<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><lastBuildDate>Tue, 01 Sep 2026 04:07:16 +0000</lastBuildDate><title>iG Saúde - bem-estar, dicas de alimentação, dieta e exercícios</title><description>Saiba como cuidar ter um corpo saudável, com dicas de dietas eficazes, alimentação saudável, guia de plantas medicinais, primeiros socorros e mais.</description><link>https://saude.ig.com.br</link><atom:link href="https://saude.ig.com.br/rss/v1/feed" rel="self" type="application/rss+xml" /><item><guid isPermaLink="false">6a95c0a11a2f1da8381ffe33</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 22:14:56 +0000</pubDate><title>Anvisa aprova nova caneta emagrecedora à base de semaglutida</title><description>O Yluméc, produzido pela farmacêutica EMS, tem como princípio ativo a semaglutida</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/eh/tp/rv/ehtprvrnd819x5gsim0qevfd6.jpg"><figcaption>Caneta de semaglutida brasileira: Ozivy<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento da classe dos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.</p><p>O Yluméc, produzido pela farmacêutica EMS, tem como princípio ativo a semaglutida, o mesmo do Ozempic, cuja patente expirou em 20 de março.</p><p>Em nota, a EMS informou que a nova caneta é indicada para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e será produzida na fábrica de peptídeos localizada no complexo de Hortolândia (SP).</p><p>De acordo com o registro publicado no Diário Oficial da União, o Yluméc foi classificado como medicamento similar e tem como referência o Ozivy, caneta de semaglutida desenvolvida pela EMS e lançada em junho.</p><p>O novo medicamento será disponibilizado no formato de caneta aplicadora nas concentrações de 1,5 mililitro (ml), com quatro aplicações de 0,25 miligrama (mg) ou 0,5 mg; e de 3 ml, com quatro aplicações de 1 mg ou 2 mg.</p><p>“A partir do novo registro de semaglutida, entram agora em pauta definições estratégicas relacionadas ao planejamento comercial, preço e cronograma para o lançamento”, concluiu a EMS na nota.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-31/anvisa-aprova-nova-caneta-emagrecedora-a-base-de-semaglutida.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, canetas emagrecedoras, Ozempic, Ozivy, Ylumec, EMS, Anvisa</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a95d0a51a2f1da8381ffe4a</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 19:06:15 +0000</pubDate><title>Whey protein faz mesmo diferença? Veja 5 mitos sobre o suplemento</title><description>Nutricionista explica dúvidas sobre ganho de massa muscular, proteína vegetal e por que o suplemento não é exclusividade de quem treina</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/dc/t3/zp/dct3zpdpxujmp3947la3vltmy.jpg"><figcaption>Whey protein faz mesmo diferença?<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Durante muito tempo, falar em whey protein era praticamente falar em academia. </p><p>O suplemento era associado a quem queria ganhar músculos, melhorar a performance ou mantinha uma rotina intensa de treinos. </p><p>Hoje, porém, o produto passou a ocupar também a alimentação de pessoas que buscam praticidade para aumentar o consumo de proteínas, mesmo sem frequentar uma academia.</p><p>O interesse pelo nutriente alcança diferentes faixas etárias, incluindo o público 50+, em meio às discussões sobre alimentação, manutenção da massa muscular e envelhecimento saudável. </p><p>Globalmente, os lançamentos de produtos com menção a “alto em proteína” vêm crescendo cinco vezes mais rapidamente do que as linhas regulares.</p><p>Ao mesmo tempo em que a demanda aumenta, a oferta de proteínas lácteas, especialmente do whey, enfrenta um cenário de pressão global. </p><p>O avanço dos medicamentos para controle de peso da classe dos GLP-1 também acrescentou uma nova variável à discussão sobre consumo de proteínas.</p><p>Para <strong>Aline Goettert</strong>, diretora executiva e nutricionista da Associação Brasileira de Suplementos Alimentares (Brasnutri), entidade que reúne mais de 80 marcas do setor, o movimento representa uma transformação na maneira como a suplementação proteica é pensada.</p><p>“O futuro da suplementação proteica não necessariamente será ‘whey versus proteína vegetal’, mas a combinação inteligente de diferentes fontes, escolhidas de acordo com objetivo, perfil de aminoácidos, digestibilidade, custo e aplicação”, comenta.</p><p><strong>Mas o whey é realmente indispensável?</strong> Proteína vegetal é inferior? É preciso escolher apenas uma fonte? <strong>A especialista esclarece cinco mitos que ainda cercam o consumo de proteínas.</strong></p><h2>1. “Whey é a única proteína capaz de promover ganho de massa muscular”</h2><p>Esse é um dos principais mitos relacionados ao suplemento. </p><p>O whey é uma proteína de alta qualidade e tem papel importante na nutrição esportiva, mas não é a única fonte disponível quando o objetivo é atingir as necessidades proteicas e favorecer o ganho de massa muscular.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Outras proteínas, quando adequadamente formuladas e inseridas em uma alimentação compatível com as necessidades individuais, também podem contribuir para esse objetivo.</a></p><h2>2. “Proteína vegetal é necessariamente inferior”</h2><p>A qualidade de uma proteína não deve ser determinada apenas por sua origem, mas também pelo perfil de aminoácidos, digestibilidade e capacidade de fornecer aminoácidos essenciais em quantidades adequadas.</p><p>Além do whey, existem fontes como ervilha, arroz e fava. </p><p>A combinação de diferentes proteínas vegetais também pode complementar seus perfis de aminoácidos.</p><p>Por isso, a discussão sobre qualidade proteica vai além da divisão entre proteínas animais e vegetais.</p><h2>3. “É preciso escolher entre whey ou proteína vegetal”</h2><p>A combinação de diferentes proteínas pode ser uma estratégia nutricional. </p><p>Whey, soja e caseína, por exemplo, apresentam diferentes velocidades de digestão: o whey possui absorção mais rápida, a soja ocupa uma posição intermediária e a caseína apresenta digestão mais lenta.</p><p>A associação entre diferentes fontes pode proporcionar a oferta de aminoácidos ao organismo por períodos distintos.</p><p>Esse movimento também tem impulsionado o desenvolvimento de blends proteicos de múltiplas origens. </p><p>Proteínas de colágeno podem aparecer de forma complementar em produtos destinados a necessidades específicas, embora tenham características nutricionais diferentes das proteínas tradicionalmente utilizadas para ganho de massa muscular.</p><h2>4. “O crescimento do whey é apenas uma moda”</h2><p>O interesse por proteína já alcança diferentes faixas etárias e perfis de consumidores. </p><p>O avanço dos medicamentos GLP-1 também acrescentou uma nova dimensão à discussão sobre alimentação e preservação da massa muscular durante processos de perda de peso.</p><p>A proteína passou a aparecer em conversas relacionadas à nutrição, envelhecimento saudável, performance, praticidade e composição corporal, e não somente à musculação.</p><p>Essa mudança ajuda a explicar a presença crescente de produtos com maior quantidade de proteínas nas prateleiras e na rotina alimentar dos consumidores.</p><h2>5. “Se o whey está escasso, basta produzir mais”</h2><p>A questão envolve a própria cadeia produtiva. </p><p>O whey é derivado do leite e, por isso, sua disponibilidade está relacionada à oferta de matéria-prima láctea e às condições de produção.</p><p>Nesse contexto, a indústria tem buscado diversificar as fontes utilizadas.</p><p> Proteínas de soja, ervilha, arroz, fava e outras opções vegetais entram não apenas como alternativas para vegetarianos e veganos, mas também como ingredientes para diferentes formulações.</p><p>A combinação permite trabalhar fatores como velocidade de digestão, perfil de aminoácidos, concentração proteica, custo e aplicação dentro de um mesmo produto.</p><h2>A próxima fronteira da proteína</h2><p>O whey continua sendo uma das principais referências quando o assunto é suplementação proteica, mas o crescimento da demanda tem estimulado o desenvolvimento de outras soluções.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ah/at/8n/ahat8noig44rcdnbs0rlkffea.jpg"><figcaption>Aline Goettert<span class="copyright">Acervo pessoal </span></figcaption></figure><p>Para Aline, a tendência não é necessariamente uma disputa para descobrir qual fonte substituirá o whey, mas uma ampliação das possibilidades disponíveis para diferentes perfis de consumidores.</p><p>“O mercado vive uma transformação na forma como pensamos proteína. A pergunta deixa de ser ‘qual proteína vai substituir o whey?’ e passa a ser ‘qual combinação de proteínas entrega a melhor solução para cada consumidor e cada necessidade?’. É nesse ponto que a próxima geração da suplementação começa a ser construída”, conclui.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-31/whey-protein-faz-mesmo-diferenca--veja-5-mitos-sobre-o-suplemento.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Entenda, Aline Goettert</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a942ba30bcf35e062014512</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 12:33:43 +0000</pubDate><title>Brasil participa de pesquisa inédita para a cura da hepatite B</title><description>Consórcio internacional com Ufes e USP acompanha pacientes para investigar novos tratamentos e possíveis caminhos para a cura da hepatite B</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/am/cw/7b/amcw7bwa1w9lqarj44gcu3wap.jpg"><figcaption>Vacina contra hepatite<span class="copyright">FreePik </span></figcaption></figure><p>Duas universidades públicas brasileiras se uniram a instituições internacionais na busca de novos tratamentos e até mesmo de uma cura para a <strong>hepatite B</strong>. O consórcio é liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e é composto por grupos de pesquisa do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. O Brasil é representado pelo Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) e pela Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa global irá observar, a nível celular, tanto o comportamento do vírus em pacientes de diferentes países como as respostas imunológicas das pessoas infectadas. Serão analisadas também pessoas infectadas ao mesmo tempo por <strong>hepatite B</strong> e <strong>HIV</strong>.</p><p>“A hepatite B não tem cura, esse é o grande objetivo global”, diz a professora do Hucam-Ufes, referência no assunto, Tânia Reuter. “O primeiro objetivo é eliminar as <strong>hepatites virais</strong>, no nosso caso aqui, eliminar a hepatite B como problema de saúde pública até 2030”, enfatiza.</p><h2>Pesquisa inédita </h2><p>O consórcio foi criado em 2023, mas acabou sendo suspenso em 2024 e retomado no ano seguinte. No Brasil, o estudo teve início este ano e deverá durar cerca de 5 anos. A metodologia integra pesquisa científica básica com prática clínica.</p><p>Reuter explica que os pesquisadores irão observar 600 pacientes com hepatite B e com a coinfecção por hepatite B e HIV por cerca de quatro anos e meio cada. Serão 150 pacientes de cada país. Desses, 75 serão analisados pela equipe dela.</p><p>O estudo pretende identificar o que faz com que o vírus evolua diferentemente em cada paciente, quais características genéticas são capazes de proteger as pessoas de uma evolução mais rápida e quais subpartículas do vírus podem funcionar como preditores de cura ou de tratamento.</p><p>"Eu quero descobrir alvos que possam auxiliar no manejo para cura da hepatite B”, explica a pesquisadora. "[O que for achado] pode ser um alvo para desenvolvimento de fármacos, sejam imunoestimuladores, imunomodulador, etc", diz.</p><p>Reuter iniciou o recrutamento dos pacientes em julho e, até o momento, conta com 40 participantes. Ela pretende ter o grupo de 75 completo até o final deste ano. O prazo dado pela pesquisa é até meados de 2027.</p><p>“O vírus da hepatite B é um dos maiores causadores de câncer hepático. Câncer primário de fígado ou hepatocarcinoma”, diz. “A gente está aqui trabalhando para mitigar a evolução de cirrose e câncer hepático”, enfatiza Reuter.</p><h2>Hepatite B </h2><p>A hepatite B é uma doença viral silenciosa que ataca o fígado. Ela ainda não tem cura e a progressão pode levar a quadros de cirrose, câncer hepático e morte. Segundo a OMS, cerca de 240 milhões de pessoas vivem com infecção crônica, segundo dados de 2024.</p><p>Somente no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 276,6 mil casos foram confirmados entre 2000 a 2022.</p><p>A hepatite B pode ser transmitida sexualmente e por contato com sangue contaminado, inclusive durante a gestação ou no parto, passando da mãe para o bebê. De acordo com a Sociedade Brasileira de Clínica Médica, o vírus do tipo B é 100 vezes mais contagioso que o HIV.</p><p>A meta global da OMS é erradicar o HIV, as hepatites virais e as infecções sexualmente transmissível (ISTs) como ameaças à saúde pública até 2030. Segundo relatório da organização divulgado em julho deste ano, as infecções por hepatites virais anuais caíram 32% globalmente desde 2015, refletindo o aumento na cobertura da vacinação infantil, que alcançou 84% em 2024.</p><h2>Prevenção </h2><p>De acordo com o Ministério da Saúde, a principal forma de prevenção é a vacina, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade.</p><p>Para crianças, a recomendação é que se façam quatro doses da vacina, sendo: ao nascer, aos 2, 4 e 6 meses de idade. Já para a população adulta, via de regra, o esquema completo se dá com aplicação de três doses.</p><p>Outras formas de prevenção são uso de preservativo interno e externo em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos perfurocortantes e os de uso pessoal.</p><p><em>*Com informações Agência Brasil</em></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-31/brasil-participa-de-pesquisa-inedita-para-a-cura-da-hepatite-b.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>FreePik </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, Hepatite B, hepatites virais, infeccoes sexualmente transmissiveis, Universidade Federal do Espirito Santo, Universidade de Sao Paulo</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a93a8176fde92d66ef4b087</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 11:08:51 +0000</pubDate><title>Quando a coragem vira argumento de campanha</title><description>Se coragem é uma qualidade tão importante, talvez seja necessário perguntar o que, exatamente, estamos chamando de coragem</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ed/4t/kx/ed4tkx1zsygjif4ybeiipog8x.jpg"><figcaption>Coragem é uma virtude que confere poder pessoal<span class="copyright">Reprodução IA </span></figcaption></figure><p>Nos primeiros dias de propaganda eleitoral na televisão, uma palavra me chamou a atenção pela frequência com que apareceu na apresentação dos candidatos. Trata-se de CORAGEM, que faz parte do meu estudo e trabalho há 17 anos.</p><p><strong>Ela foi apresentada como uma espécie de credencial. Como se dizer “eu sou corajoso” fosse suficiente para diferenciar um candidato dos demais. A questão é que coragem não é uma competência técnica.</strong> Quando escolhemos um dentista, não perguntamos se ele é corajoso. Queremos saber onde se formou, sua experiência, sua especialização, sua competência. Quando procuramos um advogado, um engenheiro ou um cabeleireiro, também não colocamos a coragem no centro da avaliação. Procuramos conhecimento, preparo, capacidade e resultados.</p><p><strong>Por que, então, na política, coragem aparece tantas vezes como argumento de qualificação?</strong> Talvez porque a palavra tenha sido capturada por uma ideia bastante contemporânea de liderança, a de que ser forte significa confrontar, não recuar e falar mais alto. Mas essa não é a definição de coragem.</p><p>Há mais de dois mil anos, <strong>Aristóteles</strong> já tratava do tema em sua Ética a Nicômaco e para o filósofo, a coragem não está nos extremos: ela se situa entre a covardia e a temeridade. <strong>O corajoso não é aquele que simplesmente não sente medo, mas aquele que decide honrar sua essência para fazer melhores escolhas. </strong></p><p>Trata-se de uma distinção importante, porque a ausência de medo pode ser apenas imprudência e a disposição permanente para o confronto pode ser apenas temeridade. <strong>Nesse sentido, chamar de coragem qualquer comportamento agressivo é um erro.</strong> Coragem não é brigar, gritar, humilhar o adversário,  ou tomar decisão impulsiva apenas para demonstrar força. É nessa hora que muita gente esquece exatamente quem é para cumprir um papel social ou representar alguém que não é.</p><p><strong>Nelson Mandela popularizou uma formulação semelhante ao dizer que aprendeu que coragem não é ausência de medo, mas a capacidade de enfrentá-lo.</strong> E isso é o que basta para se construir um legado, com uma história que possa nos representar. </p><h2>Agora, há uma dimensão da coragem que aparece pouco nos discursos públicos, a coragem de olhar para si mesmo. Reconhecer um erro exige coragem, admitir que não sabe exige coragem, mudar de opinião diante de novos fatos exige coragem, ouvir quem pensa diferente exige coragem. E, sobretudo, assumir as consequências das próprias escolhas.</h2><p>Por isso, me chama atenção quando a palavra coragem é utilizada como se fosse uma espécie de <strong>certificado moral.</strong> Coragem não é preparo técnico, mas uma virtude que encanta pelas condições que nos dá para brillhar, <strong>simplesmente pelo que somos. </strong></p><p><strong>Coragem é uma escolha.</strong></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/carla-brandao/2026-08-30/quando-a-coragem-vira-argumento-de-campanha.html</link><dc:creator>Carla Brandão</dc:creator><media:credit>Reprodução IA </media:credit><author>Carla Brandão</author><keywords>CORAGEM, DECISÃO, ELEIÇÕES, CORAGEM NÃO É CONFRONTO, ESCOLHA</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68b0bcbb8deafbbe06b44927</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a91fae3f9fa29974b6bb358</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 10:00:46 +0000</pubDate><title>Estudo identifica 40 mil vírus desconhecidos em 102 cidades</title><description>Amostras de metrôs, hospitais, solo e esgoto de 31 países foram analisadas com técnica que permite rastrear material genético</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9c/3x/ba/9c3xbao4kpuiwteu8ulmvew9x.jpg"><figcaption>O estudo revelou uma diversidade viral muito maior do que a registrada nas bases de dados, incluindo dois possíveis novos filos e uma possível nova classe de vírus de RNA<span class="copyright">Pixabay </span></figcaption></figure><p>Um levantamento realizado em escala global revelou a existência de mais de <strong>40 mil</strong> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-08-26/monitorada-no-brasil--febre-do-nilo-ocidental-se-espalha-tambem-pela-europa.html">vírus</a> desconhecidos, presentes em ambientes urbanos como metrôs, hospitais e redes de esgoto. A descoberta foi publicada em um artigo da revista Nature Communications.</p><p>O estudo analisou <strong>2.922</strong> amostras, coletadas em <strong>102</strong> cidades de <strong>31</strong> países, incluindo São Paulo. </p><p>A partir do material, os pesquisadores montaram o Atlas de Vírus de RNA Urbanos e Periurbanos, que catalogou <strong>54.945</strong> espécies virais. Desse total, 42 mil <strong>nunca</strong> haviam sido descritas pela ciência. </p><h2>Como as amostras foram coletadas?</h2><p>O conteúdo genético foi, em sua maioria, recolhido pelo consórcio MetaSUB, entre março e julho de 2020, auge da pandemia de COVID-19.</p><p>O método consistiu em esfregar <strong>cotonetes estéreis (swabs)</strong> em superfícies de contato frequente, como corrimãos, bancos e máquinas de bilhetes.</p><p>Durante o processo,  também foram utilizadas sequências extraídas de bancos de dados públicos, que cobrem áreas do entorno das cidades, incluindo solo, sedimentos, água doce, estufas agrícolas e redes de esgoto.</p><p>Todo o material passou por sequenciamento metatranscriptômico. A técnica baseia-se na <strong>decodificação</strong> <strong>simultânea</strong> do <strong>RNA</strong> de todos os microrganismos de uma amostra para descobrir quais genes estão ativos naquele momento.</p><h2>Os novos vírus representam risco para a população?</h2><p>Segundo os cientistas, apesar dos números expressivos, eles <strong>não</strong> representam perigo à população, pois não conseguem infectar seres humanos.</p><p>Apenas um terço das sequências teve hospedeiros mapeados, sendo mais da metade vírus que infectam bactérias.</p><p><em>*Estagiária sob supervisão</em></p><p class="  "></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-30/estudo-identifica-40-mil-virus-desconhecidos-em-102-cidades.html</link><dc:creator>Mariana Geraidine Araújo</dc:creator><media:credit>Pixabay </media:credit><author>Mariana Geraidine Araújo</author><keywords>ciência, vírus desconhecidos, vírus urbanos, pesquisa científica, RNA, sequenciamento genético</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a920753f9fa29974b6bb368</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 10:00:00 +0000</pubDate><title>Esclerose
múltipla: pesquisas avançam em tratamentos e prevenção</title><description>30 de agosto marca o Dia Nacional de Conscientização sobre a EM, doença de mil faces, segundo Fernanda Meiken Monteiro, diagnosticada há 11 anos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/15/ir/9q/15ir9q7apkyahrcycpjwep06s.jpg"><figcaption>Fernanda Cristina Meiken Monteiro, 44, trabalhava como farmacêutica bioquimica quando recebeu o diagnóstico, em 2015<span class="copyright">Arquivo pessoal </span></figcaption></figure><p>Dentro da campanha <strong>Agosto Laranja,</strong> o domingo (30) marca o <strong>Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla</strong>, doença relacionada à combinação de fatores genéticos e ambientais, que costuma surgir entre os 20 e 50 anos e tem incidência duas vezes maior entre as mulheres. O simbolismo da data foi criado em 2006 para reforçar a importância do <strong>diagnóstico precoce</strong> para reduzir o agravamento da doença que acomete cerca de 40 mil brasileiros, segundo dados da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).</p><p>Trata-se de uma <strong>doença neurológica, crônica e autoimune</strong>, ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Estima que cerca de 40 mil brasileiros são pessoas com Esclerose Múltipla.</p><h4>Leia também: <a href="https://saude.ig.com.br/2026-08-28/demora-no-diagnostico-agrava-esclerose-multipla--diz-associacao.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Demora no diagnóstico agrava esclerose múltipla, diz associação</a>  </h4><p>A Esclerose Múltipla (EM) não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como, por exemplo, a fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, <strong>alteração do equilíbrio e da coordenação motora</strong>, dores articulares, disfunção intestinal e da bexiga.</p><p>Embora a doença ainda seja de causas desconhecidas, a <a href="https://saude.ig.com.br/2026-04-08/esclerose-multipla--avancos-tornam-diagnostico-mais-preciso.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo</a>, o que tem possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes.</p><h2>Tratamentos e pesquisas</h2><p>No Brasil, em julho a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação de uso, para a faixa etária pediátrica, do medicamento Ocrevus® (ocrelizumabe), destinado ao tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR).</p><p>Agora, o medicamento pode ser indicado para pacientes com 12 anos ou mais e peso corporal igual ou superior a 40 kg. O produto é um anticorpo monoclonal recombinante que contribui para a redução da atividade inflamatória associada à doença.</p><p>A esclerose múltipla é considerada uma <strong>condição rara no público pediátrico</strong>, correspondendo a aproximadamente 3% a 5% dos casos.</p><p> Embora menos frequente do que na população adulta, a doença costuma apresentar <strong>atividade inflamatória significativa nos pacientes mais jovens</strong>, maior frequência de surtos e potencial impacto sobre o desenvolvimento cognitivo, educacional e social, tornando importante o acesso precoce a terapias modificadoras da doença.</p><h2>Ataque a células B</h2><p>Pesquisas que apontam para tratamentos que atacam as células B continuam avançando. Um dos resultados mais recentes veio de um estudo publicado no New England Journal of Medicine, em julho de 2026. O ensaio comparou rituximabe e ocrelizumabe, dois <strong>medicamentos que eliminam células B do sistema imunológico.</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/15/6g/gg/156gggi3qlrc7rq6k5plvr02m.jpg"><figcaption>Estudos têm avançado em novos tratamentos e medicamentos<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p></p><p>Em pacientes recém-diagnosticados com EM remitente-recorrente, o rituximabe foi considerado não inferior ao ocrelizumabe para impedir o surgimento de novas lesões na ressonância magnética. A ausência de novas lesões foi de 92,2% com rituximabe contra 94,8% com ocrelizumabe entre os meses 6 e 24.</p><p>Isso é relevante porque amplia as evidências de que atacar as células B é uma das <strong>estratégias mais eficazes para controlar a atividade inflamatória</strong> da EM.</p><h2>Impedir a progressão da doença</h2><p>A pesquisa está mudando de foco. Não se trata mais apenas de evitar surtos e novas lesões, mas de tentar impedir que a pessoa acumule incapacidade ao longo dos anos.</p><p>Uma das classes mais estudadas é a dos <strong>inibidores de BTK (tirosina quinase de Bruton)</strong>, segundo o PubMed, plataforma de literatura biomédica e de ciências da vida, mantido pelo National Center for Biotechnology Information (NCBI) na <strong>Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (NLM).</strong></p><p>De acordo com pesquisas, os inibidores de BTK conseguem atuar sobre células B e também sobre células da imunidade inata, como macrófagos e micróglia, inclusive em compartimentos do sistema nervoso central que são mais difíceis de atingir pelos medicamentos convencionais.</p><p>Os resultados até agora são promissores, mas não significam que os BTK já sejam tratamento padrão.</p><p>Alguns medicamentos dessa classe apresentaram resultados diferentes entre os estudos. O tolebrutinibe, por exemplo, não superou a teriflunomida na redução da taxa de surtos nos estudos GEMINI, mas apresentou <strong>sinal de benefício sobre a progressão da incapacidade.</strong></p><h2>Pesquisa sobre regeneração da mielina</h2><p>Hoje, os medicamentos conseguem principalmente reduzir a inflamação e diminuir a formação de novas lesões. O grande desafio é fazer o sistema nervoso reparar a mielina que já foi destruída.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0z/04/uy/0z04uyg8z4kaaqbucwco2qw9q.jpg"><figcaption>EM acomete mais mulheres, de 20 a 50 anos<span class="copyright">Reprodução/Unsplash </span></figcaption></figure><p>Uma <strong>revisão sistemática publicada em 2025</strong> analisou 25 estudos clínicos, envolvendo 3.341 participantes e 17 intervenções com potencial de promover remielinização. Entre as estratégias estudadas estão clemastina, opicinumabe, domperidona, L-T3, fenitoína e células precursoras neurais, além de algumas terapias já utilizadas contra a EM.</p><p>O problema é que nenhuma dessas estratégias de remielinização pode ser considerada ainda uma solução comprovada e estabelecida. Muitos estudos são pequenos, têm acompanhamento curto ou utilizam marcadores de ressonância e outras medidas indiretas para indicar que a mielina está sendo recuperada.</p><h2>Vírus Epstein-Barr e o estudo da prevenção</h2><p>Trata-se, segundo especialistas, de uma das descobertas que mais mudou a pesquisa sobre EM nos últimos anos.</p><p>Hoje existe uma associação muito forte entre a <strong>infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV) e o desenvolvimento da esclerose múltipla</strong>. Isso levou pesquisadores a investigar se, no futuro, impedir a infecção pelo EBV poderia também prevenir casos de EM.</p><p>Mas ainda não é possível afirmar que uma vacina contra o EBV preveniria a esclerose múltipla.</p><p>Neste ano, pesquisadores desenvolveram anticorpos monoclonais contra proteínas do EBV que conseguiram impedir ou reduzir a infecção em modelos animais. É um resultado interessante para o desenvolvimento de uma futura vacina, mas ainda está muito distante de demonstrar prevenção da EM em seres humanos.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/34/7z/s3/347zs3w81z6o0tj83x35zwp6s.jpg"><figcaption>Pesquisadores avaliam associação muito forte entre a infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV) e o desenvolvimento da esclerose múltipla<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>De acordo com publicação no ScienseDirect, plataforma online de literatura científica e acadêmica que reúne milhões de artigos e pesquisas, há também pesquisas tentando entender se o efeito dos medicamentos anti-CD20, como o ocrelizumabe, teria alguma relação com a eliminação de células B que carregam o EBV. </p><p>Um estudo publicado em 2025 encontrou <strong>redução de anticorpos contra EBV</strong> durante o tratamento, mas essa redução não esteve associada aos resultados clínicos da EM.</p><h2>Prevenir a EM antes que ela apareça</h2><p>Pesquisadores estão começando a discutir a possibilidade de intervir antes do aparecimento dos primeiros sintomas, em <strong>pessoas consideradas de alto risco.</strong></p><p>Artigo publicado na plataforma Pubmed afirma que isso só se tornou uma possibilidade de pesquisa, porque hoje sabemos mais sobre os fatores associados ao desenvolvimento da doença, especialmente EBV, genética e determinadas alterações imunológicas.</p><p>Uma revisão de 2026 aponta justamente que os objetivos terapêuticos estão se ampliando: além de reduzir surtos, busca-se prevenir progressão e, no futuro, <strong>evitar o próprio desenvolvimento da doença.</strong></p><h2>A vida com EM</h2><p>Uma doença de mil faces. Dessa forma, Fernanda Cristina Meiken Monteiro, 44 anos, que mora em Sorocaba, interior de São Paulo, define a esclerose múltipla.</p><p>Ela conta que os primeiros sintomas surgiram no segundo semestre de 2014 e o <strong>diagnóstico fechou em maio de 2015</strong>. Na época, ela tinha 33 anos e era farmacêutica-bioquímica.</p><p>Hoje, Fernanda diz que a EM impacta em toda a sua rotina, se revelando altamente progressiva.</p><p>Fernanda revela que, desde o segundo semestre de 2020, foi observado um declínio clínico rápido e as medicações anteriores não estavam surtindo o efeito esperado. A <strong>evolução da EM</strong> é monitorada através de ressonância magnética e acompanhamento clínico neurológico.</p><p>Ela relata que iniciou em janeiro a quinta troca de medicação via oral para <strong>Esclerose Múltipla Secundária Progressiva.</strong> E, assim como muitos brasileiros que vivem com a doença, Fernanda enfrenta o alto custo do tratamento, que, segundo ela, não é disponibilizado pelo SUS, pois não está acessível no Rol da ANS, que é a lista oficial criada pela <strong>Agência Nacional de Saúde Suplementar</strong> que define a cobertura mínima obrigatória que os planos de saúde devem oferecer aos beneficiários.</p><p>“Foi deliberado através do meu convênio médico. Eu não conto com suporte do poder público, devido a morosidade no processo”, acrescenta, mencionando ainda que são elevados os custos dos equipamentos de mobilidade e utensílios ergonômicos para as tarefas diárias.</p><p>Ela diz ainda que acompanha os avanços das pesquisas através dos órgãos oficiais e acredito que eles somam aos tratamentos disponíveis seja pelo SUS ou não. Porém, diz Fernanda, ainda é restrito para as Escleroses Múltiplas Progressivas, especialmente a Secundária.</p><p>Ela frequentemente compartilha conteúdos informativos nas redes sociais, no<strong> Instagram</strong> e no <strong>Tiktok</strong>, como forma de disseminar conhecimento e suas experiências, o que a possibilitou estar em contato com outras pessoas e se engajar em outras causas, segundo ela.</p><p>Fernanda destaca ainda que, antes do diagnóstico, desconhecia qualquer informação sobre a doença, mas hoje, 11 anos depois, aprendeu que a EM se manifesta de formas diferentes.</p><p> </p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-30/esclerose-multipla--pesquisas-avancam-em-tratamentos-e-prevencao.html</link><dc:creator>Marcia Bessa Martins</dc:creator><media:credit>Arquivo pessoal </media:credit><author>Marcia Bessa Martins</author><keywords>Agosto Laranja, Dia Nacional, 30 de agosto, Esclerose Múltipla, Pesquisas, Tratamentos, Prevenção</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a918fbdf9fa29974b6bb2b6</guid><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 15:05:13 +0000</pubDate><title>Demora no diagnóstico agrava esclerose múltipla, diz associação</title><description>Lançado durante o Agosto Laranja, mês de conscientização contra a doença, o estudo ouviu 368 pessoas em tratamento contra esclerose múltipla no Brasil</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/92/zu/zj/92zuzjtvic5d5smcm10wf87pg.jpg"><figcaption>Esclerose múltipla<span class="copyright">ADAM </span></figcaption></figure><p>Cerca de um quarto dos <strong>pacientes</strong> com <strong>esclerose</strong> <strong>múltipla</strong> chega a demorar mais de cinco anos para receber o diagnóstico, o que favorece a progressão da doença. O <strong>alerta</strong> foi feito por uma pesquisa da HSR Health, em parceria com a Roche Farma, divulgada pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) nesta sexta-feira (28).</p><p>Lançado durante o Agosto Laranja, mês de conscientização contra a doença, o estudo ouviu 368 pessoas em tratamento contra esclerose múltipla no Brasil.</p><p>Mais da metade dos entrevistados (56,8%) recebeu um diagnóstico incorreto antes da confirmação da esclerose múltipla. Além disso, 26,6% esperaram mais de cinco anos pelo diagnóstico definitivo, e 14,1% levaram uma década ou mais entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença.</p><p>De acordo com o neurologista Rodrigo Kleinpaul, coordenador do Ambulatório de Neuroimunologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a agilidade no diagnóstico é importante para retardar danos permanentes que possam ser causados pela doença.</p><p>“Chega o momento em que esse dano no cérebro ou na medula vai diminuindo a reserva que o paciente tem, aquela reserva funcional. E começa o que a gente chama de progressão de incapacidade e isso pode levar o paciente a ficar com incapacidade definitiva”, disse. “A gente viu que o paciente passa, mais ou menos, por até quatro médicos diferentes e demora, em média, três anos para ter o diagnóstico correto”.</p><p>Segundo a pesquisa, para 36% dos entrevistados, a principal barreira até o diagnóstico são os médicos e profissionais de saúde e, para 23%, são exames e investigações, como a ressonância magnética, que é um eprocedimento de custo mais alto. Outros 18% apontaram a própria demora do diagnóstico, enquanto 12% indicaram os custos no acesso ao diagnóstico correto.</p><h2>Doença inflamatória crônica</h2><p>Cerca de 40 mil brasileiros convivem com a esclerose múltipla, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). A doença acomete principalmente mulheres jovens, na faixa etária de 20 a 40 anos, em sua fase mais produtiva.</p><p>Inflamatória, crônica e autoimune, a enfermidade faz com que o sistema imunológico ataque a mielina, estrutura que reveste e protege as fibras nervosas, prejudicando a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo. A consequência são impactos na mobilidade, trabalho, rotina, saúde mental e autonomia. A esclerose múltipla é a causa mais comum de incapacidade por doenças neurológicas em pacientes jovens, excluindo causas traumáticas.</p><p>Como os sintomas são parecidos com os de outras doenças, isso gera dificuldade diagnóstica, explica Kleinpaul. Embaçamento visual, por exemplo, pode ser interpretado como um problema de vista. O mesmo acontece com dor, dormência, formigamento. Além disso, esses sintomas iniciais tendem a melhorar sozinhos.</p><p>“Não é incomum uma mulher jovem chegar ao pronto-socorro com queixa de formigamento e dormência e receber o diagnóstico de ansiedade. Então, isso também gera atraso de diagnóstico”, afirmou o especialista.</p><h2>"Não conseguia respirar"</h2><p>Desde os primeiros sintomas, a educadora física Lucimara de Lima Santana, de 44 anos, percorreu consultórios de médicos especialistas em São Paulo por quatro anos até descobrir a doença.</p><p>“Se eu tinha problema de visão, eu ia no oftalmologista; dificuldade para andar, ia no ortopedista; e como eu tenho colangite biliar primária [inflamação com fibrose progressiva dos dutos biliares no fígado], achava que a fadiga intensa era da colangite”.</p><p>Entre 2023 e 2024, a situação se tornou insustentável para Lucimara, que passou a sentir sintomas mais pesados. “Eu não conseguia respirar direito por causa da fadiga, era muita dor. Fiquei sem trabalhar um tempo, porque não sabia o que era, não conseguia sair da cama. Os médicos diziam que podia ser dengue e outras doenças”.</p><p>A paciente com esclerose múltipla, Lucimara Santana. Foto: Lucimara Santana/Arquivo pessoal</p><p>Quando se consultou com um ortopedista, ele pediu ressonância magnética do crânio e da cervical, e o resultado acusou uma doença paralisante. Em seguida, um neurologista especialista solicitou outra ressonância do crânio e de toda a coluna, desde a cervical até a lombar. Lucimara fez também coleta do líquor (líquido cefalorraquidiano). Todos esses exames deram positivo para esclerose múltipla (EM).</p><p>Professora de educação física concursada na Prefeitura de Taboão da Serra, município da Região Metropolitana de São Paulo, Lucimara não consegue mais ficar em pé no mesmo lugar durante muito tempo, por conta da fadiga e também do calor. Para continuar a trabalhar, precisou se adaptar. Como já era instrutora de Pilates desde 2014, ela aprendeu a dar aulas online desse método de exercício físico durante a pandemia da Covid-19. Atualmente, ela tem dois alunos e está à procura de novos. Uma vez por semana, ela atende presencialmente 25 alunos em uma academia e integra também o movimento Minha Voz Importa, no qual ensina o benefício do exercício no tratamento das pessoas com esclerose múltipla.</p><h2>Tratamento evoluiu</h2><p>Segundo a pesquisa, a maior parte dos pacientes ouvidos tem a esclerose múltipla sob controle: 48% estão estáveis ou em remissão. Além disso, 39% são economicamente ativos atualmente. A doença não tem cura, mas o neurologista ressalta que houve um avanço no controle de sua progressão.</p><p>“Dez anos atrás, uma mulher jovem diagnosticada com 20 anos de idade, aos 40 anos já estaria em uma cadeira de rodas. Hoje, a gente consegue evitar que isso aconteça”, disse Rodrigo Kleinpaul.</p><p>“A gente impede que esse paciente vá para uma cadeira de rodas, use uma bengala, tenha dificuldade de enxergar. Estamos falando de pessoas de idade economicamente ativa que, às vezes, por incapacidade, podem estar fora do mercado de trabalho, podem não estar constituindo uma família”.</p><p>O acesso ao tratamento, porém, também pode ser um desafio: 41,2% relataram ter deixado de realizá-lo ou tiveram que remarcá-lo por dificuldades de acesso, como burocracia dos planos de saúde ou falta de medicação. Mesmo com o tratamento, a rotina dos pacientes continua sendo marcada por obstáculos. O levantamento mostra que 73,4% deixaram de realizar uma série de atividades que gostariam por problemas emocionais; e 41,6% evitam encontros sociais com frequência.</p><p>A doença também afeta a vida profissional: 72,8% relatam prejuízos na renda ou nas oportunidades de crescimento, enquanto 32,6% afirmam ter escondido o diagnóstico no ambiente de trabalho por medo de preconceito ou demissão. Além disso, 85,6% convivem com gastos mensais extras relacionados à doença.</p><p>O mais comum, segundo indicou o neurologista, são problemas de ansiedade e depressão. “A gente costuma dizer que depois do diagnóstico de uma doença crônica, tem a fase do luto. O paciente tem revolta, negação, tristeza, depressão, até a aceitação”.</p><p>Rodrigo Kleinpaul reconheceu que, ao mesmo tempo que existe uma preocupação dos pacientes com a vida futura, falta acolhimento em sua jornada.</p><p>É necessário maior esclarecimento das pessoas que estão em torno desses pacientes, afirma para que saibam que muitos sintomas são invisíveis e que há um dia em que o paciente vai estar bem, mas em outro ele vai estar mais comprometido.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-28/demora-no-diagnostico-agrava-esclerose-multipla--diz-associacao.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>ADAM </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, esclorese multipla, agosto laranja, Doenca Neurologica, Doencas Raras</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a919049f9fa29974b6bb2b8</guid><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 14:00:39 +0000</pubDate><title>Anvisa atualiza regras de controle de qualidade em laboratórios</title><description>A norma também amplia exigências relacionadas à biossegurança</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2p/xl/yp/2pxlypsucb3cuonvfmbidlzis.jpg"><figcaption>A susbtância foi desenvolvida no laboratório de Dr. Shetty, e sua produção é um dos desafios futuros<span class="copyright">Reprodução: Texas A&M University Division of Marketing and Communications </span></figcaption></figure><p>Nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada nesta sexta-feira (28) redefine as regras para laboratórios públicos e privados responsáveis por ensaios de controle de qualidade em produtos e serviços sujeitos à vigilância sanitária no país.</p><p>Entre as principais medidas, estão manter licença sanitária válida, ter responsável técnico habilitado e adotar sistema de gestão da qualidade alinhado à norma internacional ABNT NBR ISO/IEC 17025, que prevê requisitos para a competência de laboratórios de ensaio e calibração.</p><p>A norma também amplia exigências relacionadas à biossegurança, incluindo avaliação de riscos, programas de controle de pragas, gerenciamento de resíduos, capacitação periódica de profissionais e monitoramento das condições de segurança para atividades envolvendo agentes físicos, químicos e biológicos.</p><p>Segundo a Anvisa, a medida busca fortalecer a confiabilidade dos ensaios laboratoriais e ampliar a capacidade de monitoramento da qualidade, segurança e eficácia de produtos submetidos à regulação sanitária no país.</p><p>Instituições responsáveis por ensaios em medicamentos e vacinas deverão ainda observar as boas práticas definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para laboratórios de controle de qualidade farmacêutica.</p><h2>Resultados</h2><p>A resolução prevê ainda o compartilhamento de dados laboratoriais com a Anvisa quando houver necessidade de monitoramento de determinados produtos. Os critérios e prazos para envio das informações serão definidos posteriormente em instrução normativa específica.</p><p>Os resultados de programas de monitoramento de mercado e das atividades rotineiras de fiscalização deverão ser divulgados pelas autoridades sanitárias. Já os resultados insatisfatórios somente poderão ser tornados públicos após a conclusão da investigação sobre possível irregularidade.</p><h2>Adaptação</h2><p>Os laboratórios terão prazo de um ano para se adequar às exigências relacionadas à adoção da norma ISO/IEC 17025 e às boas práticas internacionais aplicáveis a medicamentos e vacinas.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-28/anvisa-atualiza-regras-de-controle-de-qualidade-em-laboratorios.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução: Texas A&M University Division of Marketing and Communications </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, Anvisa, laboratorios, Diario Oficial da Uniao</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a91800aafc2bce347858aad</guid><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:47:42 +0000</pubDate><title>O que uma infância com menos açúcar revelou décadas depois</title><description>Pesquisa analisou os impactos de longo prazo sobre a saúde do racionamento de açúcar na Grã-Bretanha nos anos 1940 e 1950.</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/0r/ej/92/0rej9271m34ekxxq3ntuzkbkd.jpg"><figcaption>O que uma infância com menos açúcar revelou décadas depois<span class="copyright">Arquivo </span></figcaption></figure><p>Parece argumento de avó: "Quando eu era criança não tinha açúcar, e veja como éramos saudáveis". Mas um novo estudo encontrou resultados que confirmam essa intuição, graças a um episódio histórico que ninguém planejou como experimento: o racionamento de alimentos no Reino Unido durante e após a Segunda Guerra Mundial.</p><p>Com as rotas de abastecimento britânicas ameaçadas pela guerra, em 1940, o governo adotou um sistema de racionamento que atingiu diversos alimentos de consumo cotidiano, incluindo o açúcar.</p><p>A restrição se prolongou por anos após o fim do conflito e só foi encerrada em setembro de 1953. A partir de então, o consumo médio de açúcar praticamente dobrou. Essa mudança abrupta criou, inadvertidamente, uma situação excepcional para os pesquisadores.</p><p>Esses níveis contrastantes de açúcar na primeira infância de gerações tão próximas foi a base de um estudo conduzido pelos economistas da saúde Chen Zhu, da Universidade Agrícola da China, e Weilong Zhang, da Universidade de Cambridge. Eles analisaram dados de 64.761 pessoas nascidas na Grã-Bretanha entre 1951 e 1956. As informações vieram do UK Biobank, um amplo banco de dados que acompanha a saúde de seus participantes ao longo de décadas. O trabalho foi publicado na revista PNAS.</p><p>A comparação concentrou-se nos primeiros mil dias de vida, desde a concepção até o segundo aniversário. Trata-se de um período em que o metabolismo, os órgãos e o sistema imunológico ainda estão em desenvolvimento e quando começam a ser formadas as preferências alimentares.</p><p>Na prática, os nascidos antes do fim do racionamento passaram mais tempo com acesso limitado ao açúcar durante esses primeiros mil dias; os nascidos depois, menos tempo.</p><h2>Açúcar na infância e risco de câncer</h2><p>Décadas mais tarde, as diferenças se mostraram significativas. Segundo os resultados do estudo, aqueles que enfrentaram um racionamento maior durante os primeiros mil dias de vida, ou seja, consumiram menos açúcar, tiveram uma incidência menor de cinco tipos de câncer.</p><p>A redução chegava a 69% no câncer de fígado e dos ductos biliares de dentro do fígado, 52% no câncer de próstata, 41% no câncer de pulmão, 40% no câncer de reto e 36% no câncer de mama.</p><p>Essas diferenças só se tornaram visíveis muito tempo depois do fim do racionamento. O estudo também encontrou indícios de envelhecimento biológico mais lento.Para investigar sinais desse processo em nível celular, os pesquisadores analisaram os telômeros, estruturas dos cromossomos cujo comprimento tende a diminuir com a idade.</p><p>As pessoas mais expostas ao racionamento durante aquela fase apresentavam telômeros mais longos, uma diferença que, segundo Zhang explicou ao site The Conversation, equivaleria a cerca de 2,2 anos a menos de envelhecimento biológico. Elas também exibiam níveis mais baixos de granzima B, outro marcador relacionado à atividade do sistema imunológico.</p><h2>Uma marca que permanece por décadas</h2><p>As diferenças também aparecem nos hábitos alimentares da vida adulta. Meio século depois, aqueles que haviam sido mais expostos ao racionamento nos primeiros mil dias de vida consumiam menos açúcar e apresentavam um padrão alimentar mais moderado, saudável e diversificado.</p><p>Os resultados são compatíveis com a hipótese de que a exposição precoce a sabores menos doces esteja associada a hábitos alimentares mantidos ao longo da vida. Os pesquisadores sugerem que os dois fenômenos podem estar conectados.</p><p>Segundo Zhang, em artigo publicado no The Conversation, parece haver uma via biológica, já que a nutrição inicial pode influenciar o desenvolvimento do metabolismo, dos órgãos e do sistema imunológico, e outra via comportamental, ligada às preferências de sabor que começam a se formar muito cedo e podem persistir por décadas.</p><p>Os resultados se somam a pesquisas anteriores que analisaram o mesmo episódio histórico. Esses trabalhos associaram uma menor exposição ao açúcar na infância a um menor risco posterior de diabetes tipo 2 e hipertensão. Outros estudos identificaram ainda uma redução no risco de demência e doença de Alzheimer, além de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais.</p><h2>Causa ou coincidência?</h2><p>O fato de diferentes estudos encontrarem associações semelhantes a partir do mesmo episódio histórico reforça o interesse pelos resultados, mas não elimina todas as dúvidas sobre causalidade. Nesse caso, o fim abrupto do racionamento permitiu aos autores tratar a situação como um experimento natural e falar em "evidência causal". Ainda assim, não se trata de um ensaio clínico controlado.</p><p>Entre a exposição precoce e os resultados observados décadas depois podem incidir outros fatores. Por isso, o estudo não demonstra que o açúcar consumido antes dos dois anos de idade determine, sozinho, a saúde futura.</p><p>O que os dados sugerem é que a exposição ao açúcar durante uma fase especialmente sensível do desenvolvimento pode ter consequências de longo prazo. Isso não significa eliminar completamente o açúcar da alimentação infantil nem transformar o racionamento do pós-guerra em um modelo nutricional.</p><p>A comparação histórica chama atenção por outro motivo.</p><p>Segundo o site Science Alert, os níveis de consumo de açúcar sob o racionamento eram semelhantes aos atualmente recomendados pela Organização Mundial da Saúde.</p><p>Isso coloca a restrição em um contexto menos extremo do que a palavra "racionamento" pode sugerir e ajuda a explicar por que seus efeitos continuam relevantes para o debate contemporâneo sobre o consumo de açúcar nos primeiros anos de vida.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/alimentacao-bemestar/2026-08-28/o-que-uma-infancia-com-menos-acucar-revelou-decadas-depois.html</link><dc:creator>Deutsch Welle</dc:creator><media:credit>Arquivo </media:credit><author>Deutsch Welle</author><keywords>NOTiCIAS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4fbfd5a11d5c65be63001381</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a91736ff9fa29974b6bb29c</guid><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 12:46:11 +0000</pubDate><title>Dia do voluntariado: iniciativas levam saúde mental a vulneráveis</title><description>No Dia Nacional do Voluntariado, profissionais mostram como ações de apoio psicológico auxiliam pessoas em situações de trauma e vulnerabilidade</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2b/85/sm/2b85smvrwf4njy7zf0zoss9e3.jpg"><figcaption>Dia Nacional do Voluntariado<span class="copyright">Imagem gerada por IA </span></figcaption></figure><p><strong>Terremoto</strong>, <strong>guerras</strong>, <strong>enchentes</strong> - diante de <strong>desastres pelo mundo</strong>, a psicóloga Esly Carvalho, que atua em Brasília e é especializada em atender pessoas que passaram por traumas, resolveu atuar como voluntária em causas humanitárias. No <strong>Dia Nacional do Voluntariado</strong>, comemorado nesta sexta-feira (28), ela e outros profissionais de saúde testemunham que doar o tempo transforma a vida dos outros e também de si mesmos, com resultados que inspiram o cotidiano.</p><p>Com 45 anos de experiência profissional, ela se disponibilizou a treinar equipes para lidar com pacientes em momentos de estresse pós-traumático. “É possível a gente fazer intervenções em grupos e situações de desastres de forma eficaz”, afirma Esly. Ela defende uma terapia denominada EMDR, abordagem psicoterapêutica que desbloqueia memórias dolorosas Na Venezuela, onde mais de 6 mil pessoas morreram depois do terremoto em junho, a psicóloga desenvolveu um programa de intervenção para profissionais na diversidade. “Nós já formamos mais de 100 colegas nesse manejo, de forma que possam implementar o trabalho. E eles atenderam mais de 500 pessoas”. Ela, de forma online, e a equipe na Venezuela atendem todas as quintas-feiras. “Para quem vier, nós fazemos esses exercícios online gratuitamente”, diz.</p><p>Entre as profissionais que receberam orientação da psicóloga desde o dia seguinte ao terremoto, está a psicoterapeuta Deglya Flores, de 59 anos. Ela vive em Caracas e testemunha que ficou muito impactada pelas cenas que viu nas cidades mais atingidas. “Contactaram a mim e outras pessoas para nos oferecer ajuda”, recorda. O contato foi por videoconferência. “O resultado foi maravilhoso porque muitos de nós estávamos altamente perturbados. Eu estava desesperada e angustiada pela magnitude do evento, da dor e da angústia nas pessoas”.</p><p>Na Venezuela, há segundo ela, apenas 17 terapeutas especialistas no tratamento de traumas. Com o atendimento, ela explica que o grupo venezuelano tem também atendido, a distância, pessoas vítimas do terremoto na Colômbia. O grupo tem atuado com profissionais de saúde mental e também voluntários em geral dispostos a fazer uma escuta, inclusive prestando serviços aos acampamentos em La Guaira (região mais atingida pelo desastre). A psicóloga brasileira afirma que se sente bem em formar pessoas em locais de dificuldades porque o conhecimento se espalha. “O trabalho de voluntariado preenche um lugar muito especial no meu coração”.</p><h2>Seis viraram sete mil </h2><p>Outra iniciativa voluntária de apoiar a saúde mental nasceu de um grupo de seis amigos, em 2017, em São Paulo (SP). Saídos de crises de depressão, os rapazes resolveram amarrar mensagens por escrito em viadutos e pontes no centro da cidade, oferecendo ajuda a quem estava sofrendo. “Colocávamos nosso número de telefone e as pessoas entravam em contato”, lembra Felipe Santos, que hoje é o coordenador nacional do projeto Help. Os seis amigos se transformaram em 7 mil voluntários em todos as unidades federativas do país. A página no instagram tem 389 mil seguidores.</p><p>Há profissionais de saúde mental e de outras áreas que fazem palestras em unidades de ensino e também escutas em espaços públicos, como rodoviárias e parques. Essas atividades são chamadas de “cantinho do desabafo”. Em São Paulo, nesta semana, por exemplo, os voluntários atenderam na estação de trem de Francisco Morato.</p><p>“Temos uma atenção especial com os mais jovens, que têm adoecido mais com ansiedade e depressão”, afirma Felipe Santos. O atendimento ocorre também de forma remota, com o primeiro contato por whatsapp. Ele testemunha que os mais jovens têm procurado com frequência e relatado problemas emocionais diversos relacionados a dependências de tecnologias e a apostas online.</p><h2>Prevenção </h2><p>Em Brasília, o coordenador do grupo é um militar da Marinha, Thiago Domingos, de 31 anos, que se tornou voluntário depois de ter conhecimento de casos de suicídios entre jovens nas Forças Armadas. “O nosso projeto trabalha com prevenção e tenta ajudar as pessoas que não têm recursos para consultas com psicólogos”. Além das atividades do ‘cantinho do desabafo”, Thiago explica que tem ouvido relato, em palestras em escolas, de casos de bullying e outros problemas emocionais. “Aqui em Brasília, atendemos cerca de 5 mil pessoas nos últimos anos”.</p><p>Em Brasília, há 15 psicólogos voluntários que atendem regularmente. Entre as profissionais, Juliana Cei, de 38 anos, encontrou na atividade um novo sentimento pela profissão. Ela trabalha na área organizacional de uma empresa e procura, nas horas livres, atender pessoas de forma voluntária nos espaços públicos.</p><p>“A gente está vivendo uma crise de saúde mental generalizada. Há uma epidemia de solidão e as pessoas têm tido poucas oportunidades de interagir, de formar laços, de ter uma rede de apoio”, considera. Ela explica que, quando encontrou o projeto de voluntariado, percebeu que poucos jovens têm tempo de convivência de qualidade com os familiares. “Tudo isso tornou o jovem muito mais suscetível a crises”.</p><h2>Sementinha </h2><p>Juliana destaca ainda que tem percebido maior número de mulheres em busca de ajuda. “Eu conversei com mulheres que contaram situações bem sensíveis. A gente ouve com muita atenção.</p><p>Entre os retornos que recebeu de pessoas atendidas pelo projeto, ela recorda com especial carinho uma ocasião em que uma adolescente perguntou sobre a atividade de psicologia. “A gente acaba plantando uma sementinha naquela pessoa que, às vezes, está sofrendo. Mas ela não quer só sair do sofrimento. Ainda pensa em ser voluntária um dia”.</p><h2>Diversidade e inseguranças </h2><p>Também sensível às dores alheias, o psicólogo brasiliense Lucas Hedler, de 45 anos, explica que aderiu ao trabalho voluntário para ajudar outras pessoas trans como ele. “Eu resolvi fazer um grupo de apoio para a gente poder falar sobre as nossas inseguranças. Poder compartilhar nossa história de forma segura e que também tenha um resultado psicológico”, afirma. Ele lamenta que a comunidade LGBTQIA+ em geral tem convivido, por vezes, com um ambiente familiar que pode ser mais inseguro do que a rua.</p><p>Inclusive, Lucas diz ter muito interesse em atender pessoas vítimas de traumas. “A pandemia foi muito difícil para as pessoas trans. Muitas sofreram agressões, foram expulsas de casa e não tiveram para onde ir”. O psicólogo pretende criar mais projetos de atendimento voluntário para esse grupo. “Eu estou me especializando em autismo também porque a incidência desse transtorno em pessoas trans é alta”.</p><p>Para atendimentos de saúde mental, há outros caminhos gratuitos:</p><ul><li>CVV: Centro de Valorização da Vida - Ligue 188</li><li>Rede de atenção Psicossocial do SUS</li><li>Alcoólicos Anônimos</li></ul><p><em>*Com informações Agência Brasil</em></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-28/dia-do-voluntariado--iniciativas-levam-saude-mental-a-vulneraveis.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Imagem gerada por IA </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Direitos Humanos, Dia Nacional do Voluntariado, iniciativas, Saude Mental, Psicologos</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a90ed5ed237ffe5351b1d59</guid><pubDate>Fri, 28 Aug 2026 11:06:59 +0000</pubDate><title>Os novos desafios da mulher madura</title><description>Estamos vivendo mais e queremos viver melhor</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/18/yz/lr/18yzlrpm3umgnp3js27qxk5v6.jpg"><figcaption>Da exaustão à transformação<span class="copyright">Reprodução /IA </span></figcaption></figure><p>Ao longo do tempo, a mulher se viu diante de uma realidade que a levou à exaustão. Se até a década de 60, era mais comum vê-la cuidando das tarefas domésticas, nos anos 70, passou a ter que cuidar da carreira, entrando para o mercado de trabalho remunerado. Como vimos, foi ela somando tarefas, sempre em busca de dar conta de todas as responsabilidades. Conclusão, ela própria, com seus desejos e sonhos, acabou ficando em segundo plano.</p><p>Mas alguma coisa começou a mudar depois da virada de século . A mulher que tem mais de 45 anos começou a olhar para a maturidade como um tempo de libertação do "tem que" para o "quero", num começo de uma nova história. Estamos migrando, ainda que lentamente, da exaustão para a transformação.</p><p>Segundo o IBGE, a população brasileira com 60 anos ou mais passou de 22 milhões, em 2012, para 34,1 milhões em 2024, um crescimento de 53,3%. A expectativa de vida também aumentou. Em 2024, chegou a 76,6 anos no Brasil. E as mulheres continuam vivendo mais, já que no ano anterior, a expectativa de vida feminina era de 79,7 anos, segundo o instituto.</p><p>Essa nova mulher, mais longeva, mais conectada, mais empreendedora e, principalmente, mais interessada em decidir como quer viver os próximos capítulos da própria vida, vem realizando uma tranformação muito significativa, colecionando histórias para contar. Muitas começaram um novo ciclo profissional depois de uma transição de carreira, aposentadoria ou mudança pessoal.</p><p>Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) 2,7 milhões de mulheres com mais de 55 anos são donas de negócios no Brasil. O empreendedorismo feminino cresceu 27% nos últimos dez anos, segundo levantamento baseado na PNAD Contínua. Em 2025, mais de 2 milhões de MEIs e micro e pequenas empresas lideradas por mulheres foram abertas no Brasil, número que representou cerca de 42% dos novos pequenos negócios criados.</p><p>São números que contam uma história. A mulher que, durante décadas, administrou casa, filhos, família, conflitos, orçamento e crises está sendo reconhecida pela soma de talento, habilidade e resultados. Ela está  mostrando que essa sabedoria toda lhe confere poder para tomar melhores decisões e fazer melhores escolhas que irão transformar prioritariamente a própria vida. </p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/carla-brandao/2026-08-28/os-novos-desafios-da-mulher-madura.html</link><dc:creator>Carla Brandão</dc:creator><media:credit>Reprodução /IA </media:credit><author>Carla Brandão</author><keywords>maturidade, desafios, transfomação, exaustão, mulher, empreendedorismo</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68b0bcbb8deafbbe06b44927</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a90b6b9d237ffe5351b1d3f</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 22:14:43 +0000</pubDate><title>Anvisa proíbe venda e distribuição dos cosméticos Bunny</title><description>Segundo a agência, os produtos não tem qualquer tipo de regulamentação; Ao todo, mais de trinta marcas foram barradas pelo governo</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/84/gr/pj/84grpjvolelg6uhfiogizf67l.jpg"><figcaption>Cosméticos Bunny<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>A <a href="https://saude.ig.com.br/2026-08-26/anvisa-atualiza-regras-sanitarias-para-avioes-e-aeroportos.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</a> proibiu, nesta quinta-feira (27), a<strong> fabricação, venda, distribuição, divulgação</strong> e uso de 37 produtos da marca <strong>Bunny</strong>. </p><p>Os itens eram comercializados pela internet sem qualquer tipo de regularização sanitária junto à agência.</p><p>A determinação também estabelece a apreensão dos produtos. A medida foi publicada por meio de resolução da Anvisa.</p><p>Veja a lista de produtos proibidos </p><ul><li>The Bunny Club - Body Polish - Only Coolest Girls</li><li>The Bunny Club - Body Splash - Only Coolest Girls</li><li>The Bunny Club - Shower Gel - Only Coolest Girls</li><li>Bunny. Diffuser - Fig & Honey</li><li>Bunny. Hand Soap - Fig & Honey</li><li>Bunny. Hand Soap - White Tea, Folhas de Chá Branco, Rosa Fava Tonka</li><li>Bunny. Homespray - Fig & Honey</li><li>Bunny. Homespray - White Tea, Folhas de Chá Branco, Rosa Fava Tonka</li><li>Bunny. Farmers Market Shower Gel - Vanilla Cherry</li><li>Bunny. Farmers Market Body Butter - Vanilla Cherry</li><li>Bunny. The Sleep Time. Pillow Mist</li><li>Bunny. Ginger Vanilla Sleep Mist</li><li>Bunny. Lavender Vanilla Day Mist</li><li>Bunny. Body Butter - Fig & Honey</li><li>Bunny. Body Butter - Hey - Green Apple</li><li>Bunny. Body Butter - Hey - Strawberry</li><li>Bunny. Body Butter - Hey - Blue Dream</li><li>Bunny. Body Butter - Hey - Vanilla</li><li>Bunny. Farmers Market Body Splash - Vanilla Cherry</li><li>Bunny. Farmers Market Body Scrub - Vanilla Cherry</li><li>Bunny. Shower Gel - Strawberry</li><li>Bunny. Shower Gel - Blue Dream</li><li>Bunny. Shower Gel - Fig & Honey</li><li>Bunny. Body Splash - Strawberry</li><li>Bunny. Body Splash - Vanilla</li><li>Bunny. Body Splash - Green Apple</li><li>Bunny. Body Splash - Fig & Honey</li><li>Bunny. Body Polish - Green Apple Cream</li><li>Bunny. Body Polish - Strawberry Cream</li><li>Bunny. Body Polish - Blue Dream Cream</li><li>Bunny. Body Scrub - Blue Dream Cream</li><li>Bunny. Body Scrub - Fig & Honey</li><li>Bunny. Homespray - Notting Hill, London, Pônia, Maçã Vermelha</li><li>Bunny. Homespray - Sho, London, Alecrim, Limão Siciliano, Manga, Jasmim, Cedro</li><li>Bunny. Homespray - Chelsea, London, Bergomata, Lavanda, Patchouli</li><li>Bunny. Shower Gel - Vanilla</li><li>Bunny. Shower Gel - Green Apple</li></ul><h2>Outro produto também foi apreendido</h2><p>A mesma resolução determinou a apreensão da Premium Eleite Glue HS-16. Segundo a Anvisa, o produto também não possui regularização sanitária junto à agência.</p><p>A determinação está prevista na Resolução 3.347/2026, publicada pela Anvisa.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-27/anvisa-proibe-venda-e-distribuicao-dos-cosmeticos-bunny.html</link><dc:creator>Luís Felipe Granado</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Luís Felipe Granado</author><keywords>proibição, anvisa, bunny, regulamentação, saude</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a90469dd29633c05a5353be</guid><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 15:00:58 +0000</pubDate><title>São Paulo chega a 26 casos de sarampo em 2026</title><description>Dezenove pessoas infectadas não haviam se vacinado ou tinham esquema vacinal incompleto</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4p/kh/ea/4pkheahjxnyt9ekgbtzpjznjz.jpg"><figcaption>Estudo recente aponta impacto das desigualdades de renda nos municípios na baixa cobertura vacinal, abaixo de 60% do alvo<span class="copyright">Reprodução: Freepik </span></figcaption></figure><p>A Secretaria de Estado da Saúde de <strong>São Paulo</strong> confirmou, na manhã desta quinta-feira (27), que subiu para <strong>26</strong> o número de casos de sarampo em 2026. Foram registradas três novas <strong>infecções</strong> na capital paulista, e as pessoas afetadas não têm histórico de <strong>vacinação</strong>.</p><p>Segundo a pasta, os pacientes são um menino e uma menina com menos de um ano de idade, além de uma mulher de 30 anos.</p><p>Entre todos os casos de sarampo no estado paulista, 23 foram registrados na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, ambas na região metropolitana da capital.</p><p>Dezenove pessoas infectadas não haviam se vacinado ou tinham esquema vacinal incompleto.</p><h2>Campanha</h2><p>O governo estadual promove até o dia 1º de setembro uma campanha de vacinação da população contra o sarampo. A capital paulista, Guarulhos e São Bernardo do Campo são atendidas com a aplicação do imunizante em pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal.</p><p>As vacinas são ministradas gratuitamente nas unidades básicas de Saúde (UBSs).</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-27/sao-paulo-chega-a-26-casos-de-sarampo-em-2026.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução: Freepik </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, sarampo, Casos, Sao Paulo, Vacinacao</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8f432510bfa30c1d328bd6</guid><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 21:41:53 +0000</pubDate><title>Tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa</title><description>Nessa faixa etária, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletrônicos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/44/z2/8y/44z28yrod5ps4dy1nl65nx2pu.jpg"><figcaption>Aumento de fumantes está ligado à popularização dos cigarros eletrônicos<span class="copyright">Divulgação/Ministério da Saúde </span></figcaption></figure><p>Os jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incidência de tabagismo maior que outras faixas etárias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus.</p><p>Nessa faixa etária, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletrônicos, número acima da média nacional (17%) e de todas as outras faixas etárias. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país.</p><p>A faixa entre 25 e 40 anos, por outro lado, apresenta o menor índice de tabagismo, com 15% dos entrevistados declarando serem fumantes. Em seguida, surge o grupo das pessoas com mais de 60 (16%), e de 41 a 59 anos (17%).</p><p>Além disso, os dados apontam que grande parte da população está exposta aos perigos do tabagismo: cerca de um terço da população brasileira (33%) compartilha frequentemente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A inalação passiva da fumaça eleva as chances de desenvolvimento de câncer pulmonar, inclusive em indivíduos que jamais fumaram.</p><p>Segundo Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a incidência do tabagismo entre os jovens entre 16 a 24 anos exige atenção prioritária. O médico ressalta que, conforme levantado na pesquisa, o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos.</p><p>Por se tratar de um grupo de adolescentes e jovens adultos bastante vulnerável, há um alto risco de iniciação na dependência sem conseguir deixá-la posteriormente, ainda que as demais idades também necessitem de cuidado.</p><h2>Outras Categorias</h2><p>A população com mais de 60 anos lidera o índice de ex-fumantes, com 32% do total. Em segundo lugar, aparecem pessoas de 41 a 59 anos (15%), de 25 a 40 (10%) e de 16 a 24 anos (8%).</p><p>Entre as regiões do país, o consumo de cigarro é superior no Sul (22%), seguido do Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%).</p><p>A pesquisa também demonstra que o consumo de cigarros está atrelado a fatores socioeconômicos. Os entrevistados que possuem renda salarial de até um salário mínimo apresentam a maior taxa de tabagismo, com 19%. Já em relação ao nível de escolaridade, aqueles que concluíram apenas o ensino fundamental também apresentam o maior índice de tabagismo, com 21%.</p><p>O estudo indica ainda uma forte relação entre o tabagismo e outros comportamentos de risco: 84% dos fumantes relataram manter até quatro hábitos prejudiciais à saúde no cotidiano, destacando-se o sedentarismo e a ingestão exagerada de frituras e produtos ultraprocessados.</p><p>Em contrapartida, 18% das pessoas que nunca fumaram afirmam não ter nenhum hábito prejudicial à saúde, o dobro do índice observado entre os fumantes (9%). Já os ex-fumantes lideram a categoria de apenas um hábito ruim (44%) e apresentam baixas taxas de múltiplos deslizes.</p><p>O cenário sugere que abandonar o cigarro costuma vir acompanhado de uma reestruturação ampla do estilo de vida, restando apenas um deslize residual na rotina.</p><p>Outro dado do estudo revela que 63% dos fumantes classificam a própria saúde como "ótima" ou "boa". Essa percepção positiva supera inclusive a das pessoas que jamais fumaram (61%), ainda que a diferença esteja contida na margem de erro, demonstrando que os fumantes se consideram tão saudáveis quanto os não fumantes.</p><p>*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-26/tabagismo-e-maior-entre-jovens-de-16-a-24-anos--alerta-pesquisa.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Divulgação/Ministério da Saúde </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, cigarro, tabagismo, cancer, habitos saudaveis</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8f18ec16f3a14d73db26e9</guid><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:48:46 +0000</pubDate><title>Vício em bets prejudica saúde mental e produtividade no trabalho</title><description>Com acesso facilitado pelo celular, apostas on-line podem comprometer concentração, sono, relações profissionais e desempenho de trabalhadores</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/3m/h5/lx/3mh5lxdunt26lttliir247vc7.jpg"><figcaption>Vício em bets prejudica saúde mental e produtividade no trabalho<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>O avanço das apostas on-line tem levado a discussão sobre ludopatia para além da vida financeira e familiar. </p><p>O comportamento compulsivo também pode afetar a rotina profissional, principalmente quando o trabalhador passa a dedicar parte significativa da atenção às apostas, aos resultados e às tentativas de recuperar perdas.</p><p>Segundo a psicóloga<strong> Denise Milk</strong>, o transtorno do jogo não deve ser confundido com falta de disciplina ou com o simples hábito de apostar.</p><p> “O primeiro ponto importante é compreender que não estamos falando simplesmente de falta de disciplina ou de uma pessoa que ‘gosta muito de apostar’. O transtorno do jogo é reconhecido como um transtorno mental e comportamental e tem como características centrais a perda de controle sobre o comportamento de apostar, a prioridade crescente dada ao jogo e sua continuidade apesar das consequências negativas”, afirma.</p><p>A especialista explica que a preocupação com as apostas pode permanecer mesmo quando a pessoa não está diante da plataforma.</p><p> “Quando essa relação se torna problemática, a pessoa pode permanecer mentalmente conectada às apostas mesmo quando não está jogando. Ela pensa nos resultados, acompanha partidas, calcula perdas, busca formas de recuperar o dinheiro e planeja novas apostas. Isso consome um recurso essencial para qualquer atividade profissional: atenção”, explica.</p><p>No ambiente de trabalho, essa preocupação pode aparecer por meio de queda de produtividade, dificuldade de concentração, erros, atrasos, irritabilidade e mudanças de humor. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">As perdas financeiras também podem aumentar sentimentos de culpa, ansiedade e preocupação, além de levar o trabalhador a esconder o problema.</a></p><p>Denise destaca que alguns comportamentos ajudam a identificar quando a aposta deixou de ser uma atividade recreativa. </p><p>“Alguns sinais merecem atenção: dificuldade recorrente de parar ou reduzir as apostas, gastar mais dinheiro ou permanecer jogando por mais tempo do que havia planejado, tentar recuperar perdas por meio de novas apostas, esconder ou mentir sobre o comportamento, utilizar dinheiro comprometido com outras necessidades e continuar apostando mesmo percebendo prejuízos financeiros, emocionais, familiares ou profissionais”, ressalta.</p><p>Outro ponto de atenção ocorre quando a aposta passa a ser utilizada como uma forma de lidar com emoções negativas. </p><p>“Existe uma mudança importante quando a pessoa deixa de escolher quando apostar e começa a sentir que precisa apostar. A perda de liberdade diante do comportamento é um sinal de alerta relevante”, afirma a psicóloga.</p><p>A preocupação constante também pode interferir no sono. </p><p>A pessoa pode permanecer conectada às plataformas, acompanhar jogos e resultados até tarde ou ter dificuldade para desacelerar por causa da ansiedade relacionada às apostas e às perdas. </p><p>Com isso, no dia seguinte, podem surgir impactos na atenção, memória, tomada de decisão e humor.</p><p>“O sono também pode ser afetado. A pessoa pode permanecer conectada às plataformas, acompanhar jogos e resultados até tarde ou apresentar dificuldade para desacelerar diante da ansiedade provocada pelas apostas e pelas perdas. E um sono prejudicado repercute novamente sobre atenção, memória, tomada de decisão, humor e capacidade de lidar com situações de pressão no dia seguinte”, explica Denise.</p><p>Para as empresas, o desafio é reconhecer possíveis sinais de sofrimento sem transformar a situação em julgamento. </p><p>Queda persistente de desempenho, erros incomuns, alterações importantes de humor, dificuldade de concentração, uso excessivo do celular durante o expediente, isolamento, atrasos ou mudanças significativas no padrão de relacionamento podem indicar que o trabalhador enfrenta alguma dificuldade.</p><p>“A empresa precisa ter bastante cuidado para não assumir um papel diagnóstico que não lhe pertence. Gestores e colegas não devem rotular alguém como ‘viciado em apostas’. O que eles podem e devem observar são mudanças concretas de comportamento e de funcionamento profissional”, orienta a psicóloga.</p><p>Segundo Denise, a abordagem deve partir do cuidado, e não da acusação. </p><p>“A abordagem mais adequada é partir da observação e não do julgamento: ‘Tenho percebido que você está diferente, com dificuldade de concentração e mais preocupado. Existe alguma coisa acontecendo em que possamos ajudá-lo?’”, destaca.</p><p>A especialista também chama atenção para a responsabilidade das organizações na criação de ambientes de trabalho mais saudáveis.</p><p> “Empresas saudáveis constroem ambientes em que as pessoas conseguem pedir ajuda antes que o sofrimento se transforme em uma crise. Isso envolve lideranças preparadas para reconhecer mudanças de comportamento, conversar de maneira responsável, manter confidencialidade e encaminhar para suporte profissional quando necessário”, afirma.</p><p>No caso das apostas, o acolhimento pode ser especialmente importante porque culpa e vergonha podem atrasar a busca por ajuda. </p><p>“Tratar o problema como uma questão de saúde, e não como uma falha moral, é o primeiro passo para que a ajuda realmente aconteça”, conclui Denise Milk.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-26/vicio-em-bets-prejudica-saude-mental-e-produtividade-no-trabalho.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Saiba mais, Denise Milk</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8f170b10bfa30c1d328b95</guid><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:40:46 +0000</pubDate><title>Fibras lideram buscas de saúde no Google entre os brasileiros</title><description>Interesse pelo nutriente chama atenção para os benefícios das fibras no funcionamento intestinal e na prevenção da constipação</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2j/xp/5c/2jxp5cmqdxyaqbq59wzk3vnsk.jpg"><figcaption>Fibras lideram buscas de saúde no Google entre os brasileiros<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>As fibras alimentares foram o nutriente mais buscado pelos brasileiros no Google nos últimos 12 meses, liderando o ranking de interesse em saúde, com centenas de milhares de pesquisas. </p><p>A procura pelo tema coloca em evidência um componente importante da alimentação, conhecido por contribuir para o funcionamento do intestino. </p><p>Apesar dos benefícios, especialistas alertam que o aumento do consumo deve ocorrer de forma gradual e acompanhado de uma boa ingestão de líquidos para evitar desconfortos.</p><p>Segundo a <strong>Dra. Aline Amaro</strong>, coloproctologista, as fibras contribuem para a regulação do funcionamento intestinal e podem facilitar as evacuações, especialmente em casos de constipação. </p><p>“As fibras têm um papel muito importante na regulação do funcionamento intestinal. Elas ajudam a aumentar o volume e a melhorar a consistência das fezes, favorecendo evacuações mais regulares e reduzindo a necessidade de fazer força. Algumas fibras também conseguem reter água, deixando as fezes mais macias e facilitando sua passagem pelo intestino."</p><p>E complementa: "Por isso, uma alimentação adequada em fibras é uma das principais medidas para prevenção e tratamento da constipação. O benefício, no entanto, não depende apenas da fibra. Uma boa ingestão de líquidos também é importante, e o aumento do consumo deve ser gradual, principalmente para quem estava acostumado a comer pouca fibra."</p><p>Além de contribuir para a regularidade intestinal, as fibras também exercem influência sobre a microbiota e podem estar relacionadas a outros benefícios para a saúde. </p><p>“Outro efeito importante acontece na microbiota intestinal. Parte das fibras chega ao intestino grosso e é utilizada pelas bactérias que vivem ali, produzindo substâncias, como os ácidos graxos de cadeia curta, que participam da manutenção de um ambiente intestinal saudável. E os benefícios não se restringem à frequência das evacuações. Uma alimentação rica em fibras, especialmente quando elas vêm de frutas, verduras, legumes, feijões, outras leguminosas e cereais integrais, está associada a benefícios para a saúde metabólica e cardiovascular e a menor risco de câncer colorretal. A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos consumam pelo menos 25 gramas de fibras naturalmente presentes nos alimentos por dia”, afirma.</p><p>Apesar dos benefícios, o consumo excessivo ou o aumento rápido da quantidade de fibras pode causar gases, distensão abdominal, sensação de estufamento e desconforto. Por isso, a mudança na alimentação deve ser gradual. </p><p>“Apesar dos inúmeros benefícios, fibra não é sinônimo de “quanto mais, melhor”. Quando uma pessoa que consumia pouca fibra aumenta a quantidade de maneira muito rápida, pode apresentar gases, distensão abdominal, sensação de estufamento e desconforto. Isso acontece porque parte dessas fibras é fermentada pelas bactérias intestinais, um processo que também produz gases. Por esse motivo, o ideal é aumentar o consumo progressivamente e manter uma hidratação adequada. Em pessoas com síndrome do intestino irritável, por exemplo, determinados tipos e quantidades de fibras podem aumentar os sintomas, e a escolha precisa ser mais individualizada”, explica.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Também existem diferentes tipos de fibras, que não apresentam o mesmo comportamento no organismo.</a> </p><p>A especialista recomenda priorizar fontes naturais e evitar o uso indiscriminado de suplementos. </p><p>“Também é importante entender que existem diferentes tipos de fibras e que elas não se comportam da mesma maneira no organismo. Portanto, simplesmente comprar um suplemento de fibras e utilizá-lo em grandes quantidades não necessariamente produzirá o resultado esperado. Na maioria das pessoas, a prioridade deve ser obter fibras por meio de uma alimentação variada, com frutas, vegetais, leguminosas e cereais integrais, aumentando a quantidade de forma gradual. Se a pessoa apresenta constipação persistente, dor abdominal, distensão importante ou percebe piora dos sintomas após aumentar as fibras, vale procurar avaliação médica em vez de continuar aumentando o consumo por conta própria. A fibra é uma grande aliada do intestino, mas precisa ser utilizada dentro do contexto e das necessidades de cada pessoa”, conclui.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-26/fibras-lideram-buscas-de-saude-no-google-entre-os-brasileiros.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Entenda, Dra. Aline Amaro</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8f14f616f3a14d73db26e2</guid><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:31:52 +0000</pubDate><title>Como evitar dores e lesões no joelho durante os exercícios</title><description>Ortopedista explica como força, técnica e respeito aos limites ajudam a proteger os joelhos durante os treinos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1x/04/sg/1x04sg6130e3kavplvac2n5vo.jpg"><figcaption>Como evitar dores e lesões no joelho durante os exercícios<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>A queixa de dor nos joelhos é uma das mais comuns entre praticantes de atividade física, e segundo o ortopedista e médico do esporte <strong>Pedro Ribeiro</strong>, ela geralmente está mais ligada a erros de treino do que a problemas inevitáveis da idade. </p><p>O especialista explica que é possível manter a articulação saudável mesmo com uma rotina intensa de exercícios, desde que alguns cuidados sejam seguidos.</p><p>“O joelho não é o vilão. O que costuma causar dor é o desequilíbrio muscular e a falta de preparo do corpo para o tipo de esforço que está sendo feito”, afirma Pedro Ribeiro.</p><p>De acordo com o médico, o fortalecimento muscular é o primeiro passo para prevenir lesões. </p><p>Trabalhar coxas, glúteos e panturrilhas ajuda a distribuir melhor o peso e reduz a sobrecarga sobre a articulação. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Além disso, respeitar os limites individuais e executar os movimentos com a técnica correta faz toda a diferença.</a></p><p>“Antes de aumentar carga ou intensidade, é importante ter base. O joelho sofre quando o corpo não está alinhado, por isso, treinar com orientação e dar tempo para o músculo se adaptar é essencial”, reforça o ortopedista.</p><p>Outro ponto que merece atenção é o controle de peso corporal. </p><p>O excesso de carga, mesmo fora da academia, pode acelerar o desgaste da cartilagem e provocar inflamações.</p><p>Pedro Ribeiro lembra ainda que o repouso absoluto raramente é o melhor caminho: </p><p>“Muita gente para de se movimentar por medo da dor, mas o movimento certo é o que mantém o joelho ativo e protegido. Fortalecer é sempre melhor do que parar.”</p><p>Com acompanhamento adequado, exercícios regulares e fortalecimento muscular, o médico garante que é possível treinar sem dor e sem abrir mão da performance, seja na academia, na corrida ou em qualquer esporte.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-26/como-evitar-dores-e-lesoes-no-joelho-durante-os-exercicios.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Cuidados, Pedro Ribeiro</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8f137310bfa30c1d328b8e</guid><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:25:25 +0000</pubDate><title>Botox: quais fatores podem influenciar na duração do efeito?</title><description>Dermatologista explica quais fatores influenciam a duração da toxina botulínica e esclarece os principais mitos sobre o procedimento estético</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/51/zk/ck/51zkck7ec9wp34m90t83ai3a3.jpg"><figcaption>Botox: quais fatores podem influenciar na duração do efeito?<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Quem faz aplicação de toxina botulínica costuma ter dúvidas sobre quais fatores podem influenciar na duração dos resultados. </p><p>Entre as principais questões estão a prática de exercícios físicos intensos, a exposição ao sol e a alimentação. </p><p>Apesar de existirem muitas crenças sobre o assunto, especialistas esclarecem que nem tudo o que se diz é verdade.</p><p>Segundo a dermatologista <strong>Dra. Andressa Vargas</strong>, pessoas com metabolismo mais acelerado e que praticam atividade física intensa com frequência podem apresentar uma duração menor do efeito da toxina botulínica. </p><p>“Isso ocorre porque há maior atividade muscular e metabólica, o que pode acelerar a recuperação da função muscular.”</p><p>Em relação à exposição solar, a especialista explica que o sol não inativa diretamente a toxina botulínica. </p><p>“A exposição excessiva aumenta o estresse oxidativo e acelera o envelhecimento cutâneo. Além disso, pode favorecer o surgimento de rugas e linhas de expressão, reduzindo a percepção dos benefícios do tratamento ao longo do tempo.”</p><p>Quando o assunto é alimentação, a médica ressalta que não existe uma dieta específica capaz de prolongar o efeito do procedimento. </p><p>“Hábitos saudáveis, alimentação equilibrada, boa hidratação e controle do tabagismo contribuem para uma melhor qualidade da pele e podem ajudar a manter uma aparência rejuvenescida por mais tempo.”</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">A duração dos resultados também varia de acordo com as características de cada paciente.</a> </p><p>“Idade, força muscular, metabolismo, dose utilizada, técnica de aplicação e até fatores genéticos podem influenciar. Em média, os efeitos costumam durar entre três e seis meses”, afirma a dermatologista.</p><p>A especialista também alerta para alguns mitos relacionados ao procedimento. </p><p>“Um mito comum é acreditar que o sol ou determinados alimentos fazem o botox acabar. Outro equívoco é pensar que aplicações muito frequentes melhoram os resultados. Na prática, o mais importante é uma técnica adequada, doses corretas e acompanhamento médico regular”, conclui.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-26/botox--quais-fatores-podem-influenciar-na-duracao-do-efeito-.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Entenda, Dra. Andressa Vargas</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8f124c10bfa30c1d328b8c</guid><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 16:20:29 +0000</pubDate><title>Por que a pálpebra treme e quando é preciso procurar ajuda</title><description>Oftalmologista explica as causas do tremor nas pálpebras e alerta para os sinais que podem indicar a necessidade de avaliação médica</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4e/xc/hn/4exchn40bcma1qtx85x8edvn6.jpg"><figcaption>Por que a pálpebra treme? Entenda as causas e quando é hora de procurar ajuda<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>É uma sensação estranha que pode acontecer do nada: um tremor leve e repetitivo em uma das pálpebras. </p><p>Embora seja, na maioria dos casos, algo inofensivo, a <strong>mioquimia palpebral</strong> — nome técnico desse fenômeno — costuma gerar dúvidas e até preocupações em quem a sente.</p><p>O oftalmologista <strong>Antônio Sardinha</strong>, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), explica que o tremor ocorre por uma contração involuntária dos pequenos músculos localizados nas pálpebras. </p><p>“Esses espasmos são benignos e, na grande maioria das vezes, refletem fatores externos como estresse, fadiga ocular, privação de sono ou consumo excessivo de cafeína”, esclarece.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">De acordo com o especialista, situações de estresse físico ou emocional são as principais responsáveis pelos episódios de mioquimia.</a> </p><p>“Nosso corpo manifesta sinais de tensão de várias formas, e o tremor nas pálpebras é uma delas. Não é algo grave, mas é um alerta de que precisamos desacelerar”, afirma.</p><p>Além do estresse, o uso prolongado de telas digitais tem sido uma causa cada vez mais comum desse tipo de desconforto. </p><p>“A exposição contínua à luz azul de celulares, computadores e tablets pode causar cansaço ocular, favorecendo esses espasmos”, aponta o oftalmologista.</p><p>Outro fator frequentemente associado ao problema é o excesso de estimulantes, como café, energéticos e refrigerantes à base de cola. </p><p>“A cafeína em excesso aumenta a excitabilidade muscular, facilitando o surgimento do tremor”, diz.</p><p>Segundo o especialista, na maioria dos casos, o tremor desaparece espontaneamente em poucos dias, sem necessidade de tratamento. </p><p>No entanto, ele alerta para sinais que indicam a necessidade de uma avaliação médica mais detalhada. </p><p>“Se o tremor persistir por mais de duas semanas, for muito intenso ou vier acompanhado de outros sintomas, como queda da pálpebra, dor ocular, vermelhidão ou alterações na visão, é importante procurar um oftalmologista”, recomenda.</p><p>Em situações mais raras, a mioquimia pode ser um sintoma de condições neurológicas, como blefaroespasmo ou distúrbios que afetam os nervos faciais. </p><p>“Esses casos, porém, são bem menos comuns e geralmente apresentam um quadro clínico mais complexo”, acrescenta o médico.</p><p>Para evitar os tremores nas pálpebras, o médico sugere algumas medidas simples: garantir boas noites de sono, reduzir o consumo de cafeína, fazer pausas regulares ao usar dispositivos eletrônicos e controlar o estresse do dia a dia. </p><p>“Pequenas mudanças de hábito podem fazer toda a diferença na saúde dos olhos e no bem-estar geral”, orienta o especialista do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC). </p><p>De acordo com o oftalmologista, embora a mioquimia palpebral costume ser apenas um incômodo passageiro, ela pode servir como um importante sinal de que o corpo precisa de mais descanso e cuidado. Ficar atento a esses sinais é fundamental para manter a saúde ocular em dia.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-26/por-que-a-palpebra-treme-e-quando-e-preciso-procurar-ajuda.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Entenda, Dr. Antônio Sardinha</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8ee688d9754a340be2450f</guid><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 13:50:20 +0000</pubDate><title>Anvisa atualiza regras sanitárias para aviões e aeroportos</title><description>Nova norma da Anvisa atualiza exigências sanitárias para aeroportos e companhias aéreas e estabelece regras para água, limpeza e resíduos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9p/69/dy/9p69dyhhr29035z5poi1bojzn.jpg"><figcaption>Movimento de pessoas em aeroporto<span class="copyright">Reprodução </span></figcaption></figure><p>A <strong>Agência Nacional de Vigilância Sanitária</strong> (<strong>Anvisa</strong>) atualizou regras de <strong>segurança sanitária</strong> para <strong>aviões</strong> e <strong>aeroportos</strong> no Brasil. Norma publicada nesta quarta-feira (26) prevê medidas relacionadas à qualidade da água, limpeza, ao gerenciamento de resíduos, controle de pragas e atendimento de saúde em aeroportos. Cada área deverá ter plano de gestão específico. O texto substitui regulamentação vigente desde 2002 e busca adequar os procedimentos sanitários do setor aeroportuário às exigências atuais de vigilância em saúde. A Resolução nº 1.038 entra em vigor em 150 dias.</p><p>Entre as principais novidades está a obrigatoriedade da implantação de sistemas de gestão da qualidade voltados à segurança sanitária. A exigência valerá para aeroportos das classes III e IV – como o de Guarulhos, Brasília e o Galeão, por exemplo – e para empresas de transporte regular de passageiros que operem aeronaves com banheiros ou instalações hidráulicas.</p><p>Gestão da qualidade O Sistema de Gestão da Qualidade deverá conter:políticas de segurança sanitária;programas de auditoria;gestão documental;qualificação de fornecedores;capacitação periódica de trabalhadores.</p><p>As organizações terão prazo de 24 meses para implementar integralmente as medidas, sendo que as áreas de gestão documental e treinamento deverão estar estruturadas em até 12 meses.</p><h2>Obrigações </h2><ul><li>Aeroportos: fornecimento de água potável; limpeza e desinfecção do terminal;gerenciamento de resíduos sólidos; controle de pragas; sistemas de climatização; serviços de saúde.</li><li>Companhias aéreas: manutenção da qualidade da água consumida a bordo; controle sanitário dos alimentos servidos durante os voos; limpeza e desinfecção das aeronaves; gerenciamento dos resíduos produzidos durante as viagens; ações para evitar a presença de insetos, roedores e outros animais que possam representar riscos à saúde pública.</li></ul><p>A norma determina a elaboração de planos específicos para as diferentes áreas de controle sanitário, como o Plano de Gestão de Água Potável, Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, e o Plano de Gerenciamento de Limpeza e Desinfecção. </p><h2>Emergência </h2><p>A texto também detalha procedimentos para situações de emergências em saúde pública. Em casos de eventos sanitários de relevância nacional ou internacional, aeroportos e empresas aéreas deverão adaptar seus protocolos às orientações específicas emitidas pelas autoridades sanitárias. Para aeroportos que queiram iniciar operações internacionais, a resolução estabelece a necessidade de avaliação sanitária prévia pela Anvisa. A internacionalização dependerá da comprovação do cumprimento dos requisitos sanitários previstos e poderá incluir inspeções presenciais.</p><p>*Com informações Agência Brasil</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-26/anvisa-atualiza-regras-sanitarias-para-avioes-e-aeroportos.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Geral, Anvisa, aeroportos, Vigilancia Sanitaria, Diario Oficial da Uniao</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8e00cc91fe1e9a4ce4a028</guid><pubDate>Wed, 26 Aug 2026 00:51:34 +0000</pubDate><title>Organização lança no Brasil movimento Um Dia sem Internet</title><description>Intenção é engajar 200 mil brasileiros simultaneamente no dia 26 de setembro, com o conceito &quot;Um dia. Redes Sociais fora do ar. Você dentro da vida&quot;.</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/c7/v9/lb/c7v9lbkjtsvsthgsihnb3kncr.jpg"><figcaption>Excesso de tela: preocupação dos especialistas<span class="copyright">BBC </span></figcaption></figure><p><strong>Sair da rotina da internet</strong> e das redes sociais de todo o mundo, incentivando, por outro lado, o tempo offline com qualidade, é o objetivo do <strong>primeiro Dia do Reset (Reset Day),</strong> que será lançado nesta quarta-feira (26), no Brasil, pela <strong>Outward Bound Brasil (OBB), organização educacional internacional</strong> voltada ao desenvolvimento humano por meio de experiências ao ar livre.</p><p>O dia será marcado pelo lançamento de um filme manifesto e a abertura de inscrições para a ação, que acontecerá no dia <strong>26 de setembro</strong> próximo, em todo o país. A iniciativa é gratuita e baseada na escolha do que cada pessoa fará com a sua pausa das redes.</p><p>A intenção é engajar 200 mil brasileiros simultaneamente e registrar entre 250 mil a 700 mil horas desconectadas de redes e dispositivos por 24 horas. O conceito é <strong>Um dia. Redes Sociais fora do ar. Você dentro da vida.</strong></p><p>O Dia do Reset foi criado pela Outward Bound nos Estados Unidos, em 2025, com o nome The Reset. A iniciativa convida jovens, famílias, escolas, empresas e comunidades a realizarem uma pausa voluntária das redes e dedicarem esse período à natureza, à convivência, às relações presenciais e à reconexão consigo mesmos.</p><p>Na edição inaugural nos Estados Unidos foram reunidos 51 mil participantes, resultando em 328 mil horas de desconexão digital.</p><p>Fundada em 1941, em Aberdyfi, no Reino Unido, a Outward Bound é pioneira na aprendizagem experiencial ao ar livre. A organização está presente em seis continentes, onde realiza experiências voltadas ao desenvolvimento humano. No Brasil, a OB está desde o ano 2000. A organização utiliza a <strong>natureza como parte central de sua metodologia</strong>, desenvolvendo programas para crianças, adolescentes, adultos, famílias, escolas, organizações sociais e empresas.</p><h2>Ansiedade e depressão</h2><p>Estudos mostram que, no Brasil, as pessoas costumam passar em torno de 116 horas por semana conectadas à internet, o que significa a média de 52 anos, 9 meses e 16 dias vividos de forma online. De acordo com estimativas, o <strong>Brasil seria o segundo país no mundo em tempo médio de uso de redes sociais</strong>.</p><p>O conselheiro da OBB Eduardo Becker chama a atenção para os números que o Brasil apresenta. “O Brasil figura sempre entre os primeiros lugares no tempo de uso de redes sociais, com 54% dos jovens tendo algum quadro de ansiedade ou pânico; 80% não fazem o mínimo de atividade física recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, alerta o conselheiro.</p><p>Becker avalia que o que se observa é uma pandemia silenciosa. E ressalta, no entanto, que o<strong> Dia do Reset não é contra a tecnologia</strong>. “Todos nós usamos a tecnologia. O evento só quer jogar luz sobre a questão do equilíbrio. É quando a gente usa a tecnologia de forma intencional ou quando ela está usando a gente. O que nós queremos é que as pessoas entendam que a tecnologia tem seu papel, mas que estar presente nos lugares, entender que a vida real é mais importante é uma questão de saúde”, disse Becker à Agência Brasil.</p><p>O diretor executivo da Outward Bound Brasil, Andreas Martin, conhecido por Fish, acrescenta que a proposta não é se desconectar da tecnologia, mas alcançar o equilíbrio e ter em mente que antes de sermos usuários digitais, somos pessoas. “E construir uma vida significativa exige tempo, presença e espaço para estar com o outro e consigo mesmo”, ressalta.</p><h2>Escolha pessoal</h2><p>A proposta do dia sem internet convida as pessoas a voltar ao dia a dia, e que cada participante que se inscrever escolha como vai preencher o tempo livre durante a ação, com <strong>caminhada, banho de rio, jogo em família, rodas de conversa</strong>. Algumas horas de contemplação offline são algumas sugestões.</p><p>Mais de 80 empresas já foram mobilizadas para o dia 26 de setembro. O movimento conta também com patrocinadores que financiam bolsas para jovens em situação de vulnerabilidade em programas educacionais da OBB. Escolas, empresas e famílias poderão organizar suas próprias atividades, cada uma no seu formato.</p><p>Apoiam a mobilização, entre outras personalidades, o pediatra Daniel Becker; o escritor e educador Ilan Brenman; Aretha Duarte, primeira mulher negra latino-americana a alcançar o cume do Everest; Gabriel Abdalla, idealizador da plataforma Reconecta; e Beto Pandiani, conhecido velejador brasileiro. O ponto de contato para a ocupação de espaços públicos é o coletivo Entre Parques.</p><p>O movimento disponibilizará pelo site oficial o acesso a materiais educativos e <strong>guias de atividades sugeridas.</strong></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-25/organizacao-lanca-no-brasil-movimento-um-dia-sem-internet.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>BBC </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Reset, Dia sem INternet, Redes sociais, Internet, dia do reset, 26 de setembro</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8e00bc91fe1e9a4ce4a027</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:53:18 +0000</pubDate><title>3,5 milhões de idosos têm alto risco de quedas</title><description>Osteoporose, perda de equilíbrio e alterações na visão aumentam o risco de quedas e lesões graves na terceira idade</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6h/gz/2g/6hgz2ga1ef03yzv7jtwqkn2i8.jpg"><figcaption>3,5 milhões de idosos têm alto risco de quedas<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), de 2026, estimou que 3,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais podem apresentar alto risco de quedas. </p><p>O dado chama atenção porque, entre idosos, uma queda pode resultar em fraturas graves, especialmente na região do quadril. </p><p>Segundo o Ministério da Saúde, as fraturas de fêmur estão entre as principais consequências das quedas nessa população e podem levar a complicações e até à morte. </p><p>Além disso, dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), de 2026, mostram que os idosos representam mais de 72% dos pacientes atendidos em decorrência de quedas da própria altura e o órgão destaca as fraturas de quadril entre as lesões mais frequentes observadas nesses casos.</p><p>De acordo com o ortopedista <strong>Isaías Chaves</strong>, a osteoporose é um dos principais fatores que aumentam a gravidade das quedas entre idosos. </p><p>A doença reduz a resistência dos ossos e torna mais provável que um impacto de baixa intensidade provoque uma fratura. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">“A osteoporose, que fragiliza os ossos, é três vezes mais comum em mulheres e está diretamente associada ao aumento das fraturas em idosos. Quando combinamos isso com a maior propensão a quedas, os riscos se multiplicam”, explica.</a></p><p>O envelhecimento também provoca alterações que favorecem as quedas, como redução do equilíbrio, perda de agilidade e diminuição da força muscular. </p><p>Problemas de visão podem dificultar a identificação de obstáculos e aumentar ainda mais o risco de tropeços e escorregões. </p><p>“As fraturas no quadril são as mais graves e podem ser devastadoras. Estima-se que metade dos idosos que sofrem esse tipo de fratura não consegue recuperar sua independência”, afirma Isaías.</p><p>Após uma queda, alguns sinais podem indicar uma fratura na região do quadril e exigem avaliação médica imediata. </p><p>Dor intensa e repentina, dificuldade ou incapacidade de caminhar e alterações na posição do membro estão entre os principais sintomas.</p><p> “Entre os sinais mais comuns de uma fratura no quadril estão: dor súbita e intensa na região, impossibilidade de caminhar e encurtamento ou rotação externa do membro afetado”, alerta o ortopedista.</p><p>Para reduzir o risco de fraturas, o médico destaca a importância de controlar fatores que podem ser modificados. </p><p>O diagnóstico e o tratamento da osteoporose, por exemplo, ajudam a preservar a resistência óssea. </p><p>Alimentação adequada, ingestão de cálcio e vitamina D, quando indicada, e prática regular de exercícios também fazem parte da prevenção.</p><p> “Identificar e tratar a osteoporose precocemente é crucial. Uma dieta rica em cálcio e vitamina D, associada a exercícios regulares, fortalece os ossos e reduz o risco de fraturas”, afirma.</p><p>A casa também deve ser adaptada para diminuir o risco de acidentes. Retirar tapetes soltos, melhorar a iluminação dos ambientes, instalar barras de apoio e manter os móveis organizados são algumas das medidas recomendadas. </p><p>O uso de calçados adequados, com solado que ofereça boa aderência, também contribui para evitar escorregões. A fisioterapia pode atuar tanto na prevenção quanto na recuperação. </p><p>“A fisioterapia é fundamental para melhorar o equilíbrio, a força muscular e a mobilidade, reduzindo significativamente o risco de quedas”, orienta Isaías.</p><p>A suspeita de fratura de quadril costuma ser investigada inicialmente por meio de radiografia. </p><p>Dependendo do caso, exames como tomografia computadorizada ou ressonância magnética podem ser necessários para complementar a avaliação e definir a conduta.</p><p>Na maioria dos casos, o tratamento exige cirurgia, principalmente porque a permanência prolongada na cama pode aumentar o risco de complicações. </p><p>“O tempo em repouso para cicatrizar a fratura de quadril proporciona complicações como escaras de decúbito, infecções urinárias, pulmonares, favorece também ao surgimento de quadros de trombose, podendo levar o idoso a morte. Sendo assim, mesmo em paciente idoso a cirurgia é a melhor alternativa para aliviar a dor, restabelecer a funcionalidade do membro e prevenir complicações decorrentes da imobilidade”, afirma o especialista.</p><p>Em determinadas situações, principalmente quando a fratura compromete a cabeça do fêmur, pode ser indicada a substituição da articulação por uma prótese.</p><p> “Atualmente com a evolução das técnicas e materiais ortopédicos o tempo cirúrgico, sangramento e outras complicações cirúrgicas diminuíram consideravelmente principalmente quando a cirurgia é realizada por um especialista em cirurgia do quadril”, explica Isaías.</p><p>Depois da cirurgia, a reabilitação é fundamental para recuperar força, mobilidade e independência. </p><p>A fisioterapia deve ser iniciada conforme a orientação da equipe médica e pode contribuir para que o paciente retome as atividades cotidianas com mais segurança. </p><p>“Tanto as fixações de fraturas com haste como as próteses de quadril, na maioria dos casos permitem que o paciente inicie a fisioterapia e treino de marcha dentro de 24hrs após o término da cirurgia. Isso ajuda a reduzir os riscos de complicações relacionadas a imobilização. Quanto menor o tempo entre a fratura e a realização da cirurgia, maiores a chances de recuperação do paciente”, explica o médico.</p><p>“A prótese, aliada a uma boa reabilitação, pode devolver ao paciente sua qualidade de vida e dignidade”, conclui Isaías.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-25/3-5-milhoes-de-idosos-tem-alto-risco-de-quedas.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Saiba mais</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8dfdca91fe1e9a4ce4a024</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:40:44 +0000</pubDate><title>Bilinguismo na infância: por que começar a aprender desde cedo?</title><description>Contato precoce com outro idioma pode favorecer atenção, memória, flexibilidade mental e outras habilidades cognitivas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4l/5l/sg/4l5lsg213bshqtmwplswyeovm.jpg"><figcaption>Bilinguismo na infância<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>O início da aprendizagem de uma segunda língua na infância tem sido associado não apenas à fluência linguística, mas também a benefícios cognitivos e socioemocionais importantes ao longo da vida. </p><p>Pesquisas em neurociência indicam que crianças expostas precocemente a idiomas adicionais apresentam maior plasticidade cerebral, melhor controle de atenção, memória de trabalho e capacidade de alternar entre tarefas; habilidades diretamente relacionadas ao desempenho escolar e ao aprendizado contínuo. </p><p>Segundo especialistas, quanto mais cedo a criança entra em contato com uma segunda língua, mais natural e eficaz tende a ser o processo de aquisição. </p><p>“A infância é um período de alta adaptabilidade do cérebro e o bilinguismo nessa fase favorece funções cognitivas como foco, raciocínio e flexibilidade mental, que são úteis em diversas áreas do conhecimento”, afirma <strong>Raquel Nazário</strong>, diretora regional da Maple Bear Brasília.</p><p>Raquel explica que o ensino bilíngue na primeira infância amplia muito mais do que a simples habilidade de comunicar-se em outra língua. </p><p>“O bilinguismo estimula a criança a alternar entre sistemas linguísticos, o que fortalece conexões neurais ligadas à atenção, tomada de decisões e adaptação a novas situações. Isso impacta positivamente não apenas na língua aprendida, mas também em aspectos como memória, resolução de problemas e criatividade”, afirma.</p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Pesquisas científicas apontam que crianças bilíngues desenvolvem maior consciência linguística e habilidades cognitivas que se estendem para além do aprendizado da língua em si, incluindo pensamento crítico e capacidade de adaptação em ambientes variados. </a></p><p>No contexto pedagógico da Maple Bear Brasília, a educação bilíngue é integrada ao currículo desde cedo, com metodologias que combinam interação, imersão e uso real da língua, favorecendo o desenvolvimento natural e significativo do inglês. </p><p>Essa abordagem é pensada para estimular a curiosidade, o repertório cultural e a capacidade de expressão dos estudantes em diferentes contextos.</p><p>Para Raquel, iniciar o bilinguismo ainda na infância é uma forma de ampliar horizontes cognitivos e preparar crianças para um mundo cada vez mais globalizado. </p><p>“Expor a criança a duas línguas desde cedo não apenas facilita a aquisição do idioma, mas também contribui para que ela desenvolva habilidades amplas de pensamento, comunicação e compreensão intercultural”, conclui.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-25/bilinguismo-na-infancia--por-que-comecar-a-aprender-desde-cedo-.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Bilinguismo, Raquel Nazário</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8dfb0240a5645550f6e55d</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:28:52 +0000</pubDate><title>Brasileira palestra em evento na China sobre harmonização glútea</title><description>Dra. Mariana Ribeiro apresenta a BioSubcision, técnica autoral desenvolvida no Brasil e vê crescer procura de asiáticas pelo procedimento</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7l/5m/o6/7l5mo67lljylbw50a7ma9gveo.jpg"><figcaption>Dra. Mariana Ribeiro viaja à China para apresentar a BioSubcision, técnica autoral desenvolvida no Brasil<span class="copyright">Hay Torres </span></figcaption></figure><p>A <strong>Dra. Mariana Ribeiro</strong>, atuante em medicina estética há mais de 15 anos, foi convidada para apresentar sua técnica autoral durante o IMCAS, realizado de 27 a 29 de agosto de 2026, no W Shanghai - The Bund, em Xangai, na China. </p><p>A participação leva ao mercado asiático a BioSubcision, técnica desenvolvida no Brasil para remodelação glútea e acompanha um movimento que a médica já percebe entre suas próprias pacientes: o aumento da procura de mulheres asiáticas por procedimentos corporais.</p><p>Conhecida pela forte presença no mercado de skincare e tratamentos faciais, a Ásia começa, segundo Mariana, a demonstrar maior interesse também pelos cuidados estéticos com o corpo. </p><p>A mudança vem sendo percebida tanto no consultório quanto na programação de grandes congressos internacionais.</p><p>“Quando comecei a levar a BioSubcision para fora do Brasil, uma das coisas que mais me chamou atenção foi perceber o interesse de médicas e pacientes de países onde os procedimentos corporais ainda não tinham o mesmo espaço que os faciais. Hoje já recebo essa procura no consultório, o que mostra como esse mercado está mudando”, conta Mariana.</p><p>A BioSubcision atua em diferentes aspectos da região glútea e não se limita à aplicação de produtos para proporcionar volume. </p><p>Entre os pontos trabalhados estão os septos fibróticos, estruturas que podem provocar retrações na pele e interferir no formato e na projeção dos glúteos.</p><p>O protocolo combina a subcisão controlada dessas estruturas com outras etapas de remodelação. </p><p>Ácido hialurônico e bioestimuladores também podem ser utilizados em diferentes planos, sempre de acordo com a avaliação individual. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">A proposta é trabalhar contorno, projeção, retrações e qualidade do tecido de maneira conjunta.</a></p><p>A internacionalização da técnica brasileira já passou por outros países. Antes da China, a BioSubcision foi apresentada na Tailândia e também recebeu reconhecimento no AMWC Mônaco, em 2026, entre os procedimentos corporais não cirúrgicos premiados no congresso.</p><p>O próximo destino será o Japão. Nos dias 12 e 13 de setembro, Mariana participa como palestrante do AMWC Japão, que, segundo a médica, terá pela primeira vez um bloco dedicado aos procedimentos corporais. </p><p>Ela foi convidada para integrar a programação ao lado de outro profissional brasileiro.</p><p>“Ter um espaço voltado ao corpo dentro de um congresso no Japão mostra uma mudança interessante. Ao mesmo tempo em que levamos uma técnica desenvolvida no Brasil para esses países, começamos a perceber pacientes asiáticas buscando esses tratamentos. É uma troca que está acontecendo na prática”, explica.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/dr/9w/64/dr9w64hgk4wggice628z1t7wc.jpg"><figcaption>Antes e depois de paciente asiática após procedimento realizado pela Dra. Mariana Ribeiro com a técnica BioSubcision<span class="copyright">Arquivo pessoal </span></figcaption></figure><p>A agenda internacional continua com participações previstas no AMWC Dubai e no AMWC Latin America, na Colômbia. </p><p>Para Mariana, a presença da BioSubcision em diferentes países contribui para ampliar a circulação internacional de técnicas desenvolvidas por profissionais brasileiros.</p><p>Além da BioSubcision, a médica trabalha com harmonização facial e corporal, também desenvolveu o Lift Harmony. Mariana atende em Brasília e São Paulo, integrando o Grupo Boutique da Pele. </p><p>Entre os próximos projetos profissionais está ainda o licenciamento da BioSubcision para médicos, ampliando também o ensino da técnica.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-25/brasileira-palestra-em-evento-na-china-sobre-harmonizacao-glutea.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Hay Torres </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Sucesso, Dra. Mariana Ribeiro, Mariana Ribeiro, BioSubcision, Grupo Boutique da Pele</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8dc764bddd6e9c3c3224c9</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 18:51:25 +0000</pubDate><title>Saiba os sintomas e os tratamentos para a febre do Nilo Ocidental</title><description>Em todo o país, a vigilância epidemiológica e laboratorial do Ministério da Saúde segue reforçada após a confirmação de outros dois casos em SC</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ba/16/fq/ba16fqmvmk6qfg1zodfe8leiz.jpg"><figcaption>Mosquitos<span class="copyright">Conteúdo gerado por IA </span></figcaption></figure><p>Febre, mal-estar, falta de apetite e manchas na pele estão entre os sintomas da febre do Nilo Ocidental, infecção transmitida principalmente pela picada do pernilongo comum (gênero Culex).</p><p>O estado de São Paulo confirmou os primeiros casos humanos em sua história: uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto (já curada após viagem à região amazônica), e uma adolescente de 18 anos, moradora de São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos.</p><p>Em todo o país, a vigilância epidemiológica e laboratorial do Ministério da Saúde segue reforçada após a confirmação de outros dois casos em Santa Catarina — com um óbito registrado — e um caso provável no Piauí.</p><h2>Sintomas</h2><p>Estima-se que apenas 20% das pessoas infectadas desenvolvam manifestações clínicas, que costumam surgir de forma leve, mas podem evoluir.</p><p>Os sintomas mais frequentes da doença incluem:</p><p>Sinais iniciais e gerais: febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômitos</p><p>Dores no corpo: dor de cabeça, dor muscular e dor nos olhos</p><p>Sinais visíveis: manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos (ínguas)</p><p>Em uma parcela menor dos infectados, a doença pode evoluir para quadros graves, como encefalite ou meningite.</p><p>Nesses casos, aparecem sintomas como confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores ou convulsões. Diante de qualquer um desses sinais neurológicos, a busca por atendimento médico imediato é indispensável.</p><h2>Tratamento</h2><p>Por não existir uma vacina ou remédio antiviral específico para combater o vírus do Nilo Ocidental em humanos, o tratamento é totalmente focado no alívio dos sintomas e no suporte ao organismo:</p><p>Casos leves: o manejo é feito em casa com repouso rigoroso, hidratação abundante e medicamentos sintomáticos receitados por um médico</p><p>Casos graves: podem exigem internação hospitalar imediata, com suporte em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), hidratação intravenosa, suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias</p><h2>Diagnóstico e prevenção</h2><p>O diagnóstico combina a avaliação dos sintomas com exames de laboratório específicos, considerando também se o paciente esteve em áreas com circulação do vetor.</p><p>A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), Tatiana Lang D’Agostini, destaca que o monitoramento é constante.</p><p>“A confirmação dos dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação. As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção.”</p><p>A principal medida preventiva é evitar a reprodução e a picada de pernilongos, com o uso de repelentes, telas nas janelas e eliminação de focos de água parada.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-25/saiba-os-sintomas-e-os-tratamentos-para-a-febre-do-nilo-ocidental.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Conteúdo gerado por IA </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, febre do Nilo Ocidental, pernilongo, arbovirose</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8dba09bddd6e9c3c3224ae</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 17:30:50 +0000</pubDate><title>SP confirma dois casos de febre do Nilo Ocidental</title><description>Casos foram registrados no interior; é a primeira vez que estado registra a doença em humanos. Não existe vacina nem tratamento antiviral específico</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/d4/02/0z/d4020zht2b867prjrllyb1c2s.jpg"><figcaption>O vírus do Nilo Ocidental é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo)<span class="copyright">Reprodução/EBC </span></figcaption></figure><p class="       ">Uma mulher de 34 anos, moradora de <strong>Ribeirão Preto</strong>, e uma adolescente de 18 anos, residente em<strong> São José do Rio Preto</strong>, são os dois casos confirmados de <strong>febre do Nilo Ocidental,</strong> no estado de São Paulo, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), da<strong> Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP)</strong>.</p><p>A primeira paciente informou que viajou recentemente para a região amazônica, mas já está curada. A segunda está internada sob cuidados médicos.</p><p>Esta é a <strong>primeira vez</strong> que o estado de São Paulo registra casos humanos da doença.</p><p>“A confirmação dos dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação. As equipes municipais e estaduais seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção”, disse a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini.</p><p>Segundo o Ministério da Saúde (MS), também foram confirmados <strong>dois casos em Santa Catarina</strong>, com um deles evoluindo para a morte, e há um <strong>caso provável no Piauí</strong>. Diante disso, o órgão informou que mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar casos e possíveis áreas de transmissão.</p><p>A infecção pode não provocar sintomas. Estima-se que cerca de 2<strong>0% das pessoas infectadas desenvolvem manifestações clínicas,</strong> que na maioria das vezes são leves.</p><p>O vírus do Nilo Ocidental é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo).</p><h2>Sintomas</h2><p>Entre os sintomas estão: febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômitos, dor de cabeça, dor muscular, dor nos olhos, manchas na pele, aumento dos gânglios linfáticos, confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores ou convulsões.</p><p>Os quadros podem variar desde uma febre passageira até formas mais graves, causando <strong>encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas</strong>. Nesses casos, é necessária avaliação médica imediata e, quando indicado, hospitalização.</p><p>O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais, em pessoas que apresentem sintomas compatíveis e tenham histórico de exposição a áreas com presença dos insetos.</p><p>Não existe vacina nem tratamento antiviral específico disponível para a febre do Nilo Ocidental em humanos. O <strong>tratamento é direcionado aos sintomas</strong>, com repouso, hidratação e acompanhamento médico, conforme a necessidade de cada paciente.</p><p>Nos <strong>casos graves pode ser necessária internação hospitalar</strong> e atendimento em unidade de terapia intensiva (UTI). O tratamento pode incluir reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório e medidas para prevenir e tratar complicações.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-25/sp-confirma-dois-casos-de-febre-do-nilo-ocidental.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução/EBC </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, febre do Nilo Ocidental, Sao Paulo, pernilongo</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8c8d0870b6b062044c09ad</guid><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 18:42:56 +0000</pubDate><title>Cientistas descobrem novas estruturas imunológicas no crânio</title><description>Estudo identifica estruturas de defesa na medula óssea do crânio de camundongos que podem ajudar o sistema imunológico a responder a doenças cerebrais</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/cq/6w/an/cq6wanpe3f67mfhf1qwwqqlyw.jpg"><figcaption>Sinapses<span class="copyright">Pixabay </span></figcaption></figure><p class="  ">Tradicionalmente, o <strong>crânio</strong> é definido como uma armadura para o <strong>cérebro</strong>. Uma nova pesquisa conduzida nos Estados Unidos sugere, contudo, que há muito mais a saber sobre a função protetora dessa parte do corpo. Pesquisadores da <strong>Escola de Medicina da Universidade Washington</strong>, em St. Louis, identificaram <strong>estruturas imunológicas</strong> até então desconhecidas na <strong>medula óssea</strong> do crânio de camundongos, descritas como "postos de defesa" do sistema imunológico.</p><h2>Evidência em humanos em teste</h2><p>As estruturas, semelhantes a linfonodos (gânglios linfáticos), responderam a tumores cerebrais antes dos linfonodos mais próximos, localizados no pescoço. Quando os pesquisadores interromperam o funcionamento dessas estruturas em camundongos com glioblastoma, um tipo agressivo de câncer cerebral, os tumores cresceram mais rapidamente, e os animais morreram mais cedo.</p><p>"O crânio não deve mais ser visto apenas como uma carapaça protetora ao redor do cérebro", afirma à DW Jonathan Kipnis, autor sênior do estudo. "Ele contém ambientes imunológicos especializados que parecem ser capazes de responder localmente a alterações no cérebro."</p><p>A descoberta, publicada na revista científica Nature, vem acompanhada de uma ressalva importante: até agora, os pesquisadores demonstraram o funcionamento dessas estruturas apenas em camundongos, não em humanos.</p><p>Kipnis destacou que as evidências em humanos ainda são preliminares. "Encontramos células imunológicas semelhantes na medula óssea do crânio humano, o que sugere que estruturas relacionadas podem existir, mas ainda não demonstramos que elas sejam organizadas ou funcionem da mesma forma que nos camundongos", explica.</p><h2>Nova perspectiva sobre imunidade cerebral</h2><p>Durante grande parte do século 20, o cérebro foi descrito como um órgão "imunologicamente privilegiado", ou seja, especialmente protegido da atividade do sistema imunológico. Isso porque inflamações, que são métodos de defesa úteis em outras partes do corpo, podem danificar o delicado tecido cerebral.</p><p>A barreira hematoencefálica, que controla rigorosamente o que pode passar da corrente sanguínea para o tecido cerebral, reforçou a ideia de que o cérebro estava amplamente isolado do sistema imunológico convencional do organismo.</p><h2>Essa visão mudou drasticamente</h2><p>Hoje, os pesquisadores sabem que o cérebro se comunica continuamente com o sistema imunológico, especialmente por meio dos tecidos que o envolvem.</p><p>O laboratório de Kipnis ajudou a impulsionar essa mudança de perspectiva em trabalhos anteriores, primeiro ao identificar vasos linfáticos nas membranas que cercam o cérebro e, posteriormente, ao demonstrar a existência de minúsculos canais que conectam essas membranas à medula óssea do crânio.</p><p>"O conceito tradicional de privilégio imunológico já mudou substancialmente", afirma Kipnis. "Nossas descobertas acrescentam uma nova camada a esse conhecimento ao mostrar que existem estruturas imunológicas especializadas dentro da medula óssea do crânio, junto ao cérebro."</p><h2>Como funcionam as estruturas </h2><p>Os pesquisadores acompanharam proteínas que se deslocavam do cérebro dos camundongos por canais microscópicos do crânio até a medula óssea.</p><p>Ali, encontraram agrupamentos organizados de linfócitos B e linfócitos T. As células T auxiliam as células B na produção de grandes quantidades de anticorpos potentes que ajudam a combater doenças e infecções.</p><p>Encontrar células imunológicas na medula óssea não foi uma surpresa. O que chamou a atenção dos cientistas foi o fato de elas estarem organizadas em estruturas semelhantes aos linfonodos encontrados em outras partes do corpo. Esses centros imunológicos são os locais onde células de defesa atuam em conjunto para responder a ameaças.</p><p>Por estarem tão próximos do cérebro, esses centros podem permitir uma resposta imunológica mais rápida e especializada.</p><p>"Os linfonodos do pescoço são 'compartilhados' com tecidos como boca, garganta e pele", explica Kipnis. "As estruturas do crânio podem fornecer ao cérebro algo semelhante a seus próprios linfonodos especializados, permitindo que as respostas imunológicas sejam coordenadas localmente."</p><h2>Por que os centros imunológicos do crânio são importantes</h2><p>"Nunca havíamos visto estruturas desse tipo em medula óssea saudável", diz Jang Hyun Park, coautor do estudo. "É uma descoberta empolgante que mostra que um cérebro complexo necessita de estruturas imunológicas especializadas para protegê-lo."</p><p>Marco Prinz, neuroimunologista da Universidade de Freiburg que não participou da pesquisa, classifica a descoberta como "um marco".</p><p>Segundo ele, o aspecto mais significativo da descoberta foi a organização inesperada das células imunológicas. "Acho que ninguém esperava encontrar essas estruturas semelhantes a linfonodos no crânio", afirma à DW.</p><p>Mas Prinz ressalta que os pesquisadores ainda precisam demonstrar que esses centros realmente existem e funcionam em seres humanos. "O principal desafio será observá-los também no crânio humano e demonstrar que funcionam ali. Isso realmente mudaria a forma como entendemos a resposta imunológica do sistema nervoso central em humanos."</p><h2>Ação contra tumores cerebrais</h2><p>Depois de constatar que a interrupção da atividade desses centros fazia os tumores cerebrais crescerem mais rapidamente, os pesquisadores testaram se seria possível fortalecer a resposta imunológica, por meio de reforços de proteína na medula óssea.</p><p>Os animais tratados rejeitaram os tumores com maior eficácia e sobreviveram por mais tempo.</p><p>O experimento levanta a possibilidade de, no futuro, direcionar tratamentos para a medula óssea do crânio a fim de influenciar as defesas imunológicas do cérebro, sem a necessidade de administrar a terapia diretamente no órgão.</p><p>Qualquer tratamento desse tipo em humanos, porém, ainda está distante. "Primeiro, precisamos confirmar sua organização e função em humanos, entender como essas estruturas mudam em diferentes doenças e determinar como manipulá-las sem provocar inflamações prejudiciais", pontua Kipnis.</p><h2>Outras doenças cerebrais na mira</h2><p>As possíveis implicações da descoberta vão além do câncer. No caso de tumores cerebrais e infecções, em que há um enfraquecimento da barreira hematoencefálica que protege o órgão, os estudos indicam que as estruturas imunológicas do crânio podem ter uma função importante.</p><p>O papel dessas estruturas diante de doenças como Alzheimer e Parkinson, contudo, "ainda precisa ser demonstrado", já que nesses casos não costuma haver grandes alterações nessa barreira, explica Prinz.</p><p>Kipnis acredita que, caso estruturas semelhantes e funcionalmente equivalentes sejam encontradas em humanos, sua relevância poderá ser muito mais ampla.</p><p>"Se eu tivesse que apostar, apostaria que essas estruturas desempenham algum papel em qualquer doença cerebral que tenha um componente imunológico", afirma.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-24/cientistas-descobrem-novas-estruturas-imunologicas-no-cranio.html</link><dc:creator>Deutsch Welle</dc:creator><media:credit>Pixabay </media:credit><author>Deutsch Welle</author><keywords>NOTiCIAS, Doenças cerebrais, medula óssea, crânio, saúde, bem estar</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8c77e570b6b062044c0990</guid><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 16:57:10 +0000</pubDate><title>Saúde íntima feminina ainda é cercada por dúvidas e tabus</title><description>Especialista da JK Estética Avançada explica como prevenção, tecnologia e informação podem ampliar os cuidados com a saúde da mulher</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ac/zs/js/aczsjs8uhqn1sc1phc94350kc.jpg"><figcaption>Especialista da JK Estética Avançada<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Incômodos na aparência da região íntima, corrimentos, coceira, dor durante a relação, ressecamento, alterações menstruais, escapes de urina são queixas diferentes, mas que têm algo em comum: muitas mulheres demoram para falar sobre elas, inclusive durante uma consulta médica.</p><p> Algumas acreditam que determinado desconforto é normal, outras sentem vergonha e há quem simplesmente não saiba quando um sintoma merece investigação.</p><p>A saúde íntima feminina ainda passa por esse silêncio. </p><p>Assuntos relacionados à vagina, vulva, sexualidade, menopausa e alterações do assoalho pélvico nem sempre são discutidos com a mesma naturalidade de outras questões de saúde. </p><p>O problema aparece quando a falta de informação faz com que sintomas persistentes sejam ignorados.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9y/nt/7y/9ynt7ytder94lwwkof5xb7t41.jpg"><figcaption>JK Estética Avançada<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>A <strong>Dra. Anamarya Roccha</strong>, ginecologista da <strong>JK Estética Avançada</strong>, explica que uma parte importante da consulta é permitir que a paciente fale sobre essas mudanças sem tratar determinada queixa como pequena ou constrangedora e sim como uma dor que precisa ser curada.</p><p>“Existem mulheres que convivem durante muito tempo com um desconforto porque acreditam que aquilo faz parte da idade, da maternidade ou da menopausa. Quando existe espaço para falar sem constrangimento, conseguimos entender melhor a queixa e investigar o que está acontecendo”, explica.</p><p>O cuidado também muda de acordo com a fase da vida. Puberdade, período reprodutivo, gravidez, pós-parto e menopausa trazem questões diferentes. </p><p>Mesmo entre mulheres da mesma idade, sintomas parecidos podem ter causas distintas.</p><p>A menopausa é um exemplo. As mudanças hormonais desse período podem provocar alterações nos tecidos da região íntima e sintomas como ressecamento e desconforto. </p><p>Algumas mulheres procuram ajuda rapidamente.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2c/0l/6d/2c0l6dahsetdnj3epwmjs339x.jpg"><figcaption>JK Estética Avançada<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Outras passam meses ou anos convivendo com essas mudanças antes de mencioná-las ao ginecologista.</p><p>“Não existe uma resposta única para todas as pacientes. Antes de pensar em tratamento, precisamos entender a origem do sintoma, o histórico daquela mulher e o impacto que aquilo está provocando na rotina dela”, afirma a ginecologista da <strong>JK Estética Avançada</strong>.</p><p>Nos últimos anos, novas tecnologias também passaram a fazer parte das discussões sobre saúde íntima feminina. </p><p>Dependendo do diagnóstico e da indicação médica, diferentes recursos podem ser considerados no tratamento de algumas condições. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">É justamente nesse ponto que informação e avaliação precisam receber atenção.</a></p><p>A popularização de procedimentos divulgados como “rejuvenescimento íntimo”, por exemplo, aumentou o interesse pelo assunto, mas também trouxe dúvidas. </p><p>Nem toda queixa exige um procedimento e uma tecnologia não deve ser indicada simplesmente porque está disponível. Antes disso, é necessário investigar os sintomas e entender sua causa.</p><p>“Tecnologia não substitui diagnóstico. Primeiro precisamos saber por que aquela mulher apresenta determinado sintoma. Só depois podemos discutir quais opções fazem sentido para ela”, explica Dra. Anamarya.</p><p>Outro ponto que costuma gerar confusão é a diferença entre uma mudança estética e uma questão de saúde. Alterações na aparência da região íntima não significam necessariamente que exista um problema médico. </p><p>Por outro lado, sintomas persistentes ou que interferem na rotina e na autoestima merecem ser levados à consulta.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/b5/bs/hs/b5bshs3go5xm8qqdxpcc1uqyq.jpg"><figcaption>JK Estética Avançada<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Prevenção continua ocupando uma parte importante desse cuidado.</p><p> Exames indicados de acordo com idade e histórico, acompanhamento ginecológico e atenção às mudanças percebidas pela própria mulher ajudam a identificar situações que precisam ser investigadas.</p><p>Para a profissional da <strong>JK Estética Avançada</strong>, a forma como esses assuntos são recebidos dentro do consultório também interfere na qualidade da conversa. </p><p>Dor, desconforto, alterações urinárias e questões relacionadas à sexualidade ou à estética íntima podem ser difíceis de mencionar quando existe vergonha ou receio de julgamento.</p><p>Por isso, antes de chegar a qualquer tratamento, existe uma etapa bastante simples e que ainda faz falta para muitas mulheres: conseguir falar sobre o que está acontecendo. </p><p>Saber quando uma mudança é esperada, quando precisa ser investigada e quais possibilidades existem depois do diagnóstico pode evitar que sintomas tratáveis continuem sendo encarados como algo que a mulher simplesmente precisa aceitar.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-24/saude-intima-feminina-ainda-e-cercada-por-duvidas-e-tabus.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Saúde íntima, JK Estética Avançada, Jk Estetica Avançada, Clínica JK Estética Avançada</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8c5fdf70b6b062044c0974</guid><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 15:14:42 +0000</pubDate><title>Quando sexo e pornografia viram compulsão? Entenda os sinais</title><description>Psiquiatra Adiel Rios explica como identificar a perda de controle e quando o comportamento exige atenção médica</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7h/hw/1h/7hhw1hpcmvdtfgjw5fmx1tdb6.jpg"><figcaption>Psiquiatra Adiel Rios<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Sexo faz parte da vida e assistir a conteúdos pornográficos não significa, por si só, que uma pessoa tenha um transtorno. </p><p>O problema começa a ganhar outra dimensão quando existe dificuldade para controlar impulsos, tentativas frustradas de diminuir o comportamento e prejuízos que começam a aparecer nos relacionamentos, no trabalho, nos estudos ou em outras áreas da rotina.</p><p>A discussão tem relevância também para a saúde mental. </p><p>A Classificação Internacional de Doenças, a CID-11, reconhece o transtorno do comportamento sexual compulsivo e o enquadra entre os transtornos do controle de impulsos. </p><p>O diagnóstico está relacionado a um padrão persistente de dificuldade em controlar impulsos ou desejos sexuais intensos e repetitivos, que acabam resultando em comportamentos recorrentes e prejuízos significativos.</p><p>Um estudo publicado em 2025 na revista científica Sexual Health ajuda a dimensionar outra parte dessa discussão. </p><p>A meta-análise reuniu 22 estudos, com 31.566 participantes, e encontrou uma prevalência combinada de 13% de uso problemático de pornografia.</p><p> Os pesquisadores ressaltam, porém, que houve grande variação entre os trabalhos analisados, influenciada por fatores como região, população estudada e instrumento utilizado para identificar o problema.</p><p>Isso significa que o número não deve ser interpretado como se 13% da população tivesse um diagnóstico de “vício em pornografia”. </p><p>O próprio estudo destaca que o uso problemático de pornografia não possui critérios diagnósticos oficiais como uma condição independente e pode estar inserido no contexto do comportamento sexual compulsivo.</p><p>Para o <strong>Dr. Adiel Rios</strong>, fundador do <strong>Grupo Nutrindo Emoções by Adiel Rios</strong>, médico psiquiatra, mestre em Psiquiatria, doutorando e membro titular da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), um dos pontos centrais é observar a relação que a pessoa desenvolveu com aquele comportamento, em vez de olhar somente para sua frequência.</p><p>Uma pessoa pode ter desejo sexual elevado ou consumir pornografia sem apresentar perda de controle. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">O alerta surge quando aquilo passa a ocupar um espaço desproporcional na rotina.</a> </p><p>Entre os comportamentos que podem chamar atenção estão deixar compromissos de lado, comprometer horas de sono, prejudicar relações afetivas, utilizar pornografia repetidamente mesmo querendo parar ou perceber que grande parte do dia passou a ser organizada em função da busca por estímulos sexuais.</p><p>A culpa também precisa ser analisada com cuidado. Sentir vergonha por assistir a pornografia ou entrar em conflito com valores pessoais não é suficiente para caracterizar um transtorno. </p><p>A avaliação clínica considera a dificuldade persistente de controle e os prejuízos provocados pelo comportamento, evitando transformar questões morais relacionadas à sexualidade em diagnóstico psiquiátrico.</p><p>Outro ponto importante é entender o que acompanha essa mudança. Um aumento acentuado e fora do padrão do interesse ou da atividade sexual, por exemplo, pode precisar ser investigado dentro de outros quadros psiquiátricos. </p><p>Por isso, a avaliação não deve se limitar à pergunta sobre quantas vezes alguém faz sexo, se masturba ou acessa pornografia.</p><p>O tratamento também não tem como objetivo eliminar o desejo sexual. Uma meta-análise publicada em 2025 sobre psicoterapia para uso problemático de pornografia encontrou evidências de melhora com intervenções psicoterapêuticas, embora os pesquisadores também apontem limitações na qualidade e quantidade das evidências disponíveis.</p><p>De acordo com o psiquiatra, na prática clínica, cada paciente precisa ser avaliado individualmente para identificar o padrão de comportamento, possíveis gatilhos, consequências e condições psiquiátricas associadas.</p><p> Quando a pessoa percebe que já não consegue escolher quando parar e continua repetindo o comportamento apesar dos problemas que ele provoca, procurar ajuda especializada pode ser o primeiro passo para recuperar o controle sobre a própria vida sexual.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-24/quando-sexo-e-pornografia-viram-compulsao--entenda-os-sinais.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Vida Sexual, Psiquiatra Adiel Rios, Dr. Adiel Rios, Grupo Nutrindo Emoções by Adiel Rios</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8b75b578ce646064e6b496</guid><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 22:35:35 +0000</pubDate><title>O que é Creutzfeldt-Jakob, doença que acomete Lito Sousa</title><description>Influenciador implorou neste domingo (23) para que possa participar de pesquisas e tratamentos experimentais; entenda os detalhes médicos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4o/wl/lr/4owllr58dbw12daypseijmrga.jpg"><figcaption>Lito Souza especialista em aviação brasileiro<span class="copyright">Reprodução/Instagram/lito </span></figcaption></figure><p>A <strong>Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) </strong>provoca um quadro clínico inicial de demência, além de confusão cerebral. Outro sintoma comum é a perda de memória e o aparecimento de tumores. Acometido por ela, o <strong>influenciador </strong>no <a href="https://gente.ig.com.br/celebridades/2026-08-23/amigos-assumirao-o-a-apresentacao-dos-videos-no-canal-de-lito-sousa-no-youtube--diz-sergio-sacani.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">ramo de aviação</a><strong> Lito Sousa</strong>, que tem 3 milhões de seguidores em uma de suas redes sociais, <a href="https://gente.ig.com.br/celebridades/2026-08-23/lito-sousa-aparece-pela-primeira-vez-apos-diagnostico-e-faz-apelo-por-tratamento-experimental.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">implorou neste domingo (23)</a> para participar de estudos e tratamentos experimentais contra a DCJ, tamanho o desespero dele e da família depois do diagnóstico e de saberem que estavam em uma <a href="https://gente.ig.com.br/celebridades/2026-08-22/lito-sousa-entra-em-lista-de-espera-para-possivel-tratamento-em-harvard--nos-estados-unidos.html.amp" target="_blank" rel="noopener nofollow">lista de espera</a>. </p><p>Entre os anos de 2005 e 2021, o Brasil teve 1.576 notificações de casos suspeitos da DCJ, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. São Paulo com 32,5% (512), Paraná com 12,0% (189) e Minas Gerais com 10% (158) foram os estados com a maior incidência, segundo o Ministério da Saúde (MS).</p><h2>Raridade e transmissão </h2><p>A DCJ é rara e fatal. Ela se caracteriza por ser um tipo de encefalopatia com poder de transmissibilidade e tem características que causam alterações no cérebro das pessoas, com aspectos esponjosos (veja todos os detalhes de prevencao, diagnóstico e tratamento abaixo).</p><p>Uma partícula infectante denominada de ''prion'' é apontada como a responsável pela causa e transmissão da DCJ. O Ministério da Saúde detalha da seguinte forma essa etapa da doença: </p><p>''Os príons são agentes infecciosos de tamanho menor que os vírus, formados apenas por proteínas altamente estáveis e resistentes a diversos processos físico-químicos. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a definição de um caso suspeito da doença se baseia nas análises dos exames, sinais e sintomas e história epidemiológica do paciente. Desta forma, o caso pode ser definido como possível, provável e definitivo, mas a confirmação final só pode ser feita por meio da necropsia com a análise neuropatológica de fragmentos do cérebro que envolvem a realização de testes histopatológicos e/ou imunohistoquímicos''. </p><h2>Formas da doença </h2><p>A maior parte dos casos confirmados vem de forma esporádica, com 85% do total. Nessas confirmações, a DCJ não apresenta causa e fonte conhecida e não tem um padrão de transmissibilidade detectada pelos especialistas. Também não se relaciona com a doença anteriormente diagnosticada em algum familiar e nem tem relação com possível consumo de carne ou viagens internacionais.</p><p>Outros 5% a 15% dos casos da DCJ são hereditários. Para diferenciar da forma esporádica é necessário fazer um teste para detecção da mutação.</p><p>E em torno de 1% vem da chamada forma ''iatrogênica'', pela exposição à proteína PrPSc em, por exemplo, procedimentos invasivos com instrumentos cirúrgicos contaminados, transplantes de córnea ou ''administração de hormônios de crescimento extraídos de hipófise de cadáveres e gonadotrofinas cadavéricas'', esclarece o MS.</p><h2>Idades com maior frequência da DCJ</h2><p>Lito Sousa tem 59 anos de idade. Pessoas acima de 55 e abaixo de 74 anos foram as mais acometidas pela doença no período pesquisado, com 53,6% (845) de casos suspeitos em mulheres e 46,3% (730) em homens.</p><p>Existem casos em que a DCJ hereditária é diagnosticada em torno dos 50 anos de idade, com demência tardia. </p><h2>Sintomas: veja os principais</h2><ul><li>Quadro clínico inicial de demência associada a outros sinais e sintomas neurológicos multifocais e psiquiátricos, como desordem cerebral, perda de memória, tremores, ataxia, afasia, falta de coordenação motora, distúrbios visuais, espasmos musculares (mioclonia) e alterações de comportamento. </li><li>Podem ser esperados: dor de cabeça, fadiga, sono, falta de apetite e distúrbios da linguagem. </li><li>Paciente apresenta uma piora rápida e progressiva após o início dos sinais e sintomas. </li><li>Pode ocorrer insônia, depressão, ataques epiléticos, paralisia facial, dentre outros. </li></ul><h2>Como fazer o diagnóstico </h2><ul><li>Exames:  Eletroencefalograma (EEG), Ressonância Magnética (RM), Tomografia computadorizada (TC), sequenciamento completo e identificação do gene (PRNP) </li><li>Confirmação definitiva só acontece através de análise de fragmentos do cérebro coletados a partir de biopsia ou necropsia para a realização de testes histopatológicos e/ou imunohistoquímicos  </li></ul><p><strong>Formas de prevenção e cuidados no tratamento da DCJ</strong></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9d/qn/i2/9dqni2ytyelthdxrtou77xyag.jpg"><figcaption>Guia da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ)<span class="copyright">Gerada por IA </span></figcaption></figure><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-23/o-que-e-creutzfeldt-jakob--doenca-que-acomete-lito-sousa.html</link><dc:creator>Daniel Leite Andrade</dc:creator><media:credit>Reprodução/Instagram/lito </media:credit><author>Daniel Leite Andrade</author><keywords>rara, DCJ, doença, Doença de CreutzfeldtJakob, Lito Sousa, tratamento, diagnóstico, Aviões e Músicas</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8b034d78ce646064e6b43e</guid><pubDate>Sun, 23 Aug 2026 15:02:42 +0000</pubDate><title>Sensação de cócegas pode ser igual em diferentes culturas</title><description>Estudo com adultos de China, Grécia e Holanda encontrou padrões semelhantes</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bi/ap/l8/biapl8xkvxwsszsc5zn6xheu3.jpg"><figcaption>Cócegas: estudo relaciona a sensação em diferentes culturas <span class="copyright">Gerada por IA </span></figcaption></figure><p></p><p></p><p><strong>Cócegas</strong> provocam <strong>risos</strong> e <strong>gargalhadas</strong>, mas será que todas as pessoas reagem da mesma forma? Cientistas da Holanda investigaram essa questão e concluíram que as <strong>regiões do corpo</strong> onde sentimos cócegas parecem ser comuns entre diferentes culturas.</p><p>Durante o estudo, foram analisadas pessoas de origem chinesa, holandesa e grega. Os detalhes desse <strong>mapa corporal</strong> das cócegas, que também sugere que as sentimos com mais intensidade em áreas onde menos esperamos esse tipo de estímulo, foram publicados na <strong>revista Nature Human Behaviour</strong>.</p><p>Os seres humanos não são os únicos animais sensíveis às cócegas. Os grandes primatas, por exemplo, fazem cócegas uns nos outros, enquanto os ratos também respondem às cócegas provocadas por humanos. Ainda assim, esse fenômeno continua sendo um mistério para a ciência, e muitas perguntas permanecem sem resposta.</p><p>Desde a época de Aristóteles e Sócrates, estudiosos especulam sobre a origem e a função das cócegas. Apesar disso, questões fundamentais continuam em aberto: a sensibilidade às cócegas é compartilhada entre diferentes culturas ou depende de cada indivíduo? Existe uma organização específica das áreas do corpo mais sensíveis? E como essa sensação se relaciona com outras experiências corporais?</p><h2>Mapa corporal das cócegas</h2><p>Para tentar responder a essas perguntas, os pesquisadores Ziliang Xiong e Konstantina Kilteni, da Universidade Radboud, estudaram <strong>448 adultos</strong>, sendo 50% mulheres, com idades entre 18 e 30 anos, provenientes de três contextos culturais distintos: China, Holanda e Grécia.</p><iframe width="320" height="320" frameborder="0" src="//www.instagram.com/p/6-tHO-BY5l/embed"></iframe><p>Cada participante respondeu a um <strong>questionário</strong> sobre suas experiências e percepções relacionadas às cócegas. Além disso, foi solicitado que marcassem em um modelo do corpo as regiões em que sentiam cócegas e indicassem se essas sensações estavam associadas à dor ou ao toque agradável.</p><p>Os participantes identificaram de forma consistente o pescoço, as axilas, o abdômen e as plantas dos pés como as principais áreas sensíveis às cócegas.</p><p>Dos entrevistados, 98,4% afirmaram já ter recebido cócegas pelo menos uma vez, e 95,8% disseram já ter feito cócegas em outra pessoa. Além disso, 71% se classificaram como moderadamente ou muito sensíveis às cócegas.</p><p>As experiências relatadas foram semelhantes nos três grupos culturais. Esse é um resultado interessante, pois pesquisas anteriores sugerem que as pessoas podem interpretar contatos emocionais, como abraços, de formas diferentes de acordo com sua cultura.</p><p>Os participantes descreveram reações semelhantes, especialmente o riso, e identificaram sistematicamente o pescoço, as axilas, o abdômen e as plantas dos pés como as áreas mais sensíveis.</p><h2>Sensação diferente da dor e do prazer</h2><p>Os pesquisadores também encontraram diferenças consistentes entre as regiões do corpo mais associadas às cócegas e aquelas relacionadas a outras sensações físicas, como prazer ou dor.</p><p>As cócegas podem constituir uma experiência somatossensorial específica, com características fisiológicas, neurais e sociopsicológicas próprias.</p><p>"As cócegas parecem formar uma categoria à parte, tanto fisiológica quanto psicologicamente. Não parecem ser apenas um subproduto ou uma integração de outras sensações corporais”, afirmou Xiong.</p><p>Os resultados sugerem que as cócegas representam uma experiência sensorial particular, com mecanismos próprios. "As cócegas são mais complexas do que se poderia imaginar”, destacou Kilteni.</p><p>"Neste estudo, analisamos dados de três grupos culturais e identificamos padrões consistentes de comportamento e dinâmica social. Elaboramos um mapa corporal de alta resolução da sensibilidade às cócegas e demonstramos que ele se repete entre culturas e indivíduos, além de ser diferente dos mapas de sensibilidade ao toque, à dor e ao prazer.”</p><p>No entanto, os cientistas alertam que serão necessários novos estudos para verificar se esses resultados também se aplicam a outras culturas e para compreender como fatores sociais, como intenção e consentimento, influenciam a experiência das cócegas.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-23/estudo-sensacao-cocegas-igual-diferentes-culturas.html</link><dc:creator>Deutsch Welle</dc:creator><media:credit>Gerada por IA </media:credit><author>Deutsch Welle</author><keywords>Ciencia e Saude</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a88cd602afac4c54d60d506</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 20:54:32 +0000</pubDate><title>Sete em cada dez brasileiros temem comprar remédios pela internet</title><description>Mais da metade teme receber medicamentos vencidos ou armazenados de forma inadequada, e cita o risco de adquirir produtos sem registro</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/17/m6/1d/17m61d3euksreqa36y5czldf4.jpg"><figcaption>Sete em cada dez brasileiros temem comprar remédios pela internet<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Uma <strong>pesquisa</strong> realizada pelo <strong>Instituto QualiBest de Pesquisa de Mercado</strong> mostrou que <strong>69%</strong> dos consumidores brasileiros têm <strong>receio de adquirir medicamentos falsificados pela internet</strong>.</p><p>Quando isso acontece, 85% dos entrevistados atribuem às plataformas de venda online a responsabilidade pela oferta de remédios falsificados, sem registro ou de procedência desconhecida.</p><p>A sondagem foi feita por encomenda da <strong>Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma)</strong> e ouviu <strong>2.024 pessoas</strong> que são responsáveis pela compra de medicamentos no domicílio e com hábito de realizar compras pelo menos uma vez a cada três meses. As entrevistas foram realizadas entre 13 e 17 de julho, em todas as regiões do país.</p><h2>iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino, Americanas e Shopee</h2><p>Além da falsificação, 59% temem receber medicamentos vencidos ou armazenados de forma inadequada e 54% citam o risco de adquirir produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</p><p>Na percepção dos consumidores entrevistados, as regras para a comercialização digital de medicamentos deve estar obrigatoriamente vinculada a uma farmácia ou drogaria autorizada (82%), enquanto 71% avaliam que medicamentos não devem ser tratados como mercadorias comuns em plataformas digitais.</p><p>Neste mês de agosto, a Anvisa revogou medidas que proibiam a comercialização e a propaganda de medicamentos em plataformas como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino, Americanas e Shopee.</p><p>A agência esclareceu, entretanto, que a decisão não representa autorização automática para a venda de medicamentos nesses canais.</p><p>A Lei nº 15.357/2026 passou a permitir que farmácias e drogarias regularmente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico exclusivamente para fins de logística e entrega de medicamentos ao consumidor, desde que cumprida a regulamentação sanitária aplicável.</p><p>A implementação da medida não produz efeitos imediatos e ainda depende de regulamentação específica da Anvisa, destacou o CEO da Abrafarma, Sérgio Menna Barreto.</p><p>Segundo ele, a compra online de medicamentos está condicionada à existência de “regras claras, responsabilização e supervisão profissional, e não apenas à conveniência do canal”, uma vez que medicamentos exigem um nível de controle superior ao de outras categorias vendidas pela internet.</p><h2>Anvisa promete adequação </h2><p>Para a Abrafarma, qualquer novo modelo de comércio deverá preservar integralmente as regras sanitárias aplicáveis à dispensa de medicamentos e as salvaguardas necessárias à proteção da saúde da população.</p><p>“A responsabilidade pela venda e pela assistência farmacêutica deve permanecer com farmácias e drogarias regularmente licenciadas, com garantia de orientação profissional, controle de prescrições, rastreabilidade, armazenamento e transporte adequados.”</p><p>No último dia 19, a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, por unanimidade, a abertura de processo administrativo para regulamentar a contratação, por farmácias, de canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor.</p><p>Procurada pela reportagem, a Anvisa informou que o aperfeiçoamento regulatório será feito para adequar as regras sanitárias à Lei 15.357/2026.</p><p>“Para a contratação de plataformas de comércio e canais digitais, como prevê a lei, a Anvisa ainda editará as normas. Assim, o artigo específico que trata deste item ainda depende de regulamentação”, concluiu a Agência.</p><p>Durante a 15ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada de 2026 da Agência, o relator da matéria, diretor Daniel Pereira, observou que a medida tem potencial para ampliar o acesso da população a medicamentos, contribuindo ainda para maior conveniência, rapidez e eficiência na entrega de produtos essenciais à manutenção da saúde.</p><p>Ele deixou claro, porém, que a inovação legislativa não afasta a existência de riscos sanitários relevantes.</p><p>Procurado pela Agência Brasil, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) ressaltou que a entrada das plataformas não representa a venda de medicamentos pela internet de forma aleatória.</p><p>O que será autorizado, após a regulamentação pela Anvisa, é a utilização das plataformas pelas farmácias para a sua operação. Esse posicionamento da Anvisa será cobrado pelo CFF durante o processo de regulamentação.</p><h2>Procon-RJ</h2><p>O diretor jurídico do Procon do estado do Rio de Janeiro (Procon-RJ) Silvio Romero explica que as farmácias e as plataformas de venda online são responsáveis, perante o consumidor, por quaisquer prejuízos que ele eventualmente tiver relacionado à qualidade e garantia dos medicamentos que vier a adquirir via internet. </p><p>Segundo ele, enquanto não houver a regulamentação da Anvisa, somente farmácias autorizadas podem fazer essa venda por plataformas digitais: </p><p>“A Anvisa está iniciando esse processo regulatório e a gente fica no aguardo de outras condições que ela eventualmente venha a colocar para continuar garantindo a qualidade dos produtos aos consumidores.”</p><p>No entender do diretor do Procon-RJ, as farmácias e drogarias devem buscar fornecedores legalizados, que assegurem “todas as garantias de que esse produto vai ser entregue ao consumidor nas condições estabelecidas pelo fabricante dos medicamentos”.</p><p>Silvio Romero destacou que quando a venda de remédios por plataformas digitais estiver regulamentada, o consumidor deve estar atento para verificar vários aspectos, dentre os quais o preço.</p><p>“Se ele identificar ofertas muito abaixo do valor de mercado, incompatíveis com o preço normalmente praticado pelas farmácias, este é um primeiro indício para ele desconfiar desse medicamento”.</p><p>Segundo ele, também será importante que o consumidor guarde todos os documentos referentes à compra, como comprovante de aquisição, nota fiscal, anúncio.</p><p>“Porque, caso ele venha a ter algum problema, terá mais condições de fazer essa reclamação para que os órgãos competentes possam fazer a sua investigação e, eventualmente, proceder à punição de fornecedores que estejam infringindo a legislação”.</p><p>Isso vale, por exemplo, para venda de produto com validade vencida, que é uma infração ao Código de Defesa do Consumidor e está sujeita à fiscalização e à instalação de processo administrativo no Procon-RJ. O mesmo acontece em relação à venda de produtos não autorizados.</p><h2>Consumidor digital</h2><p>O consumidor brasileiro não enfrenta resistência ao comércio eletrônico, pelo contrário, comprova a pesquisa da QualiBest e Abrafarma: 95% dos entrevistados já realizaram compras online e nove em cada dez afirmam que costumam avaliar a segurança do site antes de comprar, considerando principalmente a credibilidade do vendedor e a experiência de outros consumidores.</p><p>Mesmo com essas precauções, 69% relataram já ter enfrentado alguma experiência negativa em compras pela internet, como produto diferente do anunciado, atraso na entrega, produto danificado ou golpes em que a compra foi realizada, mas o item não foi recebido.</p><p>Quando a compra envolve medicamentos, a assistência profissional também aparece como fator de confiança, demonstra a sondagem. Para 78% dos entrevistados, a presença de um farmacêutico aumenta a confiança na compra de medicamentos.</p><p>Também a compra em uma plataforma de compras conhecida aumenta a percepção de que o produto é seguro para 52% dos consultados. Outros 56% disseram que teriam dificuldade para saber a quem recorrer caso enfrentassem algum problema com um medicamento adquirido nessas plataformas.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-22/sete-em-cada-dez-brasileiros-temem-comprar-remedios-pela-internet.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, compras online, medicamentos, remedios, Anvisa, venda de medicamentos, plataformas digitais</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a88a98c2afac4c54d60d4ea</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 20:38:11 +0000</pubDate><title>Hapvida: ANS suspende cautelar após explicações de reajustes</title><description>Não há, no momento, impedimento para que a empresa negocie mudanças nos custos dos contratos coletivos mencionados pelo grupo</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9t/4r/dg/9t4rdgodx37cfcwtpqilv8vpl.jpg"><figcaption>Hapvida: ANS suspende cautelar após explicações de reajustes<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p class="  ">A <strong>Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)</strong> suspendeu, nesta sexta-feira (21), os <strong>efeitos da medida cautelar</strong> que havia adotado contra a <strong>Hapvida Assistência Médica S.A</strong>. A decisão foi tomada após reunião entre a Diretoria Colegiada da agência e representantes da operadora, no Rio de Janeiro, para esclarecer o anúncio de medidas que poderiam afetar cerca de <strong>947 mil beneficiários</strong>.</p><p>Segundo a ANS, durante o encontro, o vice-presidente de Relações Institucionais da Hapvida, Gustavo Ribeiro, e o CEO do grupo, Lucas Adib, informaram que as medidas anunciadas se referem exclusivamente a contratos coletivos firmados com grandes grupos empresariais.</p><h2>Monitoramento</h2><p>De acordo com os esclarecimentos apresentados pela empresa, não estão incluídos contratos individuais, coletivos por adesão nem contratos coletivos de pequenas e médias empresas. Os dados apresentados na reunião ainda serão encaminhados formalmente à agência.</p><p>Diante das informações prestadas, a ANS decidiu estabelecer um monitoramento regulatório para acompanhar preventivamente a eventual implementação das medidas anunciadas pela operadora.</p><p>Segundo a agência, o monitoramento tem como objetivo acompanhar ações que possam causar impacto aos consumidores de planos de saúde envolvidos.</p><h2>Sem impedimentos</h2><p>O diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, afirmou que a agência adotou a medida cautelar inicial para evitar eventuais prejuízos a um grande número de consumidores enquanto buscava esclarecimentos sobre o anúncio da operadora.</p><p>“Sem emitir qualquer juízo de valor sobre o anúncio da companhia, a ANS atuou de maneira cautelar para suspender qualquer ação da operadora que pudesse vir a prejudicar uma grande massa de consumidores. Diante de um cenário como esse, o regulador não pode ficar esperando que os problemas aconteçam para só então agir. A atuação regulatória é inegociável”, pontuou Damous.</p><p>Com a suspensão da cautelar, a ANS informou que não há, neste momento, impedimento regulatório para que a Hapvida negocie reajustes dos contratos coletivos mencionados pela empresa.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-22/hapvida--ans-suspende-cautelar-apos-explicacoes-de-reajustes.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, ANS Hapvida planos de saude saude suplementar reajuste contratos coletivos beneficiarios Wadih Damous</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a88ad751b8dd1fe0dd98fe4</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 20:30:34 +0000</pubDate><title>Cosméticos sem registro são proibidos pela Anvisa; veja as marcas</title><description>Entre os tens vetados estão tônico e shampoo para crescimento capilar, produtos para bronzeamento, protetor solar e sabonete em gel</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9j/g3/w8/9jg3w8v67uq59j5kajilmmh4r.jpg"><figcaption>Cosméticos sem registro têm fabricação e venda proibidas<span class="copyright">Reprodução / Freepik  </span></figcaption></figure><p>A <strong>Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</strong> determinou a <strong>apreensão de cosméticos sem registro sanitário</strong> e <strong>sem regularização</strong> no órgão. </p><p>Segundo a <strong>Resolução 3.249</strong>, publicada na última quarta-feira (19), os produtos não podem ser fabricados, distribuídos, vendidos, divulgados e utilizados. Entre os itens suspensos estão <strong>tônico</strong> e <strong>shampoo para crescimento capilar</strong>, <strong>produtos para bronzeamento, protetor solar</strong> e <strong>sabonete em gel</strong>.</p><p>Produtos proibidos da marca Essence, fabricados pela Geo Beuaty:</p><ul><li>Capi Hair - Tônico ativador de crescimento capilar, com raiz de malva, gengibre, alecrim, urtiga e menta</li><li>Essencial for Men - Shampoo de crescimento capilar 250 ml</li><li>Casa - Repelente bloqueador de odores para ambiente</li><li>Rainha Solar - Parafina bronzeadora cenoura e urucum FPS 8 120g</li><li>Mixderme - Sabonete em gel pele do diabético 200 ml</li><li>Ar Tratamento - Fluido antimicose 30 ml</li></ul><p>Produtos proibidos fabricados por empresa desconhecida:</p><ul><li>Máscara Avocado Tutano Vegano</li><li>Natural Perfection Double Shield Sun Stick SPD50+</li><li>Fraijour Retin-Collagen 3D Core Eye Cream</li></ul>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-22/cosmeticos-sem-registro-fabricacao-venda-proibidas-anvisa.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução / Freepik  </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, Anvisa, Cosmeticos, suspensao de venda</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a89b78619480c563435360e</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 20:18:31 +0000</pubDate><title>Canetas emagrecedoras: uso errado pode causar perda muscular</title><description>Redução do apetite e atraso do esvaziamento do estômago fazem cair a ingestão de alimentos, o que causa consumo insuficiente de proteínas e vitaminas</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/ds/8d/0t/ds8d0td1anz8nxlejgfh1ynt2.jpg"><figcaption>Canetas emagrecedoras: uso errado pode causar perda muscular<span class="copyright">FreePik </span></figcaption></figure><p>O uso de medicamentos popularmente conhecidos como <strong>canetas emagrecedoras</strong> tem se mostrado eficaz no <strong>combate à obesidade</strong>, mas também é associado a<strong> casos de deficiência de vitaminas</strong> e <strong>perda de massa muscular</strong>, sobretudo quando não há mudança de hábitos relacionados à alimentação e atividade física.</p><p>Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenador do Departamento de Farmacoterapia da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Marcio Mancini, explica que esse tipo de medicamento - da classe dos agonistas do receptor GLP 1 - pode causar deficiência de micronutrientes e perda excessiva de massa muscular se não houver um acompanhamento adequado.</p><h2>Metas de proteína </h2><p>Segundo o especialista, o forte efeito de redução do apetite e de atraso do esvaziamento do estômago fazem com que os pacientes, muitas vezes, reduzam drasticamente a ingestão de alimentos, o que pode levar a um consumo insuficiente de proteínas e vitaminas.</p><p>“Quando o tratamento é iniciado, é preciso dar prioridade à densidade nutricional. O foco principal não deve ser apenas reduzir o tamanho das porções, mas garantir que as pequenas refeições sejam ricas em nutrientes."</p><p>O médico sugere metas de proteína de aproximadamente 1,2 grama/quilo/dia para indivíduos jovens e saudáveis, e de 1,5 grama/quilo/dia para idosos ou pessoas em risco de sarcopenia (perda de massa muscular.</p><h2>Testes de força de preensão manual </h2><p>De acordo com o especialista, também é essencial fazer o acompanhamento da quantidade de massa magra, o que pode ser feito por meio de exames como a bioimpedância, em consultório, e densitometria de corpo inteiro, no em laboratório. </p><p>Outra estratégia é testar a função muscular por meio de testes de força de preensão manual (hand grip) para evitar que a perda de músculo ultrapasse 25% de todo o peso perdido.</p><p>Mancini destaca que as queixas mais comuns associadas ao uso de canetas emagrecedoras sem supervisão adequada incluem queda e afinamento de cabelo e sintomas gastrointestinais persistentes, como náusea, constipação, flatulência e sensação de estufamento mais intensos que o normal.</p><p>Para evitar tais situações, o endocrinologista lista algumas estratégias comportamentais e dietéticas:</p><ol><li>fazer consumo fracionado das refeições (pequenas, frequentes e densas em nutrientes ao longo do dia);</li><li>consumir alimentos ricos em proteína logo no início da refeição, momento em que a sensação de saciedade precoce ainda é menos pronunciada;</li><li>evitar alimentos muito gordurosos, que costumam provocar náuseas;</li><li>aumentar o consumo de fibras e líquidos para combater diretamente os efeitos colaterais gastrointestinais.</li></ol><p>Já os sinais de alerta a serem monitorados por quem utiliza esse tipo de medicação, no intuito de evitar a desnutrição incluem:</p><ol><li>diminuição da força física ou da mobilidade no dia a dia, que pode indicar desenvolvimento de sarcopenia (especialmente perigosa em idosos);</li><li>alterações de exames de laboratório, como redução do nível de vitamina D, potássio, magnésio, ferro e vitamina B12;</li><li>restrição alimentar excessiva com perda completa do prazer diante da comida, que pode indicar que a dose do remédio está excessiva para aquele paciente.</li></ol><p>“Por isso, é importante o trabalho de uma equipe multidisciplinar, com orientação do endocrinologista, do nutricionista e do educador físico no tratamento”, concluiu.</p><p>Para a mentora de mulheres Amanda Vila Nova, os efeitos do tratamento com canetas emagrecedoras foram positivos, já que o processo foi acompanhado por especialistas.</p><p>O resultado, segundo ela, foi emagrecimento eficaz e qualidade de vida. “Não tive queda de cabelo nem unha enfraquecida pelo fato de ser acompanhada e fazer a reposição de vitaminas de forma correta”.</p><p>*Colaborou Jailma Barbosa, da TV Brasil</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-22/canetas-emagrecedoras--uso-errado-pode-causar-perda-muscular.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>FreePik </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, canetas emagrecedoras, perda muscular, Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Marcio Mancini</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a89c7ac9215c9a01bb1ed6e</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 17:55:42 +0000</pubDate><title>Saliva pode dar pistas sobre câncer de intestino</title><description>Pesquisadores sul-coreanos descobriram que bactérias encontradas na boca aparecem nos intestinos de pacientes com câncer.</description><content:encoded><![CDATA[<p></p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7z/hq/yl/7zhqyl2p8d3tqs09yddbswyy6.jpg"><figcaption>Resposta sobre a existência de um câncer silencioso pode estar na saliva, segundo pesquisa<span class="copyright">Redação DW </span></figcaption></figure><p></p><p>A composição do microbioma da boca e do intestino pode conter sinais associados ao câncer de estômago e ao câncer colorretal, o que, no longo prazo, poderá levar ao desenvolvimento de novos exames menos invasivos para sua detecção.</p><p>Um estudo liderado pela Universidade de Seul e publicado na revista especializada Cell Host & Microbe investigou se microrganismos da cavidade oral chegam ao trato gastrointestinal e permanecem nele de forma diferente em pessoas com câncer.</p><p>Os pesquisadores recrutaram 507 voluntários para doar amostras da boca e de fezes. O grupo incluía 129 pessoas saudáveis; 215 com distúrbios metabólicos, como hipertensão, diabetes tipo 2 ou hiperlipidemia; 77 com câncer gástrico; e 86 com câncer colorretal.</p><h3>Índice para detectar câncer</h3><p>A equipe utilizou sequenciamento genético para criar um índice boca-fezes (MF), que mede até que ponto variantes idênticas de sequências microbianas são encontradas tanto em amostras orais quanto fecais de uma mesma pessoa. Em seguida, os pesquisadores avaliaram a capacidade do índice MF de diferenciar pacientes com câncer de pessoas saudáveis. A análise revelou que esse índice estava significativamente mais elevado em indivíduos com câncer gástrico ou colorretal, mas não em pessoas com distúrbios metabólicos.</p><p>Essa associação permaneceu consistente mesmo após levar em consideração fatores como consumo de álcool, prática regular de exercícios físicos e índice de massa corporal (IMC).</p><p>A presença de bactérias associadas à cavidade oral no intestino de pacientes com câncer "não foi totalmente inesperada”, afirmou a pesquisadora Sun Ha Jee, da Universidade Yonsei e uma das autoras do estudo.</p><p>O que a equipe não previa era a forma como o sinal variava entre os diferentes grupos de doenças, o quanto ele poderia ser detectado apenas em amostras da boca e até que ponto dependia da maneira como as características microbianas eram representadas, acrescentou a pesquisadora.</p><h3>Mais sensível que atual teste</h3><p>A equipe também comparou as assinaturas microbianas encontradas nos pacientes com câncer com os resultados dos testes de sangue oculto nas fezes, uma ferramenta padrão para rastreamento do câncer colorretal. Os pesquisadores observaram uma sensibilidade maior nas amostras bucais coletadas por meio de enxaguante bucal.</p><p>Os pesquisadores pretendem realizar um estudo para validar prospectivamente as descobertas em pessoas que ainda não receberam diagnóstico de câncer, além de incorporar um sequenciamento metagenômico de maior resolução.</p><p>Além disso, eles irão investigar a relação de causa e efeito, ou seja, se o aumento da troca de microrganismos entre a boca e o intestino contribui para o desenvolvimento do câncer, se o câncer cria condições que permitem que bactérias da boca permaneçam no trato gastrointestinal ou se ambos os fatores estão envolvidos.</p><p>Antes que esses resultados possam ser utilizados na prática clínica, serão necessários estudos clínicos em populações reais submetidas a programas de rastreamento. Caso os achados sejam validados, o próximo passo será desenvolver um teste não invasivo, afirmou o pesquisador Tae Il Kim, da Universidade Yonsei.</p><p>md (EFE, ots)</p><p></p><p></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-22/saliva-pode-dar-pistas-sobre-cancer-de-intestino.html</link><dc:creator>Deutsch Welle</dc:creator><media:credit>Redação DW </media:credit><author>Deutsch Welle</author><keywords>Ciencia e Saude</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8992cc19480c56343535e7</guid><pubDate>Sat, 22 Aug 2026 12:15:11 +0000</pubDate><title>Vacinação: veja quais doses estão disponíveis neste sábado</title><description>Com o aumento de confirmações de sarampo e registro de casos importados, Ministério da Saúde afirma manter imunização estratégica contra a doença</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6i/ej/zk/6iejzkzx30xtat20y18dk2yeh.jpg"><figcaption>Vacina Pneumo 20 amplia proteção infantil contra doenças graves<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Neste sábado  (22), está sendo realizado um <strong>mutirão de vacinação</strong> em todo o país, na tentativa de aumentar a cobertura vacinal e atualizar a <strong>caderneta</strong> de imunizacao de milhares de pessoas. </p><p>Um dos públicos que se pretende alcançar é o formado por <strong>crianças e adolescentes menores de 15 anos</strong>. A <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-08-08/vacina-do-sarampo--filas-passam-de-uma-hora-com-novos-casos-em-sp.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">proteção contra o sarampo</a>, doença que vem registrando alta, é um dos principais objetivos da campanha (veja abaixo a lista de doses oferecidas).</p><h2>Novidade na campanha de vacinação </h2><p>A vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20), que amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonias e meningites, vai estar disponível pela primeira vez. O imunizante é indicado para crianças menores de 5 anos.</p><p>A campanha segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 doses do Calendário Nacional de Vacinação que protegem contra doenças como meningites, tuberculose e cânceres associados à infecção pelo HPV.</p><h2>Quais vacinas estarão disponíveis na campanha?</h2><p>Durante o Dia D, as seguintes vacinas poderão ser aplicadas (conforme faixa etária, histórico vacinal e indicação):</p><ul><li>BCG;hepatite B;penta (DTP/Hib/HB);</li><li>poliomielite (VIP);</li><li>rotavírus humano;</li><li>pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;</li><li>meningocócica C;influenza;</li><li>covid-19;</li><li>febre amarela;</li><li>meningocócica ACWY;</li><li>tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);</li><li>varicela;DTP;</li><li>hepatite A;</li><li>dT;</li><li>HPV4;</li><li>dengue tetravalente.</li><li>Sarampo</li></ul><h2>Doença de outros países </h2><p>Diante do aumento de casos de <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2026-08-10/sarampo-em-sp--5-estacoes-do-metro-oferecem-vacina-de-graca.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">sarampo</a> na Região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o Ministério  da Saúde afirmou manter vacinação contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos (SP), em São Bernardo do Campo (SP) e na capital paulista.</p><p>Entre os dias 3 e 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nas 3 cidades. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos (16,5% das aplicações).</p><p>Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão nesta sexta-feira (21), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, convocou as famílias a participarem da campanha.</p><p>“O Brasil tem unido forças para recuperar as coberturas vacinais do calendário infantil”, disse o ministro.</p><p>Padilha destacou que o Brasil tem registrado casos da doença vindos de outros países e alertou para a necessidade de manter a vigilância.</p><p>“Por isso, toda a atenção das famílias e do SUS é necessária para impedir que o sarampo volte a circular no Brasil”, afirmou Padilha.</p><h2>Balanço</h2><p>Até a última quarta-feira (18), o Ministério da Saúde havia distribuído mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o país ao longo do ano. Vacinas contra a influenza, o sarampo (tríplice viral) e a poliomielite foram as mais aplicadas.</p><p>Ao convocar a população para o Dia D, Padilha também alertou para os riscos da desinformação sobre vacinas.</p><p>“Não deixem que as notícias falsas coloquem em risco a saúde das nossas crianças”, finalizou.</p><p><em>*Com informações da Agência Brasil</em></p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-22/vacinacao--veja-quais-doses-estao-disponiveis-neste-sabado.html</link><dc:creator>Redação iG</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Redação iG</author><keywords>sarampo, Dia D, campanha, vacinação, vacina, imunizante, UBS, Postos de Saúde</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8873df1b8dd1fe0dd98faf</guid><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 15:50:58 +0000</pubDate><title>Música pode aliviar dores? Ciência explica efeito nas emoções</title><description>Especialistas explicam como a música pode atuar na dor, ansiedade, memória e bem-estar sem substituir tratamentos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/e9/h8/7w/e9h87wu2hljt5ko7lr9uyerno.jpg"><figcaption>DJ Torrada<span class="copyright">Acervo pessoal </span></figcaption></figure><p>Uma música pode mudar o clima de uma festa, despertar uma lembrança que parecia esquecida ou trazer conforto em um momento difícil. </p><p>Essa relação entre som e emoção não acontece apenas pela identificação com uma letra ou melodia. </p><p>Estudos sobre intervenções musicais vêm apontando benefícios na redução da percepção da dor, no controle da ansiedade e do estresse e na promoção do bem-estar emocional.</p><p>Isso não significa que ouvir uma playlist seja capaz de substituir um tratamento médico ou psicológico. </p><p>A música aparece como uma ferramenta complementar, enquanto seus efeitos ajudam a explicar por que determinadas canções conseguem provocar respostas emocionais tão intensas.</p><p>Para quem trabalha diretamente com música, essas reações são percebidas diante do público. </p><p>O <strong>DJ Torrada</strong>, que atua há anos em casamentos, festas e eventos corporativos, conta que observar as emoções das pessoas faz parte de seu trabalho.</p><p>“Eu costumo dizer que o DJ não toca apenas músicas, ele toca emoções. Depois de muitos anos trabalhando em casamentos, festas e eventos corporativos, aprendi a enxergar o que as pessoas sentem antes mesmo de elas falarem. Uma música pode despertar lembranças, aliviar um coração pesado, fazer alguém sorrir depois de um dia difícil ou unir pessoas que estavam distantes. O DJ observa, sente o ambiente e escolhe a trilha certa para aquele momento. Por isso, de certa forma, somos sim curadores de emoções e de histórias”, afirma.</p><h2>Uma música e a lembrança do pai</h2><p>Um dos episódios que mais marcaram sua carreira aconteceu durante um casamento. </p><p>A noiva havia perdido o pai alguns anos antes e existia uma música que os dois costumavam ouvir juntos. </p><p>Quando a canção tocou durante a celebração, a reação ultrapassou a pista de dança.</p><p>“Quando essa música começou a tocar, ela se emocionou profundamente e abraçou a família inteira. O salão inteiro entrou naquele sentimento junto com ela. No final da festa, ela me disse: ‘Hoje eu senti meu pai aqui’. Aquilo me mostrou que o trabalho de um DJ vai muito além de colocar as pessoas para dançar. A música tem o poder de criar presença, memória e conexão”, relembra.</p><p>A capacidade de uma canção transportar alguém para outro momento da vida é uma experiência conhecida por muita gente. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">No trabalho de Torrada, ela fica particularmente evidente quando músicas de outras décadas entram no repertório.</a></p><p>“A música me tocou muito antes de eu subir em uma cabine. Ainda adolescente, eu percebia que certas canções conseguiam mudar completamente meu humor e me transportar para momentos específicos da vida. Nos eventos, isso acontece o tempo todo. Às vezes eu coloco uma música dos anos 80, 90 ou 2000 e vejo pessoas se abraçando, cantando juntas, lembrando da adolescência, de amigos, de amores e de fases importantes da vida. É impressionante como uma única música consegue abrir uma porta para memórias que estavam guardadas há anos”, conta.</p><h2>Por que uma música desperta tantas lembranças?</h2><p>Há mecanismos cerebrais envolvidos nessa experiência. </p><p>De acordo com o médico e psicanalista <strong>Dr. Pedro Onari</strong>, presidente do Instituto Onari, ouvir música mobiliza diferentes áreas do cérebro ao mesmo tempo.</p><p>“A música age no cérebro de uma forma muito profunda porque ela não é processada apenas como som. Quando ouvimos uma música, o cérebro ativa áreas auditivas, emocionais, motoras, cognitivas e de memória ao mesmo tempo. Por isso, uma música pode nos fazer lembrar de uma pessoa, de uma fase da vida, de uma dor antiga ou até de um momento de grande alegria”, explica.</p><p>Segundo o especialista, a experiência musical também envolve regiões relacionadas ao prazer e à recompensa, favorecendo a liberação de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de bem-estar. </p><p>Áreas relacionadas às emoções e às memórias, como a amígdala e o hipocampo, também participam desse processo.</p><p>Isso ajuda a entender por que duas pessoas podem ouvir a mesma canção e apresentar respostas completamente diferentes.</p><p>“A música pode alegrar, entristecer, acalmar, agitar, trazer esperança ou até intensificar uma dor. Muitas vezes ela não cria uma emoção nova, mas desperta sentimentos e memórias que já estavam armazenados. Música, emoção e memória caminham juntas”, afirma Onari.</p><h2>Música pode ajudar na ansiedade e na depressão?</h2><p>O médico e psicanalista destaca que a música pode ser utilizada como aliada no enfrentamento da ansiedade e da depressão, desde que seu papel seja entendido como complementar e não como substituto do acompanhamento especializado.</p><p>“As pesquisas atuais mostram resultados positivos. A música pode ajudar a pessoa a sair de um estado de agitação, respirar melhor, reorganizar pensamentos e acessar sentimentos que precisam ser elaborados. Ela não é uma solução isolada, mas pode ser uma aliada poderosa no processo de cura, porque toca a memória, regula o corpo, organiza a emoção e pode conduzir a alma para um lugar de maior equilíbrio”, ressalta.</p><p>A psicóloga <strong>Vanessa Abdo</strong> também chama atenção para essa diferença.</p><p> Segundo ela, os benefícios podem ser observados desde a infância e acompanhar uma pessoa ao longo da vida, mas é preciso evitar a ideia de que a música, isoladamente, seja capaz de tratar problemas de saúde mental.</p><p>“A música diminui a ansiedade, os níveis de estresse e de cortisol, além de liberar neurotransmissores, como a dopamina. Mas é importante lembrar que ela é um fator de proteção. A música sozinha não tem o poder de cura, mas pode colaborar muito com a saúde mental e com os processos de autoconhecimento”, explica.</p><h2>Os efeitos começam ainda na infância</h2><p>A relação com a música também pode contribuir para aspectos do desenvolvimento infantil. </p><p>De acordo com Vanessa, atividades musicais estimulam memória, atenção, coordenação motora e senso de pertencimento.</p><p>Existe ainda uma dimensão social. Gostos musicais compartilhados podem aproximar pessoas, criar identificação e ajudar na construção de vínculos.</p><p>“A música é um elemento cultural. Ela fortalece a identidade coletiva, cria conexão social e aumenta a integração, a empatia e a cooperação entre as pessoas. Muitas vezes, apenas conhecer uma determinada música já faz alguém sentir que pertence a um grupo”, afirma.</p><p>A ciência ainda não permite afirmar que a música seja capaz de “curar todas as dores”, especialmente porque dor física, sofrimento emocional, ansiedade e depressão possuem causas e tratamentos diferentes. </p><p>O que as pesquisas e os especialistas apontam é seu potencial como recurso complementar, capaz de atuar sobre percepção da dor, emoções, memórias, estresse e sensação de bem-estar.</p><p>Talvez seja justamente por isso que uma música consegue acompanhar momentos tão diferentes da vida. </p><p>Uma sequência de notas pode fazer alguém dançar em uma festa e, anos depois, trazer de volta pessoas, lugares e sentimentos ligados àquele instante, mostrando como música, memória e emoção permanecem profundamente conectadas.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-21/musica-pode-aliviar-dores--ciencia-explica-efeito-nas-emocoes.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Acervo pessoal </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>musicoterapia</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8849bb2afac4c54d60d485</guid><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 12:57:44 +0000</pubDate><title>Dia D da multivacinação: veja quem deve tomar cada vacina</title><description>Ação acontece neste sábado (22) para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes; veja as idades e os esquemas previstos pelo Ministério da Saúde</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/f4/wu/j5/f4wuj5pxdt2y27l2dsdlo9w6w.jpg"><figcaption>Os pais precisam comprovar que seus filhos estão com o esquema vacinal em dia<span class="copyright">MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL </span></figcaption></figure><p>O <a href="https://saude.ig.com.br/2026-08-20/dia-d-vacina-contra-20-doencas-neste-sabado-em-todo-o-brasil.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação</a> acontece neste sábado (22) em todo o país. A mobilização é voltada principalmente a <strong>crianças e adolescentes menores de 15 anos</strong>, que poderão procurar <strong>unidades básicas de saúde (UBSs)</strong> e outros pontos de vacinação para conferir e atualizar a caderneta.</p><p>A campanha segue até<strong> 1º de setembro</strong> e disponibiliza <strong>20 vacinas</strong> do Calendário Nacional de Vacinação, conforme a idade, o histórico de doses e a indicação de cada imunizante. A orientação do <strong>Ministério da Saúde</strong> é que pais e responsáveis levem a caderneta para que os profissionais verifiquem quais doses estão pendentes.</p><p>A lista inclui vacinas para recém-nascidos, crianças, adolescentes e também imunizações que podem ser aplicadas em situações específicas. O calendário nacional de 2026 foi atualizado pelo Ministério da Saúde em julho.</p><h2>Veja quem deve tomar cada vacina</h2><p><strong>BCG</strong> A vacina BCG protege principalmente contra formas graves e disseminadas da <strong>tuberculose</strong>. A dose de rotina deve ser aplicada preferencialmente ao nascer, ainda na maternidade.</p><p>Crianças que não foram vacinadas ao nascer podem receber a BCG na primeira oportunidade. Na rede pública, a vacina é disponibilizada para <strong>crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias</strong>. O esquema é de dose única.</p><p><strong>Hepatite B</strong> A primeira dose é indicada ao nascer. O esquema infantil é completado com a vacina pentavalente, que também contém o componente contra hepatite B.</p><p>Para adolescentes e adultos que não estejam adequadamente vacinados, o Ministério da Saúde prevê três doses, conforme o histórico vacinal. A vacina contra hepatite B está indicada para pessoas de diferentes faixas etárias quando há necessidade de completar ou iniciar o esquema.</p><p><strong>Pentavalente</strong> A vacina penta protege contra <strong>difteria, tétano, coqueluche, infecções por Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B</strong>.</p><p>Na rotina infantil, são três doses, aos<strong> 2, 4 e 6 meses de idade</strong>.</p><p><strong>Poliomielite (VIP)</strong> A vacina inativada contra a poliomielite protege contra a <strong>paralisia infantil</strong>.</p><p>O esquema prevê doses aos<strong> 2, 4 e 6 meses</strong>, além de dois reforços: aos <strong>15 meses e aos 4 anos.</strong> A segunda dose de reforço aos 4 anos passou a integrar o calendário atualizado em agosto de 2026.</p><p><strong>Rotavírus</strong> A vacina protege contra<strong> gastroenterites</strong> provocadas pelo rotavírus, que podem causar diarreia e vômitos, principalmente em crianças pequenas.</p><p>A primeira dose deve ser aplicada aos <strong>2 meses e a segunda aos 4 meses</strong>. Há limites de idade para a aplicação, por isso o Ministério da Saúde alerta para a importância de não perder os prazos.</p><p><strong>Pneumocócica 10-valente</strong> A vacina pneumocócica protege contra doenças causadas pelo <strong>pneumococo</strong>.</p><p>No calendário infantil de 2026, a pneumocócica 10-valente aparece com a segunda dose aos <strong>4 meses</strong>, enquanto o esquema foi atualizado com a introdução da pneumocócica 20-valente. A atualização de doses atrasadas deve ser feita conforme a idade e o histórico da criança.</p><p><strong>Pneumocócica 20-valente</strong> A Pneumo 20 é a novidade desta campanha. Incorporada ao calendário em junho de 2026, ela amplia a proteção contra <strong>doenças pneumocócicas, incluindo pneumonias e meningites</strong>.</p><p>Na rotina, é indicada para crianças<strong> menores de 5 anos</strong>, com primeira dose aos 2 meses e reforço aos 12 meses. Também há indicação específica para povos indígenas a partir dos 5 anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada.</p><p><strong>Meningocócica C</strong> A vacina protege contra doenças causadas pelo meningococo do sorogrupo C, incluindo meningite.</p><p>São duas doses na infância, aos <strong>3 e 5 meses</strong>, com atualização do esquema <strong>até 4 anos, 11 meses e 29 dias</strong> quando houver atraso. O reforço previsto aos 12 meses é feito preferencialmente com a meningocócica ACWY.</p><p><strong>Meningocócica ACWY</strong> A vacina protege contra doenças meningocócicas provocadas pelos sorogrupos A, C, W e Y.</p><p>A primeira dose é indicada aos <strong>12 meses</strong>, como reforço do esquema infantil. Na adolescência, há uma dose prevista entre <strong>11 e 14 anos</strong>, conforme o calendário nacional.</p><p><strong>Influenza</strong> A vacina contra a gripe faz parte do calendário de rotina para crianças a partir de 6 meses e menores de 6 anos, além de idosos com 60 anos ou mais e gestantes.</p><p>A vacinação também pode ser ampliada para outros grupos prioritários conforme as estratégias definidas pelo Ministério da Saúde e pelas autoridades locais.</p><p><strong>Covid-19</strong> A vacinação contra a Covid-19 integra o calendário para crianças, além de gestantes e idosos, com esquemas que variam de acordo com a faixa etária e o imunizante disponível.</p><p>Para crianças menores de 5 anos, o esquema depende da vacina utilizada. O Ministério da Saúde também mantém orientações específicas para situações especiais em crianças de 5 a 11 anos.</p><p><strong>Febre amarela</strong> Na infância, a vacina contra febre amarela é indicada aos <strong>9 meses, com reforço aos 4 anos</strong>.</p><p>Quem não recebeu as doses previstas deve procurar o serviço de saúde para atualizar a situação vacinal. Para adolescentes e adultos, a vacina também faz parte do calendário conforme o histórico vacinal e as condições epidemiológicas.</p><p><strong>Tríplice viral</strong> A tríplice viral protege contra <strong>sarampo, caxumba e rubéola</strong>.</p><p>Na rotina infantil, são duas doses: a primeira aos <strong>12 meses e a segunda aos 15 meses</strong>. O calendário também prevê duas doses para adolescentes e jovens que não estejam adequadamente imunizados.</p><p>Há ainda uma atenção especial ao sarampo neste momento. Em <strong>São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo</strong>, o Ministério da Saúde orienta vacinação contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos, diante do risco de casos importados e do aumento de casos nas Américas.</p><p><strong>Varicela</strong> A vacina contra a varicela, conhecida como<strong> catapora</strong>, tem duas doses na infância.</p><p>A primeira é indicada aos <strong>15 meses e a segunda aos 4 anos</strong>. Em caso de atraso, a atualização deve seguir as orientações do calendário e a idade da pessoa.</p><p><strong>DTP</strong> A DTP protege contra <strong>difteria, tétano e coqueluche</strong>.</p><p>Na infância, são previstos dois reforços: o primeiro aos 1<strong>5 meses e o segundo aos 4 anos</strong>. A DTP pode ser utilizada em crianças menores de 7 anos; depois dessa idade, a atualização contra difteria e tétano passa a utilizar a dT.</p><p><strong>Hepatite A</strong> A vacina contra hepatite A é indicada para <strong>crianças a partir dos 15 meses</strong>, em dose única.</p><p>Na rotina, a aplicação pode ser feita até 4 anos, 11 meses e 29 dias.</p><p><strong>dT</strong> A vacina dT, conhecida como dupla adulto, protege contra difteria e tétano.</p><p>Na adolescência, faz parte do esquema de atualização conforme o histórico vacinal, com reforços periódicos. Para adultos, o Ministério da Saúde recomenda reforço a cada 10 anos, antecipado para cinco anos em situações de exposição a risco de difteria ou tétano.</p><p><strong>HPV4</strong> A vacina contra o HPV protege contra infecções causadas pelo <strong>papilomavírus humano, associado a diferentes tipos de câncer</strong>.</p><p>A dose de rotina é indicada para<strong> crianças e adolescentes de 9 a 14 anos</strong>, em dose única. Em caso de atraso, a orientação é vacinar até 14 anos, 11 meses e 29 dias. Para pessoas de 15 a 19 anos que não foram vacinadas, podem existir estratégias específicas dos estados.</p><p><strong>Dengue tetravalente</strong> A vacina contra a dengue faz parte do calendário para crianças e adolescentes de <strong>10 a 14 anos</strong>.</p><p>O esquema é de duas doses, com intervalo de três meses. Em caso de atraso, a vacinação pode ser realizada até 14 anos, 11 meses e 29 dias.</p><h2>Quem deve ir ao posto neste sábado?</h2><p>A campanha é direcionada principalmente a crianças e adolescentes <strong>menores de 15 anos</strong>. Isso significa que não é necessário esperar que a criança tenha exatamente a idade de uma dose de rotina, já que o Dia D também serve para colocar a caderneta em dia.</p><p>A vacinação é seletiva. No posto, os profissionais devem verificar o histórico e aplicar apenas as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema recomendado.</p><p>Por isso, pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação. Mesmo quem perdeu o documento não fica necessariamente impedido de se vacinar, mas o <strong>Ministério da Saúde</strong> informa que é possível solicitar uma nova via no serviço de saúde.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-21/dia-d-da-multivacinacao--veja-quem-deve-tomar-cada-vacina.html</link><dc:creator>Nathália Fontes</dc:creator><media:credit>MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL </media:credit><author>Nathália Fontes</author><keywords>proteção contra 20 doenças, vacinação, Brasil, quem pode</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a87d55e9dca793863fd7adc</guid><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 10:28:18 +0000</pubDate><title>ECA
Digital amplia, há cinco meses, proteção da violência on-line</title><description>A legislação atualizou o Estatuto da Criança e do Adolescente para estabelecer regras específicas para plataformas digitais, redes sociais e jogos</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2r/f6/3o/2rf63orx404d9310gae03ack9.jpg"><figcaption>Thiago Vizioli, gerente de Advocacy da Childhood Brasil <span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Desde 17 de março de 2026, está em vigor a Lei nº 15.211/2025, o chamado <strong>ECA Digital, também conhecido como “Lei da Adultização”.</strong> A legislação atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para estabelecer regras específicas para plataformas digitais, redes sociais, jogos e outros serviços acessados por crianças e adolescentes.</p><p><strong>A nova lei tem o desafio de fazer com que a proteção prevista no papel chegue às telas, às famílias e a todos os territórios onde crianças e adolescentes estão.</strong> Entre as medidas estão mecanismos de verificação de idade, ferramentas de supervisão parental, regras para proteção de dados e medidas de prevenção e enfrentamento a conteúdos relacionados ao abuso e à exploração sexual infantil.</p><h2>Uma lei não muda uma realidade sozinha. Ela precisa de fiscalização, empresas dispostas a cumprir as regras, famílias orientadas, escolas preparadas, poder público atuante e uma sociedade capaz de reconhecer que a violência contra crianças e adolescentes também acontece e se multiplica dentro de uma tela.</h2><p>Para<strong> Thiago Vizioli, gerente de Advocacy da Childhood Brasil, </strong>que faz parte da World Childhood Foundation, <strong>organização sem fins lucrativos criada em 1999 pela Rainha Silvia da Suécia</strong>, e atua há anos na prevenção e no enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes, o país deu um passo importante. “Avançamos, com certeza. <strong>O ECA Digital colocou o Brasil em posição de destaque em relação ao resto do mundo.</strong> Nós fomos capazes de construir, com muita habilidade, uma lei que se inspira no que há de mais moderno em diferentes regramentos internacionais, mas dialoga com nossa realidade e avança em questões que outros países não conseguiram”, explica.</p><p>Entre os avanços destacados por Thiago está: “O fato de que nós não trabalhamos com um banimento linear de redes sociais com base em idade do usuário, por exemplo. Isso despertou desde o início um interesse muito maior das empresas de tecnologia em colaborar proativamente, tanto durante a tramitação do projeto de lei que originou o ECA Digital, quanto para se adaptar depois.”</p><p>Há ainda duas estruturas que, na avaliação da Childhood Brasil, podem representar mudanças importantes, que são o Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, em estruturação na Polícia Federal, e a transformação da antiga Autoridade Nacional de Proteção de Dados em agência reguladora.</p><p>Mas enquanto discutimos leis, plataformas e tecnologia, existe uma realidade que preocupa, que é o fato da violência on-line estar crescendo. Segundo Vizioli, <strong>“Os crimes de produção, posse ou distribuição de material de abuso sexual infantil online aumentaram 25% no último ano, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, e acreditamos que esse número ainda não tangencia a real dimensão do problema.”</strong></p><p><strong>E é por isso que o trabalho de organizações da sociedade civil, como o da Childhood Brasil, se torna extremamente necessário.</strong> Em 2026, a organização ampliou o<strong> Programa Na Mão Certa</strong> para a aviação comercial. Em um projeto-piloto realizado em Viracopos, em Campinas, 75 profissionais de áreas como check-in, segurança e atendimento foram treinados para identificar sinais de risco e tráfico de pessoas e acionar protocolos com a Polícia Federal.</p><p>O <strong>Projeto Mapear,</strong> em parceria com a <strong>Polícia Rodoviária Federal,</strong> completa duas décadas identificando pontos vulneráveis à exploração sexual em mais de 75 mil quilômetros de rodovias federais.</p><p>Em<strong> parceria com o UNICEF</strong>, a Childhood também lançou um <strong>Guia Rápido para Municípios,</strong> voltado à proteção de crianças e adolescentes durante grandes eventos e festas populares. No Marajó, no Pará, o <strong>Barco Infância Protegida leva atendimento humanizado a comunidades ribeirinhas</strong> isoladas, com escuta especializada, perícia e suporte psicossocial.</p><p>São iniciativas como essas que mostram como é importante construir uma rede capaz de agir antes, durante e depois da violência. Na avaliação de Vizioli:<strong> “A Childhood Brasil atua para complementar e fortalecer políticas públicas estatais, não substituí-las.”</strong></p><p><strong>Essa lógica de rede aparece também na fala de Emanuella Halfeld, analista de Políticas Públicas e Pesquisas em Direitos Digitais do Instituto Alana, organização parceira da Childhood Brasil. </strong>Para ela: "A responsabilidade compartilhada é um princípio para proteção integral de crianças e adolescentes. No espírito do art. 227 da Constituição Federal, ela é dividida entre Estado, Sociedade e Famílias. <strong>Nenhum só ente é responsável sozinho e é por isso que, juridicamente, também as empresas são responsáveis por esta proteção e garantia de direitos. Lógica que permeia o ECA Digital na responsabilização de fornecedores de produtos e serviços de tecnologia</strong>”, explica.</p><p>Essa talvez seja uma das ideias mais importantes quando falamos sobre infância na internet. <strong>Não podemos colocar sobre os ombros da criança a responsabilidade de se proteger de um ambiente que foi criado e é administrado por adultos.</strong> Emanuella lembra que o trabalho precisa envolver toda a estrutura do Sistema de Garantia de Direitos: “Da noção da responsabilidade compartilhada, extrai-se também um princípio lógico: o trabalho conjunto. No Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, todos, devem cooperar pela proteção integral, garantindo a prevenção de danos e a proteção e promoção de direitos.”</p><h2>Na prática, isso significa que Conselhos Tutelares, Ministérios Públicos, Judiciário, organizações da sociedade civil, famílias, escolas, empresas e governos precisam conversar entre si.</h2><p>A infância brasileira não é uma infância única. Existem múltiplas infâncias, em diferentes territórios, condições sociais e realidades. A violência também assume diferentes formas. Por isso, a Childhood Brasil atua em frentes que vão da prevenção à capacitação de profissionais, do advocacy à articulação com governos, do fortalecimento dos Conselhos Tutelares ao atendimento de comunidades onde o acesso à proteção é muito mais difícil.</p><h2>E o que muda para as grandes empresas de tecnologia?</h2><p>Para Vizioli, o ECA Digital traz uma mudança importante: “A lógica aqui se inverte e, em vez do usuário que foi vítima de uma violência ter que ir, ele mesmo, atrás dos seus direitos e da devida reparação, <strong>é a plataforma quem tem que garantir que essas violações não ocorrerão nos seus produtos ou serviços, sob pena de multa e até banimento das operações</strong>.”</p><h2>É uma mudança de paradigma. Não estamos mais falando apenas de ensinar uma criança a não clicar em um link, não conversar com desconhecidos ou não compartilhar uma fotografia, mas perguntar por que uma plataforma permitiu que aquela situação acontecesse? </h2><p>O conceito de “segurança por design”, citado pela Childhood, parte justamente da ideia de que a proteção precisa estar presente na própria construção dos produtos e serviços digitais. </p><h2>E já houve punição. Segundo Vizioli, uma empresa de jogos foi condenada pela 1ª Vara da Infância do Distrito Federal a pagar R$ 15 milhões por possibilitar o acesso de crianças e adolescentes a loot boxes, as chamadas caixas de recompensa virtual, que são vedadas pelo ECA Digital.</h2><p>Mas o gerente de Advocacy da Childhood Brasil explica que: “Nós <strong>não comemoramos</strong>, que alguma punição seja aplicada, porque indiretamente isso está atrelado a um crime contra a parcela mais vulnerável da nossa população.” O ECA Digital inaugura uma nova etapa, mas para a Childhood Brasil, um <strong>dos próximos desafios é enfrentar ferramentas de inteligência artificial capazes de criar imagens falsas de nudez , os chamados aplicativos de nudify.</strong> Vizioli defende que esse debate avance no Congresso e na regulamentação da inteligência artificial e ainda que o ECA Digital seja mais conhecido pela população: <strong>“É importante que haja um esforço consciente para defender a lei e garantir sua total implementação”, alerta.</strong></p><p><strong>Emanuella</strong> também chama atenção para o momento atual: “Agora, o desafio dessa cooperação é entender como se rearticulam as redes e cooperações, em um novo estágio de implementação e de fazer com que a lei se cumpra em seu máximo potencial para proteção de direitos de crianças e adolescentes e proteção de direitos fundamentais”, esclarece.</p><p>Crianças e adolescentes devem poder acessar a tecnologia, aprender, brincar, criar e se expressar, mas sem serem transformados em produto, alvo de exploração ou responsáveis pela própria segurança. A lei chegou, mas agora precisamos fazer com que a proteção, de fato, chegue junto.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/carla-brandao/2026-08-21/eca-digital-amplia--ha-cinco-meses--protecao-da-violencia-on-line.html</link><dc:creator>Carla Brandão</dc:creator><media:credit>Divulgação </media:credit><author>Carla Brandão</author><keywords>ECA Digital, lei da adultização, Childhood Brasil, Instituto Alana, violência online</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68b0bcbb8deafbbe06b44927</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a877dde9dca793863fd7ab4</guid><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 23:01:39 +0000</pubDate><title>Justiça veta norma que permite dentista fazer harmonização facial</title><description>Justiça suspende resolução que reconheceu harmonização orofacial como especialidade odontológica; Conselho Federal de Odontologia vai recorrer</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/1h/u2/59/1hu2590mop4gilqazrrb598zf.jpg"><figcaption>Sala de dentista<span class="copyright">Reprodução/freepik </span></figcaption></figure><p>O <strong>Conselho Federal de Medicina</strong> (CFM) informou nesta quinta-feira (20) que a <strong>Justiça Federal no Distrito Federal</strong> suspendeu a resolução do <strong>Conselho Federal de Odontologia</strong> (CFO) que reconheceu o procedimento de harmonização orofacial como especialidade odontológica. A suspensão foi determinada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) após recurso protocolado pela entidade que representa os médicos. Conforme a decisão, os conselhos profissionais não podem ampliar, por meio de resoluções, as condições para o exercício das profissões. Para o presidente do CFM, José Hiran Gallo, a ampliação das competências profissionais, sem respaldo legal, coloca em risco à saúde pública.</p><p>"A resolução do CFO ultrapassou os limites legais de atuação da odontologia. A lei não autoriza odontólogos a realizar procedimentos invasivos com finalidade estética fora do campo próprio da profissão”, afirmou.</p><h2>Outro lado </h2><p>Em nota, <strong>Conselho Federal de Odontologia</strong> (CFO) afirmou que vai recorrer da decisão e reafirmou que a harmonização orofacial está dentro das especialidades da odontologia."Não cabe, portanto, confundir a existência de atos privativos da medicina com exclusividade sobre toda e qualquer intervenção realizada na região da face", disse o CFO.</p><p>O conselho recomendou que os dentistas mantenham suas atividades enquanto a entidade contesta a decisão na Justiça."Os cirurgiões-dentistas podem manter sua atuação nos procedimentos de harmonização orofacial que integram sua área legal de competência, observados os limites previstos na legislação, na formação profissional e nas normas aplicáveis", completou.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-20/justica-veta-norma-que-permite-dentista-fazer-harmonizacao-facial.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Reprodução/freepik </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Justica, CFO, CFM, Harmonizacao Facial</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a87580f9dca793863fd7a89</guid><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 19:41:20 +0000</pubDate><title>Pediatra até os 19 anos? Entenda quando fazer a transição</title><description>Dra. Maria de Fátima Mota, pediatra do Hospital Saint Patrick, explica quando iniciar consultas e como funciona o acompanhamento</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/2z/9c/2w/2z9c2wf5vrk97r4xm6nla7y0h.jpg"><figcaption>Pediatra até os 19 anos? Entenda quando fazer a transição<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Quando se fala em pediatra, muita gente ainda associa esse profissional aos bebês, às vacinas e às doenças mais comuns dos primeiros anos de vida. </p><p>O acompanhamento, porém, pode começar antes mesmo do nascimento e continuar até os 18 ou 19 anos. </p><p>Ao longo desse período, o pediatra acompanha crescimento, desenvolvimento, alimentação, mudanças hormonais, saúde emocional e outras questões que surgem conforme a criança se aproxima da vida adulta.</p><p>Segundo a<strong> Dra. Maria de Fátima Mota</strong>, pediatra do <strong>Hospital Saint Patrick</strong>, o primeiro contato da família com esse profissional pode acontecer ainda durante a gestação. </p><p>“O ideal seria, no segundo e no terceiro trimestre, ter uma consulta com o pediatra”, explica. </p><p>Enquanto o obstetra acompanha principalmente a saúde da gestante e a evolução da gravidez, o pediatra pode começar a preparar a família para a chegada do bebê, especialmente em relação aos primeiros cuidados. </p><p>“O pediatra vai dar todas as orientações para a mãe no início da amamentação”, afirma.</p><h2>Quando levar o bebê ao pediatra pela primeira vez?</h2><p>Depois do nascimento, se o bebê estiver saudável e não apresentar nenhuma condição que exija uma avaliação antecipada, a primeira consulta acontece rapidamente. </p><p>“A primeira consulta deve ocorrer, se a criança não tiver nenhuma patologia, por volta dos sete aos dez dias de vida”, orienta a médica. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Nesse primeiro encontro, são avaliados pontos como a adaptação do recém-nascido, a alimentação e, principalmente, a evolução do peso.</a></p><p>A especialista explica que pode existir diferença entre o peso registrado no nascimento e aquele observado posteriormente no consultório. </p><p>Por isso, o acompanhamento frequente ajuda a estabelecer parâmetros mais precisos para observar o crescimento e o desenvolvimento da criança.</p><p>Nos primeiros anos, as visitas são mais frequentes justamente porque as mudanças acontecem em um ritmo acelerado. </p><p>“Até o primeiro ano é todo mês. Do primeiro ao segundo ano, a cada dois meses e, posteriormente, a cada três, quatro ou até seis meses. Depende se a criança tem alguma patologia ou não”, explica a pediatra do Hospital Saint Patrick.</p><p>A consulta, portanto, não precisa acontecer somente quando aparece uma doença. </p><p>O acompanhamento preventivo permite observar o desenvolvimento físico e identificar alterações que eventualmente precisem ser investigadas ou acompanhadas por outro especialista.</p><h2>Quando é necessário procurar o pronto-socorro?</h2><p>Outra dúvida frequente entre mães, pais e responsáveis é saber quando um sintoma pode ser observado inicialmente em casa e quando é necessário procurar um pronto-socorro. </p><p>A Dra. Maria de Fátima recomenda cautela com idas desnecessárias ao ambiente hospitalar, inclusive pela maior exposição a vírus e outros agentes infecciosos. </p><p>“Quando você chega, às vezes, sem nada, pode sair com alguma virose, com alguma patologia”, alerta.</p><p>Isso não significa, entretanto, ignorar sinais que podem representar uma urgência. </p><p>“Se a criança tem uma febre alta, se tem um engasgo, que é uma urgência, ou se tem uma reação alérgica, é uma urgência. Então, sim, deve levar ao pronto-socorro”, orienta.</p><p>No caso da febre, diferentes aspectos precisam ser considerados, entre eles a idade, a temperatura, o estado geral da criança e a presença de outros sintomas. </p><p>“Uma febre esporádica pode ser um quadro viral que está começando”, explica a especialista. </p><p>Observar o comportamento e a evolução do quadro também é importante. Quando houver dúvida sobre a gravidade ou piora do estado geral, a avaliação médica é necessária.</p><h2>Telemedicina funciona para crianças?</h2><p>Com a popularização da telemedicina, muitos responsáveis passaram a enxergar a consulta on-line como uma possibilidade para evitar deslocamentos até consultórios e hospitais. </p><p>Na pediatria, porém, esse recurso apresenta limitações importantes.</p><p>“A telemedicina para pediatria é bem restrita. É mais pontual”, afirma a Dra. Maria de Fátima. </p><p>Uma das principais dificuldades está justamente em avaliar um paciente que, dependendo da idade, ainda não consegue explicar com precisão o que está sentindo.</p><p>“É diferente de um adulto, que vai conseguir expressar o que está sentindo. A criança não consegue expressar. Então, é muito importante o exame físico”, ressalta.</p><p>A consulta virtual pode ajudar no esclarecimento de dúvidas e em determinadas orientações iniciais, mas não substitui automaticamente o atendimento presencial quando o quadro exige exame físico. </p><p>Existe ainda outra particularidade: na pediatria, muitas condutas e dosagens de medicamentos são calculadas de acordo com o peso da criança.</p><p>“Nem sempre as mães têm o peso da criança. E, na pediatria, praticamente todas as nossas indicações são baseadas no peso. A gente faz a contabilização por peso”, explica a médica.</p><h2>Pediatra aos 18 ou 19 anos?</h2><p>É justamente essa informação que costuma surpreender algumas famílias. </p><p>O fato de um adolescente já ter praticamente o tamanho de um adulto não significa que suas necessidades de saúde sejam iguais às de uma pessoa adulta.</p><p>“O ideal é que a pediatria vá até 18, 19 anos, que é quando acaba a fase de puberdade e adolescência. Mas, em geral, com 16, 17 anos, já começa a fazer a transição para o clínico”, explica a Dra. Maria de Fátima Mota, do Hospital Saint Patrick.</p><figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/f1/e5/0u/f1e50uo0waruqj5siu3kq81va.jpg"><figcaption>Dra. Maria de Fátima Mota, pediatra do Hospital Saint Patrick<span class="copyright">Divulgação </span></figcaption></figure><p>Esse período envolve transformações físicas, hormonais e emocionais que também podem ser acompanhadas pelo pediatra. </p><p>Para a especialista, tratar crianças e adolescentes simplesmente como adultos menores é um erro.</p><p>“A criança ou o adolescente não é um pequeno adulto. Ele ainda está em fase de adaptação. Então, tem muitas dúvidas, muitas questões sobre como se sentir, a parte emocional, o que é certo e o que não é”, afirma.</p><p>Alterações típicas da puberdade também podem ser discutidas inicialmente durante a consulta pediátrica. </p><p>A ginecomastia nos meninos e as irregularidades menstruais nas meninas são alguns exemplos. </p><p>A partir da avaliação, o próprio pediatra pode identificar quando existe necessidade de procurar outra especialidade.</p><p>“Todas essas dúvidas, a princípio, vão com o pediatra, que vai seguir essas orientações. Posteriormente, o pediatra orienta para qual área deve seguir e para qual especialidade vai encaminhar a criança ou o adolescente”, explica.</p><p>Existe, inclusive, uma área dentro da pediatria voltada especificamente aos adolescentes: a hebiatria. </p><p>Dessa forma, o acompanhamento pode atravessar praticamente toda a trajetória entre a gestação, o nascimento e a entrada na vida adulta.</p><p>As consultas ao longo dos anos permitem que o profissional conheça o histórico do paciente, acompanhe mudanças no crescimento e no desenvolvimento, oriente a família e identifique situações que precisam de atenção específica. </p><p>A transição para o clínico, portanto, não precisa acontecer simplesmente porque a infância terminou: idade, desenvolvimento e necessidades individuais também fazem parte dessa decisão.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-20/pediatra-ate-os-19-anos--entenda-quando-fazer-a-transicao.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Você sabia, Dra. Maria de Fátima Mota, Hospital Saint Patrick</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a87531f9dca793863fd7a86</guid><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 19:18:57 +0000</pubDate><title>Estresse pode aumentar risco de AVC em mulheres, aponta estudo</title><description>Pesquisa associa níveis moderados ou altos de estresse ao maior risco de AVC isquêmico entre mulheres jovens</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/a4/ew/9h/a4ew9hju1wi3d47wh5px6ojdc.jpg"><figcaption>Estresse pode aumentar risco de AVC em mulheres<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Estresse constante pode trazer consequências que ultrapassam o cansaço, a irritabilidade e as dificuldades para dormir. </p><p>Uma pesquisa publicada na revista <strong>Neurology, da Academia Americana de Neurologia</strong>, identificou uma associação entre níveis moderados ou altos de estresse e um risco maior de Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico entre mulheres jovens.</p><p>O estudo avaliou 426 pessoas, com idades entre 18 e 49 anos, que haviam sofrido um AVC isquêmico sem causa identificada. </p><p>Os resultados foram comparados aos de outras 426 pessoas sem histórico da doença. </p><p>Os participantes responderam a questionários sobre o nível de estresse percebido no mês anterior.</p><p>Entre aqueles que sofreram um AVC, 46% relataram níveis moderados ou altos de estresse. </p><p>Entre as mulheres, os pesquisadores encontraram uma associação entre essas faixas de estresse e um risco 78% maior de AVC isquêmico.</p><p>O neurocirurgião <strong>Victor Hugo Espíndola</strong>, especialista em doenças cerebrovasculares, explica que períodos de pressão podem provocar respostas fisiológicas capazes de interferir em fatores relacionados à saúde vascular.</p><p>“Quando estamos sob pressão, nosso corpo libera substâncias como as catecolaminas, que aumentam a pressão arterial, esse é um fator de risco importante para o AVC”, destaca.</p><h2>O que acontece durante um AVC isquêmico?</h2><p>O AVC pode acontecer de diferentes maneiras. No tipo isquêmico, o fluxo de sangue para determinada região cerebral é interrompido pela obstrução de uma artéria.</p><p>“O AVC isquêmico ocorre quando uma artéria fica obstruída, impedindo a passagem de oxigênio para as células do cérebro, que acabam morrendo. Esse tipo de derrame é o mais comum, representando 85% dos casos, de acordo com o Ministério da Saúde”, explica Dr. Victor Hugo.</p><p>Por envolver diretamente a circulação cerebral, fatores capazes de prejudicar a saúde dos vasos sanguíneos merecem atenção. </p><p>O estresse entra nessa discussão principalmente pela relação que pode manter com alterações como o aumento da pressão arterial.</p><p>O próprio estudo, entretanto, não permite concluir que estar estressada provoca diretamente um AVC. O resultado mostra uma associação e não uma relação comprovada de causa e efeito.</p><h2>Mulheres apresentam fatores de risco específicos</h2><p>Além dos fatores conhecidos para a população em geral, algumas condições podem exigir atenção especial entre as mulheres. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Uso de anticoncepcionais hormonais, enxaqueca com aura, hipertensão, tabagismo e gestação sem acompanhamento adequado estão entre os fatores que podem estar relacionados ao risco cerebrovascular.</a></p><p>“As oscilações hormonais na mulher, especialmente durante a gravidez e a menopausa, podem impactar a saúde vascular, aumentando a vulnerabilidade ao AVC”, alerta Espíndola.</p><p>A presença desses fatores não significa que uma mulher necessariamente sofrerá um AVC. </p><p>O risco individual depende de diferentes condições e deve ser avaliado considerando histórico de saúde, hábitos e outros fatores associados.</p><h2>Como reduzir o estresse e cuidar da prevenção?</h2><p>Algumas mudanças na rotina podem contribuir tanto para o controle do estresse quanto para a redução de fatores relacionados às doenças cardiovasculares e cerebrovasculares.</p><p>A prática regular de atividade física pode ajudar a aliviar a tensão e contribuir para o controle da pressão arterial. </p><p>Reservar momentos para relaxamento também pode fazer diferença, com estratégias como exercícios de respiração, meditação e ioga.</p><p>A alimentação é outro ponto importante. </p><p>Manter uma dieta equilibrada, com presença de frutas, verduras e outros alimentos nutritivos, contribui para a saúde vascular. </p><p>Organizar a rotina, respeitar momentos de descanso e evitar períodos prolongados de sobrecarga também são medidas que podem ajudar no gerenciamento do estresse diário.</p><p>Para Victor Hugo Espíndola, os resultados da pesquisa servem principalmente como um alerta para que a saúde emocional também seja considerada quando se fala em prevenção.</p><p>“Embora o estudo não prove que o estresse seja a causa direta do AVC, os dados mostram a necessidade de atenção à saúde mental, com estratégias mais eficazes de prevenção, especialmente entre as mulheres”, conclui o especialista.</p><p>O acompanhamento dos fatores de risco continua sendo fundamental.</p><p> Pressão arterial, tabagismo, condições clínicas e hábitos cotidianos fazem parte dessa avaliação, enquanto os novos dados ajudam a ampliar a discussão sobre o possível papel do estresse na saúde cerebrovascular feminina.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-20/estresse-pode-aumentar-risco-de-avc-em-mulheres--aponta-estudo.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>AVC, Dr.  Victor Hugo Espíndola</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8702e8772e99cf76679abe</guid><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 14:00:12 +0000</pubDate><title>Dia D vacina contra 20 doenças neste sábado em todo o Brasil</title><description>Campanha atende crianças e adolescentes menores de 15 anos e oferece imunizantes gratuitos pelo SUS; ação segue até 1º de setembro</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6s/4w/s2/6s4ws228kx3svqkxbwzo132x7.jpg"><figcaption>Dia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) em todo o país<span class="copyright">Paulo Pinto/Agência Brasil </span></figcaption></figure><p>Pais, mães e responsáveis poderão levar <strong>crianças e adolescentes menores de 15 anos</strong> aos postos de vacinação de todo o país neste sábado (22), durante o<strong> Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação</strong>. A mobilização busca atualizar a caderneta e ampliar a <strong>proteção contra 20 doenças</strong>.</p><p>A campanha começou em 3 de agosto e segue<strong> até 1º de setembro</strong>. Segundo o <strong>Ministério da Saúde</strong>, as vacinas são oferecidas gratuitamente pelo <strong>Sistema Único de Saúde (SUS)</strong>, de acordo com a idade, o histórico vacinal e as recomendações do calendário nacional.</p><h2>Quais vacinas estarão disponíveis</h2><p>Durante o Dia D, poderão ser aplicados os seguintes imunizantes, conforme a indicação para cada faixa etária:</p><ul><li>BCG;</li><li>Hepatite B;</li><li>Pentavalente;</li><li>Poliomielite inativada (VIP);</li><li>Rotavírus;</li><li>Pneumocócica 10-valente e 20-valente;</li><li>Meningocócica C;</li><li>Influenza;</li><li>Covid-19;</li><li>Febre amarela;</li><li>Meningocócica ACWY;</li><li>Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);</li><li>Varicela;</li><li>DTP;</li><li>Hepatite A;</li><li>Pneumocócica 23-valente;</li><li>dT;</li><li>HPV;</li><li>Dengue.</li></ul><p>A orientação é que os responsáveis levem a caderneta de vacinação para que os profissionais de saúde possam verificar quais doses estão pendentes e indicar a atualização necessária.</p><h2>Pneumo 20 estreia na campanha</h2><p>Esta é a primeira edição da campanha de multivacinação que conta com a<strong> vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20)</strong>, incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em junho deste ano.</p><p>O imunizante amplia a proteção contra doenças provocadas pela bactéria pneumococo, incluindo <strong>pneumonias e meningites</strong>. A vacina está disponível para <strong>crianças menores de 5 anos</strong> e outros grupos conforme as indicações estabelecidas pelo <strong>Ministério da Saúde</strong>.</p><p>A estratégia de vacinação também busca aumentar as coberturas vacinais e evitar o retorno de doenças que já tiveram a circulação controlada no país.</p><h2>Sarampo exige atenção em São Paulo</h2><p>O Ministério da Saúde também reforçou a <strong>vacinação contra o <a href="https://saude.ig.com.br/2026-08-12/sarampo--entenda-sintomas--riscos-e-quando-se-vacinar.html" target="_blank" rel="noopener nofollow">sarampo</a></strong> diante do aumento de casos na <strong>Região das Américas</strong> e da identificação de casos importados no Brasil.</p><p>Em <strong>Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo</strong>, a vacinação contra a doença está sendo realizada de forma indiscriminada para <strong>pessoas de 6 meses a 59 anos</strong>, como medida para evitar a reintrodução da circulação do vírus.</p><p>Entre 3 e 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos.</p><p>O <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/agencias/dw/2026-08-07/o-sarampo-pode-voltar-a-circular-no-brasil-.html" target="_blank" rel="noopener nofollow"><strong>Brasil</strong> mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo</a>, recertificado pela<strong> Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)</strong> em novembro de 2024.</p><h2>Vacinação é gratuita pelo SUS</h2><p>De acordo com o <strong>Ministério da Saúde</strong>, mais de 180 milhões de doses de vacinas já foram distribuídas para garantir o abastecimento dos serviços de vacinação ao longo de 2026.</p><p>Entre os imunizantes mais aplicados estão os contra <strong>influenza, sarampo e poliomielite</strong>.</p><p>A pasta destaca que manter a vacinação em dia é uma das principais formas de evitar a reintrodução e a disseminação de doenças imunopreveníveis. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a atualização da caderneta é importante mesmo para doenças que já foram eliminadas ou controladas no país.</p><p>A recomendação é procurar uma <strong>Unidade Básica de Saúde (UBS)</strong> ou outro ponto de vacinação participante da campanha neste sábado (22).</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-20/dia-d-vacina-contra-20-doencas-neste-sabado-em-todo-o-brasil.html</link><dc:creator>Nathália Fontes</dc:creator><media:credit>Paulo Pinto/Agência Brasil </media:credit><author>Nathália Fontes</author><keywords>campanha de multivacinação 2026, vacina, Brasil, sarampo, UBS, SUS</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a870827772e99cf76679ad3</guid><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 13:59:05 +0000</pubDate><title>Estalos no joelho podem indicar problema? Ortopedista explica</title><description>Dr. Pedro Ribeiro explica quais sinais associados aos estalos merecem investigação e quando pode ser necessário tratamento</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9m/eb/7z/9meb7z17ugxwy8dke29cumaax.jpg"><figcaption>Estalos no joelho podem indicar problema?<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Agachar, levantar da cadeira ou simplesmente dobrar a perna e ouvir um estalo no joelho pode causar preocupação. </p><p>O barulho é relativamente comum e nem sempre significa que exista uma lesão. </p><p>Em algumas situações, ele está relacionado ao próprio funcionamento da articulação, ao movimento de determinadas estruturas ou à formação e liberação de pequenas bolhas de gás no líquido articular.</p><p>A presença de outros sintomas é o que merece maior atenção. </p><p>Dor, inchaço, dificuldade para movimentar a perna ou sensação de instabilidade podem indicar que o ruído precisa ser investigado.</p><p>Segundo o ortopedista <strong>Dr. Pedro Ribeiro</strong>, avaliar as circunstâncias em que o estalo aparece é fundamental para entender se existe algum problema.</p><p>“O estalo isolado, sem dor, inchaço, bloqueio ou perda de função, geralmente não é motivo para preocupação. O que chama a atenção é quando esse barulho aparece junto com outros sintomas ou surge depois de um trauma”, explica.</p><h2>Por que o joelho estala?</h2><p>A articulação do joelho é formada por diferentes estruturas que trabalham em conjunto para permitir os movimentos. </p><p>Ossos, cartilagens, ligamentos, tendões e meniscos participam desse mecanismo e alterações na forma como essas estruturas se movimentam podem provocar ruídos.</p><p>“Existem diferentes situações capazes de produzir estalos. Eles podem ocorrer por alterações na movimentação da patela, por tendões que deslizam sobre estruturas ósseas ou por problemas envolvendo meniscos e cartilagem. Por isso, não é possível determinar a causa apenas pelo som”, afirma Ribeiro.</p><p>Isso significa que dois pacientes que relatam estalos semelhantes podem apresentar situações completamente diferentes. </p><p>Por esse motivo, o barulho isoladamente não é suficiente para estabelecer um diagnóstico.</p><h2>Quando o estalo merece investigação?</h2><p>Um dos principais sinais de alerta é a presença de dor. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Inchaço, sensação de que o joelho está travando, episódios de falseio, dificuldade para apoiar a perna e redução da amplitude dos movimentos também justificam uma avaliação médica.</a></p><p>“Quando o paciente relata dor, aumento de volume ou sensação de instabilidade, precisamos entender o que está acontecendo dentro da articulação. Um estalo acompanhado desses sintomas pode estar relacionado a uma lesão ou alteração que merece tratamento”, ressalta o especialista.</p><p>Também é importante observar quando o problema começou. </p><p>Um estalo que surge durante ou logo após uma torção, queda ou outro trauma merece atenção especial.</p><p>Em atividades esportivas, por exemplo, uma torção seguida de estalo, principalmente quando há dor imediata, inchaço ou dificuldade para continuar o exercício, pode estar relacionada a lesões ligamentares ou meniscais.</p><h2>Ressonância é necessária em todos os casos?</h2><p>Nem sempre. Segundo Dr. Pedro Ribeiro, a investigação começa pela história relatada pelo paciente e pelo exame físico. </p><p>Exames de imagem podem ser solicitados quando existe indicação clínica.</p><p>“A avaliação clínica é fundamental. A ressonância magnética, por exemplo, pode ser útil em determinadas situações, mas não deve ser interpretada de forma isolada. O exame precisa ser relacionado aos sintomas e aos achados do exame físico”, afirma.</p><p>A análise conjunta dessas informações permite identificar se o estalo representa apenas uma característica do movimento daquela articulação ou se existe alguma alteração que precisa ser acompanhada.</p><h2>Todo joelho que estala precisa de tratamento?</h2><p>A resposta também depende da causa. Em muitos casos, principalmente quando existe indicação de intervenção conservadora, fisioterapia e exercícios direcionados ao fortalecimento e ao controle dos movimentos podem ser suficientes.</p><p>Procedimentos como medicamentos, infiltrações ou cirurgias não são necessários simplesmente porque existe um ruído na articulação. </p><p>A cirurgia fica reservada para situações específicas, de acordo com o diagnóstico e o comprometimento funcional apresentado pelo paciente.</p><p>“Nem todo joelho que estala precisa de medicamento, infiltração ou cirurgia. O mais importante é descobrir por que aquele estalo está acontecendo e se existe alguma alteração associada. Quando há indicação de tratamento, o objetivo é recuperar a função, reduzir os sintomas e evitar a progressão do problema”, conclui Dr. Pedro Ribeiro.</p><p>Por isso, ouvir um estalo ocasional sem qualquer outro sintoma não significa necessariamente que algo esteja errado. </p><p>A atenção deve aumentar quando o barulho passa a ser acompanhado de dor, inchaço, travamento, instabilidade, dificuldade para apoiar a perna, limitação dos movimentos ou quando surge após um trauma.</p><p> Nesses casos, a avaliação ajuda a identificar a origem do problema e definir se algum tratamento é necessário.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-20/estalos-no-joelho-podem-indicar-problema--ortopedista-explica.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Cuidados, Dr. Pedro Ribeiro</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a870639772e99cf76679aca</guid><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 13:50:51 +0000</pubDate><title>Agosto Cinza reforça alerta para diagnóstico precoce da catarata</title><description>Doença atinge cerca de 14 milhões de brasileiros e pode comprometer a autonomia quando não diagnosticada e tratada</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/05/24/3f/05243f4dbmdjmlpg0jr0r8mr1.jpg"><figcaption>Diagnóstico precoce da catarata<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Visão embaçada, maior sensibilidade à luz, dificuldade para enxergar à distância e a impressão de que as cores perderam a intensidade podem ser sinais de catarata. </p><p>Considerada a principal causa de cegueira reversível no Brasil, a doença ganha atenção durante o <strong>Agosto Cinza</strong>, campanha dedicada à conscientização sobre a importância do diagnóstico e do tratamento para preservar a visão e a qualidade de vida.</p><p>Pesquisas epidemiológicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que a catarata afeta cerca de 14 milhões de brasileiros. </p><p>A Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) estima ainda que aproximadamente 550 mil novos casos sejam diagnosticados anualmente no país.</p><p>A doença ocorre quando o cristalino, lente natural dos olhos responsável por focalizar as imagens, perde progressivamente sua transparência.</p><p> Conforme a opacificação avança, enxergar pode se tornar semelhante a olhar através de um vidro fosco.</p><p>Além da visão embaçada, outros sinais merecem atenção. </p><p>Dificuldade para enxergar à distância, sensibilidade à luz, alterações na percepção das cores e necessidade frequente de trocar os óculos estão entre os sintomas mais comuns.</p><h2>Catarata não acontece somente pela idade</h2><p>O envelhecimento é o principal fator de risco e explica por que a catarata aparece com maior frequência entre idosos. </p><p>Isso, porém, não significa que toda alteração visual depois dos 60 anos deva ser considerada normal ou simplesmente aceita.</p><p>Segundo o oftalmologista <strong>Dr. Antônio Sardinha</strong>, do Hospital de Olhos de Cuiabá (HOC), procurar avaliação antes que exista um comprometimento importante da visão pode fazer diferença.</p><p>“A catarata é uma condição muito comum, principalmente após os 60 anos, mas hoje contamos com diagnóstico preciso e tratamento seguro. O mais importante é que o paciente não espere a perda importante da visão para procurar avaliação oftalmológica”, afirma.</p><p>A idade também não é o único fator associado ao desenvolvimento da doença. </p><p>Diabetes, uso prolongado de corticoides, traumas oculares e exposição excessiva à radiação ultravioleta podem aumentar o risco.</p><p>Por isso, mudanças na capacidade de enxergar precisam ser investigadas independentemente da idade, principalmente quando começam a interferir em atividades rotineiras.</p><h2>Quando a catarata começa a interferir na rotina</h2><p>A perda progressiva da visão pode afetar tarefas que antes pareciam simples. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Ler, dirigir, reconhecer pessoas à distância ou realizar atividades que exigem maior precisão visual podem se tornar difíceis conforme a doença avança.</a></p><p>A redução da autonomia é justamente um dos motivos pelos quais o acompanhamento oftalmológico ganha importância. </p><p>A indicação do tratamento considera a realidade de cada paciente e o impacto da catarata em sua qualidade de vida.</p><p>“Cada paciente deve ser analisado de forma individual. A indicação do tratamento não depende apenas da presença da catarata, mas principalmente do impacto que ela causa nas atividades do dia a dia e na qualidade de vida”, explica Sardinha.</p><h2>Como funciona a cirurgia</h2><p>Quando indicada, a cirurgia consiste na retirada do cristalino que perdeu a transparência e na implantação de uma lente intraocular.</p><p>Segundo o especialista, os avanços ocorridos na área tornaram o procedimento mais rápido e permitiram uma recuperação visual em um período menor. </p><p>Em muitos casos, a cirurgia dura poucos minutos e o paciente já percebe melhora nos primeiros dias após a operação.</p><p>“A cirurgia de catarata evoluiu muito nos últimos anos. Atualmente utilizamos técnicas modernas, com anestesia local e rápida recuperação. Trata-se de um procedimento seguro, que permite restaurar a visão comprometida pela opacificação do cristalino e devolver autonomia ao paciente”, ressalta.</p><p>A possibilidade de recuperar a visão é um dos principais pontos abordados durante o Agosto Cinza. </p><p>Por ser uma causa de cegueira reversível, identificar a catarata e acompanhar sua evolução permite definir o momento adequado para realizar o tratamento.</p><p>O alerta ganha ainda mais importância a partir dos 50 anos, quando consultas oftalmológicas regulares ajudam a identificar alterações visuais que podem surgir de maneira gradual e, inicialmente, serem confundidas com mudanças naturais provocadas pelo envelhecimento.</p><p>O Agosto Cinza reforça, portanto, uma orientação que vale para todo o ano: alterações na visão não devem ser ignoradas. </p><p>O acompanhamento periódico permite identificar a catarata em suas fases iniciais, avaliar sua evolução e estabelecer, de maneira individualizada, quando o tratamento passa a ser necessário.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-20/agosto-cinza-reforca-alerta-para-diagnostico-precoce-da-catarata.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Atenção, Dr. Antônio Sardinha</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8703cc772e99cf76679ac6</guid><pubDate>Thu, 20 Aug 2026 13:40:30 +0000</pubDate><title>Bullying no trabalho pode afetar saúde mental e desempenho</title><description>Psicóloga Denise Milk explica como humilhações, isolamento e críticas recorrentes podem comprometer a vida dentro e fora do trabalho</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/00/9q/tr/009qtr89cf6gp6slfvn0bwlmq.jpg"><figcaption>Bullying no trabalho pode afetar saúde mental e desempenho<span class="copyright">Canva </span></figcaption></figure><p>Nem toda discussão entre colegas significa que existe bullying no ambiente de trabalho. </p><p>Divergências, cobranças e momentos de tensão fazem parte das relações profissionais. </p><p>O problema começa quando humilhações, constrangimentos, isolamento ou tentativas de desqualificar alguém deixam de ser episódios pontuais e passam a se repetir, fazendo com que trabalhar se transforme em uma fonte constante de sofrimento.</p><p>Segundo a psicóloga <strong>Denise Milk</strong>, observar a frequência e a maneira como essas situações acontecem ajuda a diferenciar um conflito profissional de um comportamento sistemático de intimidação.</p><p>“O bullying no ambiente de trabalho pode aparecer de diferentes formas, como comentários depreciativos, exposição ao ridículo, isolamento, críticas constantes ou tentativas de desvalorizar a capacidade profissional. O que merece atenção é quando essas situações se repetem e passam a atingir a autoestima e o bem-estar da pessoa”, afirma.</p><p>As agressões nem sempre acontecem de maneira explícita. </p><p>Comentários apresentados como brincadeiras, exclusão recorrente de conversas ou atividades, críticas direcionadas sempre à mesma pessoa e atitudes que colocam em dúvida sua competência podem fazer parte dessa dinâmica.</p><h2>Quando o trabalho começa a afetar a saúde mental</h2><p>A exposição frequente a situações desse tipo pode provocar insegurança, ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração e perda de motivação. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">Com o passar do tempo, o trabalhador também pode começar a questionar a própria capacidade profissional.</a></p><p>“O trabalhador pode começar a acreditar que realmente não é competente ou que está sempre fazendo algo errado. Essa internalização das críticas pode aumentar o sofrimento e fazer com que a pessoa tenha dificuldade até para reconhecer que está sendo vítima de uma situação inadequada”, explica Denise.</p><p>Esse processo pode interferir diretamente no desempenho. </p><p>A preocupação com a próxima crítica ou situação constrangedora ocupa espaço que deveria estar direcionado às atividades profissionais, enquanto a insegurança pode fazer com que decisões simples passem a gerar medo.</p><p>Algumas pessoas começam ainda a evitar reuniões, determinados espaços da empresa ou colegas relacionados às situações de intimidação.</p><p> O ambiente profissional deixa de ser percebido somente como local de trabalho e passa a despertar um estado constante de alerta.</p><h2>Os sinais podem continuar depois do expediente</h2><p>Outro ponto de atenção aparece quando os efeitos deixam de ficar restritos ao horário de trabalho. </p><p>Dificuldade para dormir, preocupação constante antes de iniciar o expediente, alterações de humor e afastamento de atividades que anteriormente davam prazer podem indicar que a situação já está comprometendo outras áreas da vida.</p><p>A antecipação do retorno ao trabalho também pode se tornar uma fonte de angústia. </p><p>Domingo à noite, fim das férias ou simplesmente o horário de sair de casa podem passar a ser associados ao medo de reencontrar determinada pessoa ou vivenciar uma nova situação de constrangimento.</p><p>Segundo Denise, reconhecer esses sinais é importante para que o trabalhador não tente enfrentar tudo sozinho.</p><p>“Conversar com pessoas de confiança, registrar situações recorrentes e procurar os canais disponíveis dentro da própria organização são medidas que podem ajudar. Quando o sofrimento emocional já está afetando a vida pessoal ou profissional, também é importante buscar acompanhamento psicológico”, ressalta.</p><h2>Empresas também têm responsabilidade</h2><p>A psicóloga chama atenção para um ponto importante: combater comportamentos abusivos não pode ser responsabilidade exclusiva da pessoa que está sofrendo.</p><p>A existência de canais seguros para relatos e denúncias, regras claras sobre comportamentos inadequados e uma resposta efetiva diante dos casos são medidas que ajudam a evitar a normalização de situações de humilhação e intimidação dentro das equipes.</p><p>“É fundamental que as organizações tenham canais seguros de comunicação, políticas claras contra comportamentos abusivos e uma postura ativa diante das denúncias. Um ambiente de trabalho saudável depende de relações baseadas em respeito e limites”, conclui Denise Milk.</p><p>Identificar o problema também significa entender que cobrança profissional e bullying não são sinônimos. </p><p>Feedbacks, correções e avaliações fazem parte da rotina de trabalho, mas não precisam envolver exposição, humilhação ou ataques pessoais.</p><p> Quando esse limite é ultrapassado repetidamente e começa a comprometer a saúde emocional, o problema deixa de ser apenas uma relação difícil entre colegas e passa a exigir atenção.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-20/bullying-no-trabalho-pode-afetar-saude-mental-e-desempenho.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Canva </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Saúde Mental, Psicóloga Denise Milk</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a85fc8700f925f744ea39fb</guid><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 19:59:20 +0000</pubDate><title>Autorizações para importação de cannabis aumentam 29% em 2026</title><description>Anvisa autorizou mais de 116 mil importações de produtos à base de cannabis medicinal no primeiro semestre, alta de quase 29% em um ano.</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/en/t8/yg/ent8yg5wefmy1qgqy7y91w2xd.jpg"><figcaption>Maconha - Cannabis <span class="copyright">shutterstock  </span></figcaption></figure><p>A <strong>Agência Nacional de Vigilância Sanitária</strong> (<strong>Anvisa</strong>) autorizou, entre janeiro e junho de 2026, um total de <strong>116.372 importações</strong> de produtos à base de <strong>cannabis medicinal</strong>, aumento de quase 29% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os números fazem parte de levantamento feito pela Cannect, ecossistema de saúde voltado ao cuidado integral de pacientes com doenças crônicas, com base em informações obtidas via Lei de Acesso à Informação (LAI).</p><p>De acordo com o relatório, o mês de junho registrou <strong>18.255 pedidos</strong>, mantendo a alta observada ao longo do ano. Salvo o pico atípico registrado em março (23.199), a média de 2026 tem se mantido na casa de quase 20 mil autorizações mensais contra as 15 mil observadas no primeiro semestre de 2025. Na <strong>avaliação da Cannect</strong>, os números demostram uma mudança estrutural no comportamento do paciente, indicando que a cannabis deixou de ser uma terapia alternativa de exceção para se consolidar como um tratamento de manutenção para milhares de brasileiros com doenças crônicas.</p><h2>Legislação </h2><p>Em fevereiro, a <strong>Anvisa</strong> publicou a <strong>Resolução da Diretoria Colegiada</strong> (RDC) 1.015/2026, que atualizou o marco regulatório sobre a autorização sanitária para fabricação e importação de produtos de cannabis para uso medicinal humano, instituído pela RDC 327/2019. A nova norma entrou em vigência em 4 de maio deste ano e a agência esclareceu alguns de seus dispositivos por meio de perguntas e respostas adaptadas a partir de dúvidas recebidas pelos canais de atendimento e de discussões técnicas realizadas durante o processo regulatório de revisão.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-19/autorizacoes-para-importacao-de-cannabis-aumentam-29--em-2026.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>shutterstock  </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, Cannabis, Anvisa, Cannect</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a85d82400f925f744ea39b9</guid><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 18:03:27 +0000</pubDate><title>Dia D de vacinação será realizado neste sábado em todo o país</title><description>Foco é a atualização da caderneta vacinal de crianças e adolescentes de até 15 anos; confira as doses que poderão ser aplicadas na ação</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/9m/c5/23/9mc523avreort3918606ed5ao.jpg"><figcaption>Crianças e adolescentes de até 15 anos devem atualizar a caderneta de vacinas<span class="copyright">Divulgação/ Agevisa </span></figcaption></figure><p>Crianças e adolescentes menores de 15 anos devem comparecer a uma unidade básica de saúde (UBS) ou a qualquer ponto de vacinação em todo o país neste sábado (22) para o <strong>Dia D da Campanha de Multivacinação</strong>. O objetivo é atualizar a caderneta vacinal.</p><p>A campanha começou no início do mês e segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 doses do <strong>Calendário Nacional de Vacinação</strong> que protegem contra doenças como meningites, tuberculose e cânceres associados à infecção pelo HPV.</p><p>Pela primeira vez, a campanha conta com a<strong> vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20), incorporada em junho ao calendário</strong>. A dose amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos.</p><p>Até a última quarta-feira (18), o<strong> Ministério da Saúde</strong> havia distribuído mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o país ao longo do ano. Vacinas contra a influenza, o sarampo (tríplice viral) e a poliomielite foram as mais aplicadas.</p><p>Durante o Dia D, as seguintes vacinas poderão ser aplicadas (conforme faixa etária, histórico vacinal e indicação):</p><p>BCG; hepatite B; penta (DTP/Hib/HB); poliomielite (VIP); rotavírus humano; pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente; meningocócica C; influenza; covid-19; febre amarela; meningocócica ACWY; tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); varicela; DTP; hepatite A; dT; HPV4; dengue tetravalente. Sarampo</p><p>Diante do aumento de <strong>casos de sarampo</strong> nas Américas e do registro de casos importados no Brasil, o ministério mantém a estratégia de vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em <strong>Guarulhos (SP), em São Bernardo do Campo (SP) e na capital paulista.</strong></p><p>Dados da pasta mostram que, de 3 a 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos – o equivalente a 16,5% das aplicações.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-19/dia-d-de-vacinacao-sera-realizado-neste-sabado-em-todo-o-pais.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Divulgação/ Agevisa </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Atualização, Caderneta vacinal, crianças, adolescentes, Dia D, Campanha, Sábado, Brasil</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a847030e65e6ab305ef65fd</guid><pubDate>Wed, 19 Aug 2026 11:57:16 +0000</pubDate><title>Mais de 1 milhão de doses de vacinas são aplicadas em São Paulo</title><description>Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram 795.418 contra o sarampo e 252.382 de outros imunizantes</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/7j/yk/k3/7jykk36y0031s5xy2qkzd2zrt.jpg"><figcaption>Campanha de vacinação nas UBSs de São Paulo<span class="copyright">Ciete Silvério/ Prefeitura de São Paulo </span></figcaption></figure><p>Desde o início da Campanha de Multivacinação – De Olho na Carteirinha 2026, em 3 de agosto, até o último sábado (15), a capital paulista aplicou mais de 1 milhão de doses de vacinas em toda a cidade.</p><p>Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram 795.418 contra o sarampo e 252.382 de outros imunizantes.</p><p>“Os resultados alcançados nessas duas semanas reforçam a importância de manter a caderneta atualizada e aproveitar a oportunidade para colocar a vacinação em dia. A imunização é a principal estratégia de prevenção contra o sarampo e outras doenças imunopreveníveis”, diz a secretaria.</p><p>A campanha visa reforçar as ações de vacinação contra o sarampo, além de atualizar a caderneta de crianças, adolescentes, adultos e idosos.</p><p>De acordo com a Secretaria de Saúde, até o momento foram confirmados 20 casos de sarampo neste ano na capital. Outros 376 casos estão em investigação e 275 foram descartados. Não há registro de mortes pela doença.</p><p>A dose zero contra o sarampo segue disponível para crianças de 6 a 11 meses de idade em todas as unidades básicas de Saúde (UBSs).</p><p>Desde 29 de junho, foram aplicadas 43.281 doses nesse grupo.</p><p>“ A SMS reitera que a dose zero não substitui as demais previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses”.</p><p>Segundo o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, o objetivo é ampliar cada vez mais a proteção da população e, principalmente, garantir que crianças, adolescentes e adultos estejam com a caderneta atualizada.</p><p>“A vacinação é uma das formas mais importantes de prevenção e contamos com a participação de toda a população nessa estratégia”, afirma.</p><p>Para facilitar o acesso à vacina, a prefeitura orienta a população a acessar a plataforma "De Olho na Fila", para escolher o local de vacinação.</p><p>A orientação é fazer a consulta diretamente pelo site, que apresenta as unidades com doses disponíveis e é atualizado durante o horário de funcionamento das UBSs, das 7h às 19h.</p><p>As vacinas são oferecidas nas 483 UBSs da cidade, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e, aos sábados, nas assistências médicas ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, no mesmo horário.</p><p>A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/2026-08-19/mais-de-1-milhao-de-doses-de-vacinas-sao-aplicadas-em-sao-paulo.html</link><dc:creator>Agência Brasil</dc:creator><media:credit>Ciete Silvério/ Prefeitura de São Paulo </media:credit><author>Agência Brasil</author><keywords>Saude, Multivacinacao, Campanha, Sao Paulo, sarampo</keywords><internationalize>false</internationalize><section>4f4e7f6a23507c1f2400068f</section></item><item><guid isPermaLink="false">6a8490f65cff05412a537ce0</guid><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 17:06:00 +0000</pubDate><title>Decisões impulsivas podem custar milhões às empresas</title><description>Dra. Érica Belon explica como vieses cognitivos influenciam líderes e por que a neurogovernança ganha espaço</description><content:encoded><![CDATA[<figure><img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/34/ee/i7/34eei7hl47spjavyz9hp8oq5c.jpg"><figcaption>Dra. Érica Belon<span class="copyright">Caique Leitte </span></figcaption></figure><p>Todos os dias, executivos tomam decisões que movimentam milhões de reais. </p><p>A maioria acredita estar agindo de forma totalmente racional, baseada em dados e análises, mas a ciência mostra que nem sempre é assim. </p><p>Sob pressão, o cérebro tende a recorrer a atalhos mentais que aceleram o processo de decisão, mas também aumentam o risco de erros estratégicos.</p><p>Esses atalhos são conhecidos como vieses cognitivos. </p><p>Eles ajudam o cérebro a economizar energia em situações do dia a dia, porém podem influenciar julgamentos importantes dentro das empresas, afetando desde investimentos e contratações até negociações, inovação e gestão de crises.</p><p>Para a empresária, palestrante, doutora em Administração de Negócios e neurocientista <strong>Érica Belon</strong>, compreender esse funcionamento é uma necessidade cada vez maior para líderes que ocupam posições estratégicas.</p><p>“O cérebro humano foi desenvolvido para garantir nossa sobrevivência, não para administrar organizações complexas. Em momentos de pressão, ele busca respostas rápidas e nem sempre as decisões mais acertadas.”</p><p>Segundo ela, um dos maiores desafios da liderança moderna é justamente reconhecer que ninguém está imune aos próprios vieses. </p><p><a href="https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/">O excesso de confiança, a dificuldade em mudar de opinião diante de novas evidências, a influência das emoções e até decisões baseadas em experiências passadas podem comprometer resultados sem que o gestor perceba.</a></p><p>É nesse contexto que cresce o interesse pela neurogovernança, abordagem que une conhecimentos da neurociência, comportamento humano e governança corporativa para tornar os processos decisórios mais conscientes. </p><p>A proposta não é eliminar a intuição, mas criar mecanismos que reduzam interferências inconscientes e aumentem a qualidade das decisões.</p><p>Na prática, isso significa estimular debates mais diversos, questionar certezas aparentemente absolutas, utilizar dados de forma crítica e criar ambientes onde opiniões divergentes possam ser consideradas antes de uma decisão estratégica.</p><p>O tema ganha relevância em um cenário de mudanças aceleradas, no qual empresas precisam responder rapidamente a transformações econômicas, tecnológicas e sociais. </p><p>Para especialistas, desenvolver líderes capazes de compreender o funcionamento da própria mente pode representar uma vantagem competitiva tão importante quanto investir em tecnologia ou inovação.</p><p>A liderança do futuro passa também por aprender a administrar o próprio cérebro. </p><p>Afinal, decisões estratégicas continuam sendo tomadas por pessoas e entender como elas pensam pode ser um dos caminhos para reduzir erros, fortalecer a governança e construir empresas mais preparadas para ambientes de alta complexidade.</p>]]></content:encoded><link>https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-08-18/decisoes-impulsivas-podem-custar-milhoes-as-empresas.html</link><dc:creator>Roberta Nuñez</dc:creator><media:credit>Caique Leitte </media:credit><author>Roberta Nuñez</author><keywords>Neurogovernança, Dra. Érica Belon</keywords><internationalize>false</internationalize><section>68ee40da5c93cbf2206591b4</section></item></channel></rss>