobrir, em 2018, que tinha <strong>doença celíaca</strong>.</p><p>Na época, Bessa ainda estava no início da faculdade de nutrição e não imaginava que os sintomas poderiam estar relacionados ao <a href="https://saude.ig.com.br/2017-05-13/gluten-nao-faz-mal.html" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong>glúten</strong></a>. A suspeita surgiu durante uma consulta com uma nutricionista, que a orientou a procurar um gastroenterologista e realizar exames. Os resultados confirmaram a doença.</p><p>“Quando recebi o diagnóstico chorei muito, pois já havia estudado sobre a doença e sabia de toda a dificuldade que iria enfrentar”, conta Michely.</p><p>A partir daquele momento, a alimentação deixou de ser apenas uma questão de escolha. Para quem tem doença celíaca, o tratamento exige a retirada completa do glúten e atenção à chamada <strong>contaminação cruzada</strong>, quando um alimento originalmente sem glúten entra em contato com utensílios, superfícies ou outros produtos que contêm a proteína.</p><p>A doença celíaca é mais comum do que muitas pessoas imaginam. Segundo a <strong>Organização Mundial de Gastroenterologia</strong>, a patologia afeta cerca de <strong>1,4% da população</strong> em muitas partes do mundo e pode aparecer em qualquer idade. </p><p>No <strong>Brasil</strong>, estudos realizados em diferentes regiões encontraram estimativas que variam de<strong> 1 caso a cada 214 pessoas a 1 caso a cada 681</strong>, dependendo da população analisada, sendo mais frequente em mulheres. O <strong>Ministério da Saúde</strong> ainda ressalta que a doença é subdiagnosticada no país.</p><h2>Vida social é um dos maiores desafios</h2><p>No início, Michely conta que chegou a se afastar de situações que antes faziam parte da rotina. Festas de aniversário, comemorações e outros encontros passaram a ser motivo de preocupação.</p><p>“Para mim a parte mais difícil foi administrar a vida social. No início eu não saía para lugar nenhum, não aceitava convites, não ia mais em festas de aniversário e comemorações sociais”, relata.</p><p>Com o tempo, ela encontrou maneiras de adaptar a rotina. Uma delas foi levar a própria comida para os eventos. Hoje, consegue manter uma vida social mais ativa, mas ainda recusa alguns convites, como confraternizações em pizzarias e padarias.</p><p>As viagens também exigem planejamento. Antes de escolher um destino, Michely procura saber se haverá restaurantes, cafeterias e outros estabelecimentos preparados para receber pessoas com doença celíaca.</p><p>“Algumas cidades menores ou locais mais afastados dos grandes centros não têm estrutura para receber pessoas com essa condição”, afirma.</p><h2>O que é doença celíaca</h2><p>A doença celíaca é uma doença autoimune relacionada ao glúten e tem componente genético. O glúten é uma proteína encontrada principalmente em cereais como trigo, cevada e centeio.</p><p>A<strong> médica gastroenterologista Juliana Ferreira</strong> explica que é importante diferenciar a doença celíaca de outras condições relacionadas ao glúten.</p><p>Entre elas, estão a <strong>alergia ao trigo</strong> e a <strong>sensibilidade ao glúten não celíaca</strong>. Apesar de algumas manifestações serem parecidas, são problemas diferentes e exigem cuidados distintos.</p><p>Na doença celíaca, o organismo reage ao glúten e provoca uma inflamação que afeta o intestino. Por isso, não se trata simplesmente de uma dificuldade para “digerir” determinado alimento.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7a/h2/tq/7ah2tq1xswtgfc2wll498y13a.jpg"><figcaption>Médica gastroenterologista Juliana Ferreira, que trabalha em Juiz de Fora (MG)<span class="copyright">Arquivo pessoal </span></figcaption></figure><h2>Quais são os sintomas da doença celíaca?</h2><p>Os sintomas mais conhecidos são digestivos. Entre eles estão gases em excesso, distensão abdominal, dor abdominal e diarreia.</p><p>Mas a doença também pode provocar manifestações fora do sistema digestivo. Segundo Juliana, cansaço, anemia por deficiência de ferro, infertilidade e osteoporose em idade jovem podem estar relacionados à doença celíaca.</p><p>A nutricionista Michely, por exemplo, convivia com anemia e ferritina baixa e não conseguia melhorar o cansaço mesmo fazendo suplementação.</p><p>“Me sentia muito cansada e mesmo suplementando o cansaço não melhorava”, conta.</p><p>A médica explica que justamente por apresentar manifestações variadas, a doença pode passar despercebida durante anos.</p><h2>Doença celíaca pode aparecer em qualquer idade</h2><p>Embora muitas pessoas associem a doença celíaca à infância, o diagnóstico pode acontecer em qualquer fase da vida.</p><p>Segundo Juliana, a criança pode apresentar sinais como déficit de crescimento, dificuldade de ganho de peso e vômitos recorrentes. Em adultos, entretanto, a manifestação pode ser diferente e nem sempre envolver sintomas intestinais considerados clássicos.</p><p>A <strong>Organização Mundial de Gastroenterologia</strong> destaca que a doença pode surgir em qualquer idade e que mais de 70% dos novos diagnósticos, segundo dados citados pela entidade, ocorrem depois dos 20 anos.</p><p>Um dos problemas é que o paciente pode retirar o glúten da alimentação antes de procurar investigação médica. Isso pode interferir nos exames e dificultar a confirmação da doença.</p><h2>Não retire o glúten antes de investigar</h2><p>Essa é uma das principais orientações da gastroenterologista.</p><p>A investigação da doença celíaca começa com avaliação médica e exames específicos, incluindo testes de sangue. A confirmação pode envolver endoscopia e biópsia intestinal, de acordo com o quadro e os critérios utilizados pelo médico. Diretrizes da Organização Mundial de Gastroenterologia destacam a importância da sorologia específica e da avaliação da mucosa intestinal no diagnóstico.</p><p>Por isso, uma pessoa que suspeita ter a doença não deve simplesmente retirar o glúten da alimentação por conta própria antes de procurar avaliação.</p><p>A retirada prévia pode interferir nos exames e dificultar a confirmação.</p><p>“Não se deve fazer dieta restritiva sem investigação antes”, alerta Juliana.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6z/mu/ca/6zmucajhe777jo53geh01z0zi.jpg"><figcaption>Um estudo mostra que 1 em cada 10 pessoas diz ter sensibilidade ao glúten, mas é preciso cuidado antes de eliminar pães, bolos e massas da alimentação<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><h2>Qual é a diferença entre doença celíaca, alergia e sensibilidade ao glúten?</h2><p>Embora possam provocar sintomas semelhantes, essas condições não são a mesma coisa.</p><p><strong>Doença celíaca:</strong> é uma doença autoimune com componente genético. O consumo de glúten provoca uma resposta que agride o intestino e pode causar manifestações digestivas e em outras partes do organismo.</p><p><strong>Alergia ao trigo:</strong> é uma reação alérgica que pode aparecer rapidamente depois do consumo. Além de sintomas digestivos, pode provocar manifestações na pele e no sistema respiratório. Em casos graves, pode ocorrer anafilaxia.</p><p><strong>Sensibilidade ao glúten não celíaca:</strong> pode provocar sintomas após o consumo de alimentos com glúten, mas não apresenta o mesmo mecanismo autoimune da doença celíaca e não exige necessariamente os mesmos cuidados relacionados à contaminação cruzada.</p><p>Por isso, sintomas isolados não são suficientes para determinar qual dessas condições está presente.</p><h2>O que é contaminação cruzada?</h2><p>Esse é um dos pontos que mais confundem quem não conhece a doença celíaca. Um alimento pode não ter glúten entre seus ingredientes e, ainda assim, não ser seguro para uma pessoa celíaca. Isso acontece quando ele entra em contato com resíduos de alimentos que contêm glúten.</p><p>Um exemplo é uma padaria que produz um pão sem glúten, mas utiliza os mesmos utensílios, superfícies, recipientes ou equipamentos empregados na produção de pães convencionais.</p><p>O mesmo pode acontecer dentro de casa. Por isso, a médica orienta que a família também participe da adaptação da rotina. Utensílios de plástico e madeira podem acumular resíduos, e inicialmente pode ser necessário substituí-los ou manter utensílios separados, conforme a orientação profissional.</p><p>A atenção também deve estar nos rótulos e na forma como os alimentos são preparados.</p><h2>Celíaco precisa cortar o glúten completamente?</h2><p>Para quem tem diagnóstico de doença celíaca, a orientação é manter uma dieta sem glúten de forma rigorosa.</p><p>Não existe um “nível” da doença em que pequenas quantidades sejam liberadas. O cuidado deve ser mantido independentemente da intensidade dos sintomas.</p><p>Isso é diferente de uma eventual ingestão acidental. Juliana explica que, se um paciente controlado consumir glúten por engano uma vez, não se espera necessariamente um dano grave imediato. O problema está na exposição contínua ou frequente ao glúten.</p><p>A doença não deve ser tratada como uma simples intolerância em que basta tomar um medicamento e continuar consumindo o alimento.</p><h2>Quais são os riscos de continuar consumindo glúten?</h2><p>Quando uma pessoa com doença celíaca continua consumindo glúten, a inflamação no intestino pode provocar problemas de absorção de nutrientes.</p><p>Entre as possíveis consequências estão:</p><ul><li>anemia;</li><li>deficiência de vitaminas e outros nutrientes;</li><li>perda de peso;</li><li>diarreia crônica;</li><li>osteoporose;</li><li>infertilidade.</li></ul><p>A médica também destaca uma complicação mais grave, que é o aumento do risco de alguns tipos de <strong>câncer</strong>, especialmente o linfoma do intestino delgado, associado à inflamação crônica provocada pela doença.</p><p>Segundo Juliana, o processo inflamatório pode causar alterações na mucosa intestinal e favorecer mudanças celulares. Com o tratamento adequado e a retirada do glúten, esses riscos são reduzidos.</p><h2>Quem deve investigar a doença celíaca?</h2><p>Além de pessoas com sintomas compatíveis, existem grupos que podem apresentar maior risco.</p><p>A gastroenterologista cita familiares de primeiro grau de pessoas com doença celíaca. Como existe um componente genético, mesmo quem não apresenta sintomas pode precisar de investigação médica.</p><p>Também devem chamar atenção algumas condições associadas, como <strong>diabetes tipo 1, síndrome de Down e síndrome de Turner</strong>.</p><p>Alterações aparentemente sem relação com o intestino também podem levar à investigação. É o caso de anemia por deficiência de ferro sem causa esclarecida, osteoporose em idade considerada incomum, infertilidade e algumas alterações nas enzimas do fígado.</p><h2>Falta de informação é desafio</h2><p>Para Michely, aprender a conviver com a doença foi um processo que passou por diferentes fases.</p><p>“Emocionalmente a doença celíaca apresenta algumas etapas: a primeira delas é a fase de negação do diagnóstico e a dificuldade em lidar com a nova realidade, depois vem o medo, frustração, ansiedade e tristeza e, no fim, você entende que precisa aceitar e abraçar essa nova condição da vida”, afirma.</p><p>Como nutricionista, ela também passou a enxergar a doença por outro ângulo. A experiência pessoal mudou a maneira como atende pacientes celíacos.</p><p>“Após o diagnóstico da doença celíaca pude compreender ainda mais as dificuldades, os desafios e as dores dos pacientes celíacos, pois vivencio isso diariamente”, diz.</p><p>Para ela, a consulta precisa ir além da explicação sobre quais alimentos podem ou não ser consumidos. É necessário orientar sobre rótulos, preparo, restaurantes, hotéis e situações sociais.</p><p>“Quanto mais informação sobre a doença, mais diagnósticos, mais locais seguros, mais produtos acessíveis e menos preconceito”, resume Michely.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-09-28/viver-sem-gluten--os-desafios-de-quem-tem-doenca-celiaca.html</link><dc:creator>Nathália Fontes</dc:creator><media:credit>Michely Bessa/Arquivo pessoal </media:credit><author>Nathália Fontes</author><keywords>dificuldades do diagnóstico, sintomas, doença celíaca, glúten, vida, médica, nutricionista</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6aba766684ca008a7a1484c9</guid><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 14:15:03 +0000</pubDate><title>Novo luxo da definição: flacidez, pele e cicatriz entram no foco</title><description>Especialista da JK Estética Avançada explica por que qualidade da pele e cicatrizes ganham espaço na busca por resultados mais naturais</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2p/5z/54/2p5z54eg67alwy0ne25jlx9b4.jpg"><figcaption>JK Estética Avançada<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Durante anos, boa parte da procura por procedimentos estéticos corporais esteve associada à redução de medidas, aumento de volume ou mudanças mais evidentes no contorno. </p><p>Agora, uma nova percepção começa a ganhar espaço: mais do que transformar o corpo, pacientes buscam definição, qualidade da pele e resultados que pareçam cada vez mais naturais.</p><p>É nesse cenário que questões como flacidez e aparência das cicatrizes passam a ter peso importante no planejamento estético. </p><p>Segundo o <strong>Dr. Rodrigo Dutra</strong>, especialista da <strong>JK Estética Avançada</strong>, um resultado corporal não deve ser analisado apenas pelo volume retirado ou acrescentado, mas pelo conjunto.</p><p>“Hoje existe uma preocupação muito maior com os detalhes. Não basta pensar somente em reduzir gordura ou aumentar determinada região. É preciso observar a pele, a flacidez, o contorno e também como aquela cicatriz poderá se comportar”, explica Dr. Rodrigo Dutra.</p><h2>Qualidade da pele também interfere na definição</h2><p>A elasticidade da pele é um dos fatores que podem influenciar o resultado de procedimentos corporais. </p><p>Isso porque retirar gordura, por exemplo, não significa necessariamente que a pele irá se adaptar imediatamente ao novo contorno.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Características individuais, idade, histórico de oscilações de peso, gestação, exposição solar e predisposição genética podem interferir na capacidade de retração da pele.</a></p><p>“Duas pessoas podem apresentar uma quantidade semelhante de gordura localizada e precisar de estratégias completamente diferentes. Quando existe flacidez importante, tratar somente o volume pode não entregar o resultado esperado”, afirma o especialista.</p><p>Por isso, a avaliação prévia ganha importância para identificar não apenas onde existe acúmulo de gordura, mas também a condição dos tecidos e as possibilidades reais de cada tratamento.</p><h2>Cicatriz deixou de ser detalhe</h2><p>Outro ponto que passou a ocupar espaço nas consultas é a cicatriz. </p><p>Em procedimentos que envolvem retirada de pele, ela pode ser necessária para alcançar determinado resultado. </p><p>Nesse contexto, localização, extensão e evolução da cicatrização precisam fazer parte da conversa antes da realização da cirurgia.</p><p>De acordo com o médico da <strong>JK Estética Avançada</strong>, a busca por uma cicatriz menor não deve se sobrepor à indicação adequada para cada caso.</p><p>“A cicatriz faz parte de determinados procedimentos e isso precisa ser explicado com transparência. O objetivo é planejá-la da melhor maneira possível, considerando anatomia, técnica e segurança, mas sem prometer que ela simplesmente não existirá”, destaca.</p><h2>Naturalidade ganha espaço</h2><p>A mudança também acompanha uma transformação na própria ideia de luxo dentro da estética. </p><p>Resultados muito evidentes deixam de ser a única referência de transformação, enquanto proporção, definição e naturalidade passam a ser mais valorizadas.</p><p>Nesse conceito, um procedimento bem planejado é aquele que considera o corpo como um todo e evita tratar isoladamente apenas aquilo que mais incomoda o paciente.</p><p>Para o profissional da <strong>JK Estética Avançada</strong>, a tendência reforça a importância de alinhar expectativa e possibilidade antes de qualquer intervenção.</p><p>“O resultado sofisticado é aquele em que existe equilíbrio. Definição não significa necessariamente exagero. Muitas vezes, são justamente os detalhes, como a qualidade da pele, a harmonia do contorno e o planejamento das cicatrizes, que fazem diferença no resultado final”, finaliza.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-28/novo-luxo-da-definicao--flacidez--pele-e-cicatriz-entram-no-foco.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Cuidados, JK Estética Avançada, JK Estetica Avançada</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ab7e7dba6f663e932a25c26</guid><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 15:48:27 +0000</pubDate><title>Infertilidade masculina é um problema silencioso e ainda ignorado</title><description>A fertilidade masculina está em queda no mundo tudo</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4n/5b/40/4n5b40lkf6dejzt5fze7b4lvp.jpg"><figcaption>Homem<span class="copyright">Thinkstock </span></figcaption></figure><p>A contagem de espermatozoides caiu mais de 51% em todo o mundo desde 1973, e o ritmo dessa queda vem se acelerando, segundo uma revisão de estudos publicada em 2026 na revista científica Antioxidants. Ainda assim, homens continuam sendo menos propensos a investigar possíveis problemas de fertilidade do que mulheres.</p><p>"A infertilidade masculina é subestimada. É um problema enorme", afirma Edidiong Akang, biólogo reprodutivo da Universidade de Lagos, na Nigéria.</p><p>Em um estudo liderado por Akang e publicado em 2023 na revista Scientific Reports, pesquisadores analisaram amostras de sêmen de mais de 17 mil homens. Os resultados mostraram que a qualidade da morfologia dos espermatozoides, ou seja, sua forma e tamanho, piorou cerca de 50% entre 2010 e 2019.</p><p>A motilidade espermática, que mede a capacidade dos espermatozoides de se deslocarem até o óvulo, também apresentou queda acentuada. Na Nigéria, por exemplo, a redução foi de 87% no mesmo período.</p><p>Segundo Akang, a parcela masculina nos casos de infertilidade é "amplamente subnotificada", o que contribui para uma compreensão limitada do problema.</p><h3>O que afeta a fertilidade masculina?</h3><p>A fertilidade masculina depende de vários fatores ligados à qualidade do esperma, como forma, tamanho, motilidade, concentração e contagem total de espermatozoides. A contagem é frequentemente usada como indicador da fertilidade porque milhões deles tentam alcançar o óvulo, mas apenas um consegue fecundá-lo.</p><p>Esses parâmetros podem ser afetados por diferentes condições de saúde e hábitos de vida. Entre os fatores associados à infertilidade masculina estão excesso de peso, estresse, privação de sono, tabagismo, exposição a microplásticos e consumo de maconha.</p><p>O ganho de peso, em especial, pode prejudicar o funcionamento dos testículos, responsáveis pela produção de espermatozoides e hormônios como a testosterona.</p><p>Para funcionar adequadamente, os testículos precisam permanecer cerca de 2 °C abaixo da temperatura corporal. O excesso de gordura aumenta essa temperatura, o que pode comprometer a concentração, a quantidade e a motilidade dos espermatozoides.</p><h3>Por que a infertilidade masculina costuma passar despercebida?</h3><p>A saúde reprodutiva masculina frequentemente recebe menos atenção. Homens com menos de 40 anos, por exemplo, geralmente não fazem exames regulares relacionados à fertilidade. Mesmo durante consultas com um urologista, a contagem de espermatozoides só costuma ser avaliada se o paciente solicitar.</p><p>As mulheres, por outro lado, contam com sinais biológicos mais regulares, como o ciclo menstrual, que podem indicar quando algo não está funcionando corretamente.</p><p>Homens não têm um indicador natural semelhante sobre sua fertilidade. Muitas vezes, só descobrem um possível problema quando tentam ter filhos. Nessa fase, já podem ter entre 30 e 40 anos, quando algumas alterações de saúde são mais difíceis de reverter.</p><p>Riffat Bibi, embriologista clínica que dirige um laboratório de fertilização in vitro (FIV) no Paquistão há 17 anos, afirma que muitos homens chegam à clínica dizendo: "Primeiro, examine minha esposa". Em alguns casos, relata ela, é a sogra quem leva a nora para a consulta, sugerindo a percepção de que a dificuldade para engravidar não poderia estar relacionada ao filho.</p><p>Segundo Bibi, muitos pacientes também acreditam que ter uma vida sexual ativa significa automaticamente ser fértil, o que nem sempre é verdade. Hoje, cerca de 80% dos casos atendidos por ela envolvem algum fator masculino, percentual bem acima da divisão de 50% para cada sexo tradicionalmente assumida em muitos estudos.</p><p>A mudança também tem sido observada nos tratamentos de fertilização in vitro. De acordo com Bibi, a qualidade do esperma caiu tanto que quase todos os pacientes precisam recorrer a uma técnica em que um embriologista seleciona um único espermatozoide e o injeta diretamente no óvulo.</p><h3>Testosterona sintética pode interromper a produção de esperma</h3><p>Outro fator relevante, mas pouco discutido,é o uso de testosterona sintética ou esteroides. Homens em busca de mais massa muscular podem acabar reduzindo ou interrompendo a própria produção de espermatozoides sem perceber. Isso ocorre porque os anabolizantes são versões sintéticas da testosterona.</p><p>Segundo Harrison Pope, pesquisador da Faculdade de Medicina de Harvard, os esteroides são altamente eficazes para melhorar o desempenho físico. Mesmo uma pessoa que fuma, bebe e treina de forma irregular pode superar atletas disciplinados que não utilizam essas substâncias.</p><p>Mas o ganho de performance pode custar a fertilidade. O excesso de testosterona no organismo pode interromper a produção de espermatozoides. Em condições normais, o corpo regula naturalmente seus níveis hormonais. Tanto o excesso quanto a deficiência de testosterona podem prejudicar a produção de esperma.</p><p>Embora a fertilidade possa se recuperar após a interrupção dos suplementos hormonais, o processo depende de fatores como idade, a dose utilizada e o tempo de uso.</p><p>Usuários ocasionais de esteroides costumam recuperar níveis considerados normais de espermatozoides. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como normal uma concentração de cerca de 16 milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen ou mais. Já usuários frequentes e de longo prazo frequentemente não conseguem retornar aos níveis de produção que tinham anteriormente.</p><h3>Efeitos podem persistir por anos</h3><p>O uso de esteroides geralmente ocorre em ciclos, alternando períodos de consumo e interrupção para permitir a recuperação do organismo. Mas um estudo realizado na Holanda que acompanhou 100 homens durante um ciclo de anabolizantes, e por um ano após o tratamento, encontrou resultados preocupantes: dois terços ainda apresentavam contagens muito baixas de espermatozoides ao final desse período. Alguns não produziam nenhum espermatozoide, e muitos continuavam abaixo dos níveis considerados normais, mesmo um ano depois.</p><p>Ainda assim, os especialistas ressaltam que os esteroides explicam apenas uma pequena parcela dos casos de infertilidade masculina. Na Índia, por exemplo, o andrologista Chirag Bhandari, diretor do Instituto de Andrologia e Saúde Sexual de Jaipur, estima que os anabolizantes respondam por menos de 0,1% da queda na contagem de espermatozoides observada no país. Entre as causas mais frequentes estão excesso de peso, exposição prolongada ao calor e tabagismo.</p><p>A boa notícia é que, quando o problema é identificado precocemente, a recuperação costuma ser possível. Segundo Bhandari e Bibi, muitos homens conseguem normalizar a contagem de espermatozoides entre seis e doze meses após mudanças no estilo de vida ou tratamento adequado. Mas quanto mais tempo a infertilidade passa sem diagnóstico, menores tendem a ser as chances de reversão.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-09-26/infertilidade-masculina-e-um-problema-silencioso-e-ainda-ignorado.html</link><dc:creator>Deutsche Welle</dc:creator><media:credit>Thinkstock </media:credit><author>Deutsche Welle</author><keywords>Ciencia e Saude</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ab715c33e12551512f213b0</guid><pubDate>Sat, 26 Sep 2026 10:24:01 +0000</pubDate><title>Saúde fará busca ativa de apostadores após fim das bets</title><description>Segundo o ministro da Saúde, as políticas de busca ativa por pessoas com comportamento de jogo problemático já ocorrem desde dezembro de 2025</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/22/nt/f5/22ntf5toi447ayzt1i24193dz.jpg"><figcaption><span class="copyright">Divulgação PMC </span></figcaption></figure><p>Com a proibição das a<strong>postas on-line</strong>, anunciada nesta sexta-feira (25) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, o <strong>Ministério da Saúde</strong> aumentará os esforços para contatar <strong>apostadores</strong> contumazes, oferecendo acompanhamento e tratamento nos casos necessários.</p><p>Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as políticas de busca ativa por pessoas com comportamento de jogo problemático já ocorrem desde dezembro de 2025, a partir de dados compartilhados pelos ministérios da Fazenda e Segurança e pela Receita Federal.</p><p>“O Ministério da Saúde é dono do ambiente onde circulam estes dados, o Nuvem Brasil, que é absolutamente protegido e opera seguindo todas as regras da LGPD e todas as regras da ética na saúde que os profissionais têm que seguir”, declarou o ministro em coletiva após o evento de anúncios na capital paulista.</p><p>Ainda não há detalhes sobre o fluxo de atendimentos ou a previsão de quando serão realizados. Na coletiva, o ministro destacou o uso da rede do programa Meu SUS Digital e de teleatendimentos para oferecer atendimento em saúde mental a pessoas que tiverem dificuldades com a mudança nas regras das apostas, além de familiares de apostadores.</p><p>Os impactos das apostas na saúde pública e economia também foram destacados pelo ministro durante sua fala. Padilha citou o estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) que estima que o custo social associado às apostas é estimado em R$ 38,8 bilhões por ano, dos quais R$ 17 bilhões correspondem a custos relacionados a mortes adicionais por suicídios.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-09-26/saude-fara-busca-ativa-de-apostadores-apos-fim-das-bets.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Divulgação PMC </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, apostas online, bets, Ministerio da Saude, Alexandre Padilha, saude mental, Meu Sus Digital, jogos de azar, apostas, Lula, IEPS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ab704593e12551512f213a9</guid><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 23:31:55 +0000</pubDate><title>Fim da dor significa recuperação completa? Fisioterapeuta explica</title><description>Jorge Hid explica por que força, equilíbrio e segurança nos movimentos também devem ser considerados durante a reabilitação</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/f1/xe/wh/f1xewhrrwxaeaa132yg9rfl3v.jpg"><figcaption>Jorge Hid explica por que o desaparecimento da dor não significa necessariamente que a recuperação terminou.<span class="copyright">Acervo Pessoal / Divulgação </span></figcaption></figure><p>Parar de sentir dor depois de uma lesão ou cirurgia pode trazer a sensação de que o problema ficou para trás. A recuperação funcional, porém, envolve outros fatores além do desaparecimento do incômodo.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow">Força muscular, equilíbrio, estabilidade das articulações</a> e segurança para realizar movimentos cotidianos também precisam ser observados antes da retomada completa da rotina.</p><p>“A ausência de dor não representa necessariamente recuperação completa. O paciente precisa recuperar confiança motora, equilíbrio muscular e capacidade funcional para retornar às atividades diárias com segurança”, explica o fisioterapeuta Jorge Hid.</p><p>Com mais de 18 anos de experiência, o profissional atua principalmente na recuperação de pacientes ortopédicos e neurológicos e utiliza o fortalecimento muscular supervisionado como parte dos processos de reabilitação.</p><p><strong>Por que fortalecer depois de uma lesão?</strong> Períodos de imobilização, cirurgias e determinadas condições neurológicas podem provocar perda de força e massa muscular. Mesmo depois da melhora da dor, algumas limitações podem permanecer.</p><p>Segundo Jorge, um dos desafios aparece justamente quando o paciente começa a retomar suas atividades habituais.</p><p>“Muitos pacientes conseguem melhora inicial, mas ainda apresentam perda de estabilidade, insegurança de movimento e regressão funcional ao retornarem para a rotina. O objetivo do fortalecimento terapêutico supervisionado é justamente criar uma recuperação sustentável e funcional no longo prazo”, afirma.</p><p>Exercícios resistidos podem fazer parte dessa etapa, com cargas e movimentos definidos de acordo com as condições e necessidades individuais do paciente.</p><p><strong>Recuperação pode ser acompanhada por dados</strong> Além da observação clínica, recursos como dinamometria e avaliações biomecânicas podem auxiliar profissionais a acompanhar aspectos como força, estabilidade e possíveis diferenças entre os lados do corpo.</p><p>Jorge também utiliza esse tipo de acompanhamento em sua atuação à frente da Rehab Fitness, combinando exercícios supervisionados e avaliações periódicas.</p><p>O fisioterapeuta reforça, porém, que a progressão precisa respeitar cada caso. Recuperar-se não significa simplesmente voltar a executar determinado movimento, mas conseguir realizá-lo com força, controle e segurança.</p><p>Por isso, especialmente após cirurgias, lesões importantes ou alterações neurológicas, a retomada dos exercícios deve ser individualizada e acompanhada por profissionais habilitados.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-25/fim-da-dor-significa-recuperacao-completa--fisioterapeuta-explica.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo Pessoal / Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>ENTENDA MAIS, Jorge Hid</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ab6e217da49b3752e9acb63</guid><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 21:05:35 +0000</pubDate><title>Medicina em situações críticas exige decisões em poucos minutos</title><description>Cirurgião Rodrigo Silvestre explica como preparo e treinamento ajudam médicos a agir em cenários de trauma e emergência</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9c/af/tl/9caftla9ynodw7yxmpzzhp6qu.jpg"><figcaption>Experiência em serviços de emergência levou Rodrigo Silvestre a atuar também na formação de profissionais para situações críticas.<span class="copyright">Acervo pessoal </span></figcaption></figure><p>Em um atendimento de emergência, poucos minutos podem separar a identificação de um problema do início das primeiras intervenções. Acidentes graves, traumas e outras situações críticas colocam médicos diante de cenários em que é necessário avaliar prioridades e tomar decisões rapidamente.</p><p>Essa realidade acompanha há quase duas décadas a trajetória do médico <a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong>Rodrigo Tadeu Rodrigues Silvestre</strong></a>, que atua nas áreas de cirurgia geral, trauma, atendimento pré-hospitalar e emergência.</p><p>Formado em Medicina em 2006, ele fez residência em Cirurgia Geral na Santa Casa de Misericórdia de São José do Rio Preto e acumulou experiências em serviços como o SAMU e o Grupo de Resgate e Atenção às Urgências (GRAU).</p><p><strong>Treinamento para situações fora do hospital</strong> Parte importante do atendimento ao trauma acontece antes mesmo da chegada do paciente ao hospital. Nesses cenários, profissionais precisam avaliar a gravidade do quadro e definir as primeiras condutas com os recursos disponíveis naquele momento.</p><p>A experiência de Silvestre também se estendeu à preparação de outros profissionais. Ele atua em programas de capacitação relacionados a trauma e atendimento pré-hospitalar, como ATLS e PHTLS, além de treinamentos destinados a cenários táticos.</p><p>O médico também participou da Câmara Técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública responsável pela elaboração da Diretriz Nacional de Atendimento Pré-Hospitalar Tático.</p><p><strong>Da emergência às situações extremas</strong> A trajetória colocou Silvestre diante de contextos que ultrapassam a rotina hospitalar. Oficial médico da Polícia Militar do Estado de São Paulo, ele também concluiu formações em operações especiais e na ROTA, aproximando sua experiência médica de ambientes operacionais de alta complexidade.</p><p>Em 2023, o médico integrou uma missão humanitária após o terremoto que atingiu a Turquia, participando da resposta brasileira à tragédia.</p><p>Experiências como essas reforçam uma característica da medicina de emergência: o profissional nem sempre encontrará o ambiente controlado de um centro cirúrgico.</p><p>Entre hospitais, ambulâncias, resgates e operações, o atendimento em situações críticas exige que conhecimento técnico e treinamento estejam preparados para entrar em ação justamente quando o tempo e os recursos podem ser limitados.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-25/medicina-em-situacoes-criticas-exige-decisoes-em-poucos-minutos.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo pessoal </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>SAIBA MAIS, Cirurgião Rodrigo Silvestre</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6ab6db693e12551512f21385</guid><pubDate>Fri, 25 Sep 2026 20:37:02 +0000</pubDate><title>Ansiedade e pressão diária levam mais pessoas aos consultórios</title><description>Psicólogo Lucas Caetano explica como rotina, conflitos e comportamentos compulsivos podem aparecer entre as demandas por terapia</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bu/dj/oh/budjohypxxxtsbx3iyhnuixws.jpg"><figcaption>O psicólogo Lucas Caetano explica por que hábitos cotidianos também merecem atenção quando o assunto é saúde mental.<span class="copyright">Acervo Pessoal / Divulgação </span></figcaption></figure><p>Ansiedade diante das demandas cotidianas, dificuldade para lidar com emoções e conflitos nos relacionamentos estão entre as questões que aparecem com frequência nos consultórios de Psicologia.</p><p>Segundo o <a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong>psicólogo Lucas Caetano,</strong></a> uma das principais queixas observadas em sua prática atualmente está relacionada justamente à ansiedade e à pressão da rotina.</p><p>“Uma das queixas mais frequentes na minha prática é a ansiedade relacionada às demandas do dia a dia e a dificuldade de manejar emoções em situações de pressão. Questões conjugais também aparecem bastante: comunicação, conflitos, crises, paciência e construção de relações mais saudáveis”, explica.</p><p>Outras demandas incluem luto, dificuldades profissionais, problemas nas relações interpessoais, uso recorrente de substâncias e comportamentos compulsivos, como o consumo problemático de pornografia.</p><p><strong>Saúde mental também passa pela rotina</strong> Nem todo cuidado precisa começar apenas quando uma crise aparece. Para Lucas, hábitos cotidianos também merecem atenção quando o assunto é bem-estar.</p><p>“Muitas vezes, os cuidados mais básicos são justamente os mais negligenciados. Sono adequado e reparador, alimentação equilibrada, hidratação e uma rotina minimamente organizada têm impacto importante no bem-estar”, afirma.</p><p>O psicólogo também recomenda observar hábitos que começam a interferir na rotina, incluindo uso excessivo das redes sociais e comportamentos que passam a assumir características compulsivas.</p><p>“A ideia não é buscar uma rotina perfeita, mas construir hábitos sustentáveis e perceber como nossas escolhas produzem consequências ao longo do tempo”, explica.</p><p><strong>Terapia não oferece uma receita pronta</strong> Para Lucas, outro ponto importante é entender que o acompanhamento psicológico precisa considerar a história e as necessidades de cada pessoa.</p><p>“Na Psicologia, uma boa prática clínica deve integrar as melhores evidências científicas disponíveis, a experiência profissional e as características, necessidades e contexto de cada paciente”, destaca.</p><p>Ao procurar atendimento, a orientação é verificar a formação e o registro ativo do profissional, conhecer sua área de atuação e entender como o trabalho será conduzido.</p><p>“Também é um bom sinal quando o psicólogo mantém uma postura de estudo contínuo, busca fontes científicas confiáveis, reconhece os limites da própria atuação e não faz promessas de resultados garantidos”, finaliza.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-09-25/ansiedade-e-pressao-diaria-levam-mais-pessoas-aos-consultorios.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo Pessoal / Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>ENTENDA, terapia, Lucas Caetano</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item></channel></rss>