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Tipo de câncer de pele mais grave tem origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele, e pode ser incurável

Sintoma mais comum de cânceres de pele, como o melanoma, é o surgimento de uma pinta escura e de formato irregular
Thiago Queiroz/ AGE/ Estadão Conteúdo
Sintoma mais comum de cânceres de pele, como o melanoma, é o surgimento de uma pinta escura e de formato irregular

Um grupo de cientistas israelenses e alemães pode ter encontrado uma forma de deter o melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. De acordo com artigo publicado na revista “Nature Cell Biology”, uma molécula atua como supressor do crescimento de tumores, reduzindo as chances de reprodução das células cancerígenas.

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O objetivo dos pesquisadores é transformar o melanoma em uma doença sem riscos e facilmente tratável.

"É um passo importante no caminho para um remédio completo para uma das doenças mais mortais, o câncer de pele", afirma Carmit Levy, líder da pesquisa realizada em uma parceria da Universidade Tel Aviv, em Israel, e do Centro de Pesquisa do Câncer da Alemanha, em Heidelberg.

Sobre a doença

O melanoma é um tipo de câncer de pele com origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil, o melanoma representa apenas 3% dos tumores malignos do órgão.

O maior problema é o risco de metástase, quando o câncer se espalha para outras partes do corpo. No caso de diagnóstico precoce, os resultados de tratamento podem ser positivos.

A estimativa é a de que 5.670 novos casos sejam registrados em 2016, sendo 3 mil homens e mais de 2,6 mil mulheres. O problema pode ocorrer a partir de pele normal ou de uma lesão pigmentada. O sintoma mais característico é o aparecimento de uma pinta escura  de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação – no caso de uma já existente, pode ser notado aumento no tamanho, alteração na cor e na forma.

Pessoas de pele mais clara são as que correm mais risco, junto com aquelas que se expõe muito ao sol, tem histórico de câncer ou familiar com melanoma e intolerantes ao sol.

Prevenção

A melhor forma de se prevenir o câncer de pele é evitando a exposição ao sol entre 10h e 16h, quando os raios solares são mais intensos. Os especialistas aconselham uso de chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares com fator mínimo de proteção 15.

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A cirurgia é o tratamento mais indicado contra o melanoma. O paciente também pode precisar passar por radio e quimioterapia. Quando ocorre metástase, porém, o câncer é incurável na maioria dos casos. O trabalho passa a ser paliativo, com objetivo de aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa.

*Com informações da Agência Ansa

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