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Especialistas alertam que consulta com oftalmologista é essencial para que a automedicação não cause problemas secundários como glaucoma e catarata

Conjuntivite pode ser causada por vírus ou bactéria, fungos, alergia ou até exposição química, como à fumaça do cigarro
Pixabay
Conjuntivite pode ser causada por vírus ou bactéria, fungos, alergia ou até exposição química, como à fumaça do cigarro

Olhos vermelhos, doloridos e coçando muito? Você pode estar com conjuntivite. O problema ocorre quando há uma inflamação da conjuntiva, membrana transparente que recobre a superfície ocular para proteger o olho.

As causas são diversas: infecção por vírus ou bactéria, fungos, alergia ou até exposição química, como à  fumaça do cigarro  ou poluição. A conjuntivite também pode vir com inchaço da pálpebra, secreção abundante e até formação de crostas, gerando dificuldade para abrir os olhos ao acordar.

De acordo com a oftalmologista Erika Yasaki, do Hospital Israelita Albert Einstein, a do tipo viral é a mais comum. “A transmissão se dá pelo contato direto através das mãos e objetos contaminados”, explica a especialista. O período de maior risco de contaminação é quando o paciente está nos primeiros dias de infecção, já que há uma maior quantidade de partículas virais do olho sendo eliminadas.

O professor Paulo Schor, chefe do Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, alerta que, mesmo após a vermelhidão passar, o vírus ainda pode contaminar outras pessoas. Em média, ele fica ativo por sete dias, explica o especialista.

Evolução da doença e tratamento

Dra. Erika Yasaki diz que a conjuntivite geralmente ataca um dos olhos e, poucos dias depois, o outro também começa a ser afetado. O tratamento para aliviar os sintomas pode começar em casa, com compressas frias de água, soro fisiológico e chá de camomila.

“Tratamentos caseiros – como leite materno no olho ou limão – são mitos e muito discutíveis, porque podem mascarar algumas condições e até causar uma segunda complicação”, alertou Dr. Paulo Schor.

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Médico pode indicar qual medicamento correto para cada caso: anti-inflamatório, antibiótico, antivirais ou antialérgicos
Cecília Bastos/Usp Imagens
Médico pode indicar qual medicamento correto para cada caso: anti-inflamatório, antibiótico, antivirais ou antialérgicos

O chá de camomila, entretanto, pode ajudar porque a erva é um bom hidratante para a pele, e o chá vai ser feito com água fervida, passando por uma esterilização. Depois, é só deixar na geladeira. Quando esfriar, é possível limpar a secreção que fica nos olhos ou fazer compressa com uma gase ou algodão estéreos. Uma toalha, neste caso, não é recomendada para evitar contaminação.

Quem usa lentes de contato deve evitá-las. Normalmente a doença passa sozinha, mas, se depois de 24 horas os sintomas não cessarem, é bom procurar um médico. Só um especialista poderá fazer uma avaliação e indicar o melhor remédio para cada caso – anti-inflamatório, antibiótico, antivirais ou antialérgicos. A consulta com um oftalmologista é essencial porque o uso indiscriminado de antibiótico ou de cortisona pode causar problemas como glaucoma ou catarata.

Os quadros mais graves da doença costumam ocorrer com recém-nascidos, sendo necessário um tratamento intensivo, ou em quadros que avancem por mais de duas ou três semanas, em que só uma avaliação mais cuidadosa poderá descobrir o que está causando o problema.

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Como evitar

A conjuntivite é transmitida, muitas vezes, porque o doente acaba colocando a mão nos olhos e, depois, em outros objetos ou pessoas sem antes lavá-la. O melhor é nunca esquecer de limpar bem as mãos e não realizar o contato direto com os olhos. Evitar ambientes fechados e aglomerações é outra dica dos especialistas, além de não usar a fronha e toalha de outra pessoa.

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