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De acordo com a pasta, entre os anos de 2014 e 2015, a sífilis adquirida teve aumento de 32,7%, os casos em gestantes de 20,9% e os congênitos de 19%

Quanto antes o diagnóstico for feito, mais chances a mãe tem de se curar da sífilis e não passar a infecção para o filho
André Borges/ Agência Brasília
Quanto antes o diagnóstico for feito, mais chances a mãe tem de se curar da sífilis e não passar a infecção para o filho

O Ministério da Saúde assinou nesta quinta-feira (20), durante Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite, um compromisso com outras 19 associações – entre elas a Organização Pan-Americana da Saúde da Organização Mundial da Saúde — para combater a sífilis no Brasil. O objetivo é reduzir os casos congênitos da doença no período de um ano, focando no diagnóstico precoce, ainda no pré-natal.

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Ao longo deste período, a pasta espera realizar ações que incentivem a realização do pré-natal ainda no primeiro trimestre da gestação, ampliar o diagnóstico da sífilis e oferecer o tratamento para a gestante e o parceiro.

“Nosso objetivo é reunir a sociedade no esforço de combate à sífilis. Assim poderemos incentivar a testarem principalmente as grávidas para evitar a transmissão vertical da doença. Trazemos soluções factíveis no compromisso que assinamos hoje”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A infecção sexualmente transmissível é causada pela bactéria Treponema pallidum e tem diferentes sintomas variando de acordo com os estágios da doença, como feridas no pênis, vagina, ânus ou boca e manchas no corpo, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés. Caso uma criança nasça com o problema, é preciso que ela fique internada por alguns dias para realizações de exames.

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Situação no Brasil

A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha ou passar da mãe infectada para a criança durante a gestação ou o parto. De acordo com o Ministério da Saúde, entre os anos de 2014 e 2015, a sífilis adquirida teve um aumento de 32,7%, a em gestantes 20,9% e a congênita, de 19%. Só no ano passado, 65,8 mil pessoas contraíram a doença e 19,2 mil bebês nasceram com o problema.

No Sistema Único de Saúde (SUS) é possível fazer o diagnóstico a partir de um teste rápido. Atualmente, existem 6,1 milhões destes exames espalhados pelo País, informou a pasta. As gestantes devem passar pela avaliação já na primeira consulta do pré-natal.

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Segundo a diretora do Departamento de HIV, aids e hepatites virais do Ministério da Saúde, Adele Benzake, muitas mulheres ainda deixam de para fazer sua primeira consulta como gestante apenas quando a barriga começa a aparecer, mas quanto antes ela passar no médico, maiores são as chances de cura da sífilis.

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