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País contabilizou 353 casos da doença nos últimos sete meses e governo diz que evolução "segue sazonalidade da doença"; SP foi recordista de casos

Mosquito do gênero Haemagogus é um dos principais transmissores de febre amarela silvestre no Brasil
Divulgação/Fiocruz
Mosquito do gênero Haemagogus é um dos principais transmissores de febre amarela silvestre no Brasil

O Brasil contabilizou 353  casos de febre amarela no período entre o início de julho de 2017 e os primeiros dias desta semana. De acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (7) pelo Ministério da Saúde, 98 pessoas morreram em todo o País por conta da doença nos últimos sete meses. Os números são inferiores aos registrados no período anterior, entre julho de 2016 e fevereiro de 2017, quando foram constatados 509 casos e 159 mortes em decorrência da doença.

Segundo o novo relatório, as autoridades de saúde foram notificadas de 1.286 casos de febre amarela suspeitos nos últimos sete meses, sendo que 510 foram descartados e 423 ainda estão sob investigação.

O estado com maior número de casos da doença nos últimos sete meses foi São Paulo, que teve 161 pessoas infectadas e 41 mortes. O alto número de casos em território paulista levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a  incluir São Paulo na lista de áreas de risco onde para a doença.

Em nota, o Ministério da Saúde considerou que os índices revelam que a evolução dos casos tem seguido "a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão".

Para tentar conter o avanço da doença no País, o governo lançou no último dia 25 uma grande campanha ministrada com a dose fracionada da vacina – que é quando uma única dose é repartida para cinco pessoas.

O Ministério da Saúde garante que essa dose menor proporciona imunização contra a doença por ao menos oito anos, mas novos estudos sobre a eficácia da medida ainda estão em andamento.

Leia também: Saiba tudo sobre quem pode ou não tomar vacina contra febre amarela

Em Minas, balanço do governo estadual diverge de dados do Ministério da Saúde

Em Minas Gerais, a autoridade federal de saúde contabilizou o registro de 157 casos, com 44 mortes. Mas a Secretaria estadual de saúde divulgou balanço próprio nessa terça-feira (6) informando que 164 pessoas já foram atendidas no estado infectadas com a febre amarela. Desses casos, 61 evoluíram para a morte dos pacientes.

O governo estadual calcula que 83,38% da população de Minas Gerais já foi vacinada contra a febre amarela, mas ainda há cerca de 3,3 milhões de pessoas que ainda não foram imunizadas contra a doença.

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