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Pelo menos 12 mil bolsas de sangue são processadas por mês, atendendo a 116 instituições em São Paulo. Veja quem pode doar e como fazer

A Pró-Sangue atende 32% do sangue consumido na região metropolitana de São Paulo, com 116 instituições
Thinkstock/Getty Images
A Pró-Sangue atende 32% do sangue consumido na região metropolitana de São Paulo, com 116 instituições

O fim do ano traz festas e motivos para celebrações em todo o País, exceto pelo fato de que o número de voluntários para a doação de sangue reduz nos estoques da Fundação Pró-Sangue de São Paulo. No último mês, a quantidade de doadores caiu 20%.

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A médica chefe dos postos de coleta na Pró-Sangue, Renata Barros, explicou à Agência Brasil que o número de voluntários para a doação diminui porque, quanto mais feriados tem o mês, mais as pessoas viajam. Além disso, a chuva frequente desse período do ano também influencia na queda das doações. “Tem uma série de coisas que afetam a vinda do doador”, conta.

Pelo menos 12 mil bolsas de sangue são processadas por mês, atendendo a 116 instituições, como o Hospital das Clínicas, o Instituto do Coração e o Instituto do Câncer, em São Paulo. A Pró-Sangue atende 32% do sangue consumido na região metropolitana.

Por causa da queda alta no número de doações, se faz ainda mais urgente que as pessoas se voluntariem nesta época do ano.

Como colaborar

É muito fácil ser um doador: basta estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos de idade (menores de 18 anos precisam de autorização) e estar pesando, no mínimo, 50 Kg. No dia da retirada do sangue, a pessoa precisa ter dormindo bem, no mínimo seis horas nas últimas 24 horas, além de estar alimentado (sem alimentos gordurosos) e não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas.

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Nos postos de coleta, o voluntário deverá apresentar seu documento com foto recente. Em São Paulo, alguns dos locais disponíveis para o recolhimento de sangue são: Hospital das Clínicas, Hospital do Mandaqui, Hospital Dante Pazzanese, Hospital Regional de Osasco, Hospital Municipal de Barueri e Hospital Geral de Pedreira.

Para doar, a pessoa passará por um teste de anemia, além de passar por uma entrevista que apura seus hábitos pessoais. São 50 perguntas realizadas que poderão avaliar e apontar a possível existência de doenças sexualmente transmissíveis ou de outras doenças transmitidas pelo sangue – já que, no momento da coleta, há a coleta de identificação de possíveis doenças. Todo o processo leva 40 minutos, sendo que a retirada do sangue com a agulha demora entre oito e dez minutos.

Não podem doar

Existem alguns grupos de pessoas que não poderão doar sangue. Entre eles estão mulheres grávidas, pessoas que tiveram hepatite após os onze anos de idade, portadores de doenças como hepatites B e C, Aids, doença de Chagas e malária. Além destes, pessoas quem fizeram e fazem uso de drogas ilícitas injetáveis estão proibidas de doar.

O doador que estiver resfriado deverá esperar sete dias após o desaparecimento dos sintomas para se dirigir aos postos de coleta. Ademais, mulheres que tenham dado à luz devem esperar 90 dias – em caso de parto normal – e 180 dias após cesariana. Quem fez tatuagem, maquiagem definitiva, esteve em região de malária ou fez sexo sem proteção deve aguardar um ano.

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Também existem intervalos que devem ser obedecidos entre uma doação e outra, sendo diferentes entre os sexos. Para homens, é de 60 dias (máximo de quatro doações no último ano). Para mulheres, 90 dias (máximo de três doações em um ano). O doador de sangue terá direito a um dia de folga no trabalho a cada 12 meses trabalhados.

*Com informações da Agência Brasil

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