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EUA não recomendam mais uso de fio dental por falta de estudos sobre sua eficácia, mas o que dizem os especialistas brasileiros sobre este hábito?

Para o Conselho Regional de Odontologia de SP, todos os meios disponíveis para higienização bucal devem ser adotados
Ryan McGuire/ Gratisography
Para o Conselho Regional de Odontologia de SP, todos os meios disponíveis para higienização bucal devem ser adotados

Muitos especialistas garantem: para manter a saúde bucal é necessário usar escova, pasta de dente e não se esquecer do fio dental. Porém, os Estados Unidos não recomendam mais o hábito de passar o fio dental nos dentes. De acordo com a agência Associated Press, as autoridades afirmam que a efetividade de usar o fio dental nunca foi realmente pesquisada. A recomendação de diversos dentistas de todo o mundo seria um mito, então?

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De acordo com o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), “todos os meios disponíveis para garantir a adequada higienização bucal devem ser adotados pela população”. A Dra. Luciana Scaff Vianna, Secretária da Câmara Técnica de Periodontia do Crosp, afirma que os procedimentos básicos para limpeza da boca são a escovação com creme dental e o fio dental .

“Outros acessórios podem ser utilizados a partir de uma avaliação individual de cada paciente”, explica a especialista. Dra. Luciana aconselha o uso do fio dental antes da escovação, para que os resíduos maiores de alimentos que ficam presos nos dentes possam ser retirados antes da escovação, necessária para remover a placa bacteriana. A pessoa pode ainda voltar a usar o fio dental depois da escova de dente para fazer a descontaminação das áreas entre os dentes, onde a escova acaba não chegando.

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Mas é preciso atenção na hora de usar a fita dental para que a gengiva não seja machucada. A passagem deve ser feita com delicadeza e eficiência, entre os dentes e até o fundo da gengiva. “O dentista é a melhor pessoa para fazer essa orientação”, diz a dentista. O especialista também pode indicar qual o melhor fio para cada paciente, já que o produto pode ser feito com diversos materiais.

Crianças

Uso de fio dental por crianças deve ser inciado após  troca dos dentes, por volta dos 11 ou 12 anos, segundo especialista
Pixabay
Uso de fio dental por crianças deve ser inciado após troca dos dentes, por volta dos 11 ou 12 anos, segundo especialista

Como o fio dental é necessário para limpar as áreas interdentais, enquanto a criança ainda tem os dentes espaçados não é necessário o seu uso. A especialista acredita que, por volta dos 11 e 12 anos, após a troca da primeira dentição, é a hora de começar a criar este hábito no dia a dia dos menores. Mas a idade pode variar.

Próteses

Já as pessoas que não têm mais os dentes naturais e usam próteses ou dentadura podem fazer a higienização com bicabornato de sódio ou produtos próprios para a limpeza. Os dentes remanescentes na boca devem ser limpos normalmente – com escovação e, se necessário, fio dental.

“Para os pacientes que usam próteses fixas, que são as coroas, jaquetas ou implantes, a gente pode lançar mão de uma escova interdental, assim como no caso de pessoas que usam aparelhos ortodônticos.”

Quando se consultar?

A higienização bucal pode evitar problemas como cáries e doenças periodentais, que são as mais recorrentes
Pixabay
A higienização bucal pode evitar problemas como cáries e doenças periodentais, que são as mais recorrentes

De um modo geral, apenas para prevenção é recomendado uma visita anual ao dentista. Já uma pessoa que tem alterações como cáries, alterações periodontais ou gengivais, precisa de um controle mais rigoroso. Alguns precisam de uma frequência semestral ou até trimestral, mas só quem pode determinar isto é o próprio especialista.

“As pessoas continuam indo ao dentista quando já tem dor ou por uma necessidade estética. Já a prevenção, que é uma questão de saúde pública, ainda é bastante aquém do que a gente ainda precisaria fazer aqui no Brasil.”

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Além da falta de visita ao dentista, uma alimentação rica em açúcar, doenças como a diabetes, alterações hormonais, uso de alguns medicamentos e procedimentos como quimioterapia e transplante de medula óssea podem influenciar negativamente a saúde bucal.

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