Tamanho do texto

Infecção que atinge principalmente crianças causava cerca de 2,6 milhões de mortes/ano no mundo antes do início da campanha de imunização, em 1980

Eliminação do sarampo nas Américas foi possível após campanha intensa de vacinação em todos os países da região
Pixabay
Eliminação do sarampo nas Américas foi possível após campanha intensa de vacinação em todos os países da região

A região das Américas é a primeira do mundo a ser declarada livre do sarampo, doença que causava cerca de 2,6 milhões de mortes por ano no mundo antes do início da campanha de imunização , em 1980. O anúncio foi feito nesta terça-feira (27) pelo Comitê Internacional de Peritos de Documentação e Verificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome de Rubéola Congênita nas Américas durante o 55º Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Organização Mundial da Saúde (OMS)

O sarampo é uma doença viral que pode causar graves problemas de saúde como pneumonia, cegueira, inflamação do cérebro e até mesmo a morte. Afetando principalmente crianças, é transmitida por gotas de saliva procedentes do nariz, boca e garganta de pessoas infectadas.

A doença é a quinta prevenível por vacinação a ser eliminada nas Américas. Antes dela, a varíola foi extinta em 1971, a poliomielite em 1994, e a rubéola e a síndrome de rubéola congênita em 2015. Ao longo de seis anos, o Comitê Internacional de Peritos reuniu evidências da eliminação.

LEIA MAIS:  Conjuntivite pode ser causada por vírus, alergia e até fumaça de cigarro

De acordo com a Opas, um estudo sobre a efetividade da eliminação da infecção viral na América Latina e no Caribe estima que, com a vacinação, os países da região vão prevenir 3,2 milhões de casos de sarampo e 16.000 mortes até 2020.

O último caso endêmico de sarampo nas Américas foi registrado em 2002 na Venezuela. Contudo, alguns países da região continuaram notificando casos importados. Entre 2003 e 2014, o número total chegou a 5.077. No ano passado, foram notificados 244.704 casos de sarampo no mundo, mais da metade na África e Ásia.

Manutenção

A partir de agora, a Opas e o Comitê Internacional de Peritos recomendam a todos os países das Américas fortalecerem a vigilância ativa e manterem a imunidade da população através da vacinação.

LEIA MAIS:  Doação de órgãos ajuda jovem a enfrentar morte repentina do pai

Carissa F. Etienne, diretora da Opas/OMS afirmou que é preciso proteger fortemente o resultado alcançado. “O sarampo continua circulando amplamente em outras partes do mundo, motivo pelo qual devemos estar preparados para responder aos casos importados. É fundamental continuar mantendo as altas taxas de cobertura de vacinação e é crucial que os casos suspeitos de sarampo sejam notificados às autoridades imediatamente.”

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.