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WASHINGTON - Scott Brown, o senador eleito de Massachusetts que sucederá o democrata Ted Kennedy, viajou nesta quinta-feira a Washington para uma série de reuniões com os líderes republicanos do Senado, em meio à tempestade política causada entre os democratas por causa da vitória.

Brown venceu a democrata Martha Coakley na terça-feira na eleição especial de Massachusetts, que elegeu o senador para ocupar até 2012 a cadeira deixada por Kennedy, que morreu em agosto do ano passado por causa de um câncer cerebral.


Scott Brown comemora resultado da eleição / AP

O senador de Massachusetts começou o dia com reuniões com o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, e com o senador e ex-candidato presidencial John McCain, segundo fontes legislativas.

Brown se transformou no "voto (republicano) número 41" no Senado e, com isso, democratas perderam a maioria na Casa, o que possibilita à oposição atrasar o debate e aprovação final da reforma de saúde e de qualquer projeto de lei ao que se opuserem. A reforma da saúde é a principal prioridade doméstica do governo de Barack Obama, que na quarta-feira completou seu primeiro ano no poder .

Os republicanos agora pressionam para que Brown assuma o cargo o mais breve possível, mas os democratas disseram que só permitirão esse trâmite quando se certificarem dos resultados da eleição.

Em geral, os republicanos foram contra a reforma de saúde - aprovada de forma preliminar em ambas as Casas do Congresso -, porque a consideram uma onerosa ingerência do governo, além de reclamarem de terem sido excluídos do processo de negociação.

A reforma de saúde é a máxima prioridade legislativa de Obama e dos democratas no Congresso, que agora avaliam as opções para conseguir uma aprovação definitiva.

Nesse sentido, em declarações à rede "CBS", McCain afirmou nesta quinta-feira que a reforma de saúde, como foi negociada pelos democratas, "está morta", porque, segundo ele, é "rejeitada pela maioria dos americanos".

A negociação para a reforma de saúde "foi um enorme erro de cálculo não só pela forma como tentaram conseguir a aprovação dessa legislação de forma estritamente partidária, mas também porque se esqueceram do que preocupa a maioria dos americanos, que é a economia e os empregos", enfatizou.

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