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Katie, de 26 anos, e o marido, Dalton, de 25, sofriam com fibrose cística

Drama do casal, uma espécie de versão da vida real do livro
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Drama do casal, uma espécie de versão da vida real do livro "A Culpa é das Estrelas", comoveu americanos

Um jovem casal que viveu uma espécie de versão da vida real do livro – que virou filme – "A Culpa é das Estrelas" e comoveu os Estados Unidos morreu com poucos dias de diferença. Katie Prager, de 26 anos, morreu nesta quinta-feira na cidade de Flemingsburg, no Estado do Kentucky, dias depois do marido, Dalton Prager, de 25.

O casal sofria de fibrose cística, uma doença não contagiosa, mas terminal. Em A Culpa é das Estrelas, dois adolescentes com câncer vivem uma história de amor.

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Segundo um comentário feito pela mãe de Katie no Facebook, a jovem morreu em casa, onde já estava em cuidados paliativos havia semanas. "Sei que Dalton estava esperando por ela de braços abertos, além de suas duas avós e um bando de parentes e amigos que foram embora antes dela. Os próximos dias serão duros, mas eu terei conforto por saber que minha filha viveu a vida", escreveu a mãe.

Dalton morreu em um hospital da cidade de St. Louis, no Estado do Missouri, a mais de 600 km de Flemingburg. 

Jovens Katie e Dalton Prager se casaram em 2011, dois anos depois de se conhecerem pela rede social Facebook
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Jovens Katie e Dalton Prager se casaram em 2011, dois anos depois de se conhecerem pela rede social Facebook

Os dois se casaram em 2011, após de apaixonarem via Facebook dois anos antes – Katie viu uma foto de Dalton no hospital e ofereceu um ombro amigo para conversar sobre a doença, que costuma matar os pacientes antes dos 40 anos.

Os médicos se opuseram ao romance desde o início, avisando que seria perigoso para os dois se encontrarem pessoalmente, já que Dalton era portador de uma bactéria oportunista, a Burkholderia cepacia, que complica ainda mais o estado de saúde de que tem fibrose cística.

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Katie contraiu a infecção, mas o casal viveu uma vida relativamente saudável nos anos seguintes e até comprou uma casa em Flemingsburg. "A gente se divertiu. Foi algo como um conto de fadas", disse a jovem em uma entrevista à rede de TV CNN dias antes de morrer.

Em 2014, a doença comprometeu demais os pulmões do casal, e os dois se internaram em um hospital de Pittsburgh à espera de um transplante. Dalton conseguiu o seu em novembro daquele ano, mas Katie precisou travar uma longa batalha com planos de saúde até receber o seu, em julho do ano passado.

Os problemas, porém, continuaram: ele teve que lutar contra um câncer linfático e continuou sendo assolado pela fibrose. O transplante de Katie, por sua vez, nunca funcionou bem e ela passou por diversas internações até ser desenganada no início deste mês.

O casal passou os últimos meses de vida separado por causa de complicações em decorrência da doença
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O casal passou os últimos meses de vida separado por causa de complicações em decorrência da doença

Por causa disso, os dois viveram separados seus últimos meses de vida e tinham se visto pela última vez em 16 de julho, quando celebraram o quinto aniversário de casamento.

Com uma séria infecção, Dalton não conseguiu visitar a esposa por uma última vez – sua morte foi acompanhada por Katie pela internet. Ela disse à CNN não ter qualquer arrependimento. "Dalton me deu alguns dos melhores anos da minha vida. Eu prefiro ter passado apenas cinco anos apaixonada e totalmente feliz do que sozinha durante 20 anos."

A fibrose cística entope os pulmões com muco, tornando difícil a respiração.

"Dalton tentou muitas vezes (visitar Katie). Infelizmente, seu corpo não concordou com o que ele queria fazer", disse a mãe do rapaz, Renee, a um jornal de St. Louis. 

O casal arrecadou dinheiro para o tratamento por meio de doações e publicou um blog sobre suas experiências.

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