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Ortopedista que já acompanhou seleção feminina de handebol aponta os problemas mais recorrentes das modalidades esportivas e como evitá-los

O armênio Andranik Karapetyan quebrou o braço após tentar erguer 195kg em uma prova de levantamento de peso
Marcelo Machado De Melo/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O armênio Andranik Karapetyan quebrou o braço após tentar erguer 195kg em uma prova de levantamento de peso

O chocante vídeo que mostra um halterofilista armênio quebrando o braço esquerdo  após erguer 195kg nos Jogos Olímpicos do Rio é um exemplo extremo de como levantar peso muito além do que se está acostumado pode acabar sendo prejudicial. Nas imagens, o antebraço do esportista simplesmente despenca para trás ao não suportar os quilos colocados na barra. Mas lesões como a adquirida por Andranik Karapetyan não são raras entre atletas, sejam eles profissionais ou amadores. E podem ir desde simples machucados até danos cerebrais graves. 

Mesmo aquelas modalidades praticadas por mais pessoas regularmente, como corrida, futebol e vôlei, podem apresentar riscos a seus praticantes. No atletismo e no futebol, por exemplo, as lesões mais comuns são as musculares, como distensões e rupturas, afirma o ortopedista Leandro Gregorut, que já foi médico da seleção brasileira feminina de handebol. Também não são raros entorses de tornozelo e joelho .

"Alguns problemas podem ser resolvidos com alguns dias ou semanas de fisioterapia. Mas, quando ocorre uma ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) no joelho, por exemplo, é necessário tratamento cirúrgico e ao menos seis meses longe dos esportes", conta ele.

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Handebol, vôlei e basquete, modalidades em que os dedos dos atletas ficam muito vulneráveis, também podem gerar entorses de tornozelos, joelhos, além de lesões nos ombros, enquanto praticantes de boxe correm risco de contusões nos punhos e no rosto  – que podem até mesmo levar a lesões cerebrais de longo prazo.


Repetição de movimentos

Apesar de as lesões poderem ocorrer tanto entre praticantes de atividade física amadores quanto entre profissionais, há uma grande diferença entre os dois tipos de atleta: a intensidade e a quantidade de movimentos que cada um aplica em sua modalidade. Isso porque quanto maior o volume de treino e as repetições, mais fácil será para o cérebro memorizar "aquele movimento perfeito".

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Assim, para que a repetição constante não acabe se tornando uma lesão, são fundamentais os treinos “específicos” com “fortalecimento geral”. “Quando o atleta faz o treino e fortalecimento geral de maneira correta, diminui a chance de se lesionar e aumenta a sua performance", explica Gregorut. "Aqueles que não realizam os treinos de fortalecimento complementar têm um histórico de lesões maior, pioram sua performance e encurtam a carreira profissional.” 

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