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Ana Cristina Gales, professora de infectologia da Unifesp, diz que hospitais não sabem monitorar casos

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O aumento de casos de infecção hospitalar provocada pela superbactéria KPC no Brasil reforça a necessidade de melhorar o sistema de vigilância de resistência bacteriana e de discutir as formas de prevenção, diz Ana Cristina Gales, professora de infectologia da Universidade Federal de São Paulo. “Muitos hospitais não sabem como e para quem mandar amostras”, alerta.

Ela considera simplista a versão que atribui a resistência bacteriana apenas ao abuso de antibióticos. “As razões que levam uma bactéria a driblar a ação dos antibióticos não são totalmente conhecidas. O abuso do medicamento pode interferir, mas não é o único fator”, diz. “Antibióticos são levados para o ambiente de diversas formas. Isso também tem de ser analisado.”

Uma das formas de bactérias do meio ambiente terem contato com antibióticos é por meio de dejetos de esgotos de hospitais e da produção da indústria. Outro ponto relevante é o uso dos medicamentos na agricultura e no tratamento de animais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .