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Pesquisas mostram que tabagismo abrevia em dez anos a vida dos homens, enquanto mulheres acabam perdendo em média 14 anos quando fumam

Mulheres perdem uma proteção natural do organismo que é o estrógeno, que as protegem de problemas do coração
Itaci Batista/ AEP/ Agência Estado
Mulheres perdem uma proteção natural do organismo que é o estrógeno, que as protegem de problemas do coração

Apesar de prejudicar tanto homens quanto mulheres, o tabagismo, principal causa de morte evitável no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde, é amplamente mais prejudicial para pessoas do sexo feminino do que para as do masculino – ao mesmo tempo em que também elas são as que mais têm dificuldade para largar vício.

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É o que afirma a cardiologista Jaqueline Scholz, diretora do Programa de Tratamento ao Tabagismo do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor). De acordo com a médica, mulheres têm a vida abreviada em 14 anos quando fumam – enquanto homens, dez anos. 

“As mulheres perdem uma proteção natural que é o estrógeno, que as protegem de problemas cardiovasculares. Podem ocorrer problemas como menopausa precoce – quatro a cinco anos mais cedo –, infarto e até derrame", enumera Jaqueline. 

“Quando você fica uma hora em exposição à fumaça, ela altera a parede do seu vaso sanguíneo por 12 horas, e aí você tem outras circunstâncias como diabetes, hipertensão, desidratação, e essa combinação é suficiente para a formação de um coágulo, que pode ir para o coração ou ao cérebro.”

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O risco de uma mulher fumante de 40 anos sofrer um infarto, segundo Jaqueline, é seis vezes maior do que uma que nunca usou cigarro. Já em relação aos homens, ele cai para três vezes. Os cânceres de pulmão e bexiga também são mais agressivos nas mulheres. 

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