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O Saúde da Família é considerado um dos programas mais bem sucedidos da rede pública de atenção básica. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que, nos municípios que oferecem o serviço, a redução da taxa de mortalidade infantil é 20% maior do que nas cidades sem o programa.

A cada 10% de aumento da cobertura de atendimento dos agentes do programa, a taxa de mortalidade das crianças diminui 4,6%.


Os cuidados primários feitos de porta em porta pelas equipes do programa evitaram a morte de 35 mil crianças nos últimos cinco anos, de acordo com o estudo do ministério. Os índices são calculados com base em indicadores internacionais. A tendência em todo o mundo é de conseguir melhorias sensíveis quando se investe em atenção primária, comenta Clésio Mello de Castro, coordenador geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde.

A região Nordeste é a que mais ampliou o atendimento da população com os médicos de família. Ao todo, 37,5 milhões de pessoas são atendidas pelas equipes do programa, atingindo 99,3% dos municípios da região. Nacionalmente, a estratégia é adotada por 94,2% das cidades brasileiras, atendendo 95,1 milhões de cidadãos. Em 2003, 54,9 milhões de pessoas eram atendidas pelo programa.

O importante é que a população tenha acesso rápido à saúde e é fundamental trabalhar pela prevenção, evitando a urgência e a emergência, conclui Clésio.

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