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Crianças de dois a cinco anos e adultos de 30 a 39 anos têm mais dois dias para tomar a vacina

Quarta-feira (2) é o prazo final para os dois últimos grupos se imunizarem contra a gripe H1N1. Crianças de dois a cinco anos e adultos de 30 a 39 anos tem até as 18h para se vacinarem.

As gestantes que não tomaram a vacina também devem procurar um dos 36 mil postos do País. O Ministério da Saúde recomenda que os Estados e Municípios que não cumpriram a meta em grupos já imunizados realizem busca ativa para garantir a cobertura de 80% para todos os grupos.

“Faço um apelo aos pais e responsáveis que levem as crianças aos postos de vacinação. O recado também é importante para os adultos de 30 a 39 anos, que estão nesta última etapa”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Segundo o ministro, até a manhã da segunda-feira (31), foram registradas quase 70 milhões de doses aplicadas, superando a campanha de vacinação contra rubéola, que imunizou 67 milhões de pessoas.

A meta de imunizar pelo menos 80% do público-alvo já foi atingida para quase todos os grupos: profissionais de saúde, crianças de seis meses a menores de dois anos, portadores de doenças crônicas e indígenas. Para o público de 20 a 29 anos, está bem próximo da meta, com 79,5% de doses aplicadas. Nos adultos de 30 a 39 anos, a cobertura é de 54% e nas gestantes, 70%, com mais de dois milhões de vacinadas.

Importância da vacinação

O critério para a escolha da população alvo das doses gratuitas está baseado na primeira onda de contágio da nova gripe, que chegou ao Brasil em maio do ano passado e fez quase 30 mil vítimas. Por ser um vírus que nunca antes havia circulado no mundo, foi preciso avaliar o perfil de incidência da primeira epidemia, para então definir o grupo a ser protegido pela imunização nacional e sem custos.

Em 2010, foram registradas 540 internações da gripe H1N1, até o dia 8 de maio. Desse total, 18% dos casos foram relacionados à gestação. Em relação às mortes, um total de 64, as gestantes foram 30%.

No ano passado, de 2.051 óbitos registrados, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas. Entre as grávidas (189 morreram, ao todo), a letalidade entre os casos graves foi 50% maior que na população geral. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416, no total).

Sintomas

O Ministério da Saúde alerta para os efeitos colaterais da vacina. Febre pequena, mal estar e dor no braço são sintomas comuns para quem tomou o medicamento.

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